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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Biografia de Peter Cetera

Peter Cetera (pic: RPrinter).
Peter Paul Cetera nasceu em Chicago, Illinois, EUA, a 13 de Setembro de 1944. Peter Cetera é um cantor norte-americano, mais conhecido por sua carreira como baixista e vocalista da banda americana Chicago. Antes de se juntar ao Chicago, em 1967 (ainda com o nome de Chicago Transit Authority - anteriormente The Big Thing), foi integrante do grupo The Exceptions, cujo sucesso era a canção “My Mind Goes Travelling”.

Biografia
Infância

De família polaca, foi o segundo de seis irmãos. Em 1987, ele falou brincando que eles eram a família de cantores Von Trapp do sul de Chicago. As crianças aprenderam a harmonizar bem cedo, cantando em vários corais domésticos. O primeiro instrumento de Peter foi o acordeon. Ele disse que teria preferido a guitarra, mas considerando que tivesse apenas 10 anos na época, prevaleceram os desejos de seus pais. Como a família era polonesa, Peter um dia mencionou que o acordeon era na verdade bastante divertido porque ele aprendeu várias polkas. Enquanto frequentava a Escola de Gramática St. Margret of Scotland, ele fora cogitado quanto à possibilidade de cursar o seminário. Ele aceitou, mas esse acabou sendo algo passageiro. Durante seu segundo ano do ginásio, Peter assistiu a seu primeiro show de rock’n’ roll. Os Rebel Rockets usavam óculos escuros e subiam em seus amplificadores. Para Peter, não havia mais volta. Ele largou o seminário (para desgosto da mãe) e economizou U$85 para comprar sua primeira guitarra. Após se juntar a um amigo de colégio, eles passaram a tocar em todos os eventos do colégio e em fins-de-semana dançantes até se formarem. Peter descobriu bem cedo que queria fazer de seu talento musical uma carreira. Já que seus pais precisavam de algo que os convencesse, Peter fez o que um dia chamou de período obrigatório na escola IBMe na construção enquanto ainda tocava em clubes noturnos de Chicago com sua banda chamada The Exceptions sempre que podia.
 
