| Edgar Allan Poe |
Edgar
Allan Poe.
(Edgar
Poe).
Nasceu em Boston, a 19 de Janeiro de 1809, e, faleceu em Baltimore, a
7 de Outubro de 1849. Edgar Allan Poe foi um autor, poeta, editor e
crítico literário americano, fez parte do movimento
romântico americano.
Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro,
Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos sendo
considerado o inventor do gênero ficção
policial,
também recebendo crédito por contribuição ao emergente gênero de
ficção
científica.
Ele foi o primeiro escritor americano conhecido a tentar ganhar a
vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e
carreira financeiramente difícil. Ele nasceu como Edgar
Poe,
em Boston, Massachusetts; quando jovem, ficou órfão de mãe, que
morreu pouco depois de seu pai abandonar a família. Poe foi acolhido
por Francis
Allan
e o seu marido John
Allan,
de Richmond, Virginia, mas nunca foi formalmente adotado. Ele
freqüentou a Universidade da Virgínia por um semestre, passando a
maior parte do tempo entre bebidas e mulheres. Nesse período, teve
uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se
alistar nas forças armadas, onde serviu durante dois anos antes de
ser dispensado, depois de falhar como cadete em West Point, deixou a
sua família adotiva. Sua carreira começou humildemente com a
publicação de uma coleção anônima de poemas, Tamerlane
and Other Poems
(1827). Poe mudou seu foco para a prosa e passou os próximos anos
trabalhando para revistas e jornais, tornando-se conhecido por seu
próprio estilo de crítica literária. Seu trabalho o obrigou a se
mudar para diversas cidades, incluindo Baltimore, Filadélfia e Nova
York. Em Baltimore, em 1835, casou-se com Virginia Clemm, sua prima
de 13 anos de idade. Em Janeiro de 1845, Poe publicou seu poema The
Raven, foi um sucesso instantâneo. Sua esposa morreu de tuberculose
dois anos após a publicação. Ele começou a planejar a criação
de seu próprio jornal, The
Penn
(posteriormente renomeado para The
Stylus),
porém morreu antes que pudesse ser produzido. Em 7 de Outubro de
1849, aos 40 anos, Poe morreu em Baltimore; a causa de sua morte é
desconhecida e foi por diversas vezes atribuída ao álcool,
congestão cerebral, cólera, drogas, doenças do coração, raiva,
suicídio, tuberculose entre outros agentes. Poe e suas obras
influenciaram a literatura nos Estados Unidos e ao redor do mundo,
bem como em campos especializados, tais como a cosmologia e a
criptografia. Poe e seu trabalho aparecem ao longo da cultura popular
na literatura, música, filmes e televisão. Várias de suas casas
são dedicadas como museus atualmente.
| Elizabeth Arnold Hopkins Poe, a mãe de Edgar Allan Poe. |
Edgar
Allan Poe nasceu no seio de uma família escocesa-irlandesa, filho do
ator David
Poe Jr.,
que abandonou a família em 1810, e da atriz Elizabeth
Arnold Hopkins Poe,
que morreu após o nascimento de Rosalie,
a irmã mais nova de Poe, em 1811. Depois da morte da mãe, Poe foi
acolhido por Francis
Allan
e o seu marido John
Allan,
um mercador de tabaco bem sucedido de Richmond, que nunca o adotou
legalmente, mas lhe deu o seu sobrenome (muitas vezes erroneamente
escrito "Allen").
Depois de frequentar a escola de Misses
Duborg
em Londres, e a Manor
School
em Stoke Newington, Poe regressou com a família Allan a Richmond em
1820, e registrou-se na Universidade da Virgínia, em 1826, que viria
a frequentar durante um ano apenas. Desta viria a ser expulso graças
ao seu estilo aventureiro e boêmio. Na sequência de
desentendimentos com o seu padrasto, relacionados com as dívidas de
jogo, Poe alistou-se nas forças armadas, sob o nome Edgar
A. Perry,
em 1827. Nesse mesmo ano, Poe publicou o seu primeiro livro,
Tamerlane
and Other Poems.
Depois de dois anos de serviço militar, acabaria por ser dispensado.
Em 1829, a sua madrasta faleceu, ele publicou o seu segundo livro, Al
Aaraf,
e reconciliou-se com o seu padrasto, que o auxiliou a entrar na
Academia Militar de West Point. Em virtude da sua, supostamente
propositada, desobediência a ordens, ele acabou por ser expulso
desta academia, em 1831, fato pelo qual o seu padrasto o repudiou até
a sua morte, em 1834. Poe mudou-se, em seguida, para Baltimore, para
a casa da sua tia viúva, Maria
Clemm,
e da sua filha, Virgínia
Clemm.
Durante esta época, Poe usou a escrita de ficção como meio de
subsistência e, no final de 1835, tornou-se editor do jornal
Southern
Literary Messenger
em Richmond, tendo trabalhado nesta posição até 1837. Neste
intervalo de tempo, Poe acabaria por casar, em segredo, com a sua
prima Virgínia, de treze anos, em 1836. Em 1837, Poe mudou-se para
Nova Iorque, onde passaria quinze meses aparentemente improdutivos,
antes de se mudar para Filadélfia, e pouco depois publicar The
Narrative of Arthur Gordon Pym.
No verão de 1839, tornou-se editor assistente da Burton's
Gentleman's Magazine,
onde publicou um grande número de artigos, histórias e críticas.
