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terça-feira, 3 de setembro de 2019

Biografia de Pablo Picasso

Pablo Picasso.
Pablo Ruiz Picasso Nasceu em Málaga, a 25 de Outubro de 1881, e, faleceu em Mougins, a 08 de Abril de 1973. Picasso foi um pintor espanhol, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo que passou a maior parte da sua vida na França. É conhecido como o co-fundador do cubismo- ao lado de Georges Braque -, inventor da escultura construída, o inventor da colagem e pela variedade de estilos que ajudou a desenvolver e explorar. Dentre as suas obras mais famosas estão os quadros cubistas As Meninas D’Avignon (1907) e Guernica (1937), uma pintura do bombardeio alemão de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola. Picasso, Henri Matisse e Marcel Duchamp são considerados os três artistas que mais realizaram desenvolvimentos revolucionários nas artes plásticas nas décadas iniciais do século XX, responsável por importantes avanços na pintura, na escultura, na gravura e nas cerâmicas. O pintor de Málaga demonstrava talento artístico desde jovem, pintando de forma realista por toda a sua infância e adolescência. Durante a primeira década do século XX, o seu estilo mudou graças aos seus experimentos com diferentes teorias, técnicas e ideias. Sua obra geralmente é classificada em períodos. Enquanto os nomes de muitos dos seus períodos finais são controversos, os períodos mais aceitos da sua obra são o período azul (1901-1904), o período rosa (1904-1906), o período africano (1907-1909), o cubismo analítico (1909-1912) e o cubismo sintético (1912-1919). Excepcionalmente prolífico durante a sua longa vida, Picasso conquistou renome universal e imensa fortuna graças às suas conquistas artísticas revolucionárias, tornando-se uma das mais conhecidas figuras da arte do século XX.

Biografia
Infância e juventude


Nasceu na cidade de Málaga, em Andaluzia, região da Espanha, e recebeu o nome completo de Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, filho de María Picasso y López e José Ruiz Blasco. Em torno do seu nascimento surgiram várias lendas, algumas das quais Picasso se esforçou para promover. Segundo uma delas, Pablo nasceu morto e a parteira dedicou a sua atenção à mãe acamada. Só o médico, Don Salvador, o salvou de uma morte por asfixia soprando-lhe fumo de um charuto na face. O fumo fez com que Picasso começasse a chorar. O seu nascimento no dia 25 de Outubro de 1881, às onze e um quarto da noite, seria assim descrito por Picasso aos seus biógrafos, que assim o publicavam de boa vontade. Roland Penrose, um dos mais conhecidos biógrafos de Picasso, procurou nas suas origens a razão da sua genialidade e da sua abertura à arte, algo natural na compreensão de um gênio. Na geração dos seus pais são vários os vestígios. O seu pai era pintor e desenhista, de bem medíocre talento. Don José dedicava-se a pintar os pombos que pousavam nos plátanos da Plaza de la Merced, perto da sua casa. Ocasionalmente, pedia ao filho para lhe acabar os quadros. A linhagem paterna possibilitou-se estudar até ao ano de 1841. Da descendência materna pesquisada, Dona María contava entre os antepassados com dois pintores. As feições de Picasso são também semelhantes às da mãe. Os primeiros dez anos de vida de Pablo são passados em Málaga. O salário pequeno do pai como conservador de museu e professor de desenho na Escuela de San Telmo a custo assegurava o sustento da família. Quando lhe ofereceram uma colocação com melhor remuneração no Instituto Eusébio da Guarda, no norte do país, à hesitação sobrepôs-se a necessidade, e junto com a família, Don José parte para a Corunha, Capital de província à beira do Oceano Atlântico. Os desenhos de infância de Picasso representavam cenas de touradas. Sua primeira obra, preservada, era um óleo sobre madeira, pintada aos oito anos, chamada “O Toureiro”. Picasso conservou esse trabalho por toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa. Anos mais tarde pintou outro quadro semelhante, “A Morte da Mulher Destacada e Fútil”. Picasso está zangado e rebelde. Este quadro é claramente uma expressão injuriosa da sua relação com a mulher. A preocupação principal do pai com o pequeno Pablo era o seu aproveitamento escolar, mas nem por isso dispensou a oportunidade de fomentar o talento do filho. Desenhar foi desde cedo a forma mais adequada de Picasso se exprimir e, talvez por isso, secundário. Recusa claramente o ensino usual, e encarrega-se ele próprio da sua formação artística. Com treze anos, e seguindo o modelo do pai, Picasso atingira já a perícia do progenitor (que também não era de grande refinamento). Ao contrário do que apontam algumas listas, Picasso era destro, como se pode ver no célebre documentário “The Mystery of Picasso”. A família transferiu-se novamente, desta vez a Barcelona, na primavera de 1895, e a prova de admissão na escola de arte La Lonja é feita com sucesso. Os trabalhos que deveria apresentar ao fim do mês, Pablo apresentava-os ao fim de poucos dias, ao cabo que o seu trabalho se destacava, inclusive, do dos finalistas. Com quatorze anos, Picasso conseguia superar as exigências de uma conceituada academia de arte. Trabalhos acadêmicos, que segundo o próprio, ao cabo de vários anos o assustavam. Os trabalhos que fazia colocavam-no na série de conceituados pintores de Barcelona, como Santiago Rusiñol e Isidro Nonell, e o seu quadro “A Primeira Comunhão” é exposto na célebre exposição da época na cidade. Apesar de ter optado por uma temática religiosa, este não deixa de ser um acontecimento privado, do plano familiar. Apesar de realista e de satisfazer as exigências acadêmicas, por outro lado a obra acaba por ser uma tentativa de combate ao convencionalismo. Depois de uma estadia em Málaga, em 1897 instala-se em Madrid.

Entre Madrid e Barcelona

Em Madrid, instalado num novo atelier, inscreve-se na mais próspera e conceituada academia de artes espanhola, a Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Constantemente, visitava o Museu do Prado, onde copiava os grandes mestres, captava-lhes o estilo e tentava imitá-lo, o que se revelou, por um lado, um avanço, pois desenvolvia capacidade efêmeras, e por outro lado, uma estagnação de um gênio criativo limitado à cópia do trabalho dos históricos, cujas obras também vieram a ser alvo de uma revisitação e reinterpretação de Picasso em fases mais avançadas. Porém, a sua estadia em Madrid é interrompida. No início de Julho daquele ano, Picasso adoece com escarlatina e a recuperação obriga-o a retornar a Barcelona, recolhendo-se logo a seguir com Manuel Pallarés, seu amigo, para a aldeia Horta de Ebro, nos Pirenéus. O recolhimento ajudou-o a restabelecer novos e ambiciosos projetos que levou a cabo assim que regressou a Barcelona. Afastara-se da academia e do lar paterno, e procurava abrir-se às inovações da arte espanhola, mantendo-se em contato com os seus representantes mais célebres. O espaço de cultura da vanguarda espanhola era o café Els Quatr Gats. Ali conheceu os modernistas e rivalizou com a arte destes, influenciada pela Arte Nova francesa e pelas vanguardas britânicas. Em 1900, nas instalações do mesmo estabelecimento, abre ao público a sua primeira exposição. Entretanto, o desejo de conhecer Paris aumentava ainda mais.

