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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Biografia de Fritz Pregl

Fritz Pregl
Fritz Pregl nasceu em Liubliana, a 03 de Setembro de 1869, e, faleceu em Graz, a 13 de Dezembro de 1930. Fritz Pregl  foi um químico austríaco. Foi laureado com o Prêmio Nobel de Química de 1923, por contribuições fundamentais para a microanálise orgânica quantitativa, um dos quais foi a melhoria do trem de combustão técnica para análise elementar.

Vida e obra

Pregl nasceu em Liubliana, então parte do Império Austro-Húngaro, filho de pai de esloveno e de mãe de austríaca. Ele morreu em Graz, Áustria, em 1930. Estudou na Universidade de Graz, onde foi professor auxiliar de química a partir de 1904. Em 1910 transferiu-se para a Universidade de Innsbruck e três anos mais tarde regressou a Graz como diretor do Instituto de Química Médica. Suas primeiras pesquisas versaram sobre a constituição química dos ácidos biliares dos animais e humanos. Pelo planejamento e desenvolvimento de métodos de microanálises orgânicas foi honrado com o Nobel de Química de 1923. Em 1950, o departamento da Universidade de Graz, onde Fritz Pregl tinha trabalhado foi nomeado o Instituto de Química Médica e Laboratório Pregl. Ruas em Graz, Innsbruck, Viena e Klagenfurt foram nomeados após ele. É autor da obra “Die Quantitative Organische Mikroanalyse” (1917).

Prêmio Fritz Pregl

O Prêmio Fritz Pregl é concedido anualmente desde 1931 a um cientista austríaco por realizações notáveis em química pela Academia Austríaca de Ciências (Österreichische Akademie der Wissenschaften) dos fundos deixados à sua disposição pelo químico ganhador do Prêmio Nobel Fritz Pregl.

Agraciados

1931 - Fritz Feigl
1932 - Moritz Niessner
1933 - Anton Benedetti-Pichler
1934 - Ludwig Kofler
1935 - Edgar Schally
1936 - Franz Vieböck
1937 - Max Haitinger
1938 - Friedrich Hecht
1939 - Josef Pirsch
1941 - Josef Unterzaucher
1942 - Julius Donau
1943 - Karl Bürger
1947 - Heinz Holter
1950 - Hans Lieb
1951 - Ernst Wiesen
1952 - Georg Gorbach
1953 - Ernst Abrahamczik
1954 - Adelheid Kofler
1955 - Engelbert Broda
1956 - Heribert Michl
1957 - Herbert Ballczo
1958 - Friedrich Kuffner
1959 - Gerald Kainz
1960 - Hubert Roth
1961 - Hans Spitzy
1962 - Gerhard Billek
1963 - Michael Zacherl
1964 - Robert Fischer
1965 - Hanns Malissa
1966 - Johann Korkisch
1967 - Herbert Weisz
1969 - Vinzenz Anger
1970 - Helmut Trutnovsky
1971 - Theodor Leipert
1972 - Maria Kuhnert-Brandstätter
1973 - Wolfgang Kiesl
1974 - Hans Leopold
1975 - Erik Lassner
1976 - Herbert Sorantin
1977 - Robert Kellner
1979 - Gottfried Machata
1981 - Manfred Grasserbauer
1984 - Alexej Nikiforov
1986 - Wolfhard Wegscheider
1988 - Karl Winsauer
1990 - Wolfgang Merz
1992 - Hans Malissa
1995 - Hans Puxbaum
1996 - Ernst Kenndler
1998 - Wolfgang Buchberger
2000 - Gerhard Sontag
2002 - Bernhard Lendl
2004 – Erwin Rosenberg e Leopold Jirovetz
2006 – Michael Lämmerhofer e Michael Oberhuber

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fritz_Pregl
https://en.wikipedia.org/wiki/Fritz_Pregl_Prize

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Biografia de Yasunari Kawabata

Yasunari Kawabata
Yasunari Kawabata. Nasceu em Osaka, a 11 de Junho de 1899, e, faleceu em Kamakura, Kanagawa, a 16 de Abril de 1972). Yasunari Kawabata foi um escritor japonês, o primeiro de seu país a ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1968.

Biografia

A vida de Yasunari Kawabata foi marcada desde cedo por acontecimentos trágicos e pela solidão. Filho de um médico culto, ele se tornou órfão de ambos os pais com apenas quatro anos de idade, tendo sido então criado no campo por seus avós paternos. Ele tinha uma irmã mais velha, a qual foi entregue aos cuidados de uma tia, mas eles se conheceram somente mais tarde, em Julho de 1909, quando Kawabata tinha dez anos de idade, e ela veio a falecer no ano seguinte. Com sete anos (Setembro de 1906) perdeu sua avó e, com catorze anos (Maio de 1914), o avô. Tendo perdido todos os seus parentes mais próximos, Kawabata se mudou para a família de sua mãe, os Kurodas, porém acabou matriculado em um internato próximo da escola de ensino secundário a que ele outrora ia de trem. Durante o tempo em que frequentava o liceu científico, optou por se tornar escritor após escrever alguns contos; antes disso, quando era criança, desejava se dedicar à pintura.