Temporada na Banda Chicago

O grupo Chicago foi formado em Fevereiro de 1967 no apartamento de Walt Parazaider. Enquanto eles tinham duas excelentes extensões de baixos-barítonos em Terry Kath e Robert Lamm, a banda tinha dificuldade de cobrir a extensão aguda nas harmonias. A banda então compensava a parte aguda com os metais, mas os rapazes sentiam falta de vozes agudas. Em um fim-de-semana, a banda The Exceptions tocou no mesmo clube onde o Chicago, na época chamado The Big Thing, estava tocando. Peter sentia que seu tempo com a banda estava acabando. Então, no final daquela semana em Dezembro de 1967, Peter passou a ser o vocalista tenor e baixista da banda The Big Thing. No verão de 1968, o empresário da banda, James William Guercio (também conhecido como Jimmy Guercio) levou os rapazes para Los Angeles e trocou o nome da banda para Chicago Transit Authority. A banda estava sempre reunída a maior parte do tempo, ensaiando várias músicas escritas a princípio por Robert Lamm, tentando conseguir um contrato com uma gravadora, o que conseguiram mais tarde. O álbum de estréia, intitulado “Chicago Transit Authority” foi gravado em um período curto, de sete a dez dias, em Janeiro de 1969. Como as faixas mais longas não eram adequadas para tocarem em rádio, a banda sentia que a os shows independentes em campus de universidades acrescentou muito ao sucesso da banda. Como o CTA não era o sucesso comercial que a banda esperava que fosse, eles continuaram em turnê. Nesse período, o papel principal de Peter continuava a ser estritamente de vocalista e baixista. As coisas permaneceram assim até o verão de 1969 (mais precisamente 20 de Maio), quando ele e o amigo e colega de banda Walt Parazaider foram atacados por três homens durante um jogo de baseball do Chicago Cubes, seu time de baseball preferido. Peter foi seriamente ferido e passou vários dias na UTI se recuperando de uma fratura no maxilar e outros ferimentos sérios. O motivo do ataque teria sido apenas o fato de eles terem cabelos compridos. Peter estava em casa se recuperando de seus ferimentos enquanto Neil Armstrong andava na lua em Julho de 1969. Foi quando ele fez sua primeira tentativa de compor uma canção. Inspirado em algo que Walter Cronkite (ex-âncora da rede de TV americana CBS) disse naquela noite fatídica, Peter pegou seu violão e escreveu “Where Do We Go From Here”, que fez parte do segundo álbum do Chicago. Com seus outros talentos, isso estabeleceu Peter como parte do alto escalão de compositores na banda. Ele iria compor dali para frente vários sucessos do Chicago, Incluindo “If You Leave Me Now”, do “Chicago X”, que acabaria sendo o primeiro compacto da banda em primeiro lugar nas paradas de sucesso. Com o passar dos anos, o Chicago estabeleceu uma legião de fãs e fez vários álbuns bem sucedidos. Na verdade, quando o álbum “Chicago III” fora lançado, todos os álbuns do Chicago estavam nas paradas, Uma turnê rigorosa e exaustivas sessões de gravação, aliados às exigências de Guercio, começaram a desgastar demais alguns integrantes da banda, os quais passaram a usar drogas para conseguir acompanhar o ritmo. Isso acabou levando a um círculo vicioso que fez Guercio ter problemas em conseguir manter os shows com o padrão anterior, pois os rapazes já não cantavam ou tocavam como antes, entre outras coisas. O clima passou a ficar tão tenso que Guercio e o Chicago se separaram em 1977. Na mesma época, Danny Seraphine descobriu que Guercio tinha feito inúmeras operações ilegais usando o nome da banda, inclusive desvio de dinheiro. Danny era um dos poucos membros "sóbrios" na ocasião, e passou a administrar a banda mais rigorosamente, resultando em mudanças radicais e essa descoberta sobre Guercio. Mesmo após vários compromissos com Jimmy Guercio, o Chicago continuou com sua turnê exaustiva, pelo menos até 1978. Em Janeiro de 1978, o guitarrista e vocalista da banda, Terry Kath, morreu em um acidente com arma de fogo (Terry