| Percy Shelley pintado por Curran em 1819. |
Percy
Bysshe Shelley.
Nasceu em Field Place, Horsham, a 4 de Agosto de 1792,e, faleceu em
Mar Lígure, Golfo de Spezia, a 8 de Julho de 1822. Percy Shelley foi
um dos mais importantes poetas românticos ingleses. Shelley é
famoso por obras tais como Ozymandias,
Ode
to the West Wind,
To
a Skylark,
e The
Masque of Anarchy,
que estão entre os poemas ingleses mais populares e aclamados pela
crítica. Seu maior trabalho, no entanto, foram os longos poemas,
entre eles Prometheus
Unbound,
Alastor,
or The Spirit of Solitude,
Adonaïs,
The
Revolt of Islam,
e o inacabado The
Triumph of Life.
The
Cenci
(1819) e Prometheus
Unbound
(1820) são peças dramáticas em 5 e 4 atos respectivamente. Ele
também escreveu os romances góticos Zastrozzi
(1810) e St.
Irvyne
(1811) e os contos The
Assassins
(1814) e The
Coliseum
(1817). Shelley foi famoso por sua associação com John
Keats
e Lord
Byron.
A romancista Mary
Shelley
foi sua segunda esposa.
Filho
de Sir
Timothy Shelley,
um membro Whig do Parlamento, e sua esposa Elizabeth
Pilford,
uma proprietária de Sussex, Shelley nasceu em Field Place, Horsham,
Inglaterra, crescendo ao lado dos irmãos Elizabeth,
Mary,
Helen
(que morreu na infância), outra Helen,
Margaret
e John.
Margaret e Helen viveram solteiras até a velhice, e em suas memórias
e cartas se referem à meninice de Percy. Percy recebeu sua primeira
educação com aulas ministradas pelo Reverendo Evan
Edwards.
O pai o preparava para a oratória e para a vida pública, lendo com
ele os clássicos, na expectativa de torná-lo um erudito. Seu primo
e amigo Thomas
Medwin,
que viveu nas imediações, contou sua história em "The Life of
Percy Bysshe Shelley". Passou a meninice de maneira feliz,
ocupando seu tempo no campo, caçando e pescando. Em 1802, Percy
entrou na "Syon House Academy", em Brentford, uma escola
particular, e em 1804, no Eton College, uma escola secular nos
arredores do castelo de Windsor, onde passava o tempo atormentado
pelos colegas. No Eton ele se fez "fag",
uma espécie de calouro de um futuro juiz no Ceilão, mas não
concordava com o sistema imposto aos "fag",
resistindo a ele, o que lhe rendeu o apelido de "Shelley,
o louco",
ou "Shelley,
o ateu".
Influenciado pela "escola do terror", sua primeira
publicação foi o romance gótico Zastrozzi
(1810), em que ele expôs sua visão ateísta do mundo através do
vilão Zastrozzi. No mesmo ano, Shelley, junto com sua irmã
Elizabeth, publicou Original
Poetry by Victor and Cazire.
Em 10 de Abril de 1810, matriculou-se na Universidade de Oxford.
Enquanto estava em Oxford, publicou uma coleção de versos (talvez
ostensivamente burlescos, mas bastante subversivos), Posthumous
Fragments of Margaret Nicholson,
em conjunto com o amigo Thomas
Jefferson Hogg.
Em 1811, Shelley publicou seu segundo romance gótico, St.
Irvyne; or, The Rosicrucian
e um panfleto denominado The
Necessity of Atheism
("A Necessidade do Ateísmo"). Esse fato chamou a atenção
da administração da universidade, e ele foi chamado para ser
julgado diante dos seus membros, incluindo o Reitor, George Rowley.
