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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Biografia de Fritz Feigl

Fritz Feigl nasceu em Viena, Áustria, a 15 de Maio de 1891, e, faleceu no Rio de Janeiro (RJ), a 23 de Janeiro de 1971. Fritz Feigl foi um militar, professor, químico e pesquisador austríaco, naturalizado brasileiro. Fritz foi o criador e idealizador da “Análise de Toque”, uma técnica simples e eficiente na qual provas analíticas são executadas numa só ou em poucas gotas de soluções sem utilizar instrumentação.

Biografia

De família burguesa com boa base cultural, formou-se em humanidades em 1914 e química na Universidade Técnica de Viena. Lutou na Primeira Guerra Mundial chegando à patente de capitão com medalhas de Bronze e de Prata, bem como com a Cruz do Serviço Militar por ter sido ferido na frente russa de batalha. Concluiu o doutorado na Universidade de Viena em 1920. Em decorrência do nazismo, que anexou a Áustria a Alemanha e sendo judeu, foi com a esposa Regine Feigl e filho para a Bélgica, França e, finalmente, Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em dezembro de 1940. No Brasil trabalhou no Departamento Nacional de Produção Mineral. Tornou-se membro da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, da Real Academia de Gotemburgo, da Academia Austríaca de Ciências e da Academia Brasileira de Ciências. Escreveu inúmeros livros traduzidos em várias línguas. Foi professor honoris causa em diversas universidades pelo mundo e morreu de trombose na cidade do Rio de Janeiro em 1971.

Homenagens

O mais importantes prêmio para profissionais da química, no Brasil, leva o nome de Prêmio Fritz Feigl e no filme brasileiro “Tempos de Paz”, pouco antes dos créditos finais, são homenageados vários personalidades que trocaram a Europa pelo Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial e entre estes, encontra-se a imagem de Fritz Feigl. Em 1956, ele recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de São Paulo. 

Prêmio Fritz Feigl

O Prêmio Fritz Feigl destina-se a homenagear os melhores profissionais da área Química e foi criado pelo Conselho Regional de Química - IV Região, tornando-se referência para o Brasil.Criado em 1977, o prêmio não foi entregue em alguns anos e até 2009 os laureados eram profissionais do ensino e/ou pesquisa (entregue nos anos ímpares) e da iniciativa privada (entregue nos anos pares). Em 2009 houve uma reestruturação no regulamento do prêmio e a partir de 2010 o prêmio passou a ser concedido a representantes de quatro categorias: Nível Superior com atuação na indústria, Nível Superior com atuação no ensino e/ou na pesquisa, Nível Médio com atuação na indústria e Nível Médio com atuação no ensino e/ou na pesquisa. Cada homenageado com o Fritz Feigl ganha um troféu, um certificado e até 2009 uma importância em dinheiro, mas com a reformulação do concurso a premiação em dinheiro foi extinta. O nome do prêmio é uma homenagem ao austríaco, naturalizado brasileiro, Fritz Feigl, criador da técnica da Análise do Toque.

Galeria do ganhadores do "Fritz Feigl"

A lista abaixo é a relação dos agraciados pelo Fritz Feigl desde a sua criação, apresentando, também, os anos que não houve a premiação.
  •     1977 - Otto Richard Gottlieb;
  •     1979 - Walter Borzani;
  •     1980 a 1995 - O concurso não foi realizado;
  •     1996 - Pedro Wongtschowski;
  •     1997 - Fernando Galembeck;
  •     1998 - Maria Helena Andrade Orth;
  •     1999 - Alcídio Abrão;
  •     2000 - Otto Rohr;
  •     2001 - Henrique Eise Toma;
  •     2002 - Não foi realizado por falta de inscritos;
  •     2003 - Etelvino José Henriques Bechara;
  •     2004 - Ernesto Leo Mehlich;
  •     2005 - Oswaldo Luiz Alves;
  •     2006 - Gerson de Mello Almada;
  •     2007 - Matthieu Tubino;
  •     2008 - Manuel Julimar Lopes;  
  •     2009 - Suspenso para reformulação do regulamento;
  •     2010 - Não foi realizado por decisão do Plenário do CRQ.