Picasso em Paris

Após iniciar como estudante de arte em Madrid, Picasso fez sua primeira viagem a Paris (1900), a Capital artística da Europa. Lá morou com Max Jacob (jornalista e poeta), que o ajudou com a língua francesa. Max dormia de noite e Picasso durante o dia, ele costumava trabalhar à noite. Foi um período de extrema pobreza, frio e desespero. Muitos de seus desenhos tiveram que ser utilizados como material combustível para o aquecimento do quarto. Em 1901 com Soler, um amigo, funda uma revista Arte Joven, na cidade de Madri. O primeiro número é todo ilustrado por ele. Foi a partir dessa data que Picasso passou a assinar os seus trabalhos simplesmente “Picasso”, anteriormente assinava “Pablo Ruiz y Picasso”. Na fase azul (1901 a 1905), Picasso pintou a solidão, a morte e o abandono. Quando se apaixonou por Fernande Olivier, suas pinturas mudaram de azul para rosa, inaugurando a fase rosa (1905 - 1906). Trabalhava durante a noite até o amanhecer. Em Paris, Picasso conheceu um seleto grupo de amigos célebres nos bairros de Montmartre e Montparnasse: André Breton, Guillaume Apollinaire e a escritora Gertrude Stein. Na fase rosa há abundância de tons de rosa e vermelho, caracterizada pela presença de acrobatas, dançarinos, arlequins, artistas de circo, o mundo do circo. No verão de 1906, durante uma estada em Andorra, sua obra entrou em uma nova fase marcada pela influência das artes gregas, ibérica e africana, era o protocubismo, o antecedente do cubismo. O célebre retrato de Gertrude Stein (1905 - 1906) revela um tratamento do rosto em forma de máscara. Em 1912, Picasso realizou sua primeira colagem, colou nas telas pedaços de jornais, papéis, tecidos, embalagens de cigarros. Apaixonou-se por Olga Koklova, uma bailarina. Casaram-se em 12 de Julho de 1918. Neste período o artista já se tornara conhecido e era um artista da sociedade. Quando Olga engravidou, criou uma série de pinturas de mães com filhos. Em 1927 conhece Marie-Thérèse Walter, uma jovem francesa com 17 anos, e com a qual o artista manteve uma relação amorosa. Nos primeiros tempos, a presença da jovem musa nos quadros de Picasso manteve-se oculta, uma vez que o pintor continuava casado com a russa Olga Khokhlova. A divulgação pública dos retratos de Marie-Thérèse acabou por precipitar a revelação da relação secreta. Em 1935 teve uma filha de Marie-Thérèse, chamada Maya Widmaier-Picasso. Entre o começo e o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), dedica-se também à escultura, gravação e cerâmica. Como gravador, domina as diversas técnicas: água-forte, água-tinta, ponta-seca, litogravura e gravura sobre linóleo colorido. Além disso, sua dedicação à arte escultórica era esporádica. Cabeça de Búfalo, Metamorfose é um grande exemplo de seu trabalho com esse meio. É considerado um dos pioneiros em realizar esculturas a partir de junção de diferentes materiais. Em 1943, Picasso conhece a pintora Françoise Gilot e tem dois filhos, Claude e Paloma, encontrou um pouco de paz e pintou “Alegria de Viver”. Em 1968, aos 87 anos, produziu em sete meses uma série de 347 gravuras recuperando os temas da juventude: o circo, as touradas, o teatro, as situações eróticas. Anos mais tarde, uma operação da próstata e da vesícula, além da visão deficiente, põe fim às suas atividades. Como uma honra especial a ele, no seu 90.º aniversário, são comemorados com exposição na grande galeria do Museu do Louvre. Torna-se assim o primeiro artista vivo a expor os seus trabalhos no famoso museu francês. Pablo Picasso morreu a 8 de Abril de 1973 em Mougins, França, com 91 anos de idade. Na noite anterior ele havia brindado com os amigos dizendo “Bebam à minha saúde. Vocês sabem que não posso beber mais.” Picasso depois teria ido pintar até três da manhã antes de ir dormir. Acordou na manhã seguinte com dores no peito e sem conseguir se levantar, morrendo poucos minutos depois de um infarte. Encontra-se sepultado no Castelo de Vauvenargues, Aix-en-Provence, Provença-Alpes-Costa Azul, sul de França.

Biografia cronológica
  • 1881 - 25 de Outubro. Nasce em Málaga Pablo Ruiz Picasso, filho de Maria Picasso Lopez e José Ruiz Blasco.
  • 1881 - 21 de Novembro. É batizado na Igreja de Santiago em Málaga, pelo padre José Fernández Quintero, celebrado o casamento de seus pais.
  • 1888 - Influenciado pelo pai, começa a desenhar e pintar.
  • 1893/1894 - Picasso dá início ao seu trabalho artístico sob a orientação do pai.
  • 1896 - Frequenta as aulas de desenho de La Lonja; é muito elogiado nos exames de admissão à escola.
  • 1897 - Faz parte do grupo boêmio de Barcelona; a primeira exposição é realizada em Els Quatre Gats, a sede do grupo; a primeira crítica sobre seu trabalho é publicada em La Vanguardia. Faz amizade com Jaime Sabartés e outros jovens artistas e intelectuais, que o introduzem no universo dos movimentos de pintura modernos (Toulouse-Lautrec, Steinlen etc.). Seu quadro Ciencia y Caridad (Ciência e Caridade) recebe menção honrosa em Madrid. No outono é admitido no curso de pintura da Academia Real de San Fernando em Madrid.
  • 1898 - Deixa a academia. Seu quadro Costumbres de Aragon (Hábitos de Aragão) recebe prêmios em Madrid e Málaga.
  • 1900 - Desenhos seus foram publicados na revista Joventut, revista de Barcelona. Vende três rascunhos a Berthe Weill.
  • 1901 - Funda com Soler, em Madrid, a revista Arte Joven. O primeiro número é todo ilustrado por ele. Faz exposição de trabalhos em pastel no Salon Parés (Barcelona). Críticas elogiosas são publicadas em Pel y Ploma. Expõe no espaço Vollard em Paris. Crítica positiva é publicada em La Revue Blanche. Encontra Max Jacob e Gustave Coquiot. Tem início o período azul. Passa a assinar seus trabalhos simplesmente como "Picasso"; anteriormente assinava "Pablo Ruiz y Picasso".
  • 1902 - Expõe 30 trabalhos no espaço de Berthe Weill em Paris. Divide um quarto com Max Jacob no Boulevard Voltaire.
  • 1904 - Instala-se em Paris. Final do período azul.
  • 1905 - Compram algumas das suas pinturas. Início do período rosa. Começa a fazer esculturas e gravuras. Pinta Garçon à la pipe e Auto-retrato com capa, um dos seus quadros mais famosos.
  • 1906 - Conhece Matisse que, juntamente com os fauves, chocara o público no Salão de Outono do ano anterior. Época de transição para esculturas.
  • 1907 - Conhece Georges Braque e Derain. Visita a exposição de Cézanne no Salão de Outono. Começa a fase cubista com o quadro Les Demoiselles d'Avignon.
  • 1908 - Faz as primeiras paisagens claramente cubistas. Faz a primeira exposição na Alemanha (Galeria Thannhauser, Munique).
  • 1910 - Florescimento do cubismo. Faz retratos de Vollard, Uhde, Kahnweiler.
  • 1911 - Primeira exposição nos Estados Unidos (Galeria Photo-Secession, Nova York). Kahnweiler publica Saint Matorel, de Max Jacob, com ilustrações de Picasso.
  • 1912 - Faz sua primeira exposição em Londres (Galeria Stafford, Londres). Expõe em Barcelona (Galeria Dalman). Dá início às colagens.
  • 1913 - Morte do pai de Picasso em Barcelona. Inicia o cubismo sintético.
  • 1915 - Faz retratos com desenhos realistas de Vollard e Max Jacob.
  • 1917 - Vai a Roma com Jean Cocteau para criar cenografia para o balé Parade, dirigido pelo grupo de Diaghilev, Os Balés Russos. Mantém contacto com o mundo do teatro. Encontra Stravinsky e Olga Koklova. Visita museus e vê arte antiga e do período do Renascimento em Roma, Nápoles, Pompeia, e Florença. Passa o verão em Barcelona e Madrid.
  • 1918 - Casa-se com Olga Koklova.
  • 1919 - Vai a Londres e faz desenhos para Le Tricorne.
  • 1920 - Faz cenários para Pulcinella, de Stravinsky. Surgem temas clássicos em seus trabalhos.
  • 1921 - Nascimento de Paul (seu 1º filho). Faz muitos desenhos da mãe com a criança. Faz cenário para o balé Cuadro Flamenco. Faz as duas versões de Os Três Músicos e Três Mulheres na Primavera, trabalho usando diversos estilos.
  • 1924 - Faz cenários para o balé Le Mercure; desenha a cortina para o Le Train Bleu. Dá início à série de grandes naturezas mortas.
  • 1925 - Participa da primeira exposição dos surrealistas na Galeria Pierre em Paris. Além dos trabalhos clássicos, produz suas primeiras obras que apresentam uma violência contida.
  • 1927 - Conhece Marie-Thérèse Walter, ela com 17 anos e ele 45.
  • 1928 - Faz uma série de pequenas pinturas com cores vivas, com formas audaciosamente simplificadas. Dá início a um novo período em suas esculturas.
  • 1930 - Adquire o Castelo de Boisgeloup, e nele monta seu estúdio de esculturas.
  • 1931 - São publicados Le Chef-D'oeuvre Inconnu de Balzac (Vollard) e as Métamorphoses de Ovídio (Skira), ambos ilustrados com gravuras de Picasso.
  • 1932 - Exposições retrospectivas em Paris (Galeria Georges Petit) e em Zurique (Kunsthaus). Um novo modelo, Marie-Thérèse Walter, começa a aparecer nas pinturas de Picasso.
  • 1934 - Volta a pintar touradas.
  • 1935 - Separação definitiva de Olga Koklova. Nascimento de Maia, filha de Marie-Thérèse Walter e do pintor.
  • 1936 - Início da Guerra Civil Espanhola. Faz exposição itinerante pela Espanha. É nomeado diretor do Museu do Prado.
  • 1937 - Edita gravura Sueño y Mentira de Franco (Sonho e Mentira de Franco) com texto satírico de sua própria autoria. Depois do ataque aéreo em Guernica (em 28 de abril) pinta o mural para o Pavilhão da República Espanhola (Feira Mundial de Paris).
  • 1939 - Grande exposição retrospectiva é feita em Nova York (Museum of Modern Art). Morre a mãe de Picasso em Barcelona. Depois do início da Segunda Guerra Mundial, volta a Paris.
  • 1941 - Escreve uma peça surrealista Desejo Pego pela Cauda. Começa a série Mulher na Poltrona.
  • 1941 - Pinta o famoso quadro Dora Maar au chat.
  • 1942 - Publicação de ilustrações com gravuras em água-tinta para o livro Histoire Naturelle de Buffon.
  • 1945 - Exposição em Londres (Victoria and Albert Museum). Volta a fazer litografias.
  • 1946 - Dá início à série de pinturas que têm por tema a alegria de viver.
  • 1947 - Nascimento do filho Claude. Faz litografias e começa a fazer cerâmica na fábrica Madoura.
  • 1948 - Exposição de cerâmicas na Masion de la Pensée Française (Paris).
  • 1949 - Nasce sua filha Paloma. Expõe trabalhos iniciados a partir do início da guerra na Maison de la Pensée Française. A Pomba de Picasso é usada em cartaz do Congresso pela Paz de Paris e se torna símbolo universal.
  • 1951 - Expõe esculturas na Maison de la Pensée Française. Faz exposição retrospectiva em Tóquio. Pinta Massacre na Coreia.
  • 1952 - Pinta Guerra e Paz em Vallauris.
  • 1953 - Exposições retrospectivas em Lyon, Roma, Milão, São Paulo. Separa-se de Françoise Gilot.
  • 1954 - Pinta a série Sylvette. Inicia uma série de estudos com base em As Mulheres de Argel, de Delacroix.
  • 1955 - Morte de Olga Koklova, sua ex-mulher. Expõe no Musée des Arts Décoratifs e na Bibliotèque Nationale em Paris e na Alemanha.
  • 1956 - Faz série de cenas de interiores de estúdios. Aparece no documentário Le Mystère Picasso.
  • 1957 - Exposição retrospectiva em Nova York. Faz série de estudos baseado em As Meninas, de Velázquez.
  • 1958 - Pinta o mural do prédio da Unesco em Paris. Adquire o castelo de Vauvenargues, perto de Aix.
  • 1959 - Expõe linóleos.
  • 1960 - Explora temas com naturezas mortas e interiores de inspiração espanhola.
  • 1961 - Faz estudos sobre Déjeuner sur l'herbe, de Manet. Casa-se com Jacqueline Roque.
  • 1962 - Série sobre o tema "Rapto das Sabinas". Recebe o Prêmio Lênin da Paz.
  • 1963 - Série sobre o tema "O Pintor e seu Modelo".
  • 1964 - Série sobre o tema "O Pintor e seu Cavalete".
  • 1965 - Publicação de Sable Mouvant, de Pierre Reverdy com água-tintas de Picasso.
  • 1966 - Seus 85 anos são comemorados com três exposições simultâneas em Paris.
  • 1967 - São feitas exposições comemorativas em Londres e nos Estados Unidos. Ele volta a temas mitológicos.
  • 1968 - A série integra 347 gravuras, a maioria com temas eróticos. Depois da morte de seu secretário e confidente Jaime Sabartés, ele doa sua série sobre As Meninas ao museu Picasso, de Barcelona.
  • 1969 - Pinta 140 telas que são expostas no ano seguinte no Palais des Popes em Avinhão.
  • 1970 - Doa 2.000 telas a óleo e desenhos ao Museu Picasso de Barcelona.
  • 1971 - Seus 90 anos são comemorados com exposição na Grande Galeria do Museu do Louvre. Torna-se o primeiro artista a receber esta honraria.
  • 1972 - Trabalha quase que somente com preto e branco em seus desenhos e gravuras.
  • 1973 - Morre em 8 de Abril em sua vila em Mougins, França. A sua primeira exposição póstuma (em maio) incluiu trabalhos feitos entre 1970 e 1972 e realizou-se no Palácio dos Papas, em Avinhão.