Sua recusa em repudiar a autoria do panfleto resultou na expulsão de
Oxford em 25 de Março de 1811, juntamente com Hogg. A redescoberta,
na metade de 2006, do longo trabalho perdido de Shelley "Poetical
Essay on the Existing State of Things", um poema
anti-monarquista e anti-guerra impresso em 1811, em Londres, por
Crosby and Company como sendo "de um cavalheiro da Universidade
de Oxford", deu uma nova dimensão à expulsão, reforçando a
implicação de Hogg nas motivações políticas. Foi dada a Shelley
a chance de ser reintegrado, após a intervenção de seu pai, sob a
condição de retratação de sua declaração. Sua terminante recusa
causou uma desavença com o pai. Em 1813, aos 21 anos, Shelley
"imprimiu" por conta própria, com seus próprios recursos,
seu primeiro poema de maior porte, Queen
Mab
("Rainha Mab"), um longo poema de 9 cantos, com 150 cópias.
Queen Mab atacava os males da humanidade: comércio, guerra,
monarquia, igreja, casamento, consumo de carne, e foi introduzido
como prescrição moral para uma humanidade oprimida pelo mundo
industrializado; Shelley planejava sua distribuição em um grupo
fechado de amigos e conhecidos. 70 cópias foram encadernadas e
distribuidas pessoalmente por Shelley, e 80 foram comercializados
pela "William Clark's bookshop", em Londres. Um ano antes
de sua morte, em 1821, um dos lojistas pegou as cópias restantes,
imprimiu uma edição e a distribuiu no mercado negro. Shelley estava
desanimado mediante a descoberta da pirataria, e pediu uma interdição
do lojista, mas como o poema foi impresso ilegalmente, seus direitos
autorais não foram reconhecidos. William Clark foi detido por 4
meses pela publicação e distribuição de Queen Mab. Entre 1821 e
1830 várias edições de Queen Mab foram produzidas e distribuídas
entre e pela classe dos trabalhadores, tornando-se uma espécie de
bíblia para o cartismo. No outono de 1815, Shelley produziu seu
primeiro poema considerável, Alastor,
or The Spirit of Solitude,
publicado em 1816. Na época, Shelley era influenciado pelo poeta
William
Wordsworth.
Quatro
meses após sua expulsão da universidade, em 28 de Agosto de 1811,
Shelley casou, aos 19 anos, com Harriet
Westbrook,
de 16, uma colega de suas irmãs, filha de um taverneiro. Casaram-se
em Edimburgo, segundo os ritos da igreja escocesa, apesar de Shelley
ser contra o casamento formal. O casal viveu em vários locais, e num
deles conheceu o poeta Southey; na Irlanda Shelley escreveu "Adress
to the Irish People",
um panfleto estimulando os irlandeses à emancipação católica. Em
Londres, nasceu a filha de Shelley, Ianthe
Eliza
(1813-1876). Em 1814, Shelley conheceu Mary
Godwin,
então com 16 anos, filha de William
Godwin
(precursor do anarquismo)
e Mary
Wollstonecraft
(autora de "A Vindication of he Rights of Woman"), e
apaixonou-se por ela. Fugiram juntos, para a Suíça, ao lado de
Claire
Clairmont
(enteada de William Godwin), voltando posteriormente à Londres, mas
Shelley instalou Harriet nas imediações. Harriet lhe deu outro
filho, Charles, que morreria de tuberculose em 1826.
No
verão de 1816, Shelley e Mary, ainda em companhia de Claire, foram
para a Suíça, onde encontraram Lord
Byron,
que tivera um relacionamento anterior com Claire. A amizade com Byron
produziu grande efeito sobre Shelley, e passavam as tardes a fazer
passeios de barco, juntos. Durante um desses passeios, escreveria seu
Hymn
to Intellectual Beauty
("Hino à Beleza Intelectual"), a primeira produção
significativa desde Alastor.
Um outro passeio, dessa vez para Chamonix, nos Alpes franceses,
inspiraria Mont
Blanc,
um poema em que Shelley declara a inevitabilidade da relação entre
a mente humana e a natureza. Numa dessas excursões, numa cabana rumo
ao Mont Blanc, todo o seu grupo estava reunido, lendo uma coleção
de histórias alemãs sobre fantasmas, quando tiveram a idéia de
todos escreverem uma história de mistério. O resultado mais
importante foi o Frankenstein,
de Mary
Shelley,
que posteriormente foi acabado, e publicado em 1º de Janeiro de
1818.