Obras literárias
  • Qualitative Analyse mit Hilfe von Tüpfelreaktionen, 1931
  • Chemistry of specific, selective and sensitive reactions, 1949
  • Spot tests in inorganic analysis, 1958
  • Spot tests in organic analysis, 1966

Biografia de Fritz Pregl

Fritz Pregl
Fritz Pregl nasceu em Liubliana, a 03 de Setembro de 1869, e, faleceu em Graz, a 13 de Dezembro de 1930. Fritz Pregl  foi um químico austríaco. Foi laureado com o Prêmio Nobel de Química de 1923, por contribuições fundamentais para a microanálise orgânica quantitativa, um dos quais foi a melhoria do trem de combustão técnica para análise elementar.

Vida e obra

Pregl nasceu em Liubliana, então parte do Império Austro-Húngaro, filho de pai de esloveno e de mãe de austríaca. Ele morreu em Graz, Áustria, em 1930. Estudou na Universidade de Graz, onde foi professor auxiliar de química a partir de 1904. Em 1910 transferiu-se para a Universidade de Innsbruck e três anos mais tarde regressou a Graz como diretor do Instituto de Química Médica. Suas primeiras pesquisas versaram sobre a constituição química dos ácidos biliares dos animais e humanos. Pelo planejamento e desenvolvimento de métodos de microanálises orgânicas foi honrado com o Nobel de Química de 1923. Em 1950, o departamento da Universidade de Graz, onde Fritz Pregl tinha trabalhado foi nomeado o Instituto de Química Médica e Laboratório Pregl. Ruas em Graz, Innsbruck, Viena e Klagenfurt foram nomeados após ele. É autor da obra “Die Quantitative Organische Mikroanalyse” (1917).

Prêmio Fritz Pregl

O Prêmio Fritz Pregl é concedido anualmente desde 1931 a um cientista austríaco por realizações notáveis em química pela Academia Austríaca de Ciências (Österreichische Akademie der Wissenschaften) dos fundos deixados à sua disposição pelo químico ganhador do Prêmio Nobel Fritz Pregl.

Agraciados

1931 - Fritz Feigl
1932 - Moritz Niessner
1933 - Anton Benedetti-Pichler
1934 - Ludwig Kofler
1935 - Edgar Schally
1936 - Franz Vieböck
1937 - Max Haitinger
1938 - Friedrich Hecht
1939 - Josef Pirsch
1941 - Josef Unterzaucher
1942 - Julius Donau
1943 - Karl Bürger
1947 - Heinz Holter
1950 - Hans Lieb
1951 - Ernst Wiesen
1952 - Georg Gorbach
1953 - Ernst Abrahamczik
1954 - Adelheid Kofler
1955 - Engelbert Broda
1956 - Heribert Michl
1957 - Herbert Ballczo
1958 - Friedrich Kuffner
1959 - Gerald Kainz
1960 - Hubert Roth
1961 - Hans Spitzy
1962 - Gerhard Billek
1963 - Michael Zacherl
1964 - Robert Fischer
1965 - Hanns Malissa
1966 - Johann Korkisch
1967 - Herbert Weisz
1969 - Vinzenz Anger
1970 - Helmut Trutnovsky
1971 - Theodor Leipert
1972 - Maria Kuhnert-Brandstätter
1973 - Wolfgang Kiesl
1974 - Hans Leopold
1975 - Erik Lassner
1976 - Herbert Sorantin
1977 - Robert Kellner
1979 - Gottfried Machata
1981 - Manfred Grasserbauer
1984 - Alexej Nikiforov
1986 - Wolfhard Wegscheider
1988 - Karl Winsauer
1990 - Wolfgang Merz
1992 - Hans Malissa
1995 - Hans Puxbaum
1996 - Ernst Kenndler
1998 - Wolfgang Buchberger
2000 - Gerhard Sontag
2002 - Bernhard Lendl
2004 – Erwin Rosenberg e Leopold Jirovetz
2006 – Michael Lämmerhofer e Michael Oberhuber

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fritz_Pregl
https://en.wikipedia.org/wiki/Fritz_Pregl_Prize

sábado, 15 de junho de 2019

Biografia de Morris William Travers


Capa do livro de Keith Kostecka.
Morris William Travers nasceu em Londres, a 24 de Janeiro de 1872, e, faleceu em Gloucestershire, a 25 de Agosto de 1961. Morris Travers foi um químico inglês. Juntamente com William Ramsay descobriu os elementos químicos xenônio, neônio e criptônio.

