| Nostradamus (pintado por seu filho César Nostradamus). |
Nostradamus.
Michel
de Nostredame
ou Miquèl
de Nostradama,
mais conhecido sob o nome de “Nostradamus”.
Nasceu em Saint-Rémy-de-Provence, a 14 de Dezembro de 1503 ou 21 de
Dezembro de 1503, e faleceu em Salon-de-Provence, a 2 de Julho de
1566. Nostradamus foi um apotecário e médico da Renascença que
praticava a alquimia (como muitos dos médicos do século XVI). Ficou
famoso por sua suposta capacidade de vidência. Sua obra mais famosa,
“As
Profecias”,
é composta de versos agrupados em quatro linhas (quadras),
organizados em blocos de cem (centúrias);
algumas pessoas acreditam que estes versos contém previsões
codificadas do futuro. Sofria de epilepsia psíquica, de gota e de
insuficiência cardíaca. Morreu em 2 de Julho de 1566 em
Salon-de-Provence, vítima de um edema cardiopulmonar.
*Parece
que algumas de suas profecias vieram a confirmar-se e sua fama
atingiu tal elevação que passou a ser requestado por reis e
príncipes europeus. O significado das adivinhações, contudo,
sempre foi motivo de controvérsia, em razão de que algumas delas
prediziam acontecimentos de um futuro muito distante. É célebre a
sua profecia dos afogamentos de suspeitos em Nantes, levados a
efeito, em 1793, pelo Comitê de Segurança Pública, e que se acha
na 33ª quadra da V Centúria. Mesmo na atualidade, diversos autores
têm-se aplicado seriamente a interpretar os tenebrosos oráculos do
profeta. Em 1781, as predições de Nostradamus foram condenadas pela
Congregação
do Índex.
De ascendência judaica, era irmão do poeta Jean
Nostradamus,
morto em 1590, e pai de César
e Michel
de Nostradamus,
o primeiro era escritor e pintor, o segundo, também astrólogo.
Biografia
Infância e origens
Michel de
Nostredame nasceu no dia 14 de Dezembro de 1503 (ou 21 de Dezembro de
1503) em Saint-Rémy-de-Provence, no sul da França. Seus pais eram
Jaumet
(ou Jacques)
de Nostredame e Reynière
(ou Renée)
de Saint-Rémy. Filho mais velho do casal (eram 8 filhos), seu
Nostredame
vem de seu avô (judeu), que escolheu o nome de Pierre
de Nostredame
quando se converteu ao catolicismo, provavelmente em 1455 (sua
família se converteu, aparentemente, à religião católica romana
quando as autoridades de Provence forçaram aos cidadãos judeus a se
converterem à esta confissão). Reyniére era filha de René
de Saint-Rémy
(filho de Jean V de Saint-Rémy e Silete) e Béatrix
Tourrel
(filha de Jacques Tourrel). Já Jaumet era filho de Pierre de
Nostredame, nascido Pierre de Vélorgues (filho de Amauton de
Vélorgues) e Blanche de Sante-Marie (filha de Pierre de Sante-Marie
e da senhora de Labia). Quando criança, Nostradamus demostrou
grandes aptidões para a matemática e astrologia. Na verdade, seus
professores muitas vezes se ofendiam pelo apoio que ele demostrava às
teorias apresentadas por Copérnico
dentro da astronomia.
Época de estudante
Quando
tinha 15 anos, Nostredame entrou na Universidade
de Avinhão
para cursar o bacharelado. Depois de pouco mais de um ano, quando ele
estava estudando o Trivium
(gramática, retórica e lógica), teve que sair de lá por causa de
uma epidemia de peste
negra.