Juventude 

Em 1920, Kawabata ingressou na Universidade Imperial de Tóquio. Em 1921, fundou a revista Xin-Xicho (Pensamento Novo) e, juntamente com Yokimitsu Riichi, criou um jornal de letras – Bungei Jidai (Anais Literários), visando a promover um novo movimento literário, o Xinkankakuha (Sensações Literárias), que tinha como principais preocupações, segundo os autores, a apresentação de "novas sensações" na literatura, considerando a arte pura como missão primordial do escritor. Nessa revista publicou, em 1926, Izu no Odoriko ("A Dançarina de Izu"), uma história que explorava o erotismo do amor juvenil, com imagens líricas inspiradas em escrituras budistas e poetas medievais japoneses. Iniciara, porém, sua carreira como escritor com narrativas breves, mais tarde denominadas Tanagokoro no Shôsetsu ("Contos da Palma da Mão"), hoje considerado um gênero típico de Kawabata. 

Idade adulta 

Em 1931, já casado, mudou-se para Kamakura,
Monumento no local de nascimento
de Kawabata. (pic:
ふぉぐ de ja).
antiga capital dos samurais, ao norte de Tóquio. O seu primeiro romance foi Yukiguni ("Terra de Neve" em Portugal e "O País das Neves" no Brasil), começado em 1934 e publicado gradualmente de 1935 a 1937. Relata a história de amor entre um homem diletante da cidade de Tóquio e uma gueixa de uma povoação remota onde este encontra um refúgio do stress da sua vida citadina. Este romance colocou Kawabata imediatamente na posição de um dos escritores japoneses mais importantes e promissores, tornando-se o romance num clássico instantâneo que é, hoje, considerado uma das suas mais importantes obras-primas. Apesar de, durante a Segunda Guerra Mundial, ter permanecido neutro, após o final da guerra, no fim dos anos sessenta, engajou-se em manifestações políticas, participou de campanhas de candidatos conservadores e condenou a Revolução Cultural chinesa. Iniciou em 1949 a série "Mil Garças", em que constam o célebre Senbazuru ("Nuvens de Pássaros Brancos"), e Yama no Oto ("O Som da Montanha").
Outras obras suas são Nemurero Bijo ("A Casa das Belas Adormecidas"), Utsukushisa to Kanashimi to ("Beleza e Tristeza") e Koto ("Kyoto" em Portugal). No entanto o romance que Kawabata considerava ser o seu melhor foi Meijin, publicado entre 1951 e 1954. Kawabata foi ainda membro da Academia Imperial e presidente do Pen Club do Japão, atuando em várias reuniões internacionais de escritores. Ao receber o Nobel de Literatura de 1968, em seu discurso condenou o suicídio, lembrando vários amigos escritores que haviam morrido dessa forma. Em 1972, porém, em meio a um surto depressivo suicidou-se, em Zushi, perto de Yokohama. 

Estilo 

Inicialmente Kawabata fez experimentações com técnicas surrealistas, porém aos poucos se torna impressionista, combinando a estética japonesa com narrativas psicológicas e erotismo. O estilo de escrita de Yasunari Kawabata distingue-se por uma linguagem suave, mais abstrata que descritiva, onde predomina a subjetividade em relação à objectividade, aproximando-se muitas vezes da prosa poética. Por seu tratamento de atmosferas e cores, ficou conhecido como alguém que "pintava as palavras" de branco irradiante, praticamente sem outras cores, como se vê em "O País das Neves" e em "Nuvens de Pássaros Brancos". A solidão, a angústia da morte e a atração pela psicologia feminina foram seus temas constantes.
Museu Yasunari Kawabata (pic: 663highland).


Mil Tsurus / Nuvens de Pássaros Brancos 

Senbazuru (千羽鶴) é um livro do escritor japonês Yasunari Kawabata, escrito entre 1949 e 1952. No Brasil, foi traduzido com os títulos Mil Tsurus (pela Estação Liberdade) e Nuvens de Pássaros Brancos (pela Nova Fronteira); em Portugal, ficou conhecido como Chá e Amor (pela Vega). Este romance foi um dos três citados pelo comitê que concedeu o Prêmio Nobel de Literatura para Kawabata em 1968. 

Sumário 

A cerimônia do chá é o palco deste livro de Kawabata ao retratar um Japão se reconstruindo após a Segunda Guerra Mundial. O autor resgata valores tradicionais do país ao descrever uma sociedade em transformação, assediada pelos valores ocidentais. Originalmente publicada em capítulos por revistas japonesas, Mil Tsurus é cheio de personagens intrigantes. Durante uma cerimônia do chá, o jovem Kikuji Mitani encontra duas amantes de seu falecido pai, envolvendo-se com as duas e iniciando um romance com uma delas, a viúva Ota. O passado desperta sentimentos conflituosos enquanto o autor comprova seu conhecimento da antiga cultura japonesa, enaltecendo sua importância. 


Obras selecionadas



Bibliografia


  • KAWABATA, Yasunari. Beleza e Tristeza. [S.l.: s.n.], 2008. ISBN 3. ed. 1ª reimpressão. Trad. Alberto Alexandre Martins, Pref. Teixeira Coelho, Posf. Roberto Kazuo Yokota

 

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Yasunari_Kawabata 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mil_Tsurus 


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Biografia de Bjørnstjerne Bjørnson

Bjørnstjerne Bjørnson
Bjørnstjerne Martinus Bjørnson. Nasceu em Kvikne, a 8 de Dezembro de 1832, e, faleceu em Paris, a 26 de Abril de 1910. Bjørnstjerne Bjørnson foi um escritor norueguês. Recebeu o Nobel de Literatura de 1903. Bjørnson é considerado como um dos Quatro Grandes Escritores da Noruega; os outros são Henrik Ibsen, Jonas Lie, e Alexander Kielland.