Posicionamento político

Apesar de expressar publicamente sua simpatia com relação às ideias anarquistas e comunistas e, por outro lado, através da arte expressar sua raiva diante das ações de Franco e dos Fascistas, Picasso se recusou a pegar em armas na Primeira Guerra Mundial, na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial. Ao chegar em Paris em 5 de Maio de 1901 Picasso morou na casa de Pierre Manach, um anarquista espanhol e negociador de artes do qual era amigo. Por este motivo, desde aquela época, Picasso seria investigado pela polícia francesa. Em algumas ocasiões o jovem Picasso teria até mesmo se auto-denominado anarquista, fato este que levantou ainda mais suspeitas das forças de ordem contra ele. No entanto, durante a Guerra Civil Espanhola, Picasso, que continuava vivendo na França, mesmo tomando partido pelo lado dos Republicanos, teria se recusado a retornar ao seu país de origem. O serviço militar para os espanhóis no estrangeiro era opcional e envolveria um retorno voluntário ao país para alistamento a um dos dois lados. Muitas especulações são feitas a respeito de sua recusa de tomar lugar na guerra. Na opinião de alguns de seus contemporâneos esta decisão foi tomada baseada nos ideais de pacifismo de Picasso; no entanto, para outros (incluindo aqui Georges Braque) essa neutralidade aparente tinha mais a ver com covardia do que com princípios. Ele também permaneceu à parte do movimento de independência da Catalunha durante sua juventude, apesar de ter expresso seu apoio geral e ter sido amigável com os ativistas da independência. A esta época filiou-se ao Partido Comunista. Durante a Segunda Guerra Mundial, Picasso permaneceu em Paris quando os alemães ocuparam a cidade. Os Nazistas odiavam seu estilo de pintura, portanto ele não pôde mostrar seu trabalho durante aquela época. Em seu estúdio, ele continuou a pintar durante todo o tempo. Embora os alemães tivessem proibido a fundição do bronze, Picasso continuou a trabalhar mesmo assim, usando bronze contrabandeado pela resistência francesa. No ano de 1947, ao fim da Segunda Guerra, Picasso conheceu Miguel García Vivancos, um anarquista veterano da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial e pintor até então desconhecido. Impressionado com Vivancos, Picasso o acolheu em sua casa, se interessando por sua pintura e sua história. Posteriormente, e em parte pela influência de Picasso, Vivancos se tornaria um grande pintor espanhol. Ainda na década de 1940 Picasso voltou a se filiar ao Partido Comunista francês, e até mesmo participou de uma conferência de paz na Polônia. Mas quando o Partido começou a criticá-lo por causa de um retrato considerado insuficientemente realista de Stálin, o interesse de Picasso pelo Comunismo esfriou, embora tenha permanecido como membro do Partido até sua morte.

Guernica

Uma das obras mais conhecidas de Picasso é o mural Guernica, em exposição no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid. Retrata, da maneira muito peculiar do artista, a cidade basca de Guernica, após bombardeio pelos aviões da Luftwaffe de Adolf Hitler. Esta grande tela incorpora para muitos a desumanidade, brutalidade e desesperança da guerra. Durante a Segunda Guerra Mundial, Picasso continuou vivendo em Paris durante a ocupação alemã. Tendo fama de simpatizante comunista, era alvo de controles frequentes pelos alemães. Durante uma revista do seu apartamento parisiense, um oficial nazista observou uma fotografia do mural Guernica na parede e, apontando para a imagem, perguntou: Foi você quem fez isso? E Picasso respondeu, após um segundo de reflexão: Não, vocês o fizeram.

Obra e períodos

A obra de Picasso é muitas vezes classificada em períodos: Azul (1901–1904), Rosa (1905–1907), Africano (1907–1909), Cubismo Analítico (1909–1912) e Cubismo Sintético (1912–1919).

Antes de 1901

Seus primeiros trabalhos estão no Museu Picasso em Barcelona. Principais obras do período:
  • A Primeira Comunhão (1896), uma grande composição que mostra sua irmã, Lola.
  • Retrato da Tia Pepa

Período Azul

Consiste em obras sombrias em tons de azul e verde azulado, ocasionalmente usando outras cores. Desenhava prostitutas e mendigos e sua influência veio de viagens pela Espanha e do suicídio de seu amigo Carlos Casagemas. Ele pintou vários retratos de seu amigo, culminando com a pintura obscuramente alegórica de La Vie. O mesmo tom está na água-forte The Frugal Repast, que mostra um cego e uma mulher perspicaz, ambos emagrecidos, sentados perto de uma mesa vazia. A cegueira é um tema recorrente no período e está também em The Blindman's Meal e no retrato Celestina. Outros temas frequentes são artistas, acrobatas e arlequins. O arlequim se tornou um símbolo pessoal para Picasso.