Vida

Travers estudou na University College, onde começou a trabalhar com William Ramsay. Em 1906 viajou para Bangalore como diretor do novo Indian Institute of Science, mas retornou à Grã-Bretanha quando estalló a Primera Guerra Mundial estourou, onde dirigiu a fabricação de vidro na Duroglass Limited. Em 1920, trabalhou com fornos de alta temperatura e tecnologia de combustível, incluindo a gaseificação de carvão. Entre 1894 e 1908, Ramsay identificou o que foi chamado de gases nobres ou inertes: criptônio, xenônio e radônio. Travers ajudou Ramsay a determinar as características dos gases, argônio e hélio recém-descobertos. Eles também aqueceram minerais e meteoritos em busca de outros gases, mas não encontraram nenhum. Em 1898 eles obtiveram uma grande quantidade de ar líquido e submeteram a destilação fracionada. A análise espectral da fração menos volátil revelou a presença de criptônio. Eles examinaram a fração de um componente de argônio no ponto de menor ebulição, encontrando neônio. Finalmente, o xenônio foi descoberto por espectroscopia, sendo menos volátil que o criptônio. Travers continuou sua pesquisa em criogenia e fez as primeiras medições precisas da temperatura dos gases líquidos. Ele também ajudou a construir várias fábricas experimentais de ar líquido na Europa.

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Morris_William_Travers
https://es.wikipedia.org/wiki/Morris_Travers

sábado, 28 de novembro de 2015

Biografia de Mihajlo Pupin

Mihajlo Pupin
Mihajlo Idvorski Pupin. (em cirílico sérvio: Михајло Идворски Пупин), também conhecido como Michael I. Pupin. Nasceu na vila de Idvor em Banat, Fronteira Militar, Império Austríaco (agora Sérvia), 4 de Outubro de 1858, e, faleceu em Nova Iorque, a 12 de Março de 1935. Mihajlo Pupin foi um físico e físico-químico sérvio. Foi agraciado com a Medalha Edison IEEE (1920), Gibbs Lecture (1923), Medalha de Honra IEEE (1924), Prêmio Pulitzer (1924) e Medalha John Fritz (1932). *IEEE: Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos. Como físico, desenvolveu um sistema para aumentar significativamente o alcance das comunicações telefônicas, através de linhas de fio de cobre, mediante a inserção  intervalos regulares ao longo da linha de transmissão das denominadas bobinas de carga. Esta pesquisa foi realizada anteriormente por Oliver Heaviside para ser aplicada no cabo telegráfico transatlântico, mas nunca foi concretizada na prática. Pupin foi um membro fundador da National Advisory Committee for Aeronautics (NACA) a 3 de Março de 1915, a qual mais tarde se tornaria NASA.

Vida

Apesar de ter nascido em Banat (agora parte da Sérvia, mas posteriormente integrada na Áustria-Hungria), Pupin emigrou para os Estados Unidos aos 16 anos de idade e se formou com honras em 1883 no Columbia College em Nova York. Obtendo a sua licenciatura em Física na Universidade de Berlim em 1889, Pupin retornou à Universidade de Columbia como professor de Física Matemática. As investigações de Pupin sobre análises de correntes elétricas e detecção de portadoras (sinal analógico em forma de onda) foram pioneiras nestas áreas. Realizou diversos inventos: Em 1894, a conhecida atualmente como Bobina de Pupin, que, como foi dito, permitiu ampliar o alcance das comunicações telefônicas. Em 1896, desenvolveu um procedimento para obter a fotografia instantânea de uma imagem obtida mediante raios-X, que requeria apenas uma exposição de uma fração de segundo ao invés de uma hora ou mais que se empregava anteriormente. Em 1901 tornou-se professor e, em 1931, professor emérito da Universidade de Columbia. Em 1911, Pupin foi nomeado cônsul do então Reino da Sérvia em Nova York. Em seu discurso ao Congresso dos Estados Unidos de 8 de Janeiro de 1918, conhecido como os Catorze Pontos (referentes à reconstrução europeia após a Primeira Guerra Mundial), o presidente norte-americano Woodrow Wilson inspirado em suas conversas com Pupin, insistiu na restauração da Sérvia e Montenegro, assim como na autonomia para os povos que haviam formado o antigo Império austro-húngaro. A autobiografia de Michael Pupin, De Imigrante a Inventor (From Immigrant to Inventor) ganhou o Prêmio Pulitzer em 1924. Ele também escreveu A Nova Reforma (The New Reformation – 1927) e Romance da Máquina (Romance of the Machine – 1930), assim como muitos outros documentos técnicos. Pupin também foi muito ativo dentro das sociedades de emigrantes sérvios, sendo o fundador e primeiro presidente da Serb National Shield Society, sociedade para a proteção dos direitos dos sérvios nos Estados Unidos. O Pupin Hall da Universidade de Columbia, o local do Laboratório de Físicas Pupin, é um edifício construído em 1927 e nomeado em sua honra no ano 2000. Também, na sede da União Europeia de Telecomunicações em Genebra há um busto em sua memória. Existe também uma pequena cratera na Lua denominada Pupin em sua honra.