Biografia

Infância

Bjørnstjerne Bjørnson nasceu em Kvikne, na Noruega, em 8 de Dezembro de 1832. Já durante a sua infância, mostrava qualidades de liderança e um dom para enfeitiçar os seus colegas, com a sua imaginação narrativa. Inspirado pela revolução de Fevereiro de 1848, abandonou as regras das autoridades escolares da sua escola secundária, leu de forma independente e entrou para a Universidade de Oslo em 1852.

Início da carreira

Mergulhou numa vida ligada à política, ao teatro e à literatura, com uma turbulência característica, encontrando rapidamente a sua missão na promoção de uma cultura norueguesa verdadeiramente nativa. Em 1854, já se tornara uma figura reconhecida pelas suas críticas sobre o teatro, que conduziram de forma natural a uma campanha pela substituição do teatro dinamarquês de Oslo por um palco verdadeiramente norueguês. O seu primeiro romance, Synnøve Solbakken, de 1857, um conto sobre a vida campestre, tornou-se um dos pontos de viragem da literatura norueguesa. Durante os anos seguintes, até 1873, alternou entre a escrita de histórias da vida rural contemporânea e a escrita de peças desenroladas na Noruega ancestral, com a excepção de uma peça sobre Maria Stuart, de 1864. A maior parte dos protagonistas das obras de Bjørnson têm personalidades fortes e rebeldes como a sua, tendo que lutar consigo mesmas para controlarem a sua truculência natural.

Nacionalismo

Bjørnson não se cingiu ao trabalho literário: publicou uma revista, dirigiu um teatro e fez discursos políticos a favor do movimento liberal-nacionalista que ia ganhando força. Um resultado importante desta atividade foi a composição do hino nacional da Noruega, Ja, vi elsker dette Landet ("Sim, amamos este país"), em 1859. Outra consequência foi a formação do partido liberal, na década de 1860. Sentia-se o herdeiro de Henrik Wergeland, cujos ideais nacionais procurou integrar na vida norueguesa.

Crítica social

Após um período de expressão lírica, Bjørnson viajou para o sul da Europa, para ganhar novos impulsos para a sua escrita. Viajou durante dois anos, sobretudo pela Itália e pelo Tirol. Ao regressar, escrevera já duas peças, ambas publicadas em 1875: En Fallit ("Uma Falência") e Redaktøren ("O Editor"). Foram as primeiras peças de teatro a lidar com os problemas sociais da Escandinávia, abrindo o caminho para os canhões da crítica social. Seguiram-se outras peças e outros romances tratando as questões sociais de então, muitos hoje esquecidos, outros ainda muito vivos, dada a forma repleta de sentimento que Bjørnson lhes conferiu. Entre estes, contavam-se Det flager i byen og på havnen (1884), tratando de problemas relacionados com a educação sexual, På guds veie (1889), sobre o conflito entre ciência e religião.

Crítica religiosa

O próprio Bjørnson abraçava uma religião positivista e evolucionária, na qual não havia lugar para o Jeová do luteranismo, levantando grandes controvérsias com os seus ataques públicos à igreja do estado. Alguma desta controvérsia surge também nas suas peças, das quais se destaca Over ævne I (1883), uma peça poderosa destinada a mostrar os efeitos pouco saudáveis do supernaturalismo.

Últimos anos

Recebeu o Nobel de Literatura de 1903. Quando faleceu em Paris, em 26 de Abril de 1910, o seu corpo regressou à Noruega, num navio de guerra norueguês. Foi sepultado em Oslo. Bjørnson é lembrado sobretudo como uma personagem de grande dimensão e de uma vitalidade irreprimível, um crente não somente na cultura nacional norueguesa, mas também na paz e na justiça internacionais, que fez a sua voz ser ouvida por toda a Europa, a favor das minorias oprimidas, trabalhando ardentemente para a compreensão internacional.

Ja, vi elsker dette landet (Hino Nacional da Noruega)

Ja, vi elsker dette landet (em português: Sim, nós
Placa da casa Wernerholm em Bergen, em
memória de Bjørnson, com letra do hino.
(pic: Frode H. Korneliussen). (ampliar imagem).
amamos este país) é o hino nacional da Noruega. A melodia foi composta por Rikard Nordraak em 1864, e a letra foi escrita por Bjørnstjerne Bjørnson em 1870.

Letra

1
Sim, nós amamos este país,
À medida que se levanta,
Enrugado, desgastado pelo tempo, sobre o mar,
Com os milhares de lares.
Ama, ama-o e pensa
Nos nossos pais e mães
E na odisseia noturna que envia
Sonhos para a nossa terra.

2
Este país Haroldo uniu
Com o seu exército de heróis,
Este país Haakon protegeu
Ao mesmo tempo Øyvind cantou;
sobre o país Olavo pintou
Com o seu sangue a cruz,
Da sua alteza Sverre opôs-se
Contra Roma.

3
Os agricultores os seus machados afiaram
Onde quer que um exército fosse,
Tordenskjold pela costa lutou;
Para que pudéssemos regressar a casa.
Até as mulheres ergueram-se e lutaram
Como se fossem homens;
Outros apenas choravam,
Mas isso cedo acabou!

4
Claro, não éramos muitos
Mas éramos os suficientes,
Quando algumas vezes passamos por provações,
E tudo estava em jogo;
Antes preferiríamos queimar a nossa terra
Que nos darmos por vencidos;
Lembremo-nos apenas do que aconteceu
Lá em baixo, em Fredrikshald!

5
Os tempos difíceis com os quais lidamos,
Foram por fim rejeitados;
Mas na pior das situações, de olhos azuis
A liberdade nasceu para nós.
Deu(-nos) a força dos nossos pais para suportar
A fome e a guerra,
Deu à própria morte a sua honra -
E deu reconciliação.