Depois de deixar Avinhão ele viajou pelo país por oito anos, de
1521 a 1529, em busca de ervas medicinais. Em 1529, após alguns anos
como apotecário (farmacêutico), ele entrou na Universidade
de Montpellier
para cursar doutorado em medicina. Em 1530, ele foi expulso da
universidade porque eles descobriram que ele era apotecário (e isso
era proibido segundo os estatutos da universidade). O documento de
expulsão (BIU
Montpellier, Register S 2 folio 87)
ainda se encontra na biblioteca da universidade. Depois da expulsão,
Nostredame voltou a ser apotecário e se tornou famoso por criar uma
“pílula
rosa”
que supostamente protegia as pessoas daquela praga por conter altas
doses de vitamina
C.
Química
Nostradamus
foi o primeiro a descrever o ácido
benzoico,
obtido por sublimação da goma
de benjoim,
obtida do benjoeiro
(O benjoeiro
“Styrax
benzoin”
é uma árvore decídua nativa da Sumatra, cultivada também em Java,
Camboja, Vietnã, China e Tailândia. O bejoim
é uma das muitas especiarias que foi muito apreciada na Europa e por
isso comercializada pelos portugueses).
Casamentos
Em
1531, Nostredame foi convidado por Julius
Caesar Scaliger,
um líder polímata, para ir a Agen. Lá ele casou-se com uma mulher
de nome ainda incerto (provavelmente Henriette
d'Encausse),
e teve dois filhos com ela. Em 1537, sua esposa e os dois filhos
morreram supostamente por causa da peste
negra.
Então viajou pela França e provavelmente pela Itália. Em 1545, ele
ajudou o físico Louis
Serre
para combater um surto
da praga
em Marselha e depois em Salon-de-Provence e Aix-en-Provence. Depois,
em 1547, casou-se com uma viúva chamada Anne
Ponsarde Gemelle
e teve seis filhos com ela (três filhos e três filhas).
Carreira como vidente
Com
seus conhecimentos sobre o ocultismo
e com a sua suposta habilidade de prever o futuro, começou a
escrever uma série de almanaques anuais, sendo o primeiro lançado
em 1550, e passou a utilizar o seu nome em latim, de Nostredame
para “Nostradamus”.
Quando ele lançou o livro “Les
Propheties”
(As
Profecias),
muitas pessoas passaram a pensar que ele era o demônio e o chamavam
de herege. Mas outras classes sociais aprovaram a publicação,
porque suas centúrias inspiravam profecias espirituais. Então o
livro chamou a atenção de Catarina
de Médicis
(Caterina
Maria Romola di Medici),
esposa de Henrique
II de França,
que era uma grande admiradora de Nostradamus, e depois ela o chamou
para Paris para perguntar a ele qual seria o futuro de seus filhos
através do horóscopo.
Últimos anos e morte
Em
1566, a “gota”
(doença reumatológica, inflamatória e metabólica, que cursa com
hiperuricemia [elevação dos níveis de ácido úrico no sangue] e é
resultante da deposição de cristais do ácido nos tecidos e
articulações) se transformou em edema. Em 1 de Julho, um dia antes
de morrer, Nostradamus supostamente previu a sua própria morte,
dizendo ao seu secretário Jean
de Chavigny:
“Você
não me achará vivo ao amanhecer”.
No dia seguinte, ele foi encontrado morto próximo de sua cama e de
um banquinho (Presságio 141 [originalmente 152] em Novembro de 1567,
que foi postumamente editado por Chavigny para adaptação). Ele foi
enterrado em uma capela local Franciscana (parte da capela foi depois
incorporada ao agora restaurante
La Brocherie)
e depois foi novamente enterrado no Collégiale
St-Laurent
durante a Revolução
Francesa,
onde está enterrado até os dias de hoje. “Aqui
descansam os restos mortais do ilustríssimo Michel Nostradamus, o
único homem digno, na opinião de todos os mortais, de escrever com
uma pluma quase divina, sob a influência dos astros, o futuro do
mundo”.
- Assim reza o epitáfio de Nostradamus, cujas primeiras profecias já
lhe haviam outorgado certa fama.