Nesse mesmo ano, foi publicada, em dois volumes, a sua coleção
Tales
of the Grotesque and Arabesque
(traduzido para o francês por Charles-Pierre
Baudelaire
como "Histoires
Extraordinaires"
e para o português como Histórias
Extraordinárias),
que, apesar do insucesso financeiro, é apontada como um marco da
literatura norte-americana. Durante este período, Virgínia Clemm
soube sofrer de tuberculose, que a tornaria inválida e acabaria por
levá-la à morte. A doença da mulher acabou por levar Poe ao
consumo excessivo de álcool e, algum tempo depois, este deixou a
Burton's
Gentleman's Magazine
para procurar um novo emprego. Regressou a Nova Iorque, onde
trabalhou brevemente no Evening
Mirror,
antes de se tornar editor do Broadway
Journal.
No início de 1845, foi publicado, no jornal Evening
Mirror,
o seu popular poema The
Raven
(em português "O
Corvo").
Em 1846, o Broadway
Journal
faliu, e Poe mudou-se para uma casa no Bronx, hoje conhecida como Poe
Cottage
e aberta ao público, onde Virgínia morreu no ano seguinte. Cada vez
mais instável, após a morte da mulher, Poe tentou cortejar a poeta
Sarah
Helen Whitman.
No entanto, o seu noivado com ela acabaria por falhar, alegadamente
em virtude do comportamento errático e alcoólico de Poe, mas
bastante provavelmente também devido à intromissão da mãe de Miss
Whiteman. Nesta época, segundo ele mesmo relatou, Poe tentou o
suicídio por sobredosagem de láudano, e acabou por regressar a
Richmond, onde retomou a relação com uma paixão de infância,
Sarah
Elmira Royster,
então já viúva. Diferentemente da maioria dos autores de contos
de terror,
Poe usa uma espécie de terror
psicológico
em suas obras, seus personagens oscilam entre a lucidez e a loucura,
quase sempre cometendo atos infames ou sofrendo de alguma doença.
Seus contos são sempre narrados na primeira pessoa.
| Virgínia Clemm |
Morte
| Túmulo de Poe (imagem: KRichter). |
As
obras mais conhecidas de Poe são góticas, um gênero que ele seguiu
para satisfazer o gosto do público. Seus temas mais recorrentes
lidam com questões da morte, incluindo sinais físicos dela, os
efeitos da decomposição, interesses por pessoas enterradas vivas, a
reanimação dos mortos e o luto. Muitas das suas obras são
geralmente consideradas partes do gênero do romantismo sombrio, uma
reação literária ao transcendentalismo, do qual Poe fortemente não
gostava. Além do horror, Poe também escreveu sátiras, contos de
humor e hoaxes. Para efeito cômico, ele usou a ironia e a
extravagância do ridículo, muitas vezes na tentativa de liberar o
leitor da conformidade cultural. De fato, "Metzengerstein",
a primeira história que Poe publicou, e sua primeira incursão em
terror, foi originalmente concebida como uma paródia satirizando o
gênero popular. Poe também reinventou a ficção científica,
respondendo na sua escrita às tecnologias emergentes como balões de
ar quente em "The
Balloon-Hoax".
Poe escreveu muito de seu trabalho usando temas especificamente
oferecidos para os gostos do mercado em massa. Para esse fim, sua
ficção incluiu muitas vezes elementos da popular pseudociência,
como frenologia e fisiognomia.
A
escrita de Poe reflete suas teorias literárias, que ele apresentou
em sua crítica e também em peças literárias como "The
Poetic Principle".
Ele não gostava de didatismo e alegoria, pois acreditava que os
significados na literatura deveriam ser uma subcorrente sob a
superfície. Trabalhos com significados óbvios, ele escreveu, deixam
de ser arte. Acreditava que o trabalho de qualidade deveria ser breve
e concentrar-se em um efeito específico e único. Para isso,
acreditava que o escritor deveria calcular cuidadosamente todos
sentimentos e ideias. Em "The
Philosophy of Composition",
uma peça na qual Poe descreve seu método de escrita em "The
Raven",
ele afirma ter seguido estritamente este método. Porém, foi
questionado se ele realmente seguiu esse sistema. Thomas
Stearns Eliot
disse: "É
difícil para nós lermos esta peça sem pensar se Poe escreveu seu
poema com tanto cálculo, ele poderia ter pego um pouco mais de dores
sobre isto: o resultado dificilmente tem crédito ao método".
O biógrafo Joseph
Wood Krutch
descreveu a peça como "um
exercício um tanto engenhoso na arte de racionalização".
O
Corvo (obra)
| O Corvo, por Gustave Doré |
O poema e suas traduções
O
poema teve várias traduções, sendo as duas primeiras para o
francês, feitas por, respectivamente, Charles
Baudelaire
e Stéphane
Mallarmé.
Também foi vertido para o português, sendo as versões mais
conhecidas a de Machado
de Assis
e Fernando
Pessoa.
O maior problema encontrado na tradução de O
Corvo
é preservar os intrincados mecanismos métricos e fonéticos que
conferem ao poema sua tão reconhecida musicalidade que, combinada
com o ar soturno do próprio poema (aspecto inerente ao próprio
zeitgeist,
em termos literários), fizeram esta obra famosa mesmo entre os que
não conhecem Poe ou a corrente a qual o autor pertenceu.