limpava uma arma em casa, drogado, e alguém o recomendou para ter cuidado, no que ele respondeu que não seria tolo de limpar uma arma carregada, e quis provar apontando a mesma para a cabeça e puxando o gatilho. Mas o tambor ainda tinha uma bala, e o disparo foi fatal). Vários integrantes da banda, incluindo Peter, começaram a questionar se se a banda deveria terminar ou não. Outros músicos, incluindo Doc Severinsen, encorajaram a banda a continuar. Embora a banda tenha substituído Terry Kath com o vocalista e guitarrista Donnie Dacus, eles continuaram a afundar. Peter disse uma vez que embora alguém pensasse que a morte de Terry fosse inspirar outros integrantes a limpar suas atitudes, ele contou que isso só piorou as coisas. Eles começaram a "dar festas" antes e durante shows, e depois também. Um belo dia, a dedicação da banda a nada mais que diversão chegaria em sua gravadora, CBS. Chicago foi demitido de seu selo logo após o lançamento do álbum “Chicago 14”, que foi um fracasso de vendas, vendeu menos de um milhão de cópias em 1980. O primeiro álbum solo de Peter Cetera foi um álbum auto-intitulado (Peter Cetera) lançado em 1981 quando o Chicago assinou com a gravadora Warner Brothers. Peter declarou em várias ocasiões que pensava que o álbum nunca alcançou o reconhecimento devido simplesmente porque a gravadora não queria que Peter tivesse grandes idéias em relação a uma carreira solo. Conseqüentemente, embora “Livin’ In The Limelight” tenha sido lançado como single, Peter sentiu que o álbum mesmo tinha sido enterrado pela gravadora. Enquanto os esforços por uma carreira solo de Peter eram aparentemente embarreirados, sua banda começou a se reerguer com o lançamento do álbum “Chicago 16” em 1982. Danny Seraphine convidou o tecladista, guitarrista e cantor Bill Champlin para a banda, que por sua vez trouxe o produtor, arranjador e compositor David Foster. Peter se aliou a David, para começar o processo de restituição da banda ao sucesso. O single “Hard To Say I’m Sorry”, que Peter fez em parceria com David, consegui colocar a banda em segundo lugar nas paradas e levou a banda a seu ressurgimento no cenário musical. O ano de 1982 também foi importante para Peter em nível pessoal. Nessa época ele se casou com sua namorada de muito tempo, Diane Nini. Peter contou à revista People em 1987 que foi Diane que o ajudou a atravessar sua "fase Elvis" no final dos anos 70 e no começo dos 80. Logo após o casamento, Diane deu à luz Claire, em Setembro de 1983. Em 1984 testemunhou o lançamento do que alguns chamaram de maior sucesso comercial do grupo Chicago. “Chicago 17” mais uma vez viu Peter emergir com David Foster como uma força de liderança dentro da banda. Em uma entrevista em 1987, Peter disse que achava que tinha que assumir o controle porque a única saída deles seria para o alto. Enquanto o Chicago 17 gerou 4 singles no top 10, também gerou um desejo, ao menos em alguns integrantes, de embarcar em uma turnê e ter uma agenda de shows novamente. Por outro lado, Peter tinha a necessidade também da aprovação da gravadora para seguir com outro projeto solo. Após um ultimato dado pela banda de sair em turnê ou deixar a banda, Peter deixou o Chicago na primavera de 1985, alegando estar cansado de turnês com a banda de estilo Jazz-rock. Bill Champlin relatou que Peter já estava há muitos anos pensando em deixar a banda: “Ele estava pronto. Ele parou de fumar e usar drogas, perdeu peso, e começou a prestar mais atenção em sua aparência. Cetera dizia que queria um contrato do tipo Phil Collins/Genesis, mas os outros integrantes não quiseram; os outros, como James Pankow, diziam que Peter queria 50% do lucro, e destaque (ao invés de apenas Chicago aparecer como ‘Peter Cetera e Chicago’), e eles não aceitaram de jeito nenhum. Por fim, Cetera se demitiu, dizendo "de qualquer jeito eu nunca me envolvi tão profundamente com música dessa maneira mesmo". Isso foi em Julho de 1985”, diz Bill.
 