Carreira e vida pessoal
As
profecias de Nostradamus encontram-se ligadas à história do
catolicismo, e, em prefácios, ele aponta esta preocupação
claramente. Foi considerado como homem erudito, além de seu tempo e
aliava-se ao fato de conhecer o latim e o grego , que lhe
possibilitavam obter conhecimentos de fontes importantes. Sua grande
erudição, conhecimentos de astrologia e astronomia, aliados à
intuição, permitiam-lhe um raciocínio bastante acurado a respeito
do futuro. De qualquer forma, gerou um impacto em milhões de
pessoas, que vêm se pondo em contato com seus escritos nesses quase
quinhentos anos. Teve contatos com três reis da França: Rei
Henrique II
, Rei
Francisco II
e Rei
Carlos IX,
graças à rainha Catarina de Médicis, esposa do primeiro e mãe dos
seguintes. Há indícios de que tenha estudado Medicina, mas provas
apontam na direção que não tenha se formado, por ter sido expulso
da escola de Montpellier, mas de qualquer maneira dedicou muito do
seu tempo ao estudo da Astrologia, Alquimia, Literatura e talvez
Teologia. Há rumores que, muito jovem, depois de aprender latim,
grego e hebraico, viajou por diversas cidades da França,
permanecendo durante anos em Bordeaux, Agen e Avinhão , onde dizem
que combateu epidemias
de peste
em condições pouco conhecidas. No entanto, sua ligação com a
endemia pode ser inferida por um livro sobre a doença que escreveu
mais tarde, mas essa mesma peste, dizem, condenou-o a ficar sem
família. Na sua trajetória consta uma viagem para Itália. Em seus
versos, podem-se ver citações de autores como Plutarco,
Platão
e Jâmblico
(Iamblichus
Chalcidensis),
dentre os filósofos gregos. Muitas destas informações foram
coletadas pelo grupo “Nostradamus
Research Group”
abreviadamente NRG
que, tendo a maioria de seus membros na Europa, pode pesquisar "in
loco". Esse grupo pode aclarar muitas lendas e folclores que
cercam a personalidade de Nostradamus. Além de serem várias
pessoas, acaba por existir uma certa diretriz para citar apenas o que
for verdadeiro, deixando bem claro onde são suposições e ditos sem
maiores provas. Casou numa pequena cidade, com uma viúva de nome
Anna
Gemella,
de quem teve seis filhos. Passou a residir permanentemente em Salon
de Provence.
Foi nessa altura que começou a escrever suas “Centúrias”
e quando já tinha boa fama por publicar anualmente almanaques, o que
fez por mais de dez anos. Estes, por sua vez , tinham muito de
astrologia e as previsões para os próximos tempos escritas, em
geral, de forma corrente. Havia sempre alguns versos que, muito mais
tarde, selecionaram dos almanaques e imprimiram como livro avulso.
Não foi Nostradamus que fez isso, mas certamente pessoas
interessadas em fazer dinheiro. Escreveu também um livro de
receitas, principalmente de cosméticos. São atribuídas a ele
algumas traduções. Também dentro das pesquisas do grupo NRG
encontram-se a grande influência do livro de profecias Mirabilis
Liber
(também conhecido como Liber
Mirabilis
ou Livro
das Maravilhas)
que tinha grande curso na Europa medieval e de seu amigo François
Rabelais
que se tornou um famoso escritor. Num curto espaço de tempo, suas
profecias tornaram-se conhecidas, com supostos acertos que
encontravam relação com certos acontecimentos. Na verdade,
encaixavam-se nos escritos, talvez por estes serem por demais
sinóticos e obscuros, além do fato de se poder manobrar com um
francês escrito em 1555. O Rei
Henrique II
convidou-o a fazer uma viagem até Paris em 1556, cidade que ficava
distante um mês em viagem por carruagem da Provença (Salon), onde
ele residia. Ele pôde conhecer seus filhos: Francisco
II
e Carlos
IX,
que se tornaram reis, mas viveram pouco e governaram sob a regência
de sua mãe Catarina, com a morte do rei, três anos depois
(considerada por alguns como prevista na Centúria I-35, mas o
próprio Nostradamus não confirmou isso quando do falecimento do
rei). De qualquer forma, essa quadra trouxe muita fama ao vidente.