Morte
| Mausoléu onde jaz o corpo de Poe. (Imagem: AndrewHorne). |
Contexto
prévio
Depois da quebra de
sua publicação, o Broadway
Journal,
em 1846, Poe se refugiou do público, junto a sua esposa que então
estava doente, Virginia, em busca de ar puro em um chalé (o famoso
cottage)
situado na seção Fordham do Bronx, Nova Iorque. Lá, em 30 de
Janeiro de 1847, Virgínia faleceu em decorrência de uma tuberculose
que perdurava por cinco anos. Seus biógrafos e críticos sugerem que
o assunto, frequente na obra de Poe, da "morte de uma bela
mulher" tem origem na repetida perda de suas mulheres ao longo
de sua vida, incluindo a sua esposa. Instável após a morte de sua
esposa, Poe tentou cortejar a poetisa Sarah
Helen Whitman,
que havia ficado viúva recentemente e vivia em Providence, Rhode
Island. Nessa época, ele também conheceu Annie
Richmond,
outro objeto de seu amor. Poe voltou por um tempo a Richmond, e foi
lá onde se reencontrou com uma noiva de sua juventude, Sarah
Elmira Royster,
que também havia enviuvado pouco tempo atrás. Atraído por Sarah
Whitman, Poe retornou para o norte e lhe propôs o casamento;
enquanto esperava a resposta, ficou na casa de Annie Richmond. Foi ao
deixar Richmond que o escritor cometeu uma suposta tentativa de
suicídio com láudano, que acabou vomitando antes que surtisse
efeito. Uma vez na casa de Helen, ela aceitou o noivado, sob promessa
expressa de que Edgar abandonaria todo tipo de droga ou estimulante.
Posteriormente, Poe voltou a Fordham para visitar Maria Clemm. Na
véspera do casamento, Helen soube de suas visitas a Annie Richmond e
de todos os rumores existentes sobre sua relação, além de uma
suposta saída com amigos na qual havia bebido, sem chegar, no
entanto, a se embriagar. Isso significou supostamente o fim do
compromisso; contudo, há provas contundentes que demonstram que a
mãe de Whitman interveio para separá-los. Poe ficou recluso de
janeiro a junho de 1849 em Fordham junto de sua tia e sogra. Lá,
tentou distanciar-se dos rumores que o tinham nauseado, tratando de
publicar e editar. Em Julho e sem que se saiba a razão, Poe
abandonou Nova Iorque e voltou para Richmond, onde retomou sua
relação com Elmira. Eles assumiram compromisso em setembro e
marcaram seu casamento para o mês seguinte. O escritor ainda decidiu
regressar para o norte, em busca de Maria Clemm, para que ela
assistisse ao casório. A partir desse momento, não houve mais
informações suas, até a sua repentina aparição em Baltimore.
| O chalé onde morreu Virginia e onde Poe passou seus últimos meses, recluso. (imagem: Nicolaus.schmidt). |
- "Cheguei aqui com dois dólares, dos quais te mando um. Oh, Deus, minha mãe! Nos veremos outra vez? Oh, VEM se podes! Minhas roupas estão em um estado tão horrível e me sinto tão mal..."
Em
uma carta também de seus últimos meses (para Maria Clemm, em
Richmond, 19 de Julho de 1849), reconhece haver sofrido um delirium
tremens:
O
pressentimento de seu iminente final aparece em uma carta a sua noiva
Annie Richmond (Abril ou Maio de 1849).
Em
uma de suas últimas cartas a Maria Clemm Poe expressa diretamente
seu desejo de morrer pedindo, inclusive, à sua tia, o único ser
vivo com o qual tinha uma afetividade terna, que morresse ao seu
lado:
- "Não nos resta senão morrer juntos. Agora já de nada serve argumentar comigo; não posso mais, tenho que morrer. Desde que publiquei Eureka, não tenho desejos de seguir com vida. Não posso terminar nada mais. Pelo teu amor era doce a vida, mas temos de morrer juntos (...) Desde que me encontro aqui estive uma vez na prisão por embriaguez, mas naquela vez eu não estava bêbado. Foi por Virginia."
Na
última, entretanto, escrita três semanas antes de seu falecimento,
mostra um aspecto contrário:
Cronologia
Em 27 de Setembro
de 1849, Poe partiu de Richmond, Virginia, para se dirigir à sua
casa em Nova Iorque. Não existem provas fiáveis sobre seu paradeiro
até que, uma semana depois, em 3 de Outubro, foi encontrado
delirando nas ruas de Baltimore, em frente à Ryan's
Tavern
("Taverna de Ryan"), também chamada de Gunner's
Hall
("Salão do atirador"). Um impressor chamado Joseph
W. Walker
enviou uma carta para o Dr.
Joseph E. Snodgrass,
conhecido de Poe, pedindo ajuda: “Estimado
senhor - Há um cavalheiro, muito mal vestido, no 4º distrito de
Ryan, que se chama Edgar A. Poe e que aparenta estar muito angustiado
e ele que ele é conhecido seu, e eu lhe asseguro, ele está
necessitando de assistência imediata. Apressadamente, Jos. W.
Walker.
Depois de ler a carta, Snodgrass se apressou em se dirigir à
taverna, cruzando a cidade sob uma chuva outonal de Outubro.
Posteriormente ele declarou que a carta dizia que Poe se encontrava
"em
um estado de intoxicação bestial",
mas isso não é confirmado, já que a original dizia meramente
"afligido". Em sua declaração, Snodgrass descreveu o
estado de Poe como "repulsivo", relatando que tinha seu
cabelo despenteado, gasto, sua cara sem lavar e olhos "vazios e
sem brilho". Sua roupa consistia em uma camisa suja sem terno e
sapatos não lustrados, estava gasta, e não era do seu tamanho.