6
O inimigo deitou fora a sua arma,
Olhou por cima da viseira,
Surpreendidos, junto dele aproximamo-nos,
Porque ele era nosso irmão.
Impelidos até à condição de vergonha
Fomos para o sul;
Agora nós, três irmãos, unidos permanecemos,
E assim deveremos permanecer!

7
Homens noruegueses nas casas e no campo,
Agradeçam ao vosso grande Deus!
O país quis Ele proteger,
Ainda que as coisas parecessem negras.
Todas as batalhas em que os nossos pais lutaram,
E as nossas mães choraram,
O Senhor silenciosamente se moveu
Para que ganhássemos os nossos direitos.

8
Sim, nós amamos este país,
À medida que se levanta,
Enrugado, desgastado pelo tempo, sobre o mar,
Com os milhares de lares.
E à medida que a luta dos nossos pais levantou
O país da necessidade de vitória,
Até mesmo, nós, quando nos é exigido,
Pela sua paz acamparemos.

Obras

- Synnøve Solbakken (1857).
- Mellem Slagene (1857).
- Halte-Hulda (1858).
- Arne (1859).
- En glad gutt (1860).
- Smaastykker (1860).
- Kong Sverre (1861).
- Sigurd Slembe (1862).
- Maria Stuart i Skottland (1864).
- De Nygifte (1865).
- Fiskerjenten (1868).
- Digte og Sange (1870).
- Arnljot Gelline (1870).
- Fortællinger I-II (1872).
- Brude-Slaatten (1872).
- Sigurd Jorsalfar (1872).
- Kong Eystejn (1873).
- En Fallit (1875).
- Redaktøren (1875).
- Magnhild (1877).
- Kongen (1877).
- Kaptejn Mansana (1879).
- Det nye System (1879).
- Leonarda (1879).
- Støv (1882).
- Over Ævne. Første Stykke (1883).
- En Hanske (1883).
- Det flager i Byen og paa Havnen (1884).
- Geografi og Kærlighed (1885).
- Paa Guds Veje (1889).
- Nye Fortællinger (1894).
- Over Ævne. Andre Stykke (1895).
- Lyset (1895).
- Paul Lange og Tora Parsberg (1898).
- To Fortællinger (1901).
- Laboremus (1901).
- På Storhove (1902).
- Daglannet (1904).
- Mary (1906).
- Når den ny vin blomstrer (1909).


Leituras

- Georg Brandes, Critical Studies of Ibsen and Bjørnson (1899).
- William Morton Payne, Björnstjerne Björnson, 1832-1910 (1910).
- Christen Collin, Bjørnstjerne Bjørnson hans barndom og ungdom (1923).
- Harold Larson, Bjørnstjerne Bjørnson: A Study in Norwegian Nationalism (1944).
- Eva Lund Haugen and Einar Haugen, Bjørnson: Land of the free. Bjørnstjerne Bjørnson's American Letters 1880-1881 (1978).
- Einar Haugen, The Vocabulary of Bjørnson's Literary Works (1978).
- Per Amdam, Bjørnstjerne Bjørnson (1978).


Traduções em português

- 1901 - Carícias de uma noiva, Companhia Nacional Editora.
- 1944 - O caminho da felicidade, Minerva.
- 1962 - Além das Forças (Over Ævne), Editora Delta, tradução de Guilherme Figueiredo, Coleção Prêmios Nobel de Literatura.


Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bjørnstjerne_Bjørnson
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ja,_vi_elsker_dette_landet

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Biografia de John William Strutt (Lord Rayleigh)

Lord Rayleigh
John William Strutt. Nasceu em Langford Grove, Essex, a 12 de Novembro de 1842, e, faleceu em Witham, Essex, a 30 de Junho de 1919, também conhecido como o 3º Barão de Rayleigh de Terling Place, Witham, condado de Essex. Lord Rayleigh foi um matemático e físico inglês, conhecido por suas pesquisas em fenômenos ondulatórios. Juntamente com o químico inglês Sir William Ramsay recebeu o Nobel de Física, em 1904, por pesquisas sobre a densidade dos gases mais importantes e pela descoberta do argônio.

Biografia

Entrou para o Trinity College, Cambridge (1861), onde estudou matemática com Edward Routh. Contemporâneo de Reynolds. Obteve o título de MA (Senior Wrangler) em 1865 e o primeiro Prêmio Smith de Cambridge. Casou com Evelyn Georgiana Mary Balfour em 1871, com quem teve quatro filhos. Em 1873 seu pai, John Strutt, 2º Barão de Rayleigh, faleceu. O título de 3º Barão de Rayleigh foi herdado de seu pai. Foi o segundo professor sênior na Universidade de Cambridge em seqüencia a James Clerk Maxwell. Destacou-se como membro da Royal Society, ingressando como fellow (professor) em 1873, eleito como membro da Royal Society de Edimburgo em 1886 e presidente da London Maths Society entre 1876 e 1878. Foi eleito Royal Society Bakerian Lecturer em 1902 e presidente da Royal Society entre 1905 e 1908. Recebeu o Nobel de Física, em 1904, por pesquisas sobre a densidade dos gases mais importantes e pela descoberta do argônio, em pesquisa realizada em conjunto com o químico inglês Sir William Ramsay.

