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Diotima
de Mantinea. (em
grego antigo: Διοτίμα) foi uma filósofa e sacerdotisa grega com um papel importante no
Banquete
(Symposion)
de Platão.
Suas idéias são a origem do amor platônico, apesar de (Itudo, não
desdenha a importância da beleza. A filosofia de Diotima está na
origem do conceito platônico de amor. A única fonte sobre ela é o
próprio Platão e por isso não é possível assegurar se era uma
personagem ou alguém que de fato tenha existido. Entretanto,
praticamente todos os personagens dos diálogos platônicos
corresponderam a pessoas que viviam na antiga Atenas. Na obra, há
uma passagem sobre o significado do amor. Sócrates
é o mais importante dentre os homens presentes. Ele diz que na
juventude foi iniciado na filosofia do amor por Diotima,
que era uma sacerdotisa. Diotima lhe ensinou a genealogia do amor e
por isso as idéias de Diotima estão na origem do conceito
socrático-platônico do amor. Segundo Joseph
Campbell,
"não
é por acaso que Sócrates nomeia Diotima como aquela que lhe deu as
instruções e os métodos mais significativos para amar/falar. A
palavra falada por amor é uma palavra que vem das origens".
No
Banquete,
uma série de homens discutem sobre o significado do amor, dentre os
quais Sócrates
é o orador mais importante. Ele diz que na sua juventude aprendeu a
"Filosofia
do Amor"
de Diotima,
que era uma sacerdotisa ou vidente. Sócrates diz também que Diotima
prescreveu sacrifícios mediante aos que se libraram com êxito da
praga que assolava "Atenas" por 10 anos. Diotima da à
Sócrates uma genealogia do amor, dizendo que ele é filho da
Circunstância e da Necessidade. Na sua visão, o amor não é
delicado, porém, rude e mesquinho. O menino amado é delicado, mas o
velho amante que busca o jovem é mesquinho e falso. Sobre o amor, a
mais importante tese de Diotima é que, na realidade, este é um
desejo pela imortalidade. Ela diz que temos um desejo de fama eterna;
apenas o sábio reconhece a diferença entre a procriação física e
a espiritual. Existem dois tipos de amor: o físico o o espiritual.
Enquanto o amor físico trata de preservar a pessoa e alcançar a
imortalidade através da descendência, o amor espiritual dá a luz
às idéias e pensamentos, que em si, são imortais. Afinal, o amor é
ajudarmos a promover o conhecimento do divino.
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