Carreira solo

Peter Cetera durante a Night of the Proms no SAP Arena, Mannheim, Baden-Württemberg, Alemanha, em 22/12/2017. Foto: Sven Mandel.

Uma das primeiras ações de Peter como um artista solo não teve nada a ver com música e era exatamente isso: uma ação. Ele deixou aquele estilo de vida agitado da área de Malibu (onde, de acordo com seus antigos colegas de banda pelo menos, ele era um ermitão de qualquer forma) e se estabeleceu com sua esposa e sua filha pequena em Ketchum, área de Idaho. Em Junho de 1985, Peter começou a trabalhar em seu segundo álbum solo, “Solitude/Solitaire”, com determinação. Querendo produzir o projeto pessoalmente, mas temendo que a gravadora rejeitasse a idéia, Peter convocou Michael Omartian para co-produzir o álbum. (Peter insistiu em dizer várias vezes que o álbum fora co-produzido por ele mesmo e Omartian, embora Omartian tenha sido o único creditado como produtor). Mostrando um desejo de se distanciar um pouco de sua antiga banda, Peter fez de “Solitude/Solitaire” uma mistura de algumas baladas clássicas com algumas faixas de rock’n’roll inesperadas. Na verdade ele queria que uma de suas músicas mais up-tempo, como “Big Mistake”, fosse seu primeiro single solo. Os planos mudaram contudo, quando Peter foi abordado pelos produtores do filme “Karate Kid II”. Eles queriam que Peter escrevesse e cantasse uma balada como tema do filme. “Glory Of Love” atingiu o primeiro lugar das paradas no verão de 1986 e mais tarde foi indicada a um Grammy e um Oscar. Na aba de seu primeiro sucesso arrebatador, “The Next Time I Fall” foi lançada em Agosto de 1986. Esse dueto com a então cantora primordialmente cristã Amy Grant se tornaria o primeiro de vários duetos de sucesso para Peter. Futuras parceiras musicais incluiriam Cher, Agnetha Fältskog (ex-vocalista do ABBA), Chaka Khan, Crystal Bernard e Ronna Reeves. Ao mesmo tempo que “Solitude/Solitaire” rendeu a ele dois singles em primeiro lugar nas paradas, muitas indicações a prêmios (incluindo uma indicação ao Grammy de melhor vocalista masculino em 1987) e se tornaria disco de platina mais tarde, este também solidificou sua imagem como um “cantor de baladas”. Quando “Big Mistake” foi finalmente lançado como single, obteve um sucesso menor. Em várias entrevistas após deixar o Chicago, seguido do lançamento de “Solitude/Solitaire”, Peter foi bem honesto quanto a sua contrariedade em relação a fazer turnês. Ele disse várias vezes que sairia em turnê pelo lançamento de seu terceiro CD solo, “One More Story”. O álbum emplacou o sucesso “One Good Woman”, e soava menos "tecnológico" do que seu ‘irmão mais velho’ (Solitude/Solitaire), que Peter chamaria de “álbum de computador” em algumas entrevistas. Ao mesmo tempo que “One More Story” deu a Peter outro sucesso, não lhe trouxe nenhuma indicação a nenhum prêmio, nem resultou na turnê americana que muitos fãs esperavam. Peter fez alguma promoção do “One More Story” fora dos EUA; a maior parte no Japão. Na volta para casa, Peter se encontrou em um quadro conturbado em sua vida pessoal. Logo depois de gravar um dueto com Cher (“After All”) para o filme “O Céu Se Enganou” (Chances Are, 1989) e “No Explanation”, para o filme “Uma Linda Mulher” (Pretty Woman, 1990) e participar do projeto “Voices That Care” em 1991, Peter passou por um "hiato voluntário" de 4 anos após seu divórcio da esposa Diane Nini. Embora ele tenha meio que sumido do mercado musical por alguns anos, ele ainda se manteve ocupado. Após fazer algumas aulas de interpretação em meados dos anos 80 e decidir que a profissão de ator não seria algo a que ele se dedicaria, Peter finalmente deu uma arriscada em 1991. Ele teve um papel pequeno em “Memórias da Meia-Noite” (Memories of Midnight), versão cinematográfica do livro de Sidney Sheldon, no qual também estrelava Jane Seymour (com quem ele namorou durante um tempo). Peter decidiu dizer a verdade quando começou a fazer seu quarto álbum, intitulado “World Falling Down”, em 1991. Esse álbum, que levou um ano para ser concluído por ter sido gravado em nove estúdios diferentes entre dois continentes, pôs em análise os problemas envolvidos em relação ao término de um relacionamento. As dez faixas do álbum, embora fossem mais rápidas do que as dos dois álbuns anteriores , tinham como tema principal problemas do divórcio aliados à questão de ser pai solteiro. “World Falling Down” foi um sucesso comercial, produzindo três sucessos nos dez mais da parada Adulta (Adult Contemporary) da revista Billboard, incluindo “Restless Heart”, que terminou na segunda posição da parada geral do ano de 1992. Mesmo com a boa sorte que “World Falling Down” trouxe para Peter, ainda assim ele optou por não viajar em turnê, alegando que queria passar mais tempo com sua filha e se acostumar a ser solteiro novamente. O ano de 1995 foi um ano de mudança e tentativas para