Patentes

Pupin lançou cerca de 70 artigos e comentários técnicos e 34 patentes.

Patentes lançadas na América

Número da patente - Data (click nos links para ver as patentes).

-U.S. Patent 519,346 Apparatus for telegraphic or telephonic transmission. 08/5/1894.
-U.S. Patent 519,347 Transformer for telegraphic, telephonic or other electrical systems. 08/5/1894.
-U.S. Patent 640,515 Art of distributing electrical energy by alternating currents. 02/1/1900.
-U.S. Patent 640,516 Electrical transmission by resonance circuits. 02/1/1900.
-U.S. Patent 652,230 Art of reducing attenuation of electrical waves and apparatus therefore. 19/6/1900.
-U.S. Patent 652,231 Method of reducing attenuation of electrical waves and apparatus therefore. 19/6/1900.
-U.S. Patent 697,660 Winding-machine (bobinadeira). 15/4/1902.
-U.S. Patent 707,007 Multiple telegraphy. 12/8/1902.
-U.S. Patent 707,008 Multiple telegraphy. 12/8/1902.
-U.S. Patent 713,044 Producing asymmetrical currents from symmetrical alternating electromotive process. 04/11/1902.
-U.S. Patent 768,301 Wireless electrical signalling. 23/8/1904.
-U.S. Patent 761,995 Apparatus for reducing attenuation of electric waves. 07/6/1904.
-U.S. Patent 1,334,165 Electric wave transmission. 16/3/1920.
-U.S. Patent 1,336,378 Antenna with distributed positive resistance. 06/4/1920.
-U.S. Patent 1,388,877 Sound generator. 03/12/1921.
-U.S. Patent 1,388,441 Multiple antenna for electrical wave transmission. 23/12/1921.
-U.S. Patent 1,415,845 Selective opposing impedance to received electrical oscillation. 09/5/1922.
-U.S. Patent 1,416,061 Radio receiving system having high selectivity. 10/5/1922.
-U.S. Patent 1,456,909 Wave conductor. 29/5/1922.
-U.S. Patent 1,452,833 Selective amplifying apparatus. 24/4/1923.
-U.S. Patent 1,446,769 Aperiodic pilot conductor. 23/2/1923.
-U.S. Patent 1,488,514 Selective amplifying apparatus. 01/4/1923.
-U.S. Patent 1,494,803 Electrical tuning. 29/5/1923.
-U.S. Patent 1,503,875 Tone producing radio receiver. 29/4/1923.

Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Pupin
https://es.wikipedia.org/wiki/Michael_Pupin
https://en.wikipedia.org/wiki/Mihajlo_Pupin

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Biografia de Josiah Willard Gibbs

Josiah Willard Gibbs
Josiah Willard Gibbs. Nasceu em New Haven, a 11 de Fevereiro de 1839, e, faleceu, tambem em New Haven, a 28 de Abril de 1903. Josiah Willard Gibbs foi um cientista americano que realizou importantes contribuições teóricas na física, química e matemática. Seu trabalho sobre as aplicações da termodinâmica contribuiu para transformar a química física em uma ciência dedutiva rigorosa. Junto com James Clerk Maxwell e Ludwig Boltzmann, criou a mecânica estatística (um termo que ele cunhou), explicando as leis da termodinâmica como consequências das propriedades estatísticas de grandes agregados de partículas. Gibbs também trabalhou nas aplicações das equações de Maxwell a problemas em óptica física. Como matemático, ele inventou o moderno cálculo vetorial (independentemente do cientista britânico Oliver Heaviside, que realizou um trabalho similar durante o mesmo período). Em 1863, a Universidade Yale concedeu a Gibbs o primeiro doutorado em engenharia. Após uma residência temporária de três anos na Europa, Gibbs passou o resto de sua carreira em Yale, onde ele foi professor de física matemática de 1871 até sua morte. Trabalhando em relativo isolamento, ele se tornou o primeiro cientista teórico nos Estados Unidos a obter uma reputação internacional e foi elogiado por Albert Einstein como “a maior mente na história americana”. Em 1901, Gibbs recebeu o que era então considerada a maior honra que podia ser recebida na comunidade científica internacional, a Medalha Copley da Real Sociedade de Londresx, “por suas contribuições à física matemática". Comentadores e biógrafos observaram o contraste entre a vida quieta e solitária de Gibbs na Nova Inglaterra durante a virada do século e o grande impacto internacional de suas ideias. Embora seu trabalho tenha sido quase que inteiramente teórico, o valor prático das contribuições de Gibbs tornou-se evidente com o desenvolvimento da química industrial durante a primeira metade do século XX. De acordo com Robert Andrews Millikan, em ciência pura Gibbs “fez pela mecânica estatística e pela termodinâmica o que Pierre-Simon Laplace fez pela mecânica celeste e Maxwell fez pela eletrodinâmica, isto é, fez de seu campo uma estrutura teórica quase completa”.