Posteriormente, Snodgrass decidiu levá-lo ao hospital da
Universidade Washington, onde foi atendido e tratado pelo médico de
plantão, o Dr.
John Joseph Moran.
Moran dá uma descrição detalhada sobre a aparência de Poe naquele
dia, que concorda com a dada por Snodgrass: "uma
velha e manchada jaqueta, calças em um estado similar, um par de
sapatos gastos com as solas gastas, e um velho chapéu de palha".
Poe nunca esteve suficientemente coerente para explicar como chegara
a se encontrar em situação tão desesperada, e se crê que as
roupas que vestia não eram suas, especialmente porque ele não
estava acostumado a usar vestimentas gastas. Contudo, em uma carta
escrita precisamente ao final de sua vida, o poeta parece contradizer
esta última afirmação: "Têm-me
convidado muito a sair, mas raras vezes aceito, devido a que careço
de um traje adequado".
Moran cuidou de Poe no hospital da Universidade Washington, em
Broadway e na rua Fayette. Vendo que era um cavalheiro, o alojou em
uma casa próxima a seus aposentos, e sua esposa, Mary, costumava
visitá-lo, e quando escutou que Poe se encontrava agonizando, foi
receber suas últimas instruções, no caso de que ele tivesse algum
bem tangível. Foi então que Poe lhe perguntou se restava alguma
esperança. Ela lhe respondeu que seu esposo acreditava que ele
estava muito doente, e Poe retificou: "Não
quero dizer isso. Quero saber se há esperança para um miserável
como eu mais após esta vida".
Ao escritor foram negadas visitas e ele foi confinado em uma
habitação similar a uma prisão, com janelas com barras em uma
seção do edifício reservada para alcoólatras. Diz-se que, na sua
agonia, Poe chamou repetidas vezes um tal "Reynolds"
na noite antes de sua morte, mas ninguém foi capaz de identificar a
pessoa à qual ele se referia. Uma possibilidade, segundo recorda,
entre outros, Julio
Cortázar,
é que ele tenha relembrado seu encontro com Jeremiah
Reynolds,
um editor de jornal e explorador que poderia haver inspirado a novela
O
Relato de Arthur Gordon Pym.
Outra possibilidade é que o escritor chamasse por Henry
R. Reynolds,
um dos juízes que supervisionavam a votação do 4º distrito na
"Taverna
de Ryan",
que poderia ter conhecido Poe no dia da eleição. Também é
possível que estivesse chamando por "Herring",
já que tinha um tio político em Baltimore chamado Henry
Herring.
De fato, em testemunhos posteriores, Moran evitou referir-se a
Reynolds, mas mencionou uma visita de uma tal "senhorita
Herring".
Também sustenta ter tentado animá-lo em uma das poucas ocasiões em
que Poe acordou, dizendo-lhe que logo desfrutaria da companhia de
seus amigos, ao que Poe supostamente respondeu: "O
melhor que seu amigo pode fazer é estourar os miolos com uma
pistola".
No estado de angústia de Poe, ele fez referência a uma esposa sua
em Richmond. Estas palavras poderiam ser fruto de uma alucinação em
que sua esposa Virginia vivia, ou poderiam se referências a Sarah
Elmira Royster,
a quem Poe havia proposto casamento recentemente. Não se sabia o que
havia ocorrido com seus pertences; posteriormente, foi constatado que
haviam sido esquecidos na Swan
Tavern,
em Richmond. Moran declarou que as palavras finais de Poe foram
"Lord,
help my poor soul"
("Senhor,
ajuda a minha pobre alma"),
antes de morrer em 7 de Outubro de 1849.
Já que Poe não
teve visitas, Moran foi provavelmente a última pessoa que o viu
nesses dias. Ainda assim, sua credibilidade tem sido questionada
repetidamente, além de a história que ele conta ser considerada em
seu conjunto como não fidedigna. Posteriormente à morte de Poe, e
através dos anos, sua narrativa variava a cada vez que escrevia ou
falava sobre o tema. Por exemplo, em 1875, e novamente em 1885,
declarou ter contatado a tia e sogra de Poe, Maria Clemm,
imediatamente depois de sua morte para informar-lhe do ocorrido; na
verdade, ele somente lhe escreveu após ela ter solicitado, em 9 de
Novembro, mais de um mês após a morte de Edgar. Também afirmou que
Poe havia dito, quase poeticamente, enquanto se preparava para lançar
seu último suspiro: "Os arqueados céus me rodeiam, e Deus tem
seu decreto escrito legivelmente sobre as frontes de todo ser humano
criado, e os demônios encarnados, seu objetivo será embravecer as
ondas de vazio desespero". O editor do New
York Herald,
que publicou essa versão da história de Moran, admitiu: "Não
podemos imaginar Poe, inclusive enquanto delirava, construindo [essas
frases]". As declarações de Moran também trocam as datas. Em
diferentes momentos, ele afirmou que Poe foi levado ao hospital em 3
de Outubro às 17 horas, ou em 6 de Outubro às 9 horas, ou em 7 de
Outubro (o dia em que morreu) às "10 em ponto da noite".