Após
retornar à Inglaterra, Fanny
Imlay,
a outra enteada de William Godwin, suicidou-se em Outubro de 1816,
provavelmente por um amor sem futuro por Shelley. Em Novembro de
1816, Harriet morreu afogada, e seu corpo só foi encontrado em 10 de
Dezembro, no Hyde Park, Londres. Shelley casou-se com Mary
Godwin
em 30 de Dezembro, estabelecendo-se em Great Marlow, Buckinghamshire.
O pai de Harriet, baseado no fato de que Shelley abandonara a esposa
e criaria os filhos em crenças ateístas e antissociais, pleiteou a
tutela dos dois netos. Shelley perdeu a guarda dos filhos, mas o pai
de Harriet também não a obteve; a corte deixou-os sob a tutela de
um médico irlandês, Dr.
Hume,
indicado por Shelley. Shelley submeteu a Leigh
Hunt,
diretor do "The Examiner", o seu "Hymn to Intellectual
Beauty", sob pseudônimo, e foi publicado em Outubro de 1816.
Quando Hunt soube a verdade, honrou-o ao lado de John
Keats
e de J.
H. Reynolds,
com o manifesto "Jovens Poetas". A maior produção de
Shelley durante esse período foi Laon
and Cythna; or, The Revolution of the Golden City,
um longo poema narrativo em que atacava a religião; esse poema foi
posteriormente editado e renomeado como The
Revolt of Islam,
em 1818. Shelley escreveu ainda dois revolucionários tratos
políticos, "The Hermit of Marlowe". Em fins de 1817,
Shelley escreveu, em competição com Horace
Smith,
um soneto sobre Ozimândias.
Em 2 de Setembro de 1817, Mary e Shelley tiveram uma filha, Clara
Everina.
Shelley adoeceu e foi recomendado, pelo médico, ir para a Itália.
Em
Março de 1818, os Shelley partiram para Milão. Lá, escreveu Julian
and Maddalo,
inspirado nos passeios e conversas com Byron, em Veneza, terminando
com uma visita a um hospício. Esse poema marcou o aparecimento do
estilo urbano em Shelley, e ele começou o longo drama em versos
Prometheus
Unbound
("Prometeu Libertado"), uma releitura da peça perdida de
Ésquilo.
A tragédia foi escrita entre 1818 e 1819, quando seu filho Will
morreu de febre em Roma, e sua filha Clara
Everina
morreu em Veneza. Uma filha, Elena
Adelaide Shelley,
nasceu em 27 de Dezembro de 1818 em Nápoles, Itália, e foi
registrada como sendo filha de Shelley e de uma mulher chamada Marina
Padurin.
Como a identidade dessa mulher nunca foi esclarecida, alguns
estudiosos aventam a hipótese de a verdadeira mãe ter sido Claire
Clairmont
ou Elise
Foggi,
uma governanta da família. Alguns estudiosos aventam também a
possibilidade de a criança ter sido adotada por Shelley para
compensar a morte dos dois filhos. Elena, porém, foi deixada com
pais adotivos poucos dias após, e os Shelley partiram para outra
cidade italiana. Elena morreu 17 meses depois, em 10 de Junho de
1820. Os Shelley moraram em várias cidades italianas durante esse
período. Em 1818, moraram em uma pensão na Via Valfonde. Ali, eles
receberam dois visitantes: Sophia
Stacey
e sua companheira de viagem, Miss
Corbet Parry-Jones.
Shelley teve um breve idílio com Sophia, e escreveu, então, "Ode
to Sophia Stacey".
Shelley completou Prometheus
Unbound
em Roma, e no verão de 1819 escreveu a tragédia The
Cenci,
em Livorno. Nesse ano, inspirado entre outras coisas pela Batalha de
Peterloo, ele escreveu os poemas políticos The
Masque of Anarchy
e Men
of England.
Ainda nesse período escreveu o ensaio The
Philosophical View of Reform.