Peter. Para começar, ele mudou de gravadora – a River North Records. Ele começou a fazer a maioria de suas gravações em Nashville com o álbum intitulado “One Clear Voice”, e mais tarde também tentaria começar a viver por lá metade do tempo. Peter fez, finalmente, planos de sair em turnê imediatamente após o lançamento do álbum. Contudo, em meras três semanas e meia antes do lançamento de One Clear Voice, Peter se envolveu em um sério acidente enquanto andava em sua moto Harley-Davidson, o que o forçou a ser hospitalizado, para uma séria cirurgia para reparar os ferimentos em seu rosto, e adiando assim a turnê por tempo indeterminado. A turnê foi remarcada, e do inverno de 95 ao verão de 96, Peter passou por Los Angeles, Las Vegas, Miami, Phoenix, Singapura, e Manila, entre outras cidades. Quando foi indagado sobre o porquê de ter demorado tanto para viajar em turnê, ele simplesmente declarou que queria estar em casa para criar sua filha Claire. Uma nova filha e um novo álbum estariam entre os destaques da vida de Peter em 1997. Senna Cetera nasceu do relacionamento de Peter com sua então namorada Blythe Weber, a qual ele conheceu enquanto ambos trabalhavam na gravadora River North. E após muita disputa entre ele, os poderes existentes na velha banda de Peter e os poderes existentes na gravadora de Peter, o álbum “You’re the Inspiration: a Collection” foi lançado apenas três semanas após o nascimento de Senna. A “coletânea”, como vários fãs de Peter chamavam o álbum, teve como dificuldade maior a demora pela decisão sobre concepção e direção que o álbum teria. Originalmente, era para o álbum consistir dos seis duetos gravados por ele anteriormente acrescidos de quatro ou cinco gravações novas. Quando esse plano caiu por terra, Peter decidiu fazer uma combinação de seus grandes sucessos solo com sucessos ainda no grupo Chicago. A banda se recusou a liberar as gravações originais para Peter. Isso deu ao presidente da gravadora River North a dura missão de convencer Peter a regravar alguns de seus sucessos no Chicago.Peter chamou isso de pensamento doloroso em uma entrevista em 1997. Ele concordou em refazer e modernizar “If You Leave Me Now”, “Baby”, “What a Big Surprise”, e “You’re the Inspiration” para o álbum novo. Ele convocou o grupo Az Yet para cantar vocais de fundo em “You’re The Inspiration”, dizendo que era a vez deles porque Peter havia participado da gravação e do vídeo do remake deles de “Hard To Say I’m Sorry”. Peter, embora relutando no começo, iria admitir mais tarde que ficou feliz por Devick tê-lo convencido a fazer o projeto. Peter passou os anos seguintes se concentrando em sua vida pessoal. Ele passou mais tempo em Idaho, praticando snowboarding com Claire (que é campeã na modalidade esportiva) e conhecendo Senna melhor. Ele também curtiu suas atividades favoritas, incluindo escalar montanhas e golf. Em um posicionamento profissional, ele disse não estar feliz com sua gravadora, e sentia como se não pudesse fazer o tipo de música que queria. River North acabou declarando falência durante o verão de 2000, forçando Peter a esperar até que a justiça liberasse suas gravações para lançar seu sexto álbum solo, “Another Perfect World”, o qual ele lançaria via DDE em março de 2001. Em 2002, Peter recebeu de seu velho amigo e parceiro de composições, David Foster, um pedido para cantar um medley dos sucessos que eles escreveram juntos. Enquanto Foster tocava piano, Peter teve também o apoio de uma orquestra sinfônica no “Concerto Para o Dia Mundial da Criança”. Essa "farra", como Peter chamou, mais tarde acabaria resultando em sua primeira turnê em sete anos. Na primavera seguinte, Peter se reuniu com alguns amigos músicos de Nashville e criou um grupo “acústico”. Eles rearranjaram alguns de seus sucessos solo e também alguns de seus sucessos no Chicago. O verão e o outono de 2003 foram passados em turnê e apresentações com várias orquestras sinfônicas. A turnê incluiu duas paradas em Chicago - onde Peter gravou um episódio do programa “Soundstage” para o canal PBS - , Daytona-Ohio, Salt Lake City- Utah, e várias cidades na Flórida. Em 2004, Peter lançou seu tão esperado álbum de Natal. “You Just Gotta Love Christmas” inclui vários clássicos de Natal junto com três faixas inéditas, que ele escreveu sozinho. Peter fez de seu sétimo álbum solo um empenho de família, com sua filha mais velha, Claire, participando de duas faixas. Claire e Senna (filha mais nova de Peter), fizeram a arte da capa do álbum. Para promover seu cd mais recente, Peter fez uma mini- turnê, cantando as canções do álbum e dando autógrafos em várias livrarias pelos Estados Unidos. Em 2005 lançou o CD/DVD Live In Salt Lake City, gravado em sua recente turnê pelos EUA. Entre planos futuros, está a participação no próximo álbum solo de seu amigo pessoal e antigo companheiro de banda, Bill Champlin.