Período Rosa

O Período Rosa (1905–1907) é caracterizado por um estilo mais alegre com as cores rosa e laranja, e novamente com muitos arlequins. Muitas das pinturas são influenciadas por Fernande Olivier, sua modelo e seu amor na época.

Período Africano

O Período Africano de Picasso (1907–1909) começou com duas figuras inspiradas na África em seu quadro Les Demoiselles d'Avignon. Ideias deste período levaram ao posterior Cubismo.

Cubismo analítico

É um estilo de pintura (1909–1912) que Picasso desenvolveu com Braque usando cores marrons monocromáticas. Eles pegaram objetos e os analisaram em suas formas. A pinturas de Picasso e Braque eram muito semelhantes nesse período.

Cubismo sintético

É um desenvolvimento posterior (1912–1919) do Cubismo no qual fragmentos de papel (papel de parede ou jornais) eram colados em composições, marcado o primeiro uso da colagem nas artes plásticas.

Classicismo e surrealismo

No período seguinte ao caos da Primeira Guerra Mundial, Picasso produziu obras em um estilo neoclássico. Este "retorno à ordem" é evidente no trabalho de vários artistas europeus na década de 20, incluindo Derain, Giorgio de Chirico, e os artistas do New Objectivity Movement. As pinturas e textos de Picasso deste período frequentemente citam o trabalho de Ingres.

Durante os anos 30, o minotauro substituiu o arlequim como motivação que ele usou em seu trabalho. Seu uso do minotauro veio parcialmente de seu contato com os surrealistas, que normalmente o usavam como símbolo, e aparece em Guernica. Possivelmente o trabalho mais importante de Picasso é sua visão do bombardeio alemão em Guernica, Espanha — Guernica. Esta pintura representa para muitos a brutalidade e desesperança da guerra. Guernica esteve em exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York por vários anos. Em 1981, Guernica voltou para a Espanha e foi exibida no Casón del Buen Retiro. Em 1992, a pintura ficou em exposição no Museu de Reina Sofia em Madri quando ele abriu.

A poesia

Praticamente desconhecido do público é o fato de que Picasso escreveu poesia. Alguns de seus poemas foram recolhidos em antologias de poemas surrealistas. Em 1961, na Espanha, foi publicado um livro (Trozo de Piel) contendo alguns poemas de Picasso, descobertos pelo Prêmio Nobel da Literatura Camilo José Cela. Considera-se que estes poemas têm algo de expressionistas. Uma edição completa das suas obras poéticas foi publicada pela editora Gallimard em 1979, na França. Na obra póstuma, nomeada "Picasso. Écrits", Michael Leiris, poeta surrealista amigo de Picasso, pertencente ao grupo de Surrealistas para quem o artista espanhol costumava ler seus poemas, aponta para o Picasso poeta que dá livre curso ao inconsciente, representando "não coisas da ordem do que se passa realmente, mas coisas que lhe passam pela cabeça". Por volta de 1935, o pintor realmente estava entusiasmado com a escrita, praticando uma poesia próxima do Surrealismo. Em 2006, o pesquisador Rafael Inglada, considerado um dos principais estudiosos da vida e obra de Picasso, reuniu 39 poemas escritos pelo artista entre 1894 e 1968, com o título "Textos espanhóis". O título se deve ao fato de que, mesmo quando escritos em francês, os motivos (touros, gastronomia, hábitos e costumes) do autor têm sempre referências predominantemente espanholas. Para o pesquisador, é no Picasso poeta que aparece "o Picasso claramente espanhol, andaluz e malaguenho". Em 2008, foram publicados mais de 100 poemas em prosa do autor, na Espanha, descobertos apenas em 1989. Apresentando a diversidade que caracteriza a sua obra plástica, os textos se aproximam do estilo da colagem picassiana, sem estrutura lógico-formal, compostos de "jogos de palavras, simbolismos e descrições visuais... delirantes e descabeladas".

Algumas obras do artista
  • Autorretrato, 1899
  • Absinto (Rapariga no café), 1901
  • La mort de Casagemas (A morte de Casagemas), 1901
  • Evocation enterrement de Casagemas) Evocação - O funeral de Casagemas, 1901
  • Mère et enfant - La Maternité - Mère tenant l'enfant (A Maternidade), 1901
  • Vieux guitariste aveugle (Velho guitarrista cego), 1903
  • Des pauvres au bord de la mer (Miseráveis diante do mar), 1903
  • La vie (A Vida), 1903
  • Mulher passando a ferro, 1904
  • Retrato de Suzanne Bloch, 1904
  • O ator, 1905
  • Auto-retrato com capa, 1905
  • Garçon à la pipe (Rapaz com cachimbo), 1905
  • Fernanda com um lenço preto, 1905 – 1906
  • Vasilhas, 1906
  • Mulher com leque, 1907
  • Jovem nu (Jovem rapaz com braços levantados), 1907
  • Les Demoiselles d'Avignon, 1907
  • Banho, 1908
  • Três Mulheres, 1908
  • Composição com crânio, 1908
  • Garrafa, jarra e frutas, Verão de 1909
  • Vaso sobre a mesa, 1914
  • Mulher loira, Dezembro de 1931
  • Mulher sentada junto de uma janela, 1932
  • Le Rêve, 1932
  • Minotauro, bebedor e mulheres, 1933
  • Guernica, 1937
  • Dora Maar au chat, 1941
  • O tomateiro, 7 de Agosto de 1944
  • Mulher sentada num cadeirão, 12 de Dezembro de 1960
  • Lagosta e gato, 11 de Janeiro de 1965
  • Arlequim com baton, 12 de Dezembro de 1969
  • Busto de mulher, 27 de Junho de 1971
  • Nude, Green Leaves and Bust

Leilões

Em 2010, a obra "Nu, folhas verdes e busto" foi vendida por 106,4 milhões de dólares. Em 11 de maio de 2005, a obra "Mulheres de Argel (versão 0)" (Les Femmes d'Alger) foi leiloada por 179,36 milhões de dólares (cerca de 160 milhões de euros) na Casa Christie's de Nova York, tornando-se na obra de arte mais cara de sempre. Em 5 de novembro de 2015, foi leiloada a obra La Gommeuse pela Sotheby's em Nova Iorque que tinha o valor estimado 53 milhões de euros (60 milhões de dólares) e foi vendida por 67,5 milhões de dólares. Em 21 de junho de 2016 a pintura "mulher sentada" tornou-se na obra cubista mais cara a ser vendida em leilão pela Sotheby's, por 56,3 milhões de euros. Em 15 maio de 2017, a obra "A mulher sentada de vestido azul" foi leiloada por 45 milhões de dólares (cerca de 41 milhões de euros). A mulher representada no retrato é Dora Maar. Pablo Picasso pintou a obra no dia do seu aniversário, em 1939, quando tinha 58 anos de idade e Dora 31. Durante a II Guerra Mundial, os nazis apoderaram-se do retrato, mas este foi recuperado pela resistência francesa, numa das viagens entre Paris e Moravia. Em 15 de maio de 2018 seria leiloada em Nova Iorque a pintura “O Marinheiro”. O quadro foi retirado do leilão no dia anterior, por ter sofrido danos acidentais. A tela é um raro autorretrato do pintor de 1943 em Paris. O óleo sobre tela de 130 por 81 centímetros apresenta um homem com um olhar triste, vestindo uma camisa listrada e sentado numa cadeira, sendo o valor estimado de 70 milhões de dólares (56 milhões de euros).

O roubo de duas obras no Brasil

No dia 20 de dezembro de 2007, por volta das 5:00 horas da manhã, três homens invadiram o Museu de Arte de São Paulo (MASP), e levaram dois quadros considerados dos mais importantes do museu: O lavrador de café de Cândido Portinari e Retrato de Suzanne Bloch de Pablo Picasso. O tempo para o roubo das duas obras de arte foi de três minutos. O quadro foi recuperado dia 8 de janeiro de 2008 em Ferraz de Vasconcelos, Região Metropolitana de São Paulo, intacto. Dois homens foram presos.


Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Picasso

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Biografia de Zeuxis

Victor Mottez, em 1858, imaginou a elaboração de Helena, por Zeuxis. Da obra do artista grego nada restou.