Amélia
Curran
pintou-lhe o retrato que, mesmo inacabado, tornou-se um dos mais
conhecidos dos poetas ingleses. Em 1819, nasceu seu filho Percy
Florence,
que mais tarde herdaria o título de baronete e viveria até 1889.
Nessa época Shelley compôs, em três dias, o poema "The
Witch of Atlas",
e depois escreveu "Oedipus
Tyrannus; Or, Swellfoot The Tyrant: A Tragedy in Two Acts"
("Édipo Tirano"). Inspirado na morte de Keats, em 1821,
Shelley escreveu a elegia Adonais.
O casal Edward
e Jane
Williams
se desloca até Pisa para conhecê-lo, e Shelley se interessa por
Jane. Também se junta ao grupo Edward
John Trelawny.
Shelley e Byron encomendam dois navios, do capitão Daniel
Roberts.
O barco de Shelley é denominado "Don Juan" por Byron, mas
Shelley preferia chamá-lo "Ariel". Leigh
Hunt
e sua família são convidados para ir à Itália, instalar-se junto
aos Shelley e criar um novo jornal. O jornal a princípio é
denominado Hespérides, mas acabou saindo com o título "The
Liberal", e pertenceria a Hunt, Shelley e Byron.
| Funeral de Shelley, por Louis Edouard Fournier (1889). |
Em
8 de Julho de 1822, de Pisa para Livorno, Shelley foi aconselhado a
esperar mais um dia para sair em seu barco, devido ao mau tempo.
Mesmo assim partiu, e o barco se perdeu na tempestade. Morreram
Shelley,
Edward
Williams
e o grumete Charles
Vivien.
Após algum tempo, o mar devolveu os corpos. Percy foi encontrado na
praia perto da Via Reggio, tendo no bolso uma edição de Sófocles
e o último volume de Keats. Os corpos foram enterrados nos locais
onde foram encontrados, como mandava a lei, jogando cal nas covas.
Apesar do regulamento, sob influência do ministro britânico em
Florença, as autoridades entregaram o corpo de Shelley. Foi erigida
na praia uma fornalha, perto da foz do Rio Serchio, e em 16 de Agosto
de 1822, o corpo foi cremado, e o coração foi retirado por Trelawny
e entregue a Byron, que o entregou a Hunt e esse a Mary. As cinzas
foram enterradas no mesmo cemitério de seu filho, o Cemitério
Protestante, em Roma. Seu túmulo tem a inscrição em Latim Cor
Cordium
("Heart of Hearts") e, em uma referência à morte no mar,
umas linhas de "Ariel's Song" da A
Tempestade,
de Shakespeare:
"Nothing
of him that doth fade / But doth suffer a sea-change / Into something
rich and strange".
Três
dos filhos de Shelley sobreviveram: Ianthe e Charles, seus filhos com
Harriet, e Percy Florence, seu filho com Mary. Charles faleceu de
tuberculose em 1826. Percy Florence faleceu em 1844, sem filhos.
Ianthe Eliza Shelley casou em 1837 com Edward Jeffries Esdaile de
Cothelstone Manor, e tiveram dois filhos e uma filha. Ianthe faleceu
em 1876. Percy Florence Shelley e sua esposa Jane adotaram uma
sobrinha de Jane, Bessie Florence Gibson. Bessie casou com Leopold
James Yorke Campbell Scarlett, e seus descendentes moraram na casa
perto do mar 'Boscombe Manor', em Bournemouth.
A vida
não-convencional de Shelley e seu idealismo descompromissado,
combinados com sua ponderosa voz de desaprovação, tornaram-no uma
figura decisiva durante e após sua vida. Ele tornou-se um ídolo
para as próximas gerações de poetas, incluindo os da importante
era vitoriana e pré-rafaelita, tais como Robert
Browning,
Alfred
Lord Tennyson,
Dante
Gabriel Rossetti,
Algernon
Charles Swinburne,
assim como Lord
Byron,
Henry
David Thoreau,
William
Butler Yeats,
e Edna
St. Vincent Millay,
e poetas de outras línguas, tais como Jan
Kasprowicz,
Jibanananda
Das
e Subramanya
Bharathy.