Biografia

Gibbs estudou matemática e ciências naturais na Universidade de New Haven. Em 1863 obteve na Universidade Yale o primeiro doutorado em engenharia de uma universidade dos Estados Unidos. Foi tutor de 1863 a 1866 no Colégio de Yale. Foi então para a Europa, onde prosseguiu seus estudos em Paris, Berlim e Heidelberg. Em 1871 foi professor na Universidade Yale. Entre 1876 e 1878 escreveu uma série de artigos com título geral sobre equilíbrio de substâncias heterogêneas, sendo uma das maiores conquistas da física do século XIX e considerado como a base da físico-química. Nestes artigos Gibbs aplicou a termodinâmica para interpretar fenômenos físico-químicos. Um dos princípios discutidos inclui a regra das fases de Gibbs. O artigo de Gibbs em termodinâmica surgiu no Transactions of the Academy Connecticut. Sobre o equilíbrio de substâncias heterogêneas 1891 era em alemão e em 1899 foi traduzido para o francês, e as doutrinas contidos eram conhecidos e utilizados na Europa. Proliferação específico, enquanto que aprenderam através do trabalho experimental de Hendrik Willem Bakhuis Roozeboom. Gibbs, que também prestou serviços de excelência para a mecânica estatística, cálculo vetorial e da teoria eletromagnética da luz. Seus Scientific Papers (1906) e Collected Works (1928) foram recolhidos e publicados após sua morte. Para a Análise Vetorial Gibbs criou um método que simplificou significativamente desenvolvimentos matemáticos, adotando em seu tratamento, avançada teórica da eletrodinâmica de Maxwell forte. Além disso, o fenômeno de Gibbs e o paradoxo de Gibbs reberão estes nomes após ele.

Fenômeno de Gibbs

Fenômeno de Gibbs para várias aproximações. (Imagem: Jadysfeijo).
Em matemática, o fenômeno de Gibbs, descoberto por Henry Wilbraham e redescoberto por J. Willard Gibbs, é a forma peculiar que as séries de Fourier de funções periódicas de partes continuamente diferenciáveis tomam em pontos de descontinuidade de salto. A n-ésima soma parcial da série de Fourier oscila bastante perto do salto, o que pode fazer aumentar o valor máximo da soma parcial acima do valor da própria função original. Esse tipo de comportamento já tinha sido observado por físicos experimentais, mas acreditava-se que devia-se a imperfeições nos aparelhos de medição. Ao fazer uma convergência das somas parciais finitas da Série de Fourier de uma função encontra-se oscilações cujas amplitudes não convergem para zero. Isso se dá em razão da dificuldade de aproximar funções descontínuas a finitas séries de ondas senos e cossenos.

Descrição

Se f(x) é uma função suave por partes, o Teorema de Fourier garante que a Série de Fourier da f(x) converge uniformemente para f em todo o intervalo fechado que não contém pontos de descontinuidade de f. Se houver um ponto de descontinuidade neste intervalo I, a convergência não poderá ser uniforme em I. Gibbs estudou a convergência da série de Fourier próximo a um ponto p de descontinuidade e descobriu uma curiosidade, que é conhecida como fenômeno de Gibbs. Se definimos a oscilação da soma parcial de ordem n no ponto x=p por:
\omega_n(S_n,p)=maxS_n(f) - minS_n(f)
Gibbs observou que o valor desta oscilação não se aproxima do salto de f no ponto x=p, independente do grau de proximidade de x com p.
Na verdade, a soma parcial da série de Fourier ultrapassa o valor limite da função à direita e tem valor menor do que a função. Esta é uma forma natural de compensar o salto que a soma parcial realizará.