Física

Influente pesquisador sobre teoria dos sons, óptica, espectroscopia, luz, cores, eletricidade, ressonância, vibrações e densidade dos gases destacou-se no estudo dos fenômenos ondulatórios. Postulou, em 1876, um padrão de comportamento do escoamento do ar, garantindo a possibilidade de um veículo se sustentar no ar, sem a necessidade de catapultas ou balões que o retirassem do solo, levantando pela primeira vez a hipótese de que um aparelho mais pesado que o ar conseguiria voar com os seus próprios meios, afirmação que seria de grande importância para estudos e projetos posteriores como os de Santos Dumont. Foi professor de física experimental e diretor do Laboratório Cavendish*, em Cambridge (1879-1884), período em que foi Professor Cavendish de Física. Lecionou também sobre filosofia natural na Royal Institution, Londres (1887-1905). Investigou a hidrodinâmica da cavitação, do movimento das ondas, de jatos instáveis, fluxo laminar, etc e foi, também, responsável pela determinação de unidades elétricas de medição. (*
A Cátedra Cavendish é uma das cátedras sênior de física da Universidade de Cambridge. Sua investidura foi concedida por William Cavendish, VII Duque de Devonshire, em memória de seu pai, Henry Cavendish. Em 1971 a cátedra foi renomeada oficialmente de Cavendish Professorship of Experimental Physics para Cavendish Professorship of Physics).

Dispersão de Rayleigh

A dispersão de Rayleigh (em homenagem a Lord Rayleigh) é a dispersão da luz ou qualquer outra radiação electromagnética por partículas muito menores que o comprimento de onda dos fótons dispersados. Ocorre quando a luz viaja por sólidos e líquidos transparentes, mas se observa com maior frequência nos gases. A dispersão de Rayleigh da luz solar na atmosfera é a principal razão pela qual o céu é azul. Se o tamanho das partículas é maior que o comprimento de onda, a luz não se decompõe em suas componentes cromáticas e todos os comprimentos de onda são igualmente dispersados, motivo pelo qual, ao atravessar uma nuvem, esta se vê como branca; o mesmo ocorrendo quando atravessa os grãos de sal e de açúcar. Para que a luz seja dispersada, o tamanho das partículas deve ser similar ou menor que o comprimento de onda. O grau de dispersão de Rayleigh que sofre um raio de luz depende do tamanho das partículas e do comprimento de onda da luz, dependências expressas de fato no coeficiente de dispersão; a intensidade da luz dispersada depende inversamente da quarta potência do comprimento de onda, relação conhecida como Lei de Rayleigh-Jeans. A dispersão de luz por partículas maiores a um décimo do comprimento de onda se explica com a Teoria de Mie (de Gustav Mie), que é uma explicação mais geral da difusão de radiação electromagnética.

Equacionamento

A intensidade I da luz dispersada por uma pequena partícula num feixe de luz de comprimento de onda λ e intensidade I0 é dada por:
 

I=I_0\,\frac{1+\cos^2\theta}{2\,R^2}\left(\frac{2\pi}{\lambda}\right)^4\left(\frac{n^2-1}{n^2+2}\right)^2\left(\frac{d}{2}\right)^6

Onde R é a distância à partícula, θ é o ângulo de dispersão, n é o índice de refração da partícula e d é o diâmetro da partícula.
No caso de luz polarizada (e não se pode generalizar) também podemos expressar:
 
I=I_0\,|\sigma(\theta,\phi)|^2\,\frac{(2\pi)^2}{(\lambda R)^2}
\sigma(\theta,\phi)=A(\theta)\sen{\phi}\,\hat e_\phi+B(\theta)\cos{\phi}\,\hat e_\theta


Onde agora a parte dos símbolos anteriores temos o coeficiente de dispersão σ, e os ângulos em coordenadas esféricas θ e Φ. Onde seus vetores unitários se definem referidos ao plano que definem o vetor que contém a direção de propagação da radiação e o vetor que contém a direção da polarização da onda incidente. A parte temos os coeficientes da matriz de Lennard-Jones perpendicular A(θ) e paralelo B(θ) ao plano de dispersão. A distribuição angular da dispersão de Rayleigh, que vem a ser dada pela fórmula (1+cos²θ), é simétrica no plano perpendicular à direção da luz incidente, portanto a luz dispersada iguala-se à luz incidente. Integrando a área da esfera que cerca una partícula obtemos a seção de choque da dispersão de Rayleigh, σs:
 
\sigma_s=\frac{2\pi^5}{3}\frac{d^6}{\lambda^4}\left(\frac{n^2-1}{n^2+2}\right)^2
 

O coeficiente de dispersão para um grupo de partículas é o número de partículas por unidade de volume N vezes a seção transversal. Como em todos os efeitos de onda, na dispersão incoerente as potências são somadas aritmeticamente, ainda que na dispersão coerente (como acontece quando as partículas estão muito próximas umas das outras) os campos são somados aritmeticamente e a soma deve ser elevada ao quadrado, para obter a potência final.


Por que o céu é azul?

