| Moderno vaso sanitário residencial. |
Vaso
sanitário ou sanita
é o objeto costumeiramente usado para satisfazer as necessidades
fisiológicas do ser humano (urinar e evacuar). É também conhecido
como bacia,
privada,
trono, patente
ou bojo, em
linguagem mais popular no Brasil, e como retrete em
Portugal. Normalmente é um vaso de cerâmica, cuja boca ovalada é
desenhada para garantir o conforto do utilizador. Seu funcionamento é
bastante simples: o vaso mantém uma quantidade de água; logo atrás,
o cano do vaso sanitário que leva os dejetos faz uma curva para cima
e outra para baixo - um sifão - e que, somente depois, vai para o
esgoto; nessa curva, uma quantidade de água fica acumulada e, quando
a descarga é acionada, uma quantidade de água é liberada. Nos
modelos mais comuns, a quantidade de água varia entre 6 e 8 litros
por descarga. Com a força desta, a água depositada
e seus dejetos
são levados pelo cano, até a água ficar novamente estancada. No
ano de 1596, o poeta inglês John Harington descreveu
aquilo que seria hoje o vaso sanitário moderno, com descarga (ou
autoclismo). Na Roma antiga, os espaços sanitários públicos eram
sempre em forma de bancos conjuntos. Nestes não havia compartições
individuais. Em frente ao banco sanitário público passava sempre um
pequeno córrego ou uma valinha de água que era para os usuários
fazerem as suas abluções.
| Vaso sanitário de um Boing 747 (imagem: zh:user:Wrightbus). |
| Vaso sanitário com caixa acoplada e descarga dupla. (imagem: Eugenio Hansen, OFS). |
História
| Sanitários públicos na antiga Roma. |
O terceiro milênio antes de Cristo era a "Idade da Limpeza". Sanitários e esgotos foram inventados em várias partes do mundo, e Mohenjo-Daro por volta de 2.800 a.C., teve alguns dos mais avançados, com lavatórios embutidos nas paredes externas das casas. Estes eram banheiros primitivos ao "estilo ocidental" feitos de tijolos com assentos de madeira por cima. Eles tinham calhas verticais, através das
| Sanitário de pedra do século VIII a.C. na Cidade da Davi, Jerusalém. (imagem: Ian W Scott). |
| Penicos Bourdaloue da Família Imperial austríaca. (imagem: David Monniaux). |
Privada
| Privada sem assento na Polônia (imagem: Tomasz Kuran aka Meteor2017). |
Projeto
e construção
As
privadas variam em design e construção. As características comuns
geralmente incluem:
- Uma característica importante que distingue uma privada de outros tipos de sanitários é a ausência de conexão com canalização, esgoto, ou sistema de fossa séptica.
- Paredes e um teto para privacidade e, também, para proteger o usuário dos elementos – chuva, vento, granizo e neve (dependendo do local) e, numa pequena percentagem, o tempo frio. Plantas (desenho) do piso normalmente são retangulares ou quadradas, mas, privadas com planta hexagonal foram construídas. Thomas Jefferson projetou e construiu dois octógonos de tijolo na sua casa de férias.
Projeto da porta da privada: não há um padrão para o projeto da porta. A lua crescente bem conhecida nas portas das privadas americanas foram popularizadas por cartunistas e tinha uma forma questionável de fato. Há autores que afirmam que a prática começou durante o período colonial como uma das primeiras designações "homens"/ "mulheres" para a população analfabeta (sendo o Sol e a Lua símbolos populares para os gêneros durante esses tempos). Outros afirmam ser uma lenda urbana. O certo é que o propósito do “buraco” é para a ventilação é permitir a iluminação do ambiente e havia uma grande variedade de formas (do buraco) e também do local onde eram posicionados (porta, laterais, fundos).Privada com o buraco na porta em forma de Lua
(sanitário feminino). (imagem: Billy Hathorn).- Nas sociedades ocidentais, há pelo menos um assento com um orifício no mesmo, sobre um pequeno fosso.
- Nas sociedades orientais, há um buraco no chão, sobre o qual o usuário se agacha.
Um rolo de papel higiênico, às vezes, é disponibilizado. No entanto, historicamente, jornais velhos e catálogos de varejistas especializados em compras pelo correios, como os catálogos do Montgomery Ward ou o Sears Roebuck, também eram comuns antes do papel higiênico estar amplamente disponível. O papel era frequentemente mantido numa lata ou outro recipiente para protegê-lo de ratos, etc. Os catálogos serviram a um duplo propósito, oferecendo também algo para se ler. Espigas de milho, folhas de plantas, ou outros tipos de papel também foram utilizados.Privada de dois andares. (imagem: Appraiser). - Privadas são tipicamente construídas em um nível, mas, modelos de dois andares podem ser encontrados em circunstâncias incomuns. Um de dois pisos foi construído para servir um prédio de dois andares em Cedar Lake, Michigan. A privada era conectada por passarelas. Ela ainda está de pé (mas o prédio, não). Os resíduos do "andar superior" é dirigido para baixo por uma calha separada do "andar inferior", neste caso, contrariando várias piadas sobre a história das privadas de dois andares, o usuário do nível inferior não tem nada a temer se o nível superior está em uso ao mesmo tempo.
- O Boston Exchange Coffee House (1809 - 1818) era equipado com uma privada de quatro andares, com janelas em cada um deles.
- O Presidente dos EUA Calvin Coolidge tinha uma janela na sua privada, mas tais apetrechos eram raros.
- Privadas são comumente simples e utilitárias, feitas de madeira ou compensado. Isto é, especialmente ajustada de forma que possa ser facilmente deslocada quando a fossa estiver cheia. Dependendo do tamanho da fossa e da quantidade de uso, o que pode ser bastante frequente, por vezes, anualmente. Conforme o comentarista 'Jackpine' Bob Cary escreveu: "Qualquer um pode construir uma privada, mas nem todos podem construir uma boa privada".
- Contudo, privadas de tijolos são conhecidas. Algumas foram surpreendentemente ornamentadas, quase opulentas, considerando o tempo e o lugar. Por exemplo, uma opulenta do século XIX (uma three-holer/três aberturas) está na área de plantio no State Park em Stone Mountain, Georgia. As privadas de Colonial Williamsburg variam muito, desde simples estruturas de madeira descartáveis ao alto estilo de tijolos.