Zeuxis ou Zeuxipo (464 a.C. - 398 a.C.). Foi um pintor da Grécia Antiga, do século V a.C.. Era natural de Heráclea, nome de muitas cidades em seu tempo, esta provavelmente no sul da Itália, mas viveu a maior parte da vida em Atenas, onde foi um dos pintores mais famosos de seu tempo. Não resta nenhuma obra sua, mas fontes antigas o descrevem como um dos principais pintores da Grécia Antiga. Uma história famosa conta de sua disputa com outro pintor, Parrásio, como referida por Plínio, o Velho: “Para a disputa, Zeuxis pintou um cacho de uvas. Quando mostrou o quadro, dois passarinhos imediatamente tentaram bicar as frutas. Zeuxis então pediu que Parrásio desembrulhasse seu quadro. Este então revelou que na verdade era a pintura que simulava a embalagem do quadro. Zeuxis imediatamente reconheceu a superioridade de Parrásio, pois se tinha enganado os olhos dos passarinhos, este tinha enganado os olhos de um artista”. A mesma fonte informa que começou a pintar no quarto ano da 95ª Olimpíada e que alcançou tamanha fama que usava uma capa com seu nome bordado em letras de ouro. Aristóteles criticou sua preferência pela composição expressiva em vez da representação do caráter dos personagens, mas mesmo assim considerava-o um grande mestre. Outra fábula conta que para uma obra representando Helena de Troia, implorou às cinco jovens mais belas da cidade de Crotona que o permitissem pintar o mais belo em cada uma delas. Desta forma parece ter inaugurado um método para representar a beleza ideal que mais tarde converter-se-ia num lugar comum da teoria estética. Sabe-se que, embora não tenham sobrevivido, as suas obras mais famosas foram a já referida “Helena”, “Zeus em seu Trono”, “O Jovem Hércules Estrangulando uma Serpente”, “Assembleia dos Deuses”, “Eros Coroado de Rosas”, “Menelau”. Muitos dos seus trabalhos foram levados para Roma e depois para Bizâncio, mas tinham já desaparecido no tempo de Pausânias (geógrafo). Conta outra lenda que Zeuxis, literalmente, morreu de tanto rir, quando uma velha matrona muito feia encomendou uma pintura de Afrodite e exigiu posar como modelo.

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zêuxis

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Biografia de Pierre-Auguste Renoir

Renoir, c.1875.
Pierre-Auguste Renoir nasceu em Limoges, a 25 de Fevereiro de 1841, e, faleceu em Cagnes-sur-Mer, a 3 de Dezembro de 1919. Renoir foi um pintor francês que iniciou o desenvolvimento do movimento impressionista. Conhecido por celebrar a beleza e, especialmente, a sensualidade feminina, diz-se que Renoir é o último representante de uma tradição herdada diretamente de Peter Paul Rubens e terminando com Antoine Watteau. Ele foi pai do ator Pierre Renoir (1885–1952), do cineasta Jean Renoir (1894–1979) e do ceramista Claude Renoir (1901–1969). Foi avô do cineasta Claude Renoir (1913–1993).

Juventude

Nascido em Limoges, Haute-Vienne, França, em 1841, era filho de Léonard Renoir, um alfaiate de origem modesta. Em 1844, a família se mudou para Paris, em busca de melhores oportunidades. Eles se mudaram para a rue d’Argenteuil, no centro de Paris, perto do Museu do Louvre. Apesar de apresentar um talento nato para o desenho, Pierre mostrou um grande talento para o canto, que foi encorajado por seu professor, Charles Gounod, que era o diretor do coral da Igreja de St. Roch na época. Porém, devido à condição financeira da família, Pierre teve que parar com as aulas de música e deixou a escola aos 13 anos para se tornar aprendiz em uma fábrica de porcelanas. Apesar de mostrar aptidão para o trabalho, Pierre costumava se cansar do que fazia na fábrica e buscava refúgio nas galerias do Louvre. O dono da fábrica reconheceu que seu aprendiz tinha talento e passou o recado para a família Renoir. Assim, Pierre começou a ter aulas preparatórias para ingressar na École des Beaux-Arts. Quando a fábrica de porcelana adotou o processo de produção mecanizada, Pierre foi obrigado a procurar outro emprego. Antes de ingressar na escola de artes, ele fazia pequenos trabalhos de pintura para conseguir algum dinheiro. Em 1862, Pierre começou a estudar arte sob a supervisão de Charles Gleyre, em Paris. Lá ele conheceu Alfred Sisley, Frédéric Bazille e Claude Monet. Durante o ano de 1860, Pierre não tinha dinheiro nem para comprar tinta. Seu primeiro sucesso veio no Salão de Paris de 1868, com o quadro “Lise with a Parasol” (1867), que retratava Lise Tréhot e seu amante na época. Apesar de ter começado a exibir seus quadro no Salão de Paris, em 1864, o sucesso demorou para vir, em parte pela eclosão da Guerra Franco-Prussiana. Durante a Comuna de Paris, em 1871, enquanto Renoir pintava os bancos do Rio Sena, alguns Communards (Communard era a denominação dos membros e apoiadores da Comuna de Paris em 1871 formada e destruída no início da Guerra Franco-Prussiana e derrota francesa) pensaram que ele era um espião e estavam para jogá-lo no rio, quando o líder da Comuna, Raoul Rigault, reconheceu Renoir que o protegera em uma ocasião anterior. Em 1874, uma amizade de dez anos com Jules Le Cœur e sua família acabou e Renoir perdeu não apenas o suporte ganhado pelo apoio deles, como também o generoso pagamento que recebia por cuidar da propriedade da família em Fontainebleau e a floresta ao redor. A perda de sua fonte de inspiração para seus quadros forçou uma mudança de objetivos.



L'avant-scène, 1874.

Vida adulta

Desde o princípio sua obra foi influenciada pelo sensualismo e pela elegância do rococó, embora não faltasse um pouco da delicadeza de seu ofício anterior como decorador de porcelana. Seu principal objetivo, como ele próprio afirmava, era conseguir realizar uma obra agradável aos olhos. Apesar de sua técnica ser essencialmente impressionista, Renoir nunca deixou de dar importância à forma - de fato, teve um período de rebeldia diante das obras de seus amigos, no qual se voltou para uma pintura mais figurativa, evidente na longa série Banhistas. Mais tarde retomaria a plenitude da cor e recuperaria sua pincelada enérgica e ligeira, com motivos que lembram o mestre Jean-Auguste Dominique Ingres, por sua beleza e sensualidade. A sua obra de maior impacto é Le Moulin de la Galette, em que conseguiu elaborar uma atmosfera de vivacidade e alegria à sombra refrescante de algumas árvores, aqui e ali intensamente azuis. Percebendo que traço firme e riqueza de colorido eram coisas incompatíveis, Renoir concentrou-se em combinar o que tinha aprendido sobre cor, durante seu período impressionista, com métodos tradicionais de aplicação de tinta. O resultado foi uma série de obras-primas bem no estilo Ticiano Vecellio, assim como de Jean-Honoré Fragonard e François Boucher, a quem ele admirava. Os trabalhos que Renoir incluiu em uma mostra individual de 70, organizada pelo marchand Paul Durand-Ruel, foram elogiados, e seu primeiro reconhecimento oficial veio quando o governo francês comprou “Ao Piano”, em 1892.

Primeiros anos

Lise com Sombrinha.

Renoir nasceu em Limoges em 25 de Fevereiro de 1841. Seu pai, Léonard, era alfaiate e sua mãe, Marguerite, costureira. Eram uma família de classe média e em 1844, mudaram-se para Paris para tentar uma vida melhor. Renoir estudou até os 13 anos, depois começou a trabalhar em uma fábrica de porcelana dos Irmãos Lévy onde pintava buquês e flores em artigos de porcelana. Ficou na fábrica até os 17 anos e depois foi trabalhar para M. Gilbert pintando temas religiosos vendidos a missionários e pintou em leques e tecidos que eram mais bem remunerados na época e que lhe permitiu juntar algumas economias. Em 1862, após juntar dinheiro com seu trabalho, Renoir realiza seu sonho: aos 21 anos muda-se para Paris e entra para a École des Beaux-Arts de Paris (Escola de belas artes). Entrou também para o ateliê de Charles Gleyre. Assistindo às aulas no ateliê, além de aperfeiçoar a sua técnica, conquistou a amizade de Alfred Sisley, Claude Monet e Frédéric Bazille, com quem compartilhou dias de muita conversa e teorização em Paris e de árduo trabalho em Argenteuil, pintando ao ar livre. Em 1863 Renoir abandonou a École des Beaux-Arts e passou a pintar ao ar livre em Fontainebleau. A sua primeira obra “A Esmeralda” entrou para o Salão em 1864, com ela Renoir conseguiu um certo sucesso. Porém após a exposição, Renoir destruiu-a. Em 1865 Renoir e seus amigos tornaram-se próximos de Monet. Com a guerra franco-prussiana, seus amigos pintores dispersaram-se e Renoir passou a se hospedar constantemente na casa do amigo Jules Le Couer. Foi na casa de Le Couer que Renoir conheceu Lise Trèhot que passou a ser sua modelo preferida durante um certo tempo. Entre as obras de destaque que Lise posou estão: “Lise com Sombrinha” (de 1867), “A Jovem Cigana” (de 1868) e seu último quadro como modelo que foi “Mulher com Periquito” (de 1871). “Lise com a Sombrinha” é considerada sua primeira obra de destaque. Lise posou para a tela em Fontainebleau entre as folhagens de uma floresta. Com um vestido todo branco onde poderia apreciar-se os jogos de luz e sombra. A obra era inspirada em Coubert. Apesar do relativo sucesso da obra na ocasião, Renoir atravessava dificuldades financeiras. Em 1869 morava com Lise, de dezenove anos, na casa de seus pais. Em 1870 Renoir alistou-se na cavalaria para lutar na guerra franco-prussiana, mas deu baixa um ano depois por causa de uma doença. Neste mesmo ano, morreria na guerra seu amigo Bazille, fizera quadros muitos famosos desse homem de grande valor, mas nunca falou dele em suas pinturas.