Para cada uma das declarações publicadas, afirmava ter os registros
do hospital como referência. Uma busca dos ditos registros,
realizada um século mais tarde, que buscava especificamente um
certificado de óbito oficial, não conseguiu encontrar nenhum
documento. Alguns críticos atribuem as inconsistências e erros de
Moran a um lapso de memória, a um inocente desejo de idealizar, e
inclusive à senilidade. Ele tinha 65 anos na data de escrita e
publicação de sua última declaração, em 1885.
Foram já perdidos
todos os registros e documentos médicos, incluindo o atestado de
óbito de Poe, se é que alguma vez existiram. A causa precisa da
morte de Poe, portanto, é discutida, e existem várias teorias. A
versão do escritor argentino Julio
Cortázar,
uma autoridade sobre o autor em espanhol, tradutor e exégeta de toda
sua obra em prosa, afirma o seguinte: “Foi dito que Poe, nos
períodos de depressão derivados de uma evidente debilidade
cardíaca, acudia ao álcool como um estimulante imprescindível.
Apenas bebia e seu cérebro pagava as consequências. Este círculo
vicioso fechou-se outra vez durante a viagem a Baltimore. Os médicos
haviam lhe assegurado em Richmond que outra recaída seria fatal, e
não se equivocavam”. Outros muitos biógrafos têm tocado o tema e
chegado a diferentes conclusões, que variam desde a asserção de
Jeffrey
Meyers
de que foi por hipoglicemia, até a teoria de John
Evangelist Walsh
de uma conspiração para assassiná-lo. Também foi sugerido que a
morte de Poe foi o resultado de suicídio relacionado com a
depressão. Em 1848, ele quase morreu de uma overdose de láudano,
que então era disponível como sedativo e analgésico. Apesar de não
se saber seguramente se realmente foi uma tentativa de suicídio ou
somente um erro de cálculo por parte de Poe, é claro que isso não
foi o que levou à sua morte um ano mais tarde. Snodgrass,
partidário do movimento de abstinência de álcool, estava
convencido de que Poe morrera por decorrência do alcoolismo e buscou
popularizar essa ideia, já que encontrou no falecido um exemplo útil
para a sua campanha. Entretanto, o escrito por ele a respeito do tema
tem sido provado como não fidedigno. Moran contradisse Snodgrass ao
afirmar em sua declaração de 1885 que Poe não morreu sob os
efeitos de nenhuma intoxicação, e que "não tinha o menor
cheiro de licor em seu hálito ou em sua pessoa". Ainda assim,
alguns jornais da época informaram que a morte de Poe se deu devido
a uma "congestão do cérebro" ou a uma "inflamação
cerebral", eufemismos para as mortes de causas como o
alcoolismo. Em um estudo sobre Poe, um psicólogo sugeriu que ele
tinha dipsomania, uma condição que causou frequentes ataques que o
conduziam a excessos, frequentemente alcoólicos, durante os quais a
vítima não podia recordar o que havia ocorrido. Contudo, a
caracterização de Poe como alcoólatra incontrolável encontra-se
em disputa. Seu companheiro de bebidas, Thomas
Mayne Reid,
admitiu que ambos entravam em selvagens "correrias", mas
que Poe "nunca ia mais além do inocente júbilo a que todos nos
damos o gosto... Enquanto posso reconhecer isso como uma de suas
falhas, posso dizer sinceramente que não lhe era habitual".Alguns
crêem que Poe era extremadamente sensível ao álcool e que se punha
ébrio depois de beber um simples copo de vinho. Bebia somente
durante períodos difíceis de sua vida, e às vezes passava vários
meses seguidos sem álcool. O que acrescentou maior confusão à
suposta frequência de bebida foi que ele era membro dos Filhos
da Moderação
(Sons of Temperance) no momento de sua morte. William
Glenn,
que supervisionava o compromisso de Poe, anos depois disse que a
comunidade de moderação não tinha razões para crer que ele havia
violado sua promessa durante sua estadia em Richmond. As sugestões a
respeito de uma overdose de drogas também foram refutadas. Apesar
disso, elas seguem sendo formuladas com frequência. Thomas
Dunn English,
experiente médico e inimigo declarado de Poe, insistiu no fato de
que o escritor não era consumidor de drogas. Escreveu: "Se
Poe houvesse tido o hábito do ópio quando o conheci (antes de
1846), tanto como médico como homem de observação, eu teria
descoberto durante suas frequentes visitas a meus aposentos, minhas
visitas a sua casa, e todos nossos encontros em qualquer lugar. (...)
Não vi sinal algum disso e acredito que a acusação seja uma
calúnia sem base alguma".
Ao longo dos anos, foram propostas numerosas outras causas, que
incluem várias formas de raras doenças do cérebro ou um tumor
cerebral, diabetes, vários tipos de deficiências enzimáticas,
sífilis, apoplexia, delirium tremens, cardiopatias, epilepsia e
meningite. Um teste com os cabelos de Poe, realizado em 2006, refutou
a possibilidade de saturnismo, envenenamento por mercúrio e
intoxicações similares devidas à exposição a metais pesados.
Também foi sugerida cólera, já que Poe havia passado pela
Filadélfia no inverno de 1849, durante uma epidemia da doença.
Durante a sua estadia, ficou doente e escreveu uma carta a sua tia,
Maria Clemm, dizendo-lhe que poderia "haver
tido a cólera, ou espasmos iguais".