A desobediência civil de Henry
David Thoreau
e a resistência passiva de Mohandas
Karamchand Gandhi
foram inspiradas e influenciadas por Shelley, em sua não-violência
e determinação política. Sabe-se que Gandhi teria citado
frequentemente o Masque
of Anarchy,
de Shelley, que tem sido apontado como "talvez a primeira
declaração moderna do princípio da não-violência".
Shelley não chegou
a testemunhar a extensão de seu sucesso e influência nas gerações
futuras. Alguns de seus trabalhos foram publicados, mas não lhe
renderam financeiramente. O modo de agir de Shelley não proliferou
até sua geração passar, ao contrário de Byron, que era popular em
todas as classes durante sua vida, a despeito de seu ponto de vista
radical. Por décadas após sua morte, Shelley foi principalmente
apreciado pelos poetas vitorianos, pelos pré-rafaelitas, pelos
socialistas e pelos movimentos trabalhistas. Ele foi admirado por
Mahatma
Gandhi,
Alfred
Nobel,
C.
S. Lewis,
Karl
Marx,
Henry
Stephens Salt,
George
Bernard Shaw,
Bertrand
Russell,
Isadora
Duncan,
Jiddu
Krishnamurti
("Shelley is as sacred as the Bible."), Upton
Sinclair
e William
Butler Yeats.
Ralph
Vaughan Williams,
Sergei
Rachmaninoff,
Roger
Quilter,
John
Vanderslice
e Samuel
Barber
compuseram músicas inspiradas em seus poemas. Críticos tais como
Matthew
Arnold
empenharam-se para expor Shelley como um lírico superficial, que não
tinha uma posição intelectual séria e cujos longos poemas não
tinham valor para estudos. Matthew Arnold descrevia Shelley qual um
"belo, mas ineficaz anjo". Sua posição contrasta
violentamente com o julgamento das gerações anteriores, que
conheciam Shelley como um cético e radical. Muitos dos trabalhos de
Shelley permaneceram não publicados após sua morte, com longas
peças tais como A
Philosophical View of Reform,
a qual existia apenas em manuscrito nos anos 1920, por ele ter sido
considerado um lírico menor. Com a inserção do estudo da
literatura formal no início do século XX, e a descoberta e
reavaliação de sua obra por estudiosos tais como K.
N. Cameron,
Donald
H. Reiman
e Harold
Bloom,
a opinião moderna sobre Shelley mudou radicalmente. Paul
Foot,
em seu Red
Shelley,
documentou o papel essencial dos trabalhos de Shelley, especialmente
Queen
Mab,
na origem do radicalismo britânico. Vários trabalhos do poeta foram
banidos dos respeitáveis lares vitorianos, e seus escritos políticos
foram pirateados por homens tais como Richard
Carlile,
que costumeiramente era preso por imprimir "libelos sediciosos e
blasfemos" (material proibido pelo governo), e essas baratas
edições piratas alcançaram centenas de ativistas e trabalhadores
ao longo do século IX. Em outros países tais como a Índia, os
trabalhos de Shelley chegaram através de cópias piratas e
influenciaram poetas tais como Rabindranath
Tagore
e Jibanananda
Das.
Em 2005, a "University of Delaware Press" publicou uma
longa biografia de Shelley em dois volumes, elaborada por James
Bieri.
Em 2008 a "Johns Hopkins University Press" publicou uma
biografia de 856 páginas, em um único volume, também de Bieri:
Percy
Bysshe Shelley: A Biography.
Houve a redescoberta de um longo ensaio perdido de Shelley, o
"Poetical
Essay on the Existing State of Things",
até o momento ainda não publicado (Novembro de 2009). Uma análise
do poema apareceu no Times Literary Supplement: H. R. Woudhuysen,
"Shelley's Fantastic Prank", 12 de Julho de 2006. Em 2007,
John
Lauritsen
publicou The
Man Who Wrote "Frankenstein"
em que ele defende que a contribuição de Percy Bysshe Shelley para
o romance é muito mais extensa do que se havia anteriormente
pensado.
