Era filha de Pitonax de Creta (um físico e filósofo seguidor do orfismo), que foi uma grande discípula de Pitágoras. Teano foi aluna de Pitágoras e supõe-se que tenha sido sua mulher. Acredita-se que ela e as duas filhas tenham assumido a escola pitagórica após a morte do marido. Em outros relatos acredita-se que tenha sido filha de Brontino de Metaponto - sucessor de Pitágoras; ou ainda a filha de Pitágoras e mulher de Brontino, ou a filha de Milo de Crotona. Na escola grega conduzida por Pitágoras havia muitas mulheres acadêmicas e mestras. Os que participavam da escola viviam de maneira pública e publicavam os trabalhos todos sob o nome de Pitágoras. Assim, hoje torna-se difícil determinar cada trabalho individualmente.
Não
há escritos remanescentes, embora exista uma literatura apócrifa.
Historiadores afirmam que o trabalho mais importante por ela deixado
relaciona-se ao princípio filosófico da "doutrina
do meio-termo"*.
Mary
Ellen Waithe
a considerou uma filósofa pitagórica em sua obra sobre as filósofas
da história. Dentro da tradição pitagórica, Teano considerava que
tudo que existe por ser distinto numericamente. O número é o
princípio da realidade e da individualidade.
*
A Doutrina do
meio-termo do
filósofo grego Aristóteles
faz parte da ética
do sistema aristotélico.
Ela é um estado considerado o ideal, para Aristóteles. Todos os
excessos são considerados vícios. Excesso de coragem é a
temeridade, a impulsividade. A falta de coragem é a covardia.
Ambas são consideradas vícios. É preciso buscar o equilíbrio,
que é a virtude, ou seja, a coragem em si.
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