Já que Poe foi encontrado em um dia de eleição, tem sido sugerido,
desde 1872 que o escritor foi usado para esse motivo. Tratava-se de
um golpe no qual as vítimas eram sequestradas, drogadas e usadas
como peões para votar a favor um mesmo partido político em vários
lugares. Esta foi a explicação mais comum da morte de Poe na
maioria de suas biografias durante décadas, apesar de que seu status
em Baltimore o houvesse feito muito reconhecível para que o golpe
realmente funcionasse. Mais recentemente, foi apresentada uma prova
crível de que a morte do escritor foi causada por raiva.
O funeral de Poe
ocorreu em 8 de Outubro de 1849, uma segunda-feira, às 16 horas. Foi
uma cerimônia simples à qual assistiram poucas pessoas. Henry
Herring,
o tio de Edgar, providenciou um caixão simples de mogno, e um primo,
Neilson
Poe,
o carro fúnebre. A esposa de Moran forneceu o sudário. O funeral
foi presidido pelo reverendo W.
T. D. Clemm,
primo de Virginia, esposa de Poe. Também foram ao funeral o Dr.
Snodgrass, advogado de Baltimore e antigo amigo da Universidade de
Virginia, Collins
Lee,
primo de Poe, Elizabeth
Herring
e seu marido, e Joseph
Clarke,
um antigo amigo de escola. A cerimônia inteira durou somente três
minutos. A tarde era fria e úmida. O reverendo Clemm decidiu que não
valia a pena pronunciar um sermão devido ao pouco público. O George
W. Spence
descreveu o tempo que fazia da seguinte forma: "Era
um dia escuro e sombrio, sem chuva, mas um tipo bruto e ameaçador".
Poe foi enterrado em um esquife barato a que faltavam alças. Tinha
uma placa e era forrado com pano, com uma almofada para a sua cabeça.
Poe está enterrado
nos campos do cemitério de Westminster (Westminster
Hall and Burying Ground),
que atualmente é parte da Universidade de Leis de Maryland, em
Baltimore. Poe foi enterrado originalmente, sem lápide alguma, nas
proximidades da parte de trás da igreja, perto de seu avô, David
Poe.
Neilson
Poe,
primo de Edgar, havia comprado uma lápide de mármore italiano, mas
ela foi destruída antes que chegasse à tumba quando um trem
descarrilhou e se chocou contra o depósito onde ela estava guardada.
Por esse motivo, a tumba foi marcada com um bloco de arenito em que
se lia "No.
80".
Em 1873, o poeta do sul Paul
Hamilton Hayne
visitou a tumba e publicou um artigo, descrevendo a sua pobre
condição e sugerindo um monumento mais apropriado. Sara
Sigourney Rice,
professora de escolas públicas de Baltimore, aproveitou o renovado
interesse pela tumba de Poe e arrecadou fundos pessoalmente. Alguns
de seus alunos de elocução fizeram apresentações públicas para
arrecadar dinheiro. Muitas pessoas de Baltimore e de todo os Estados
Unidos contribuíram; os últimos 650 dólares provieram do editor e
filantropo George
William Childs.
O novo monumento foi desenhado pelo arquiteto George
A. Frederick
e construído pelo Coronel
Hugh Sisson,
e incluía um emblema com a efígie de Poe, obra de Valck,
uma artista. O custo total do monumento, com o emblema, chegou a
pouco mais de 1.500 dólares. Em uma cerimônia realizada em 1875, os
restos mortais de Poe foram levados a um novo local, em uma esquina
do cemitério, juntamente com o corpo de sua tia. O lugar original do
enterro foi marcado com uma grande lápide doada por Orin
C. Painter,
mas originalmente, foi colocada em um lugar incorreto. Entre os
presentes estavam Neilson Poe (que pronunciou algumas palavras,
chamando seu primo de "um
dos homens de melhor coração que já viveu"),
e também Nathan
C. Brooks,
John
Snodgrass,
e John
Hill Hewitt.
Apesar de vários prominentes poetas terem sido convidados à
cerimônia, o único que compareceu pessoalmente foi Walt
Whitman.
Alfred
Tennyson
contribuiu com um poema que foi lido durante a cerimônia:
- Destino que uma vez o negaste,
- E inveja que uma vez o depreciaste,
- E malicia que o desmentiste,
- Agora cenotáfio de sua fama.
Em 1864, as lápides
de todas as tumbas, que anteriormente estavam voltadas para este,
foram giradas para que ficassem voltadas para o portão oeste, o que
provavelmente desconheciam as pessoas que o exumaram. Isso lhes
causou dificuldades para encontrar o corpo correto: primeiramente
exumaram um soldado de sobrenome Mosher.
Quando finalmente encontraram os restos de Poe, abriram seu caixão,
e uma das testemunhas notou que "o crânio estava em excelentes
condições - a forma da face, uma das características mais
impactantes de Poe, se discernia facilmente". Poucos anos
depois, os restos de sua esposa Virginia também foram colocados
nesse local. Em 1875, o cemitério em que seu corpo estava foi
destruído, e não houve nenhum parente que reclamasse seus restos
mortais. William
Gill,
um dos primeiros biógrafos de Poe, juntou seus ossos e os guardou em
uma caixa escondida sob a sua cama. Seus restos finalmente foram
enterrados junto aos de seu esposo em 19 de Janeiro de 1885, o 76º
aniversário do nascimento de Edgar; quase dez anos depois o
monumento atual foi construído. George
W. Spence,
o homem que serviu como ajudante no enterro original de Poe, assim
como em sua exumação e reenterro, assistiu aos ritos que levaram
seu corpo para junto ao de Virginia e da mãe dela, Maria Clemm.