Período Impressionista

Entre 1870 e 1883, Renoir entra em seu período impressionista. Pinta várias paisagens mas suas obras são mais caracterizadas ao retratar a vida social urbana. “Numa manhã um de nós já não tinha preto, e assim nasceu o Impressionismo”. No salão de 1872, expôs a tela “Mulheres Parisienses Vestidas como Argelinas” no Salão Oficial, o que lhe conferiu grande sucesso. No ano seguinte, Renoir alugou um apartamento em Montmartre, onde pintaria duas obras famosas: “O Camarote” e “A Bailarina”. Em 1873, junto aos seus amigos impressionistas, Renoir expôs suas obras em um salão alternativo ao Salão Oficial de Paris que foi um fracasso. Neste salão alternativo, Renoir vendeu seu quadro "O Camarote" por 425 francos. Em 1875 Renoir vendeu “O Passeio” por 1200 francos. Com o dinheiro ele pode alugar um prédio maior em Montmartre onde ele pintou várias obras. Em 1876 Renoir pintou várias obras famosas: “Nu ao Sol”, “O Balanço” e “Le Moulin de la Galette”. A obra “Le Moulin de la Galette” foi exposta no terceiro salão alternativo dos impressionistas e trouxe-lhe grande reputação.



Retrato de Madame Henriot, 1876.


Período seco


Em 1881, Renoir passaria a buscar novas inspirações. Primeiro foi à Argélia depois à Itália. Na Itália, Renoir conheceu os grandes centros: Milão, Roma, Veneza, Nápoles. O que mais lhe impressionou na viagem foi ver de perto as obras de Rafael Sanzio. A viagem foi uma inspiração para buscar mais consistência em sua obra tentou tornar-se um artista em grande estilo renascentista. As figuras de suas obras tornaram-se mais imponentes e formais, e muitas vezes abordou temas da mitologia clássica. O contorno de seus personagens tornaram-se mais precisos, formas desenhadas com mais rigor e cores mais frias. “Por volta de 1883, eu tinha esgotado o Impressionismo e finalmente chegado à conclusão de que não sabia pintar nem desenhar”. Além de Rafael, Renoir foi influenciado pela obra de Jean-Auguste Dominique Ingres, pintor neoclássico, que admirava e defendia em debates com os amigos impressionistas. Este novo período em sua arte, de 1883 a 1887, ficou conhecido como "período seco", onde não houve mais espaço para pintura ao ar livre. Renoir começaria a realizar estudos do qual surgiria uma de suas grandes obras: “As Grandes Banhistas” que só ficou pronta em 1887.

Período Iridescente

Chamado pelo pintor de período iridescente, a partir de 1889 Renoir mudaria novamente de estilo. Era uma fase de recuperação da liberdade da juventude. Em 1890 pintou "Duas meninas colhendo flores" e "No prado". Passou também a pintar muitos nus e retratos (ainda uma das maiores fontes econômicas do pintor). Em 1894 Renoir teve mais um filho, Jean Renoir, que se tornaria um grande cineasta francês cuja maiores obras seriam “A Grande Ilusão” e “A Regra do Jogo”. Em 1901 Renoir e Aline tiveram mais um filho, Claude, apelidado de “Coco”. Em 1903 Renoir, ao piorar da artrite, mudou-se para Cagnes. Passou a retratar Gabrielle, jovem contratada para servir seus pequenos filhos.  Começou também a esculpir, na esperança de poder expressar seu espírito criativo através da modelagem, mas até para isso ele precisou de ajuda, que veio na forma de dois jovens artistas, Richard Gieino e Louis Morel, que trabalhavam segundo suas instruções.  Apesar das graves limitações físicas, Renoir continuou trabalhando até o último dia de sua vida. Em 1908 pintou sua versão para “O Julgamento de Paris”. Sua última obra foi “Descanso Depois do Banho”, de 1919, que terminou com dores insuportáveis devido o reumatismo. Aline morreu em 27 de Junho de 1915 em Nice e Renoir em 1919, aos 78 anos, em decorrência de problemas respiratórios. Foi sepultado no Essoyes Cimetière, Essoyes, Champanha-Ardenas na França.


Mulher Amamentando.


Obras

    • O Menino;
    • Mulher com Sombrinha (1867);
    • O Camarote (1874);
    • Le Moulin de la Galette (1876);
    • O Baloiço;
    • Madame Georges Charpentier e suas Filhas (1878);
    • Remadores em Chatou (1879);
    • Elisabeth e Alice d' Anvers (Les Demoiselles Cahen d'Anvers - Rose et Bleue) (1881);
    • A dança em Bougival (1883);
    • Mulher Amamentando (1886);
    • As Grandes Banhistas (1887);
    • Menina com Espigas (1888);
    • Menina Jogando Criquet (1892)
    • Ao Piano (1893);
    • Odalisca (1904);
    • Retrato de Claude Renoir (1908);
    • Banhista Enxugando a Perna Direita (1910);
    • No Terraço.


Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre-Auguste_Renoir

sábado, 4 de maio de 2019

Biografia de Frederic Leighton

Auto-retrato (1880).
Frederic Leighton, 1º Barão Leighton,  Nasceu em Scarborough, a 03 de Dezembro de 1830, e, faleceu em Londres, a 25 de Janeiro de 1896. Leighton foi um pintor e escultor da Inglaterra. Estudou na University College School em Londres, e foi buscar aperfeiçoamento no continente, com Eduard von Steinle, Giovanni Costa e na Academia de Florença. Mais tarde passou alguns anos em Paris, encontrando Jean-Auguste Dominique Ingres, Eugène Delacroix, Jean-Baptiste Camille Corot e Jean-François Millet. Voltou a Londres em 1860, passando a fazer parte do grupo dos Pré-Rafaelitas, em 1864 ingressou na Royal Academy, e desde então se tornou um artista celebrado. Foi o detentor do mais breve pariato inglês, falecendo apenas um dia após ser sagrado barão, embora já fosse um baronete desde 1886. Sua casa hoje é um museu. Também foi membro do Institute de France e recebeu a Legião de Honra no grau de cavaleiro.


Junho Ardente (~1895).


Dados Biográficos

Leighton nasceu em Scarborough em uma família dedicada aos negócios de importação e exportação. Estudou na University College School, Londres. Recebeu sua educação artística no continente europeu, primeiro das mãos de Eduard Von Steinle e depois por Giovanni Costa. Aos 24 anos de idade, viajou para Florença, onde assistiu aula na Academia de Florença e pintou a procissão da madonna de Cimabue, através de Borgo Allegri. Viveu de 1855 a 1859 em Paris, onde conheceu Jean-Auguste Dominique Ingres, Eugène Delacroix, Jean-Baptiste Camille Corot e Jean-François Millet. Em 1860, se mudou para Londres, onde se uniu aos Pre-Rafaelitas. Desenhou o túmulo de Elizabeth Barrett Browning, por encargo de Robert Browning, para o English Cemetery de Florença, em 1861. Em 1864, se tornou sócio da Royal Academy, e em 1878 passou a ser seu presidente (1878-1896). A escultura que realizou em 1877, Atleta Lutando com uma Píton, foi considerada na época o renascimento da escultura britânica contemporânea, e se consagrou como a origem e maior expoente do movimento da New Sculpture. Seus quadros representaram a Inglaterra na Exposição Universal de Paris, em 1900. Leighton foi ordenado Cavaleiro Bacharel no castelo de Windsor, em 1878, e lhe concederam o título de baronete, oito anos depois. Foi o primeiro pintor a ser outorgado “Par do Reino” (membro do Pariato, um sistema de honras ou de nobreza em vários países), na Lista de Honrarias de Ano Novo de 1896. A patente que o tornou em Barão Leighton de Stretton no Condado de Shropshire, se fez pública em 24 de Janeiro de 1896; Leighton faleceu no dia seguinte, de uma angina de peito. Como não era casado, após a sua morte sua baronia desapareceu depois de apenas um dia de existência; este é o recorde de um Par. Sua casa em Holland Park, Londres, se transformou em um museu, o Leighton House Museum. Contém um número significativo de seus desenhos e pinturas, bem como algumas de suas esculturas (incluindo o Atleta Lutando com uma Píton). Na casa, também se mostram muitas de suas inspirações, como a sua coleção de azulejos nicenos. A parte central é o magnífico salão árabe que apareceu no nº 10 da revista Cornucopia.