Citações
- "As almas se encontram nos lábios dos enamorados".
- - When soul meets soul on lover's lips.
- - "Prometheus Unbound. A Lyrical Drama, in for acts. - The Moon" in: "The Poetical Works of Percy Bysshe Shelley" - Página 123, de Percy Bysshe Shelley, Mary Wollstonecraft Shelley - Publicado por E. Moxon, 1840 - 363 páginas
- "É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro não criam um desgosto e abominação intoleráveis."
- - It is only by softening and disguising dead flesh by culinary preparation, that it is rendered susceptible of mastication or digestion; and that the sight of its bloody juices and raw horror does not excite intolerable loathing and disgust
- - "Queen Mab, a philosophical poem, with notes. [reputed to have been given by the author to W. Francis. Wanting the title-leaf, dedication and part of the last leaf]." - Página 114, de Percy Bysshe Shelley - Publicado por Mr. Carlile and Sons, 1832
- "Deus é uma hipótese, e, como tal, depende de prova: o ônus da prova cabe ao teísta".
- - God is an hypothesis, and as such, stands in need of proof: the onua probandi rests on the theist
- - Queen Mab, a philosophical poem, with notes. To which is added, A brief memoir of the author: With Notes. To which is Added, a Brief Memoir of the Author - Página 86, de Percy Bysshe Shelley, James Watson, Holyoake and Co - Publicado por Published for James Watson, by Holyoake and Co., 1857 - 112 páginas
- "Por tudo o que é sagrado em nossas esperanças pela humanidade, conclamo aqueles que desejam o bem-estar da humanidade e amam a verdade a examinarem, sem preconceito, os ensinamentos do vegetarianismo."
- - By all that is sacred in our hope for the human race, I conjure those who love happiness and truth to give a fair trial to the vegetable system!
- - Poetical Works - página 140, Por James Russell Lowell, Percy Bysshe Shelley, Thomas Hood, William Michael Rossetti, Publicado por Houghton, Mifflin and Co., 1865
- "Certo prazer existente na tristeza é mais doce do que o prazer do prazer."
- - The pleasure that is in sorrow is sweeter than the pleasure of pleasure itself
- - "A Defense of Poetry" in: "Essays, Letters from Abroad" - Página 11, de Percy Bysshe Shelley - Publicado por Moxon, 1845 - 164 páginas
Shelley em ficção
- O romance de Julian Rathbone, em 2002, A Very English Agent, sobre o espião Charles Boylan, do século IX, mostra uma passagem fictícia na Itália, em que Boylan intromete-se no barco de Shelley sob ordens do governo britânico, causando sua morte. Shelley também é caracterizado em The Stress of Her Regard, um romance de 1989 de Tim Powers, que propõe uma história secreta conectando os escritos do roamantismo inglês com a mitologia dos vampiros e Lamia.
- Shelley aparece no romance Passion, de Jude Morgan, em 2005, com Byron, Keats, Samuel Taylor Coleridge, Leigh Hunt, e uma porção de outros personagens tais como Lady Caroline Lamb, Augusta Leigh, Mary Shelley, e Fanny Brawne. Mary e Percy Shelley também aparecem no livro "AngelMonster", de Veronica Bennet, em 2006.
- Shelley aparece em Frankenstein Unbound, de Brian Aldiss. Foi feito um filme, baseado no romance, dirigido por Roger Corman e estrelando John Hurt e Bridget Fonda, em 1990. Shelley faz um aparecimento na história alternativa The Difference Engine, de William Gibson e Bruce Sterling.
- Eventos do relacionamento de Shelley e Byron na casa do Lake Geneva, em 1816, foram ficcionalizados em 3 filmes: em uma produção britânica de 1986, Gothic, dirigido por Ken Russell e estrelado por Gabriel Byrne, Julian Sands, e Natasha Richardson; em uma produção espanhola de 1988, Rowing with the Wind (Remando al viento), estrelado por Lizzie McInnerny como Mary Shelley e Hugh Grant como Lord Byron. Shelley é, provavelmente, o personagem do filme intitulado Haunted Summer, feito em 1988, estrelando Laura Dern e Eric Stoltz. Embora sensacionalista em algumas cenas, Haunted Summer' caracteriza realisticamente Shelley, Mary Shelley e Lord Byron.