Dois dias após a
morte de Poe, apareceu um obituário, assinado por "Ludwig".
Posteriormente se supôs que o autor havia sido o escritor e editor
Rufus
Wilmot Griswold,
que chamava Poe de uma estrela "brilhante, mas errática".
Griswold havia tentado difamá-lo para fazer Poe universalmente
odiado, inclusive antes de sua morte, e depois dela continuou com
seus intentos. No obituário, Griswold declara que Poe era conhecido
por caminhar delirante pelas ruas, falando sozinho. Também disse que
Poe era excessivamente arrogante, que assumia que todos os homens
eram vilões, e que se enojava facilmente. Grande parte dessa
caracterização foi tomada quase textualmente da do fictício
Francis
Vivian
em The
Caxtons
de Edward
Bulwer-Lytton.
Impresso pela primeira vez no New
York Tribune,
o obituário de Ludwig logo se converteu na caracterização clássica
de Poe. Griswold havia sido agente de muitos escritores
estado-unidenses, mas não está claro se Poe o designou como seu
executor literário ou se Griswold tomou o cargo por meio de um
engano ou um erro da tia e sogra de Poe, Maria. Em todo caso, ele
apresentou uma coleção de as obras de Poe que incluía um artigo
biográfico intitulado "Memórias do autor" ("Memoir
of the Author"),
no qual mostrava Edgar como um depravado, um bêbado e um louco
perturbado pelas drogas. Acredita-se que a maior parte do artigo foi
inventado por Griswold, já que foi denunciado por aqueles que
conheceram Poe, entre eles Sarah
Helen Whitman,
Charles
Frederick Briggs
e George
Rex Graham.
Contudo, o relato de Griswold alcançou muita popularidade, em parte
porque era a única biografia completa disponível, e em parte porque
foi amplamente re-impressa. Seguiu sendo popular por muito tempo
porque muitos leitores assumiram que Poe como pessoa havia sido
similar a seus personagens fictícios ou simplesmente estavam
encantados de ler a obra de um homem "mau". Não houve uma
biografia fiável de Poe até a aparição da de John
Ingram,
em 1875. Em 1941, Arthur
Hobson Quinn
apresentou evidências de que Griswold havia falsificado e reescrito
uma série de cartas de Poe que estavam incluídas nas suas Memórias
do Autor.
Por então, a descrição feita por Griswold de Poe já se havia
consolidado na mente do público, não somente nos Estados Unidos,
mas em todo o mundo. Essa imagem distorcida se converteu em parte da
lenda de Poe, apesar das numerosas tentativas de corrigi-la.
A morte de Poe foi
objeto de uma série de obras, tanto fictícias quanto representações
de sua biografia. Já em 1915 foi lançado o filme The
Raven,
um cinebiografia retratando os delírios de Poe em seus últimos
dias. Em 2002, o romance gráfico The
Shadow of Edgar Allan Poe,
relata as descobertas de Sterling
Tuttle,
um fictício entusiasta do autor, ao encontrar um diário que Poe
teria escrito em seu leito de morte, detalhando encontros
sobrenaturais. A partir daí, Tuttle começa a se questionar se o
trabalho do escritor teria sido influenciado por perturbações
sobrenaturais ao invés de mentais.
Citações
- "Nenhum homem que tenha vivido conhece mais sobre a vida após a morte, Barton, que eu ou você; e toda religião, meu amigo, simplesmente evoluiu a partir da trapaça, medo, ganância, imaginação e poesia".
- - No man who ever lived knows any more about the hereafter, Barton, than you and I; and all religion, my friend, is simply evolved out of chicanery, fear, greed, imagination and poetry.
- - citado em "Views of religion", parte 1, compilado por Rufus King Noyes, Editora L. K. Washburn, 1906, 1906 - 783 páginas
- "Para ser feliz, até certo ponto, devemos ter sofrido na mesma proporção".
- - Historias extraordinarias - Página 160, Edgar Allan Poe, tradução de Clarice Lispector - Ediouro Publicações, 2005, ISBN 8500015985, 9788500015984 - 179 páginas
- "Tudo o que vemos ou parecemos / não passa de um sonho dentro de um sonho".
- - citado em "Romance negro, Feliz ano novo e outros contos" - Página 41, Rubem Fonseca, Maura Sardinha - Ediouro Publicações, 1996, ISBN 8500000597, 9788500000591 - 110 páginas
- All that we see or seem is but a dream within a dream
- - A Dream Within a Dream (1849) (vide texto integral no wikisource)
- "Quem sonha de dia tem consciência de muitas coisas que escapam a quem sonha só de noite".
- - They who dream by day are cognizant of many things which escape those who dream only by night.
- - Eleonora (1842)
- "A vida real do ser humano consiste em ser feliz, principalmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve".
- - Man's real life is happy, chiefly because he is ever expecting that it soon will be so.
- - Marginalia, XCIX in: The Works of the Late Edgar Allan Poe: The literati - Página 528, Edgar Allan Poe, Rufus Wilmot Griswold, Nathaniel Parker Willis - Redfield, 1850
- "A enorme multiplicação de livros, de todos os ramos do conhecimento, é um dos maiores males de nossa época".
- - The enormous multiplication of books in every branch of knowledge one of the greatest evils of this age
- - Marginalia, CLXXX, in: The works of Edgar Allan Poe: Volume 3 - Página 565, Edgar Allan Poe - Widdleton, 1849
- "Todas as obras de arte devem começar pelo final".
