| Margaretha Gertruida Zelle |
Mata
Hari era filha de um empresário, Adam
Zelle,
e de Antje
van der Meulen.
A situação delicada de sua família piorou quando, aos 15 anos de
idade, Mata Hari perdeu sua mãe. No início do século XX, depois de
uma tentativa fracassada de se tornar professora, um casamento
igualmente fracassado com Rudolf
John MacLeod
e de ter dois filhos, Norman-John
MacLeod
e Jeanne-Louise
MacLeod,
ela se mudou para Paris. Morou por algum tempo na ilha de Java, de
onde tirou inspiração para seu pseudônimo. Ela posava como uma
princesa javanesa e se tornou uma dançarina exótica. Seu pseudônimo
Mata
Hari
quer dizer sol (mas literalmente “olho da manhã”) em malaio e
indonésio. Ela também foi uma cortesã que teve casos amorosos com
vários militares e políticos.
Durante
a guerra, Mata
Hari
dormiu com inúmeros oficiais, tanto franceses quanto alemães e se
tornou um peão da intriga internacional, apesar dos historiadores
nunca terem esclarecido com exatidão se ela fora realmente uma
espiã, e se sim, quais eram as suas atividades como tal. Em 1917 ela
foi a julgamento na França acusada de atuar como espiã e também
como agente dupla para a Alemanha e França. Foi considerada culpada
e no dia 15 de Outubro do mesmo ano foi fuzilada.
Galeria
de fotos
Mata Hari
em Paris
1906
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| Mata Hari antes da execução. |
Existem
vários rumores em torno de sua execução. Um dos mais fantasiosos
diz que os soldados do pelotão de fuzilamento tiveram de ser
vendados para não sucumbir a seu charme. Outra história cita que
Mata
Hari
jogou um beijo aos seus executores antes que começassem a disparar.
Uma terceira versão diz que ela não só jogou um beijo, mas também
abriu a túnica que vestia e morreu expondo o corpo completamente nu.
O
filme de 1931, “Mata
Hari”,
descreve seus últimos dias de vida. Greta
Garbo
interpretou o papel principal. Existe uma outra versão do filme
“Mata
Hari”
de 1985 com a atriz holandesa Sylvia
Kristel.
Mata Hari também é mencionada na comédia “Casino
Royale”
(1967), quando é dito que, ela e James
Bond
tiveram uma filha, chamada “Mata
Bond”,
e Mata Hari foi o grande amor da vida de James. No seriado “Charmed”,
no episódio 13 da sexta temporada, Phoebe
Halliwell
(Alyssa
Milano)
incorpora o karma de Mata Hari. É citada também como um “quase”
caso de Dimitri
Borja Korosek,
personagem principal no livro “O
Homem que Matou Getúlio Vargas”
de Jô
Soares.
Citações
“Uma
prostituta? Sim! Mas uma traidora, jamais!”
-
Frase atribuída a Mata Hari durante o julgamento.
Referências