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| Vista de Mohenjo-Daro. |
Mohenjo-daro.
(em urdu: موئن
جودڑو;
em sindi: موئن
جو دڙو,
lit. "Monte dos Mortos"), é um sítio arqueológico
situado na província do Sind, no Paquistão. Construído por volta
do século XXVI a.C., foi um dos maiores centros populacionais da
antiga Civilização do Vale do Indo, e um dos primeiros grandes
povoados urbanos do mundo, contemporâneo às civilizações do
Antigo Egito, Mesopotâmia e Creta. Mohenjo-daro foi abandonada no
século XIX a.C., e só foi redescoberta em 1922. Ex cavações
importantes têm sido conduzidas no sítio da cidade, que foi
declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980. Atualmente, no
entanto, o sítio tem sofrido com ameaças de erosão e restaurações
indevidas.
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| As ruínas escavadas de Mohenjo-daro na atual Sindh, Paquistão. (imagem: Comrogues de São Francisco, Califórnia). |
Mohenjo-daro,
o nome atual do local, significa apenas "Monte dos Mortos"
no idioma sindi. Não se conhece o nome original da cidade, porém a
análise de um selo encontrado em Mohenjo-daro sugere um possível
antigo nome dravidiano, Kukkutarma
("a cidade [-rma]
do galo [kukkuta]").
A briga
de galos
pode ter tido algum significado ritual e religioso na cidade, e
galinhas domesticadas no local poderiam ser usadas para propósitos
religiosos, e não como fonte de alimento.
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| "Buddhist Stupa" é a estrutura mais alta e mais proeminente de
Mohenjo-daro. (imagem: Saqib Qayyum). |
Mohenjo
Daro
é um sítio arqueológico com mais de 4.000 anos que apresenta uma
interrogação. Antiga sede de uma civilização da qual se ignoram
as causas do repentino desaparecimento, foi o local onde se adotou
uma forma de escrita de tipo pictográfico, cujo significado nos é
ainda desconhecido, e onde também se usavam roupas de algodão, as
mais antigas já descobertas. Mohenjo
Daro
é um local onde não existem tumbas, mas é chamado de Colina dos
Mortos e o lugar onde estão os esqueletos é extremamente
radioativo. A maioria são esqueletos com traços de carbonização e
calcinação de vítimas de morte repentina e violenta. Não são
corpos de guerreiros mortos nos campos de batalha, mas sim restos de
homens, mulheres e
crianças. Não foram encontradas armas e nenhum
resto humano trazia feridas produzidas por armas de corte ou de
guerra. As posições e os locais onde foram descobertas as ossadas
indicam que as mortes foram repentinas, sem que houvesse tempo hábil
para que as vítimas dessem conta do que estava ocorrendo. As vidas
das pessoas foram ceifadas enquanto realizavam suas atividades
diárias. Passaram do sono à morte junto a dezenas de elefantes,
bois, cães, cavalos, cabras e cervos. Mohenjo
Daro
situa-se aproximadamente a 400 milhas de Harappa. Foi construída por
volta de 2600 a.C., e foi abandonada por volta de 1700 a.C.,
provavelmente devido a uma mudança do curso do rio que suportava
esta civilização. Mohenjo
Daro
foi redescoberto na década de 20 do século XX pelo arqueólogo Sir
John
Marshall.
O seu automóvel ainda se encontra no museu de Mohenjo
Daro,
evidenciando a sua presença, luta e dedicação a Mohenjo
Daro.
A linguagem da Civilização harappeana ainda não foi decifrada e o
verdadeiro nome da cidade, assim como o de outras cidades escavadas
em Sindh, Punjab e Gujarat, é desconhecido. "Mohenjo
Daro"
significa em Sindhi "Monte
dos Mortos".
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| Ruínas escavadas de Mohenjo-daro, com a Grande Banheira em primeiro plano e a "Buddhist Stupa" ao fundo. (imagem: Saqib Qayyum). |
Referências