 |
| Gustave Moreau (auto-retrato, 1850). |
Gustave
Moreau.
Nasceu em Paris, a 6 de Abril de 1826, e faleceu, também em Paris, a
18 de Abril de 1898. Gustave Moreau foi um pintor francês. Tornou-se
célebre por ser um dos principais impulsionadores da arte
simbolista
do século XIX. Moreau
começou como pintor realista. Posteriormente, sob a influência dos
impressionistas e pré-rafaelitas, evoluiu para uma pintura mais
romântica e espiritual, que lhe permitiu entrar nas fileiras do
simbolismo, junto com Edvard
Munch, James
Ensor, Pierre
Puvis de Chavannes
e Bertrand-Jean
Redon (mais
conhecido como Odilon
Redon). Alguns
historiadores de arte preferem se referir a eles como
pós-impressionistas. Nascido em Paris, este pintor teve aulas dadas
pelos mestres Théodore
Chassériau e
François-Édouard
Picot em seus
respectivos ateliês. Suas obras foram expostas pela primeira vez ao
público e à crítica no Salão de 1852. Ele pregava que a
inspiração nunca seria encontrada no objeto a ser pintado, pois ela
seria única e exclusiva do pintor, ou seja, a obra seria executada a
partir do que foi sentido por ele.
Galeria de artes - 1
 |
Apollo and The Nine Muses (1856).
|
|
 |
| Autumn (Dejanira), Março de 1872. |
|
 |
| Cleópatra (1887). |
|
 |
Fairy and Griffon (19th century).
|
|
 |
| Dalila (cerca de 1896). |
|
 |
Diomède dévoré par ses chevaux (1865).
|
|
Os temas favoritos de Moreau eram
as cenas bíblicas,
principalmente a história de Salomé,
muito em moda no final do século XIX, e as obras literárias
clássicas. Mestre da cor, soube representar mulheres de uma beleza
rara com traços de anjo e pele aveludada, cobertas apenas por
ousadas transparências. A luz foi utilizada por Moreau para obter
essa atmosfera ao mesmo tempo mística e mágica, que caracterizou a
pintura simbolista. No detalhismo caligráfico com que trabalhou os
arabescos e demais elementos decorativos, Moreau se aproximou
qualitativa e quantitativamente do modernista Gustav
Klimt.
Biografia
 |
Hercule et l'Hydre de Lerne (cerca de 1970).
|
Gustave
Moreau nasceu em uma família burguesa que não colocou obstáculos
na sua vocação artística. Em 1838, Gustave iniciou sua educação
no internato do Collège Rollin, mas por vários motivos teve de
abandonar a instituição e prosseguir sua educação privadamente.
Em 1841, Moreau viajou com a sua mãe e outros parentes para a
Itália, onde visitou várias cidades, realizando vários esboços de
paisagens e de monumentos italianos. Em 1844, completados os seus
estudos de bacharelato, ingressou como discípulo no atelie de um
pintor hoje olvidado, o acadêmico François-Edouard
Picot. Em 1847,
ele passou no exame de admissão na Real Escola de Belas Artes de
Paris. Tentou por duas vezes obter o Prêmio Roma, mas fracassou,
motivo pelo qual decidiu abandonar a Academia. Adotou um novo mestre,
o pintor Théodore
Chassériau,
antigo discípulo de Dominique
Ingres e de
Ferdinand-Victor-Eugène
Delacroix, e
conheceu nesta mesma época Pierre
Puvis de Chavannes,
dois anos mais velho do que ele, com o qual tinha poucas afinidades.
Em 1852, Moreau transferiu seu atelie para o terceiro piso de uma
casa que seus pais haviam alugado para ele, no número 14 da rua La
Rochefoucauld. Começou a se dedicar em copiar obras de mestres no
Museu do Louvre, mas nesse mesmo ano foi pela primeira vez admitido
no Salão oficial, com uma Pietà,
e empreendeu uma destacável carreira como pintor acadêmico.
Galeria de artes - 2
 |
The Dragonfly (1884).
|
|
 |
Diomedes Devoured by his Horses (1866).
|
|
 |
Le Christ au jardin des Oliviers (cerca de 1880).
|
|
 |
The Infant Moses (data:?).
|
|
 |
Mort de Sapho (cerca de 1870).
|
|
 |
Saint-Georges et le dragon (1889/90).
|
|
 |
Hesiod and the Muses (1870).
|
Em
1855, na Exposição Universal de Paris, exibiu sua obra Os
Atenienses no Laberinto do Minotauro,
junto a pintores renomados como Ingres,
Delacroix,
Rousseau
e Gustave Courbet.
Entre 1857 e 1859, Moreau realizou uma segunda viagem à Itália,
visitando várias cidades, e pintando cópias de vários mestres
italianos, como Michelangelo,
Rafael Sanzio,
Paolo Veronese,
Correggio
(Antônio
Allegri) e
Vittore Carpaccio.
No seu regresso à Paris, iniciou uma relação amorosa com
Alexandrine Dureux
— "minha
melhor e única amiga",
segundo suas palavras —, que se prolongaria até a morte dela, em
1890. Durante os anos seguintes, prosseguiu com relativo sucesso a
sua carreira como pintor, embora seus temas pouco habituais,
provocaram por vezes reações mistas. Se alistou voluntário ao
eclodir a Guerra Franco-Prussiana, em 1870, mas teve de ser
licenciado por causa de suas fortes crises de reumatismo. Viveu com
horror a derrota francesa e a época da Comuna de Paris (18 de Março
- 20 de Maio de 1871), durante a qual os afrescos do seu amigo
Chasseriau
na Cour des Comptes
foram destruídos pelo fogo. Nos anos seguintes se acentuou a
misantropia do artista, golpeado pelas mortes de sua mãe, em 1884, e
de sua amante, Alexandrine
Dureux, em 1890.
Em 1891, sucedeu a seu amigo Elie
Delaunay, após
seu falecimento, como professor na Escola de Belas Artes de Paris.
Desde 1891 até a sua morte, Moreau foi professor de vários futuros
artistas, entre os quais se contam pintores tão célebres como Henri
Matisse, Albert
Marquet e Georges
Rouault, entre
outros. Faleceu em 18 de Abril de 1898, aos setenta e dois anos de
idade. Foi sepultado no cemitério parisiense de Montmartre. Na sua
morte, deixou como legado seu atelie, que se tornou no Museu
Gustave Moreau,
inaugurado em 13 de Janeiro de 1903.
Link externo
Referências