Paradoxo de Gibbs

O Paradoxo de Gibbs afirma que ao misturar dois gases ideais, a entropia terá diferentes resultados, dependendo do gás que participa da mistura.

Energia Livre de Gibbs

Em Termodinâmica, a energia livre de Gibbs é uma grandeza que busca medir a totalidade de energia atrelada a um sistema termodinâmico disponível para execução de trabalho “útil” - trabalho atrelado ao movimento em máquinas térmicas, a exemplo. É particularmente útil na compreensão e descrição de processos simultaneamente isotérmicos e isobáricos: em transformações à temperatura e pressão constantes a variação da energia livre de Gibbs encontra-se diretamente associadas ao trabalho útil realizado pelo sistema - em princípio facilmente mensurável via determinação das variações das energias cinéticas associadas. Tem este nome devido a Josiah Willard Gibbs, que realizou grandes estudos nessa área. Assim como ocorre para os demais potenciais termodinâmicos, não são os valores absolutos da energia livre de Gibbs em si mas as variações na referida energia que retêm importâncias as mais significativas tanto em questões práticas como teóricas. A variação da energia livre de Gibbs, determinável via diferença entre as energias associadas respectivamente ao estado final e inicial do sistema dado ser a energia em questão uma função de estado  \Delta G = G_f - G_i - em notório contraste com o que verifica-se experimentalmente para os valores absolutos da referida energia - é facilmente mensurável em experimentos práticos mediante adequadas determinações acerca do trabalho útil realizado pelo sistema nos processos em questão. Raras e praticamente difíceis são as situações que exigem considerações explícitas acerca dos valores absolutos de tais energias.

Definição

A totalidade de energia associada a um sistema é mensurada não pela energia interna do sistema - parcela que avalia apenas a totalidade das energias diretamente atreladas aos componentes integrantes do sistema - mas sim pela entalpia do sistema, grandeza que considera não apenas as energias associadas aos componentes do sistema como também as energias indiretamente atreladas ao sistema em virtude das relações que este estabelece com sua vizinhança - parcela última reconhecível como a energia passível de ser recebida da vizinhança mediante a execução de trabalho dadas as variações de volume do sistema frente à pressão imposta pela vizinhança. Dada a segunda lei da termodinâmica, da energia total atrelada ao sistema, uma parcela desta, especificamente uma parcela da energia interna do sistema - por encontrar-se associada à entropia do sistema - nunca é passível de ser transformada em trabalho; tal parcela é segundo a termodinâmica determinável pelo produto entre a temperatura T e a entropia S do sistema. Decorre que a totalidade de energia atrelada a um sistema efetivamente disponível para a realização de trabalho útil - definida como a energia livre de Gibbs - é calculável pela diferença entre a energia total associada ao sistema - sua entalpia - e a parcela de energia indisponível à realização de trabalho dada sua associação com a entropia do sistema. A energia livre de Gibbs G é matematicamente pois definida como:

 G = H - TS  = U + PV - TS

Se um dado sistema termodinâmico evolui de um estado inicial "i" para outro estado final "f" através de transformações isotérmicas e isobáricas reversíveis - situação em que por definição não há variação de entropia do sistema mais reservatórios (térmico ou bárico) de forma que a soma U-TS para o sistema (e não apenas o produto TS em si) se conserva em presença de calor entre sistema e vizinhanças - a variação da energia livre de Gibbs ( \Delta G = G_f - G_i ) é igual à totalidade de trabalho realizado pelo sistema no processo menos a parcela de trabalho realizada pelo sistema sobre sua vizinhança em virtude da variação de seu volume frente à pressão P imposta pelo ambiente, ou seja, corresponde ao trabalho efetivamente "útil" realizado pelo sistema no processo. A variação da energia livre de Gibbs neste caso iguala-se à variação de entalpia experimentada pelo sistema durante as transformações - reversíveis - que conectam os dois estados em questão. Conforme definida, a energia livre de Gibbs é útil na análise de transformações experimentadas por sistemas quando estes encontram-se em contato com um reservatório térmico - o que a manutenção da temperatura nas transformações - e em contato com um reservatório mecânico - o que garante a manutenção da pressão ao longo das transformações. Ressalva-se contudo que para todos os fins práticos e talvez teóricos - de forma similar ao que verifica-se para a entalpia, energia interna e demais potenciais termodinâmicos - de considerável relevância têm-se não os valores absolutos das referidas energias mas sim as variações destas energias. Ao passo que as determinações dos respectivos valores absolutos são experimentalmente extremamente complicados - e por tal raramente feitos - as determinações das variações nestas energias são contudo experimentalmente bem acessíveis. A energia de Gibbs pode ser um fator determinante no cálculo de outras grandezas, como a voltagem de uma célula eletroquímica e a constante de equilíbrio de uma reação reversível. A energia livre foi inicialmente proposta na década de 1870 pelo físico e matemático Willard Gibbs.

