| Charles Perrault, (detalhe) por Philippe Lallemand , 1672. |
Charles
Perrault. Nasceu em Paris, a 12 de Janeiro de
1628, e, faleceu também em Paris, a 16 de Maio de 1703. Charles
Perrault foi um escritor e poeta francês do século XVII, que
estabeleceu bases para um novo gênero literário, o conto
de fadas, além de ter sido o primeiro a
dar acabamento literário a esse tipo de literatura, feito que lhe
conferiu o título de "Pai da
Literatura Infantil". Suas histórias
mais conhecidas são Chapeuzinho Vermelho
(Le Petit
Chaperon Rouge), A
Bela Adormecida (La
Belle au Bois Dormant), O
Gato de Botas (Le
Maître Chat ou le Chat Botté),
Cinderela
(Cendrillon
ou la Petite Pantoufle de Verre),
Barba Azul (La
Barbe Bleue) e O
Pequeno Polegar (Le
Petit Poucet). Contemporâneo de Jean
de La Fontaine, Perrault também foi
advogado e exerceu algumas atividades como superintendente do Rei
Luís XIV de França. A maioria de suas
histórias ainda hoje são editadas, traduzidas e distribuídas em
diversos meios de comunicação, e adaptadas para várias formas de
expressões, como o teatro, o cinema e a televisão, tanto em formato
de animação como de ação viva.
Charles
Perrault nasceu em 1628 em Paris e morreu em 1703. Quinto filho de
Pierre Perrault
e Paquette Le Clerc,
oriunda da alta burguesia, completou seus estudos sozinho, por ter se
desentendido com um professor. Dá início aos seus estudos em 1637,
no colégio de Beauvais, que viria a concluir aos quinze anos, tendo
demonstrado um certo talento para as línguas mortas. Seu irmão
Claude Perrault
tornou-se um renomado arquiteto. Em 1643 ingressa no curso de Direito
e, em 1651, com apenas vinte e três anos, consegue o seu diploma,
tornando-se Advogado.
Em
1654, Perrault torna-se funcionário junto do seu irmão mais velho
Pierre,
cobrador geral do Reino e, depois de ter publicado uma série de odes
dedicadas ao rei, torna-se assistente de Jean-Baptiste
Colbert, o famoso conselheiro de Luís
XIV. Em 1665 passou a ser superintendente das obras públicas do
Reino e, dois anos mais tarde, ordena a construção do Observatório
Real, de acordo com as plantas do seu irmão Claude. Em 1671 foi
eleito para a Academia Francesa de Letras
e no dia da sua inauguração permitiu ao público presenciar a
cerimônia, privilégio continuado ainda nos nossos dias. No ano
seguinte, não só é nomeado chanceler da Academia, como contrai
matrimônio com Marie Guichon.
Do
casamento nasceram quatro filhos: Charles
Samuel, Charles,
Pierre Darmancour
e uma menina cujo o nome não se sabe, porque não há documentos a
seu respeito. Após seis anos de casamento, sua noiva morreu de
varíola.
Na
Academia Francesa, Charles Perrault protagonizou uma longa disputa
intelectual, batizada de Querela
dos Antigos e dos Modernos. Os Antigos
eram escritores que acreditavam na superioridade da antiguidade
greco-romana sobre toda e qualquer produção francesa. Os Modernos,
contudo, defendiam que a produção literária francesa não era
inferior aos clássicos do passado. Perrault liderava o grupo dos
Modernos e tentou provar a superioridade da literatura de seu século
com as publicações Le Siècle de Louis le
Grand (1687) e Parallèle
des Anciens et des Modernes (1688–1692).
Em
1695, aos 62 anos, perdeu seu posto como secretário. Idoso, resolveu
registrar as histórias que ouvia de sua mãe e nos salões
parisienses. O livro, publicado em 11 de Janeiro de 1697, quando
contava quase 70 anos, recebeu o nome de Histórias
ou Contos do Tempo Passado com Moralidades,
mas também era chamado de "Contos da
Velha" e "Contos
da Cegonha", ficando, afinal,
conhecido como "Contos da Mamãe
Gansa". A publicação rompeu os
limites literários da época e alcançou públicos de todos os
cantos do planeta, além de marcar um novo gênero da literatura, o
conto de fadas.
Foi, ao fazer isto, o primeiro a dar acabamento literário a esses
tipos de histórias, antes apenas contadas entre as damas dos salões
parisienses.
Mamãe
Ganso
| Ilustração de Contes de ma Mère l'Oye por Gustave Doré. |
No
Brasil e em outros países, a Mamãe
Gansa
(ou Mãe
Gansa)
é uma figura bem conhecida na literatura de contos de fadas. Embora
o nome tenha sido popularizado a partir do século XVII pelo livro
Contes
de ma Mère l'Oye
de Charles
Perrault,
a existência de mulheres que contavam histórias (como está
registrado na capa da primeira edição do livro), certamente é
muito mais antiga e não representa uma pessoa real.