- A peça de Howard Brenton, Bloody Poetry, primeira encenação do Haymarket Theater em Leicester, em 1984, concentra-se na complexa relação entre Shelley, Mary Shelley, Claire Clairmont, e Byron. A cremação de Shelley em Viareggio e a remoção de seu coração por Trelawny são descritas na peça de Tennessee Williams, Camino Real, com um Byron ficcional.
- Percy, Mary e sua irmã Claire são algumas das personagens do romance The Vampyre: The Secret History of Lord Byron, de Tom Holland (1995). A história se concentra em Lord Byron, poeta e amigo de Percy Shelley. Holland providencia uma conclusão ficcional para a misteriosa morte de Shelley.
- A estranha morte de Shelley e sua repercussão inspiraram o conto "Paper Boat", escrito por Tanith Lee. Shelley é também caracterizado no poema filosófico do poeta búlgaro Pencho Slaveykov, Heart of Hearts. O Prometheus Unbound de Shelley é citado pelo Capitão Jean Luc Picard em Star Trek: The Next Generation, no episódio "Skin of Evil". "A great poet once said, All spirits are enslaved that serve things evil".
- Shelley aparece no romance de Peter Ackroyd, The Casebook of Victor Frankenstein. Nesse livro, o Victor Frankenstein de Mary Shelley é retratado como um dos amigos de Shelley e casa com Ianthe.
- Shelley é também o principal modelo de Marmion Herbert, um dos dois protagonistas da novella de Benjamin Disraeli, Venetia (1837); o outro protagonista, Lord Cadurcis, é baseado em Lord Byron.
- O poema de Shelley "The Indian Serenade" é recitado em Chosen, uma House of Night, romance de P.C. Cast.
- Um trecho do poema Ozymandias fecha o capítulo 12, "Contemplai minhas obras, ó poderosos..." da série em quadrinhos Watchmen, de Alan Moore. O trecho também dá nome ao capítulo.
Shelley em música
Muitos
dos trabalhos de Shelley serviram de inspiração para composições
musicais.
- Em 1852, o compositor alemão Robert Schumann musicou "The Fugitives" (1824), como "Die Flüchtlinge", Op. 122, no. 2 (1852).
- Em 1895, o compositor estadunidense Charles Ives musicou "The World's Wanderers" (1824).
- Em 1902, o compositor britânico Sir Granville Bantock escreveu um poema para orquestra baseado no poema The Witch of Atlas (1824), The Witch of Atlas: Tone Poem for Orchestra No. 5 after Shelley, que foi desempenhado em 10 de setembro de 1902.
- O compositor estadunidense Samuel Barber escreveu o trabalho musical Music for a Scene from Shelley, Op. 7, em 1933, após ler Prometheus Unbound (1820).
- O compositor alemão Berthold Goldschmidt compôs uma ópera em 3 atos baseada na peça de Shelley The Cenci, em 1949, intitulada Beatrice Cenci, com libreto de Martin Esslin. A ópera foi a vencedora do Festival of Britain, em 1951, e sua primeira performance foi em 1988. O primeiro estágio da produção Beatrice Cenci no Reino Unido foi no Trinity College of Music, de 9 a 11 de julho de 1998.
- Em 1951, o compositor clássico britânico Havergal Brian compôs uma ópera baseada na peça The Cenci, em 8 cenas; essa ópera estreou no Reino Unido em 1997.
- Em 1958, o compositor inglês Benjamin Britten publicou o ciclo Nocturne, Op.60, com a canção "On a poet's lips", com o lirismo de Prometheus Unbound.
- Em 1971, Beatrix Cenci estreou em uma ópera em dois atos por Alberto Ginastera, com um libreto espanhol.