Espontaneidade em processos naturais

Muitos pensam de forma incorreta que todo processo exotérmico - para os quais  \Delta H < 0 - caracteriza um processo espontâneo na natureza ao passo que os processos endotérmicos não são espontâneos. A falsidade de tal afirmação pode contudo ser evidenciada com exemplos simples, a exemplo do que ocorre ao misturar-se sal e gelo. Processos naturais - com razoável aproximação - são processos que transcorrem sob temperaturas e pressões constantes - impostas pelo ambiente - se não ao longo de todo o processo (casos irreversíveis), pelo menos ao referenciarem-se os estados inicial e final correspondentes. Espera-se pois que a espontaneidade de tais processos encontrem-se ligados às variações nas energias livres de Gibbs e não às variações nas entalpias nos referidos sistemas. Dado o princípio da minimização da energia verifica-se no cotidiano que processos que levem a uma diminuição na energia livre de Gibbs ( \Delta G < 0 ) são processos espontâneos ao passo que processos que tenham por resultado um aumento na energia livre de Gibbs ( \Delta G > 0 ) são não espontâneos. Análise quanto às energias livres de Gibbs são particularmente importantes na compreensão das mudanças de fase da matéria - visto que estas se fazem a temperaturas e exceto poucas exceções também a pressões constantes.

Potenciais termodinâmicos

A energia de Gibbs é, conforme visto, definida como:

G=H - TS = U + PV - TS\,

Em unidades SI, G é medido em joules, H (entalpia) também em joules, T (temperatura) em Kelvin e S (entropia) em joules por Kelvin. Cada quantidade nas equações pode ser dividida pela quantidade de material (mol) para formar a energia de Gibbs molar. Em acordo com o estabelecido pela termodinâmica, uma vez conhecida a equação fundamental que exprime a energia interna de um sistema em função das grandezas termodinâmicas adequadas, é possível inferir-se as propriedades do sistema ao longo de processos termodinâmicos, e por lógica deve ser possível, a partir desta, determinar-se a energia livre de Gibbs atrelada ao sistema. A ferramenta matemática necessária é a Transformada de Legendre. Quando aplicada corretamente à equação fundamental que define a energia interna  U_{(S,V,N)} do sistema, tem-se que a energia livre de Gibbs  G_{(T,P,N)} deve figurar, entre outras se houver, em função do número de partículas N, e da grandezas intensivas temperatura absoluta T e pressão P, devendo as correspondentes extensivas conjugadas - a entropia S e o volume V - serem substituídas em  U_{(S,V,N)} mediante:

 T = \frac {\part U_{(S,V,N)}}{\part S}
e
 -P = \frac {\part U_{(S,V,N)}}{\part V}

Quando expressa em função da Temperatura T, do número de elementos N e da pressão P - para o caso de sistemas termodinâmicos mais simples - a Energia Livre de Gibbs  G = G_{(T,P,N)} é, assim como o são as respectivas Transformadas de Legendre, a saber a Energia livre de Helmholtz  F = F_{(T,V,N)} , a Entalpia  H = H_{(S,P,N)} e a Energia Interna  U = U_{(S,V,N)} , uma equação fundamental para os sistemas termodinâmicos, sendo então possível, a partir desta e de todo o formalismo matemático inerente à termodinâmica, obter-se qualquer informação física relevante para o sistema a qual esta encontre-se vinculada. Contudo, se expressa em função de outras grandezas que não as citadas, tal equação reduz-se a uma equação de estado. Equações de estado não retêm em si todas as informações acerca do sistema, sendo necessário o conjunto completo de todas as equações de estado do sistema para recuperar-se a totalidade de informações citada - de forma a tornar-se possível, a partir das equações de estado, a determinação de uma, e por tal - via transformada de Legendre adequada - de qualquer das demais equações fundamentais do sistema. A tabela abaixo apresenta um resumo dos passos a serem seguidos a fim de se executar corretamente a transformada a fim de obter-se a energia de Gibbs a partir da expressão para a energia interna - ou vice-versa.