Cymon and Iphigenia (1884).


Cronologia
  • 1864 - Sócio da Royal Academy
  • 1868 - Acadêmico da Royal Academy
  • 1878 - Presidente da Royal Academy
  • 1878 - Oficial da Legião de Honra
  • 1878 - Ordenado cavaleiro
  • 1889 - Membro associado no Instituto de França
  • 1896 - Nomeado Par do Reino britânico.

Obras destacadas
  • Death of Brunelleschi (A Morte de Brunelleschi) (1852), óleo sobre tela.
  • Cimabue's Celebrated Madonna is Carried in Procession Through the Streets of Florence (Procissão através das Ruas de Florença da Madonna de Cimabue (1853-1855), óleo sobre tela. Esta foi sua primeira obra importante, e foi exibida na Royal Academy. A Rainha Victória gostou tanto da obra que a comprou por 600 guineas no dia que se inaugurou a exposição.
  • The Fisherman and the Siren (O Pescador e a Sereia), c. 1856-1858 (66.3 x 48.7 cm).
  • The Discovery of Juliet Apparently Lifeless (O Descobrimento de Julieta Aparentemente Morta), c. 1858.
  • The Villa Malta, Rome (A Vila Malta, Roma) (década de 1860), óleo sobre tela.
  • The Painter's Honeymoon (A Lua de Mel do Pintor), c. 1864 (83.8 x 77.5 cm).
  • Mother and Child (Mãe e Filho), c. 1865 (48.2 x 82 cm).
  • Actaea, the Nymph of the Shore (Actaea, a Ninfa da Costa) (1868), óleo sobre tela, (57.2 x 102.2 cm) National Gallery of Canada, Ottawa.
  • Daedalus and Icarus (Dédalo e Ícaro), c. 1869 (138.2 x 106.5 cm).
  • Hercules Wrestling with Death for the Body of Alcestis (Hércules Lutando com a Morte pelo Corpo de Alcestis) (1869-71) (132.4 x 265.4 cm).
  • Greek Girls Picking up Pebbles by the Sea (Garotas Gregas Coletando Seixos no Mar), c. 1871 (84 x 129.5 cm).
  • Music Lesson (Aula de Música), c. 1877 (92.8 x 118.1 cm).
  • An Athlete Wrestling with a Python (Atleta Lutando com uma Píton) (1877), escultura de bronze.
  • Nausicaa (Nausícaa), c. 1878 (145 x 67 cm).
  • Winding the Skein (Hilo de la madeja), c. 1878 (100.3 x 161.3 cm).
  • Light of the Harem (Luz do Harém), c. 1880 (152.4 x 83.8 cm).
  • Wedded (Casados), (c. 1881 - 1882) (145.4 x 81 cm).
  • Captive Andromache (O Rapto de Andrômaca), c. 1888 (197 x 406.5 cm).
  • The Bath of Psyche (O Banho de Psyche), (c. 1889−90) (189.2 x 62.2 cm) no Tate Gallery.
  • The Garden of the Hesperides (O Jardim das Hespérides), c. 1892 (169 x 169 cm).
  • Flaming June (Junho Ardente) (1895), óleo sobre tela, Museu de Arte de Ponce (120.6 x 120.6 cm).
  • The Parable of the Wise and Foolish Virgins (A Parábola das Virgens Sábias e Tolas), afresco.
  • The Armlet (O Bracelete).
  • Phoebe (55.88 x 60.96 cm).
  • A Bather (Uma Banhista).
  • The Leighton Frescoes (Os Afrescos de Leighton), compostos por duas obras: The Arts of Industry as Applied to War (As Artes da Indústria Aplicadas para a Guerra) e The Arts of Industry as Applied to Peace (As Artes da Indústria Aplicadas para a Paz).
  • The Return of Persephone (O Regresso de Perséfone).
Idílio, c. 1880-81.
Retrato de May Sartoris, c. 1860.
O Pescador e a Sereia (1856–1858).


Galeria de imagens
https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Frederic_Leighton

Referências
https://es.wikipedia.org/wiki/Frederic_Leighton

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Biografia de Giovanni Bellini

Auto-retrato (cerca de 1500).

Giovanni Bellini, também chamado em sua terra natal de Giambellino, nasceu em Veneza, c. 1430,e, faleceu nesse mesmo local em 1516. Giovanni Bellini foi um pintor do Renascimento. O mais famoso de uma família de pintores de mesmo sobrenome, era cunhado e amigo de Andrea Mantegna, e teve Tiziano entre seus aprendizes. É considerado como renovador da pintura da escola veneziana, movendo-a para um estilo mais sensual e policromático. Pelo uso de cores claras de lenta secagem, Bellini criou sombras detalhadas, profundidade e ricos coloridos. Suas fluentes e coloridas paisagens tiveram um grande efeito no seu tempo.

Biografia
Primeiros anos

Bellini começou a desenhar na casa de seu pai Jacopo Bellini, e sempre viveu e trabalhou em fraternal relação com seu irmão Gentile, também pintores. Existem evidências que os irmãos serviram como assistentes do pai até perto dos trinta anos, em trabalhos em Veneza e Pádua. Nos primeiros trabalhos de Giovanni vemos a forte influência da escola de Pádua, especialmente de Mantegna, em detrimento do estilo mais gracioso e fácil do pai. Essa influência se mostra até depois que Mantegna parte para Mântua em 1460. Os primeiros sinais de independência, numa fraternal rivalidade, aparecem em “A Agonia no Horto”, que tinha uma tela com o mesmo tema, ambas tiradas de um desenho de Jacopo (hoje no Museu Britânico), Em todas suas obras iniciais, Giambellino combina a severidade do desenho e a rigidez complexa do drapeado da escola de Pádua com sua própria sensibilidade, sentimento religioso e condição humana. Ele é todo executado em têmpera antiga, diluindo a tragédia da cena com um novo e belo efeito romântico de cor. Com um modo mais pessoal, com menos dureza no contorno, mas não menos força no sentimento, existem duas pinturas de “Cristo Morto Carregado por Anjos”, em Rimini e Berlim, um tema religioso frequente naquele tempo. Duas “Madona”, também em têmpera, são sem dúvida anteriores ao primeiro trabalho comissionado, junto com Gentile e outras artistas, na Escola de São Marcos, onde pintou, entre outros, “O Dilúvio e a Arca de Noé”. Infelizmente, nenhum desses trabalhos maiores desta espécie, para varias escolas, irmandades, confrarias ou mesmo o palácio ducal sobreviveram até nós.

Madona e a Criança (GiovanniBellini).
Maria e o Menino, detalhe de Apresentação no Templo (c. 1460) (Bellini).

Maturidade

Na década de 1470, fez uma “Transfiguração”, hoje em Nápoles, repetindo seu estilo veneziano. Também a grande peça para o altar para a igreja de Pesaro, “A Coroação da Virgem”, que pode ser vista como os primeiros esforços numa forma de arte primeiramente utilizada pela escola rival dos Vivarini (Antonio, Bartolomeo e Luigi ou Alvise). De não muito depois é o ainda famoso quadro pintado em têmpera para o altar de uma capela da igreja de São Pedro e São Paulo, que pereceu junto com “São Pedro Martir” de Tiziano e “Cruxificação” de Tintoretto em um desastroso incêndio em 1867. Perto de 1480, muito do tempo e da energia de Giovanni foram utilizados nas suas obrigações como conservador das pinturas do grande salão do palácio ducal, que ele assumiu por um alto pagamento e a concessão de privilégios comerciais. Enquanto reparava obras de seus antecessores, recebeu a encomenda para seis ou sete trabalhos, ilustrações das vitórias de Veneza nas guerras entre Frederico Barbarossa e o papado. Esses trabalhos, executados com muitas interrupções e atrasos, eram admirados no seu tempo, mas como outros, não sobreviveram ao incêndio de 1577. Muitas obras para igrejas, sejam grandes pinturas para altar-mor ou pequenas Madonas, felizmente foram preservadas. Elas mostram-no gradualmente se movendo das velhas técnicas do quatrocento para as novas de pintura a óleo, introduzidas em Veneza por Antonello de Messina por volta de 1473. A velha intensidade patética e devota sensibilidade sai de cena dando lugar a uma visão mais nobre, serena e charmosa. A Virgem com o Menino vem tranquila em sua suavidade, os santos que a acompanham ganham poder, presença e individualidade, grupos de anjos completam a harmonia da cena. O total esplendor das cores venezianas resplendam nas figuras, na arquitetura, na paisagem e no céu.