- Diante de uma plateia de 250.000 a 300.000, Mick Jagger, dos The Rolling Stones, leu uma parte de Adonais no concerto Brian Jones, de Hyde Park, em 5 de julho de 1969; Jones, guitarrista dos Stones, tinha se afogado em 3 de julho de 1969 em sua piscina.
- A banda de rock inglesa The Cure gravou a canção intitulada "Adonais", baseada na elegia de Shelley, na coleção Join The Dots: B Sides and Rarities, 1978-2001 (2004).
- A coletiva de arte-rock estadunidense The Pretty Petty Thieves realizou uma edição limitada (apenas 250 cópias) EP intitulada Percy Shelley's Heart, em 2006.
- A banda psicodélica de rock of Arrowe Hill gravou uma canção chamada "Cor Cordium (Bysshe Goes to Bel-Air)", baseada na morte de Shelley, que foi incluída em seu quarto LP 'A Few Minutes in the Absolute Elsewhere'.
Obras principais
- (1810) Zastrozzi
- (1810) Original Poetry by Victor and Cazire (escrito com sua irmã Elizabeth Shelley)
- (1810) Posthumous Fragments of Margaret Nicholson: Being Poems Found Amongst the Papers of That Noted Female Who Attempted the Life of the King in 1786
- (1811) St. Irvyne|St. Irvyne; or, The Rosicrucian
- (1811) The Necessity of Atheism ("A Necessidade do Ateísmo")
- (1812) The Devil's Walk: A Ballad
- (1813) Queen Mab: A Philosophical Poem ("Rainha Mab")
- (1814) A Refutation of Deism: in a Dialogue
- (1815) Alastor, or The Spirit of Solitude
- (1815) Wolfstein; or, The Mysterious Bandit (chapbook)
- (1816) Mont Blanc (poema)|Mont Blanc
- (1817) Hymn to Intellectual Beauty ("Hino à Beleza Intelectual")
- (1817) Laon and Cythna; or, The Revolution of the Golden City
- (1817) The Revolt of Islam, A Poem, in Twelve Cantos: A Vision of the Nineteenth Century
- (1817) History of a Six Weeks' Tour through a part of France, Switzerland, Germany, and Holland (with Mary Shelley)
- (1818) Ozymandias (texto) ("Ozimândias")
- (1818) Frankenstein|Frankenstein; or, The Modern Prometheus (Prefácio e contribuições não-creditadas para o texto)
- (1818) Rosalind and Helen: A Modern Eclogue
- (1819) The Cenci, A Tragedy, in Five Acts ("Os Cenci")
- (1819) Ode to the West Wind ("Ode ao Vento Oeste")
- (1819) The Masque of Anarchy
- (1819) Men of England
- (1819) England in 1819
- (1819) The Witch of Atlas
- (1819) A Philosophical View of Reform
- (1819) Julian and Maddalo: A Conversation
- (1820) Prometheus Unbound, A Lyrical Drama, in Four Acts ("Prometeu Libertado")
- (1820) To a Skylark ("A Uma Cotovia")
- (1820) Oedipus Tyrannus; Or, Swellfoot The Tyrant: A Tragedy in Two Acts (peça satírica)
- (1821) Adonaïs – elegia sobre a morte de John Keats
- (1821) Hellas, A Lyrical Drama
- (1821) A Defence of Poetry (1ª publicação em 1840) ("Uma Defesa da Poesia")
- (1822) The Triumph of Life (inacabada, publicada em 1824, após a morte de Shelley) ("O Triunfo da Vida")
- (1822) The Cloud
Obras curtas em prosa
- "The Assassins, A Fragment of a Romance" (1814)
- "The Coliseum, A Fragment" (1817)
- "The Elysian Fields: A Lucianic Fragment"
- "Una Favola (A Fable)" (1819, original em italiano)
Ensaios
- Poetical Essay on the Existing State of Things (1811)
- A Defence of Poetry
- On Love
- On Life in a Future State
- On The Punishment of Death
- Speculations on Metaphysics
- Speculations on Morals
- On Christianity
- On the Literature, the Arts and the Manners of the Athenians
- On the Symposium, ou Preface to The Banquet Of Plato
- On Friendship