Estes acontecimentos que são sempre encontrados depois do fato
ocorrido são denominados encaixes pelo NRG. Posteriormente,
sua fama aumentou de maneira significativa, indo além das fronteiras
de seu país. Dizem que, de todos os cantos da Europa chegavam
celebridades que o procuravam para conhecer o futuro, ou
simplesmente, para conhecê-lo pessoalmente.
A saúde dele começa a ser abalada, não acompanhando sua fama. Seus
livros são editados na Itália e na Alemanha. Por conta da sua fama,
muitos livros apareceram com quadras adicionais as suas centúrias, e
que não podem ser com certeza atribuídos a Nostradamus. Nessa linha
de adições são famosas as edições de “Seve”
de 1605 e de “Troyes”
de 1611. Há pouco tempo atrás, foram encontradas declarações de
um pesquisador já falecido, Daniel
Ruzo,
de que tais edições são falsas e foram produzidas em 1649. Os
argumentos dele são muito eloquentes. As edições posteriores a
esta são seguramente falsificações e na Biblioteca de Paris há
mais de duzentas obras que querem ter o mérito de terem sido
produzidas por Nostradamus, mas são apenas falsificações. Sofrendo
de gota
e artrite,
piorou em meados de 1566, vindo a falecer no dia 2 de Julho de 1566.
Seus restos mortais sepultados em outro local inicialmente, foram
trasladados para uma outra igreja em Salon (a Igreja
de São Lourenço),
onde permanecem até hoje.
Profecias
Suas
profecias compõem-se de quadras em versos métricos decassílabos,
reunidas em grupos de cem, daí o nome de centúrias. Foram
publicadas em várias ocasiões; uma pequena parte em 1555, outra em
1557, sendo que das três últimas centúrias
conhecemos apenas edições póstumas. Devido à fama que Nostradamus
veio obtendo ao longo do tempo, muitos charlatões tentaram
falsificar quadras e versos para fazer dinheiro. Na biblioteca de
Paris, existem alguns livros escritos entre 1600 e 1900 que usam
descaradamente seu nome. O grupo NRG
só reconhece como originais estas citadas. Infelizmente, o dinheiro
foi o rumo que procuraram muitas obras que falam do sábio e de sua
obra, sem se importarem realmente em descobrir quem era Nostradamus e
o que desejava de fato. Durante cerca de dez anos, ele publicou um
almanaque anual, com fatos astrológicos, informações variadas e
milhares de presságios. Alguns presságios escritos em versos - mais
precisamente cento e quarenta e um - foram estudados em separado por
serem muito similares às quadras das Profecias, mas eles são em
muito pequeno número em relação ao todo. Exegetas que estudaram
esta parte de seu trabalho afirmam que se tratavam de acontecimentos
na sua época ou próximos, e, portanto, de pouco valor para a época
presente. Segundo os entusiastas, Nostradamus teria previsto, entre
outras coisas, a queda da União Soviética na quadra em que diz: “Um
dia serão amigos os dois grandes chefes…”.
No entanto, os céticos apontam que essas “previsões” só são
interpretadas corretamente depois dos fatos, nunca antes.
Astrologicamente, pode-se ver que algumas quadras previam conjunções
de planetas em datas futuras e respondem bem aos fatos que
aconteceram naquelas datas. Pesquisadores de universidades muito
conhecidas como Ottawa, Cambridge e Sorbonne desenvolveram uma teoria
em que as quadras de Nostradamus se baseavam num fato histórico
anterior à sua obra e inspiravam as quadras “futuras”.