Mamãe
Gansa
é o nome que foi dado a uma arquetípica mulher do campo, a qual
teria sido a origem das histórias e cantigas atribuídas à
personagem Mamãe Gansa. Embora nenhum(a) escritor(a) jamais tenha
sido identificado(a) sob tal nome, a primeira menção conhecida a
ele aparece numa crônica semanal em versos, La
Muse Historique
(1660?) de Jean
Loret,
publicada regularmente durante muitos anos. Seu comentário, ...comme
un conte de la Mere Oye
("...como uma história da Mamãe Gansa") demonstra que a
expressão já era familiar. O iniciador do gênero literário dos
contos de fadas, Charles Perrault, publicou em 1695 sob o nome do
próprio filho, uma coleção de contos de fadas intitulada Histoires
ou Contes du Temps Passés, Avec des Moralités,
a qual tornou-se mais bem conhecida por seu subtítulo, Contes
de ma mère l'Oye
ou "Contos da Mãe Gansa". A publicação de Perrault marca
o verdadeiro início da história da personagem. Existem
relatos, familiares para turistas que visitam Boston, Massachusetts,
que a Mãe Gansa original era uma habitante local chamada Elizabeth
Goose, cujo corpo
foi sepultado no Granary
Burying
Ground. De
acordo com Eleanor
Early, uma
historiadora da cidade nos anos 1930 e 1940, a verdadeira Mãe Gansa
era uma pessoa real que viveu em Boston por volta de 1660.
Supostamente, ela seria a segunda esposa de Isaac
Goose, e levou os
dez filhos que teve para morar com os dez que Isaac já tinha. Após
a morte de Isaac, Elizabeth foi viver com sua filha mais velha, a
qual casou-se com Thomas
Fleet, um editor
que vivia em Pudding Lane (hoje Devonshire Street). De acordo com
Early, "Mother Goose" costumava cantar canções e
cançonetas para os netos o dia inteiro, e outras crianças afluíam
para ouvi-las. Finalmente, o genro reuniu as canções e as publicou.
Em The Real Personages
of Mother Goose
(1930), Katherine
Elwes Thomas
argumenta que a imagem e o nome "Mãe Gansa" ou "Mere
L'Oye", pode ter sido baseado em antigas lendas sobre a esposa
do rei Roberto II
da França.
"Bertha Pés-de-Ganso" é freqüentemente citada em lendas
francesas como a narradora de contos incríveis que arrebatavam as
crianças. A autoridade mundial na tradição da Mamãe Gansa, Iona
Opie, não dá
qualquer crédito às suposições, sejam de Elwes Thomas ou de
Boston. O iniciador do gênero literário dos contos de fadas,
Charles Perrault, publicou em 1695, sob o nome do próprio filho, uma
coleção de contos denominado Histoires
ou contes du temps passés, avec des moralités,
que se tornou mais conhecida por seu subtítulo, "Contes de ma
mère l'Oye" ou "Contos de minha Mãe Gansa". As obras
de Perrault marcam o início oficial verificável das histórias da
Mãe Gansa. Em 1729, Robert
Samber lançou
uma tradução em inglês da coleção de Perrault, Histories
or Tales of Past Times, Told by Mother Goose.
John Newbery
publicou uma compilação de cantigas de ninar inglesas, Mother
Goose's Melody, or, Sonnets for the Cradle
(Londres, sem data, cerca de 1765), que mudou o foco dos contos de
fadas para cantigas de ninar, e em inglês esse era o principal
significado da Mãe Gansa até recentemente. A primeira aparição
pública das histórias da Mãe Gansa no Novo Mundo ocorreu em
Worcester, onde o impressor Isaiah
Thomas reimprimiu
o livro de Samber
sob o mesmo título em 1786. Maurice
Ravel escreveu
uma suíte para piano denominada Ma
Mère l'Oye, a
qual orquestrou para um balé.
| Página de uma versão manuscrita (fins do século XVII) de Contes de ma mère l'Oye de Charles Perrault, mostrando O Gato de Botas. |
Publicado
em 1697 sob o título Histórias ou Contos do Tempo Passado com
Moralidades, embora tenha ficado conhecido por seu subtítulo:
Contos da Mamãe Gansa. As morais vinham em forma de poesia,
que encerravam cada história.
Chapeuzinho Vermelho, ilustração de Gustave Doré. (Chapeuzinho Vermelho)- (A Bela Adormecida)
- (O Pequeno Polegar)
- (Cinderela)
- (Barba Azul) (La Barbe-Bleue)
- (O Gato de Botas) (Le Maître Chat ou Le Chat Botté)
- (As Fadas) (Les Fées)
- (Henrique, o Topetudo (Riquet à la Houppe)
- (Pele de Asno) (Peau d'Âne)
- (Os Desejos Ridículos)
- (Grisélidis)
- (Le Petit Poucet)
Outras
- Le Siècle de Louis le grand
- Parallèle des anciens et des modernes en ce qui regarde les arts et les sciences. Dialogues avec le poème du siècle de Louis-le-Grand et une épitre en vers sur le génie (1688)
- L’Énéïde burlesque (1648)
- Les Murs de Troyes, ou L’origine du burlesque (1649)
- Dialogue de l’amour et de l’amitié (1660)
- Le Miroir, ou la Métamorphose d’Orante (1661)
Les Contes de Perrault Le Labyrinthe de Versailles (1670). Prosa de Charles Perrault, verso de Isaac de Benserade.- Saint Paulin, évesque de Nole, poème, avec une epistre chrestienne sur la pénitence, et une ode aux nouveaux-convertis (1686).
- La Chasse. À monsieur de Rosières.
- Les Hommes illustres qui ont paru en France pendant ce siècle, avec leurs portraits au naturel (2 volumes, 1696-1700)
- Contes de ma mère l’Oye, ou Histoires ou contes du temps passé avec des moralités, Contos da Mamãe Ganso (1697).
- Mémoires de ma vie. Voyage à Bordeaux (1709)
- Mémoires.
- Courses de têtes et de bagues, faites par le roi et par les princes et seigneurs de sa cour (Paris, 1670.)
- Recueil de divers ouvrages en prose et en vers (Paris, 1675)
- Saint Paulin, évêque de Nole, poema (Paris, 1686)
- Poème de la peinture