Agonia no Horto (Giovanni Bellini)


Alto Renascimento

Um intervalo de poucos anos, sem dúvida passados nos seus afazeres no palácio ducal, separam as pinturas para o altar-mor de Frari e a “Virgem do Doge Barbariga”, em Murano das obras da igreja de São Zacarias em Veneza, talvez a mais bonita e imponente de todas, datada de 1505. Outra obra para altar-mor, para a igreja de São Francisco em Veneza, é de 1507. Outros trabalhos dessa época pereceram no incêndio já referido. Os últimos dez anos da vida do mestre mostram-no cercado de encomendas do que ele pode completar. Já nos anos 1501 a 1504, a marquesa Isabella Gonzaga de Mântua, famosa em sua época e retratada inclusive por Leonardo Da Vinci, teve grande dificuldade em obter de Bellini uma “Madona e os Santos”, hoje perdida, e que tinha sido antecipadamente paga. Em 1506 ela tentou pelo Cardeal Bembo obter outra pintura, desta vez de cunho mitológico, mas infelizmente não sabemos o paradeiro desta obra. Albrecht Dürer, visitando Veneza pela segunda vez em 1506, conta que Giambellino era ainda o melhor pintor na cidade, bem tratado e admirado em sua cidade. Seu irmão Gentile morreu em 1507, tendo Giovanni completado o quadro “Prece de São Marcos” que este deixara inacabado. Em 1513 era o único mestre do Salão do palácio, empregando seu pupilo Tiziano como ajudante na conservação das obras. Sua última obra foi “Festa dos Deuses”, para o duque Afonso de Ferrara, mas morreu antes de terminar, tarefa legada a seus pupilos.

A Festa dos Deuses (National Gallery of Art, Washington D.C. (Bellini)


Legado

Tanto artisticamente quanto pessoalmente, a carreira de Giovanni Bellini foi, na maior parte do tempo, serena e próspera, da juventude à velhice, como aconteceu com vários artistas do início do Renascimento. Viveu para ver sua própria escola brilhar sobre a de seus rivais, os Vivarini de Murano. Personalizou muito do esplendor de Veneza no seu tempo e viu sua influência propagada por um time de pupilos, dois dos quais se pode dizer sem demérito terem superado o mestre, Giorgione, que só viveu mais cinco anos, e Tiziano, que alcançou glória própria, vivendo muitos e frutíferos anos. Em uma perspectiva histórica, Bellini foi fundamental para o desenvolvimento do Renascimento Italiano por sua incorporação de novas estéticas e técnicas, muitas aprendidas com Antonello de Messina, que trouxe novidades de sua temporada em Flandres. Popularizou o uso de tintas a óleo, diferente da têmpera usada naquele tempo pela maioria dos pintores. Introduziu também modificações no simbolismo, que podemos ver em obras como “São Francisco em Êxtase” e no altar de San Giobbe, onde usou temas religiosos por meio de elementos naturais. Contribuiu grandemente com a arte suas experiências com o uso da cor e de tintas a óleo na criação de uma nova atmosfera artística.

Êxtase de São Francisco, Coleção Frick, Nova York (Bellini).


Obras
  • A Transfiguração, (1455), Veneza;
  • Pietà, (1460), Brera, Milão;
  • Apresentação no Templo (c. 1460), Fondazione Querini Stampalia, Veneza;
  • Políptico de São Vicente Ferreri, (1464), basilica de São João, Veneza;
  • A Coroação da Virgem, retábulo de Pesaro, (1473), museu Civici, Pesaro;
  • A Ressurreição de Cristo, (1475-1479), Berlim;
  • Êxtase de São Francisco, (c. 1480), Frick Collection, Nova Iorque;
  • A transfiguração, (c. 1485), Capodimonte, Nápoles;
  • Retrato de um Humanista, (1475-1480), Civiche Raccolte d'Arte, Milão;
  • Madonna de Willys, (1480-1490), Museu de Arte de São Paulo, São Paulo;
  • Tríptico de Frari, (1488), igreja de Frari, Veneza;
  • Alegoria Sacra, (1490-1500), Uffizi, Florença;
  • Retrato do doge Leonardo Loredan, (1501), National Gallery, Londres;
  • O Batismo de Cristo, (1500-1502), igreja Santa Corona, Veneza;
  • Madona com Santos, (1505), Veneza;
  • Retabulo de São Zacarias, (1505, Veneza;
  • A Virgem e o Menino bendizendo na paisagem, (1510), Brera, Milão;
  • Assunção, (1513), igreja de São Pedro Martir, Murano;
  • A Festa dos Deuses, (1514), National Gallery of Art, Washington;
  • Mulher no Toucador, (1515), Kunsthistorisches Museum, Viena.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Biografia de Anna Zinkeisen - pintora

Auto-retrato de Anna Zinkeisen, c. 1944.

Anna Katrina Zinkeisen nasceu a 29 de Agosto de 1901, e, faleceu a 23 de Setembro de 1976 (casada: Heseltine) foi uma pintora e artista escocesa.

Biografia

Zinkeisen nasceu em Kilcreggan, filha de Clare Bolton-Charles e Victor Zinkeisen, comerciante de madeira. A família mudou-se para Middlesex em 1909. Anna e sua irmã Doris foram educadas em casa antes de freqüentarem a Escola de Arte de Harrow, de onde ambas ganharam bolsas para as Escolas da Royal Academy. Anna estudou escultura nas Escolas da Royal Academy entre 1916 e 1921, conquistando medalhas de prata e bronze, e exibiu pela primeira vez na Royal Academy em 1919. Ela recebeu uma comissão por algumas placas da empresa Wedgwood e, embora estes projetos tenham sido premiados com uma medalha de prata na Exposition des Art Decoratifs em Paris, em 1925, Zinkeisen decidiu se especializar em pintura de retratos e trabalho mural. Em 1935, Anna e Doris Zinkeisen foram contratadas pelos construtores navais de Clydebank, John Brown and Company, para pintar murais no transatlântico RMS Queen Mary. Seu trabalho ainda pode ser visto, na sala Verandah Grill, no navio agora permanentemente ancorado em Long Beach, Califórnia. Nesta época, Anna também estava trabalhando em várias ilustrações para livros e capas de revistas, bem como na criação de pôsteres, como o carrossel e o Salão Motor Cycle e Ciclo, Olympia 5 a 10 de novembro de 1935 para o London Transport. Em 1940, as duas irmãs também contribuíram com murais para o navio RMS Queen Elizabeth. Durante a Segunda Guerra Mundial, Anna Zinkeisen trabalhou como Artista Médica e Auxiliar de Enfermagem na Ordem de St. John no Hospital St. Mary, em Paddington. Depois de completar um turno de um dia trabalhando em uma enfermaria como enfermeira de vítimas, Zinkeisen usaria um teatro cirúrgico em desuso como seu estúdio para trabalhar em suas pinturas. Durante o conflito, ela pintou cenas no hospital e representações de vítimas de ataques aéreos. Ela também fez desenhos patológicos de ferimentos de guerra para o Royal College of Surgeons. Seu autorretrato e sua pintura do cirurgião plástico Sir Archibald McIndoe estão ambos expostos na National Portrait Gallery (Londres). Entre seus outros temas de retrato estavam o príncipe Philip, Sir Alexander Fleming e lorde Beaverbrook (William Maxwell Aitken). Em 1944, Anna e Doris Zinkeisen foram contratadas pela United Steel Companies (USC) para produzir doze pinturas que foram reproduzidas na imprensa técnica e comercial na Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e África do Sul. As imagens foram posteriormente reunidas em um livro, “This Present Age”, publicado em 1946. Anna Zinkeisen pintou um mural, mostrando pássaros da Bíblia (c. 1967), em memória de seu marido, o coronel Guy Heseltine, na igreja de St Botolph, Burgh, Suffolk.

Imagens


Referências