Primeiramente, deve-se salientar que a explicação para esse fenômeno envolve muitos conhecimentos especializados, tais como, a fisiologia do olho humano, a nossa percepção às cores, bem como o processo físico que tem o nome de “espalhamento”. Como as cores que enxergamos fazem parte de uma pequena parcela do espectro eletromagnético, a qual compreende os tamanhos de, aproximadamente, 380 a 720 nm de comprimento de onda (violeta a vermelho, respectivamente), existem algumas que são mais espalhadas do que outras, o que podemos concluir apenas observando a equação mostrada anteriormente: a intensidade da luz varia com λ−4, ou seja, para comprimentos de onda pequenos, como é o caso do violeta (~400 nm) e azul (~450 nm), há um maior espalhamento em relação ao resto da luz visível, ainda sendo o do violeta maior que o do azul. Nesse momento, surge a dúvida "mas por que enxergarmos o céu com coloração azul se há, de fato, um maior espalhamento de ondas de cor violeta?". Isso se explica pelos outros dois fatores salientados anteriormente: a fisiologia do olho humano e a nossa percepção às cores. O conjunto olho humano - cérebro é o responsável por enxergarmos a coloração azulada, pois no olho existem células chamadas "cones", que nos dão a possibilidade de percepção das diferentes cores, e são muito mais sensíveis ao vermelho, verde e, principalmente, ao azul. Por causa dessa característica, é possível entender o porquê de enxergarmos o céu com a coloração azulada, ao invés da roxa. O céu de outros planetas também sofre o efeito do espalhamento. Marte, por exemplo, tem o céu variando desde a cor cinza até rosa alaranjada, devido ao fato de a atmosfera marciana ser muito rarefeita e empoeirada. Isso foi confirmado pelos módulos de pouso das sondas espaciais, norte-americanas, Viking nos anos de 1970 e pelos “rovers” (pequenos carrinhos) norte-americanos Spirit e Opportunity em 2004. O espalhamento de luz atmosférica é dominado não pelas moléculas de gás (no caso de Marte a maior parte delas é dióxido de carbono), mas por partículas de poeira que estão em suspensão. Essas partículas são maiores do que os comprimentos de onda da luz visível e elas são avermelhadas, pelo óxido de ferro, como o solo marciano. Não é apenas espalhamento Rayleigh, de modo que o espectro de potência é diferente.

E de fora do planeta, enxergamos a Terra de que cor?

O primeiro ser humano a ir ao espaço foi o russo Yuri Gagarin e isso aconteceu no dia 12 de Abril de 1961. Gagarin permaneceu 1 hora e 48 minutos circulando em torno da Terra a bordo de uma pequena cápsula chamada Vostok 1, a uma altitude de máxima de 327,7 quilômetros. Olhando a Terra a partir do espaço Gagarin disse uma frase que ficou célebre: “A Terra é azul”. Poderíamos dizer que essa afirmação, “a Terra é azul”, era óbvia e nem precisamos ir ao espaço para saber que a Terra é azul. Afinal, todos os dias ao acordarmos vemos um céu fortemente azul, acima de nós. Essa resposta, entretanto, não é óbvia, visto que a origem dessa cor é bem diferente da cor azul que vemos quando estamos no solo terrestre. O efeito dominante que faz com que, do espaço, vejamos nosso planeta azul é a maior absorção de longos comprimentos de onda pelos oceanos terrestres. São os oceanos terrestres (71% da superfície da Terra é coberta por superfícies líquidas) que dão a ela a cor azul, quando é vista por alguém que está no espaço.

Observações

Cabe destacar que, apesar do uso do termo fóton, a lei de dispersão de Rayleigh foi desenvolvida antes do desenvolvimento da mecânica quântica e portanto, não se baseia fundamentalmente na teoria moderna sobre a interação da luz com a matéria. Não obstante, a dispersão de Rayleigh é uma boa aproximação da forma pela qual a luz é dispersada por partículas muito menores que seu comprimento de onda.


Lei de Rayleigh-Jeans

Em física, a Lei de Rayleigh-Jeans, primeiramente
Comparação da Lei de Rayleigh-Jeans com a
Lei de Wien e a Lei de Planck, por um corpo
de temperatura de 8 mK (pic: sfu).
proposta no início do século XIX, com o objetivo de descrever a radiação espectral da radiação eletromagnética de todos os comprimentos de onda desde um corpo negro a uma temperatura dada. Expressa a densidade de energia de um radiação de corpo negro de comprimento de onda λ como

 f(\lambda) = 8\pi k\frac{T}{\lambda^4}
 

também sendo escrita na forma
 
B_\lambda(T) = \frac{2 c k T}{\lambda^4}
 

onde λ está em metros, c é a velocidade da luz, T é a temperatura em Kelvins, e k é a constante de Boltzmann.

A lei é derivada de argumentos da física clássica. Lord Rayleigh obteve pela primeira vez o quarto grau da dependência do comprimento de onda em 1900; uma derivação mais completa, a qual incluía uma constante de proporcionalidade, foi apresentada por Rayleigh e Sir James Jeans em 1905. Esta agregava umas medidas experimentais para comprimentos de onda. Entretanto, esta predizia uma produção de energia que tendia ao infinito já que o comprimento de onda se fazia cada vez menor. Esta ideia não se sustentava pelos experimentos e a falta se conheceu como a "catástrofe ultravioleta"; entretanto, não foi, como as vezes se afirma nos livros-texto de física, uma motivação para a teoria quântica. A lei concorda com medições experimentais para grandes comprimentos de onda mas discorda para comprimentos de onda pequenos. Em 1900 Max Planck revisou a lei, obtendo uma lei um tanto diferente, a qual estabeleceu:
f(\lambda) = 8\pi hc \frac{\lambda^{-5}}{e^\frac{hc}{\lambda kT}-1}
 

que pode ser escrita também na forma
 
B_\lambda(T) = \frac{2 c^2}{\lambda^5}~\frac{h}{e^\frac{hc}{\lambda kT}-1}
 

onde h é a constante de Planck e c é a velocidade da luz. Esta é a Lei de Planck expressa em termos de comprimento de onda λ = c /ν. A lei de Planck não sofre de uma "catástrofe ultravioleta", e assim de acordo com os dados experimentais, mas seu pleno significado só se apreciaria vários anos mais tarde. No limite de temperaturas muito altas ou grandes comprimentos de onda, no termo exponencial se converte no pequeno, pelo que o denominador se converte em aproximadamente hc / kT λ série de potências de expansão. Isto lhe dá o nome de Lei de Rayleigh-Jeans.