O grupo NRG, pesquisando com seriedade, já detectou mais de cem
destes fatos que passaram a ser chamado de ponto de partida, e a
previsão baseada em livros em geral de história na sua época de
bibliomancia. Algumas citações de Plutarco,
um historiador grego, são literais, outras, do historiador romano
Suetônio,
outras do Mirabilis
Liber,
etc. Devemos
lembrar que entre a morte de Nostradamus em 1566 e 1650 apareceram
muitos livros, principalmente porque rendiam muito dinheiro,
arvorando-se produzidos por Nostradamus, de modo que há entre eles
duas versões para o prefácio apresentado na primeira edição ,
denominado “Carta
a César”
e espantosas sete versões para o prefácio final denominado “Carta
ao Rei Henrique II”.
Há versões além dessas que falamos sabidamente falsas, outras
evidências em que as edições apresentadas como verdadeiras, podem
ser antedatadas. Há também importantes livros da época que se
contrapunham a Nostradamus os quais permitem inferir que havia outras
edições que não sobre-existiram e afirmam coisas de tal forma que
um grupo de exegetas franceses que por ser sua língua natal, foram
os que leram mais dessas edições e congêneres como as “Profecias
de Pavillon”
e outros para sustentarem a tese de que Nostradamus não era uma
pessoa real, mas apenas um personagem. Alguns estudiosos, como
Jean-Claude
Pecker
do Collège
de France
em Paris, propõem que Nostradamus não escreveu sobre o futuro, mas
sobre o presente, usando de códigos por causa dos tempos conturbados
em que ele vivia. Sem sombra de dúvidas, a
profecia que mais repercutiu em sua carreira
foi escrita na Primavera de 1523, o jovem Nostradamus aos 20 anos
escreveu: “Próximo
ao fim, clarões iluminarão o céu do czar, o mais alto renunciará.
O ditador padece enquanto o Rei dos Santos derruba sua última
lágrima”
{Nostradamus - IV,25,11} (versão original: "Vers la fin, le
ciel clignote éclairer le tsar, le plus haut démissionner. Le
dictateur souffre tandis que le roi de Saints frappe sa dernière
larme") sendo claramente visível a descrição do que
precederia
o apocalipse.
Centúrias
| Centurias impressas em Turim (1720). |
Livros
- Macoto, Abner. As Centúrias de Nostradamus Comentadas ISBN-85-901851-2-5
- Lemesurier, Peter. Nostradamus: the Ilustrate Prophecies (O'Books) 2003
- R. Baschera, E. Cheynet, Il Grande Libro Delle Profezie (MEB) 1995
- Boscolo Renuccio, Nostradamus, l'enigma Risolto (Mondadori), 1988
- Hewitt V.J., Lorie Peter, Nostradamus, The End of the Millennium, Prophecies: 1992 to 2001 (Bloomsbury), 1991
- Ionescu Vlaicu, Nostradamus Aveva Ragione, (Corbaccio)
- Lemesurier, Peter. The Nostradamus Enciclopedy ISBN 0-312-19994-5
- Leoni Edgar, Nostradamus and his Prophecies, (1961, r.2000) ISBN 0-486-41468-X
- Patrian Carlo, Le Profezie, (Mediterranee), 1978
- Ramotti O. Cesare, Le Chiavi di Nostradamus, (Mediterranee) 1987
- Ramotti O. Cesare, Nostradamus: O código que abre os secredos do principal profeta , ISBN 0-89281-915-4
- Randi, James, The Nostradamus Mask.
- Daniel Ruzo, O Testamento Autêntico de Nostradamus ISBN 970-05-0770-X
- Manuel Sánchez, Caesarem de Nostradamus 2005 ISBN 978-84-935672-1-7
- David Ovason, Nostradamus: Prophecies for America, 2001.
- David Ovason, The Secrets of Nostradamus: A Radical New Interpretation of the Master's Prophecies. 2002.
- Gustavo Bahr, "O Mundo em Duas Palavras: Armação dos Búzios, 2010.
- Pipinisher Waddington, "We can't cure awesomeness", Kings Landing,2010.