- - at the end, where all works of art should begin
- - The Philosophy of Composition (1846)
- "Quando um louco parece completamente sensato, já é o momento de pôr-lhe a camisa de força".
- - When a madman appears thoroughly sane, indeed, it is high time to put him in a strait- jacket.
- - The System of Doctor Tarr and Professor Fether (1844)
- "Os cabelos brancos são arquivos do passado".
- - his gray hairs are records of the past
- - MS. Found in a Bottle (1833)
- "Todas as coisas criadas são pensamentos de Deus".
- - All created things are but the thoughts of God.
- - Tales (Poe)/Mesmeric Revelation
- "O homem não se entrega aos anjos, nem se rende inteiramente à morte, senão pela fraqueza de sua débil vontade".
- - Man doth not yield him to the angels, nor unto death utterly, save only through the weakness of his feeble will.
- - Ligeia (1838)
- "Não há beleza rara sem algo de estranho nas proporções".
- - There is no exquisite beauty [...] without some strangeness in the proportion.
- - Ligeia (1838)
- "A indefinição é um elemento da verdadeira música (poesia) - quero dizer, da verdadeira expressão musical... - indefinição sugestiva do significado com vistas a produzir a definitude de um efeito vago e, portanto, espiritual".
- - I know that indefinitiveness is an element of the true music–I mean of the true musical expression. [...]
- - If the author did not deliberately propose to himself a suggestive indefinitiveness of meaning with the view of bringing about a definitiveness of vague and therefore of spiritual effect
- - Marginalia (1844)
- "Não é na ciência que está a felicidade, mas na aquisição da ciência".
- - not in knowledge is happiness, but in the acquisition of knowledge
- - The Power of Words
Atribuídos
- "E nenhum poema será tão grande, tão nobre, tão verdadeiramente digno do nome de poesia quanto aquele que foi escrito tão só e apenas pelo prazer de escrever um poema".
- - no poem will be so great, so noble, so truly worthy of the name of a poem, as that which has been written solely for the pleasure of writing a poem.
- - citado em "Current opinion": Volume 54, Current Literature Pub. Co., 1913
- "Lord help my poor soul".
- - Tradução: "Senhor, ajude minha pobre alma".
- - Edgar Allan Poe em suas últimas palavras
Obras
- A Dream (1827)
- A Dream Within a Dream (1827)
- Dreams (1827)
- Tamerlane (1827)
- Al Aaraaf (1829)
- Alone (1830)
- To Helen (1831)
- Israfel (1831)
- The City in the Sea (1831)
- To One in Paradise (1834)
- The Conqueror Worm (1837)
- The Narrative of Arthur Gordon Pym (1838)
- Silence (1840)
- A Descent Into the Maelstrom (1841)
- Tell Tale Heart (1843)
- Lenore (1843)
- O Gato Preto (1843)
- Dreamland (1844)
- The Purloined Letter (1844)
- The Divine Right of Kings (1845)
- The Raven (1845)
- The Philosophy of Composition
- Ulalume (1847)
- Eureka (1848)
- Annabel Lee (1849)
- The Bells (1849)
- Eldorado (1849)
- Eulalie (1850)
- The Valley Of The Unrest
- Bridal Ballad
- The Sleeper
- The Coliseum
- Sonnet:To Zante
- To One in Paradise
- The Haunted Palace
- Romance
- FairyLand
- Song
- To F-
- To -
- To F-s S.O-d
- To The River-
- The Lake.To-
- The Bells
- A Valentine
- An Enigma
- To --
- To M.L.S.-
- To My Mother
- For Annie
- The pit and the pendulum (1842)
- William Wilson (1839)
- Berenice (conto)
- Morella (conto)
- The Oblong Box (conto)
- The Man of The Crowd (conto)
- The Assignation (conto)
- The Oval Portrait (conto)
- The King Pest (conto)
- The Gold-Bug (conto)
- Ms.Found In a Bottle (conto)
- The Balloon Hoax (conto)
- Metzengerstein
- Ligeia (conto)
- "Thou Art the Man" (conto)
- The Spectacles (conto)
- The Premature Burial (conto)
- A Tale of the Ragged Mountains (conto)
- The Island of the Fay (conto)
- The Colloquy of Monos and Una (conto)
- The Conversation of Eiros and Charmion (conto)
- A Queda da Casa de Husher (conto) (1839)
- Os Assassinatos da Rua Morgue (conto) (1841)
- A Máscara da Morte Rubra (conto) (1842)
- O Mistério de Marie Rogêt (conto) (1842)
- O Poder das Palavras (conto) (1845)
- O Demônio da Perversidade (conto) (1845)
- The System of Doctor Tarr and Professor Fether (conto) (1845)
- Os Fatos que Envolveram o Caso Mr.Valdemar (conto) (1845)
- A Esfinge (conto) (1846)
- The Cask of Amontillado (conto) (1846)
- The Domain of Arnheim (conto) (1847)
- Mellonta Tauta (conto) (1849)
- Hop-Frog ou Os Oito Orangotangos Acorrentados (conto) (1849)
- Von Kempelen and His Discovery (conto) (1849)
- X-ing a Paragrab (conto) (1849)
- A Cabana de Landor (conto) (1849)
Edgar Allan Poe
Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe
http://pt.wikiquote.org/wiki/Edgar_Allan_Poe
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Raven