Condecorações

- Prêmio Smith em 1865.
- Medalha Real da Royal Society em 1882.
- Medalha De Morgan da London Mathematical Society em 1890.
- Medalha Matteucci da Sociedade Italiana de Ciências em 1894.
- Medalha Copley da Royal Society em 1899.
- Nobel de Física em 1904.
- Medalha Elliott Cresson do Instituto Franklin em 1913.
- Medalha Rumford da Royal Society em 1920.


Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/John_William_Strutt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dispersão_de_Rayleigh
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Rayleigh-Jeans
https://pt.wikipedia.org/wiki/Professor_Cavendish_de_Física

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Biografia de Selma Lagerlöf

Selma Lagerlöf
Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf. Nasceu em Mårbacka, Östra Ämtervik, a 20 de Novembro de 1858, e faleceu, também em Mårbacka, a 16 de Março de 1940. Selma Lagerlöf foi uma escritora sueca, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 1909. Selma foi a primeira mulher a ser membro da Academia Sueca, em 1914.

Biografia

Selma Lagerlöf nasceu na paróquia de Östra Ämtervik, província de Värmland, oeste da Suécia, numa propriedade chamada Mårbacka, que seus pais administravam. A região em que estava situada a fazenda era repleta de mitos, lendas e histórias de fantasmas. Seu pai, o tenente Erik Gustaf Lagerlöf, era um homem alegre, original e divertido, e sua mãe, Luísa Wallroth, filha de um rico industrial da região. Selma nasceu com um defeito articular na perna esquerda e, aos três anos de idade, viu-se subitamente impedida de andar, com as pernas inertes, passando a infância sem brincar muito, a ouvir as histórias e lendas contadas por sua babá, Kaysa. Em determinado verão, viajou com a família para uma estação de águas, em Strömstad, onde conheceu a esposa do capitão do navio Jacob. Ao ser convidada a conhecer o navio, Selma viu uma ave-do-paraíso e, sendo uma criança com imaginação, achou-a capaz de fazer milagres, fato que a fez, repentinamente, voltar a andar, apesar de continuar claudicando, por causa das dores que sentia na perna esquerda. Aos 15 anos, depois de ter dedicado toda a infância à leitura, Selma decidiu que seria escritora e passou a escrever milhares de versos. Por volta de 1880, a situação financeira da família entrou em declínio, e começou a fazer pequenos trabalhos para se manter. Em 1882, com a ajuda financeira de um empréstimo feito por seu irmão Johan, Selma entrou para a Kungliga höga lärarinneseminariet, escola que formava professoras e que se preocupava com a causa feminista, incentivando a independência e o progresso social da mulher. Aos 27 anos, concluídos os estudos, foi nomeada professora de História em Landskrona, cidade à margem do Öresund. Em certa ocasião cortou os cabelos que sempre usara em tranças, num gesto que na época era escandaloso e visto como sinal de emancipação feminina.

Academia Sueca

Selma Lagerlöf ocupou a cadeira 7 da Academia Sueca, para a qual foi eleita em 1914.

Carreira Literária

Selma Lagerlöf por Carl Larsson
Em 1885, a família de Selma, mediante a doença do pai e as dívidas do irmão Johan, perdeu Mårbacka. Secretamente, Selma desejava trabalhar o suficiente para recuperar a propriedade da família. Foi auxiliada pela baronesa Sophie Lejonhufvud Adlersparre (Esselde), que a incentivou a publicar seus versos em Dagny, a revista literária feminista fundada por ela. Em 1890, participou de um concurso de contos com alguns capítulos de um romance que estava escrevendo, e ganhou seu primeiro prêmio em dinheiro. Em 1891, publicava o romance completo, A Saga de Gösta Berling. Após o sucesso, vieram Os Laços Invisíveis, em 1894, uma coleção de contos. Desses, o mais popular foi A Penugem. Nessa ocasião, em Estocolmo, Selma conhece Sofia Elkan, escritora de romances históricos, com a qual manterá correspondência e amizade pelo resto da vida. A partir dessa época escreveu Os Milagres do Anticristo, em 1897, na Itália, considerado uma crítica ao socialismo siciliano, e Lenda de uma Quinta Senhorial, em 1898, concebido sobre o tema de A Bela e a Fera. Entre 1900 e 1902, publicou os dois volumes de Jerusalém, após uma viagem ao Egito e à Palestina, e posteriormente Escudos do Senhor Arne, As Lendas de Jesus Cristo e O Livro das Lendas. Já então era considerada uma das maiores escritoras suecas. Alfred Dalin, diretor da escola de Husqvarna, fez-lhe a proposta de um livro para crianças das escolas primárias, que ensinasse a história e a geografia de seu país. Selma aceitou, elaborando extensa pesquisa e viagens de estudo, concluindo entre 1906 e 1907 a obra A maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Através da Suécia, alcançando tamanho sucesso que pôde realizar seu sonho: comprar novamente Mårbacka, em 1910. Em 1904, recebera a medalha de ouro da Academia Sueca; em 1907, fora nomeada doutora honoris causa da Universidade de Uppsala; em 1909, recebera o Nobel de Literatura. Em 1914, entrou para a Academia Sueca, mas conservou sua vida de fazendeira, criando gado e beneficiando farinha de aveia, e continuou escrevendo: A Casa de Liljekrona, em 1911, O Carroceiro da Morte, em 1912, e um compêndio de lendas escritas de 1915 a 1921, reunidas em Gnomos e Homens. Depois publicou O Imperador de Portugal, em 1914, O Exilado, em 1918, a trilogia dos Löwensköld, de 1925 a 1928, entre eles seu último romance, Anna Svärd. Na velhice, publicou apenas volumes de lembranças, e morreu na Mårbacka que tanto amava, sendo enterrada no cemitério de Östra Ämtervik. Desde 1992, seu retrato tem sido destaque na nota de 20 coroas suecas.