U=U_{(S,V,N_1,N_2...)}
T=\frac {\part U_{(S,V,N_1,N_2...)}}{\part S} ; -P = \frac {\part U_{(S,V,N)}}{\part V}
Determinar  S=S_{(T,P,N_1,N_2...)},  V=V_{(T,P,N_1,N_2...)} e U=U_{(T,P,N_1,N_2...)}
F = U - TS + PV
Eliminação de U, V e S fornece:
Energia Livre de Gibbs G
G = G_{(T,P,N_1,N_2...)}

F = G_{(T,P,N_1,N_2...)}
 -S =\frac {\part G_{(T,P,N_1,N_2...)}}{\part T} ;  V =\frac {\part G_{(T,P,N_1,N_2...)}}{\part P}
Determinar  T=T_{(S,V,N_1,N_2...)} ;  P=P_{(S,V,N_1,N_2...)} ; G=G_{(S,V,N_1,N_2...)}
U = G + TS -PV
Eliminação de T, P e G fornece:
Energia Interna U
U=U_{(S,V,N_1,N_2...)}

A energia livre de Gibbs pode ser obtida também através da Transformada de Legendre diretamente aplicada sobre a Entalpia  H_{(S,P,N)}, neste caso devendo-se fazer apenas a substitiuição da variável extensiva S pela correspondente intensiva T uma vez que, para obter-se a entalpia, a grandeza V já foi substituída pela correspondente intensiva P.

Exemplo

A equação fundamental para a energia livre de Gibbs para um gás ideal monoatômico é, sendo  \Phi uma constante com unidade(s) definida(s) de forma a tornar correta a análise dimensional:

G(T,P,N)=-Nk_BT\ln\left(\frac{k_BT^{\frac {5}{2}}}{\Phi P}\right).

Esta equação pode ser obtida a partir da definição de Energia Livre de Gibbs acima quando aplicada à equação fundamental (vide tabela) para a energia interna  U_{(S,V,N)} , que a título ilustrativo é:

U(S,V,N)= \frac{3}{2} Nk\left(\frac{N\Phi\,e^{S/Nk-5/2}}{V}\right)^{\frac {2}{3}}

Suprimidas as constantes de ajuste de dimensões, a mesma equação pode ser reescrita como:

 U_{(S,V,N)} = N \left(\frac {N}{V}\right)^{\frac{2}{3}} e^{\left[\frac{2}{3} \left(\frac {S}{Nk_B} -c\right)\right]}

o que está em acordo com o publicado em outros artigos da própria wikipedia.
Dicas quanto aos cálculos pertinentes à transformação - não explicitados aqui - encontram-se disponíveis no artigo Transformada de Legendre conforme disponibilizado na presente enciclopédia eletrônica.

Potenciais químicos

Partindo-se da equação que define a energia livre de Gibbs é possível demonstrar que a energia de Gibbs de um sistema é também dada por:

 G = \mu_1 N_1 + \mu_2 N_2 ... = \Sigma \mu_j N_j

onde  \mu_j é o chamado potencial químico atrelado a cada componente j do sistema em questão.
Para sistemas com um único componente tem-se que:

 \frac {G}{N} = \mu

Para sistemas com vários componentes tem-se, de forma reescrita, que:

 \frac {G}{N} = \mu_1 x_1 + \mu_2 x_2 + ... = \Sigma \mu_j x_j

onde  x_j representa a fração molar do j-ésimo componente, ou seja, a razão entre a quantidade de matéria  N_j associada ao componente j e a quantidade de matéria total N do sistema.

 x_j = \frac {N_j}{N}

Por consequência o potencial químico é por vezes definido como a energia livre de Gibbs molar molar para sistemas de um só componente ou a "energia livre de Gibbs molar parcial" em sistemas com múltiplos componentes.

Sinônimos

A energia livre de Gibbs pode ser chamada de energia de Gibbs, função de energia livre de Gibbs, energia livre, entalpia livre, potencial termodinâmico a pressão constante entre outros.

Relação de Gibbs-Duhem

Em termodinâmica, a relação de Gibbs-Duhem descreve as variações do potencial químico associadas as diferentes componentes de um sistema. Ela é consequência direta da relação de Euler para funções homogêneas e se escreve para um sistema de I componentes:

 \sum_{i=1}^I N_i\,\mathrm{d}\mu_i  =  - S\,\mathrm{d}T + V\,\mathrm{d}p \,

sendo N_i o número de moles da componente i, \mu_i o potencial químico da componente i, S a entropia do sistema, T a temperatura, V o volume e p a pressão.

Referências