Características Literárias

No fim do século XIX, a literatura sueca era dominada pelo realismo naturalista. Selma Lagerlöf, com sua obra mesclada de gnomos, duendes e fantasmas, ao recriar a atmosfera ficcional das lendas e relatos populares, significou uma volta ao romantismo. Era vista, popularmente, como uma narradora que encarnava a arte dos contos populares. Claes Annerstedt, que fez o discurso de recepção para Selma por ocasião da entrega do Nobel de Literatura, em Dezembro de 1909, diria: “Para ela a natureza, mesmo inanimada, possui vida própria, invisível e contudo real”.

A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Através da Suécia (obra)

A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Através da Suécia - em sueco Nils Holgerssons underbara resa genom Sverige - é um romance de Selma Lagerlöf, publicado em dois volumes, entre os anos de 1906 e 1907.

Histórico

Alfred Dalin, diretor de uma escola de Husqvarna, fez à Selma Lagerlöf a proposta de um livro para crianças das escolas primárias, que ensinasse a história e a geografia de seu país. Selma aceitou, elaborando extensa pesquisa e viagens de estudo, concluindo entre 1906 e 1907 essa obra, alcançando tamanho sucesso que pôde realizar seu sonho: comprar novamente sua casa, Mårbacka, em 1910. Sobre tal obra diria, ironicamente, Oscar Wilde: “Não, uma mulher não é capaz de escrever assim. O livro escreveu-se nela”.

Características

A autora soube combinar sua experiência pedagógica com seu talento de narradora. Utiliza fantasias sobre o tema do "Mapa da Suécia", de Snoilsky: Öland é uma borboleta petrificada de asas arrancadas, Blekinge uma escada de três degraus, Hälsingland uma folha com nervuras, Estocolmo a cidade que flutua sobre as águas. O livro propõe uma lição de moral: a exaltação do trabalho, da boa vontade e da caridade, e passa valores tais como o respeito à natureza, a importância do trabalho em grupo e a integridade.

Sumário

Nils, um menino preguiçoso e desobediente que se diverte em maltratar os animais, num domingo em que os pais haviam ido à igreja, aprisiona um duende e, como castigo, é transformado também em duende. Ao subir nas costas de Mårten, um dos gansos de sua propriedade, a ave resolve, num impulso, seguir os gansos selvagens na primavera, e Nils segue viagem com eles. Inicialmente assustado, depois mais confiante, atravessa a Suécia nas costas do ganso, participando de várias aventuras no mundo dos animais. Entre essas aventuras conhece os lapões, quase salva uma cidade que só aparece a cada cem anos, e se torna amigo de vários animais. Sete meses depois, tendo aprendido muito e se tornado uma pessoa melhor, volta à casa de seus pais e à forma humana novamente, mostrando aos poucos que é capaz de sacrificar a própria felicidade à dos outros.

Melhores livros

Em 1999, a empresa francesa de distribuição de bens culturais Fnac e o jornal parisiense Le Monde fizeram uma sondagem para descobrir os 100 melhores livros do século XX, quando 17 000 franceses responderam à pergunta “Quais livros ficaram na sua memória?” (Quels livres sont restés dans votre mémoire?). “A maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Através da Suécia” ficou entre esses 100 melhores livros.

Obras principais

  • Gösta Berlings saga (1891) (trad. A saga de Gösta Berlings - 2007)
  • Osynliga länkar (1894) (trad. Os Laços Invisíveis)
  • Antikrists mirakler (1897) (trad. Os Milagres do Anticristo)
  • Drottningar i Kungahälla (1899) (trad. As Rainhas de Kungahälla)
  • En herrgårdssägen (1899) (trad. A Lenda da Quinta Senhorial)
  • Jerusalém (del 1-2, 1901-02)
  • Bok av Legender (1902) (trad. O Livro das Lendas, por Pepíta de Leão)
  • Herr Arnes penningar (1904) (trad. O Tesouro (2007), Os Escudos do Sr. Arne)
  • Kristuslegender (1904) (trad. Lendas de Jesus Cristo)
  • Nils Holgerssons underbara resa genom Sverige (trad. portuguesa: A Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson através da Suécia) (del 1-2, 1906-07)
  • En saga om en saga och andra sagor (1908) (trad. De Saga em Saga)
  • Liljecronas hem (1911) (trad. A Casa de Liljecrona)
  • Körkarlen (1912) (trad. O Carroceiro da Morte)
  • Tösen fran Stormyrtorpet (1913) (trad. A Rapariga do Brejo Grande)
  • Kejsarn av Portugallien (1914) (trad. O Imperador de Portugal)
  • Troll och människor (del 1-2, 1915-21) (trad. Gnomos e Homens)
  • Bannlyst (1918) (trad. O Exilado)
  • Zachris Topelius (1920)
  • Mårbacka (1922)
  • Löwensköldska ringen (1925) (trad. O Anel dos Löwensköld)
  • Charlotte Löwensköld (1925)
  • Anna Svärd (1928)
  • Ett barns memoarer (1930) (trad. Memórias de uma Criança)
  • Dagbok för Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf (1932)
  • Höst (1933) (trad. Outono)
  • Meli (1934)
  • Från skilda tider (del 1-2, 1943-45, obra póstuma)

Referências