Chicago - Peter Cetera: Hard to Say I'm Sorry (1982)

Discografia
Álbuns de estúdio


1981 - Peter Cetera
1986 - Solitude/Solitaire (Disco de Platina)
1988 - One More Story
1992 - World Falling Down
1995 - One Clear Voice
1997 - You're the Inspiration: A Collection
2001 - Another Perfect World
2004 - You Just Gotta Love Christmas

Singles
Do álbum Peter Cetera

1982 - "Livin' In The Limelight"
1983 - "Hold Me 'Til the Morning Comes"

Do álbum Solitude/Solitaire

1986 - "Glory of Love" (também aparece na trilha sonora do filme The Karate Kid, Part II)
1986 - "The Next Time I Fall" (com Amy Grant)
1987 - "Big Mistake"
1987 - "Only Love Knows Why"

Do álbum I Stand Alone (Agnetha Fältskog)

1987 - "I Wasn't the One (Who Said Goodbye)" (com Agnetha Fältskog)

Do álbum One More Story

1988 - "One Good Woman"
1988 - "Best Of Times"
1988 - "You Never Listen To Me"

Da trilha sonora de Chances Are

1989 - "After All" (com Cher)

Do álbum World Falling Down

1992 - "Restless Heart"
1993 - "Feels Like Heaven" (com Chaka Khan)
1993 - "Even A Fool Can See"

Do álbum One Clear Voice

1995 - "(I Wanna Take) Forever Tonight" (com Crystal Bernard)
1996 - "One Clear Voice"
1996 – "Faithfully"

Do álbum Az Yet (Az Yet)

1997 - "Hard to Say I'm Sorry" (remake com Az Yet) de You're the Inspiration: A Collection
1997 - "You're the Inspiration" (re-gravação com Az Yet)
1997 - "Do You Love Me That Much"
1998 - "She Doesn't Need Me Anymore"

Do álbum Another Perfect World

2001 - "Perfect World"
Do álbum You Just Gotta Love Christmas

2005 - "You Just Gotta Love Christmas"
2005 - "Something That Santa Claus Left Behind"

Trilha sonora

1986 - The Karate Kid, Part II - "Glory of Love"
1987 - Princess from the Moon - "Stay With Me"
1987 - Three Men and a Baby - "Daddy's Girl"
1989 - Chances Are - "After All" (com Cher)
1990 - Pretty Woman - "No Explanation"

Televisão

1990 - Baywatch - créditos de abertura (rede NBC, apenas na 1ª temporada) "Save Me"
2010 - Tim and Eric Awesome Show, Great Job!


Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Cetera

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Biografia de Charles Gounod

Charles Gounod ca. 1887.
Charles Gounod nasceu em Paris, França, a 17 de Junho de 1818, e, faleceu em Saint-Cloud, a 18 de Outubro de 1893. Charles Gounoud foi um compositor francês famoso sobretudo por suas óperas e música religiosa.

Biografia

Gounod era filho de um pintor e uma pianista. Muito jovem, entrou para o Conservatório de Paris, onde foi aluno de Jacques Fromental Halévy e Lesueur. Em 1839, compôs uma cantata (Ferdinand) e ganhou o Prix de Rome, um prêmio famoso para jovens compositores, que dava direito a uma bolsa de estudos na Itália. Gounod foi para Roma, onde ficaria por três anos, e entrou em contato com a música polifônica do século XVI, em especial a música do compositor renascentista italiano, Giovanni Pierluigi da Palestrina. Tomado por ideias místicas (que nunca o abandonaram completamente), ele pensou em entrar para o sacerdócio, e começou a compor música religiosa. Terminados seus estudos na Itália, ele regressou à França, mas não sem antes passar por Viena, e assumiu o cargo de organista na Igreja das Missões Estrangeiras em Paris, que ocupou por três anos. Por volta dessa época, conheceu duas mulheres, que tiveram grande influência na sua vida: uma foi a cantora Pauline Viardot, que o introduziu ao mundo da ópera, e a outra foi Fanny Hensel, que apresentou a Gounod seu irmão, o célebre compositor Felix Mendelssohn. Através de Mendelssohn, Gounod entrou em contato com a música de Johann Sebastian Bach, então pouco conhecida. A primeira ópera de Gounod, “Sapho”, estreou em 1851. Várias óperas se seguiram, mas as mais importantes são “Fausto” (1859), “Mireille” (1864), “Roméo et Juliette” (1867) - todas as três estão entre as mais populares do repertório operístico francês. Em 1852, Gounod se tornou regente do Orphéon Choral Society, em Paris, para o qual ele escreveu várias peças de música coral, incluindo duas missas. Ao rebentar a Guerra Franco-Prussiana (1870), Gounod se refugiou na Inglaterra, onde permaneceu até 1875. Lá, ele adquiriu uma amante inglesa, Georgina Weldon, e sua música fez grande sucesso na Inglaterra vitoriana. Nos últimos anos de vida, Gounod só compôs música religiosa.


Ave Maria (Bach/Gounod)


A "Ave Maria" de Bach/Gounod é uma composição sobre o texto em latim Ave Maria publicado originalmente em 1853 com a “Méditation sur le Premier Prélude de Piano” de Johann Sebastian Bach. A peça consiste em uma melodia do compositor romântico francês Charles Gounod, especialmente projetada para ser sobreposta sobre o Prelúdio Nº 1 em Dó maior, BWV 846, do Livro I de J. S. Bach, “O Cravo Bem Temperado”, escrito 137 anos antes.



Ave Maria - Charles Gounod.

 
História

Gounod improvisou a melodia, e seu futuro sogro Pierre Joseph Guillaume Zimmermann transcreveu a improvisação e em 1853 fez um arranjo para violino (ou violoncelo) com piano e harmônio. Nesse mesmo ano, ele apareceu com a letra do poema de Alphonse de Lamartine, “Le Livre de la Vie” (O Livro da Vida). Em 1859 Jacques Léopold Heugel publicou uma versão com o texto habitual em latim. A versão do prelúdio de Bach usada por Gounod inclui a “medida Schwencke” (m.23), uma medida aparentemente adicionada por Christian Friedrich Gottlieb Schwencke na tentativa de corrigir o que ele considerava uma progressão “defeituosa”, embora esse tipo de progressão era padrão na música de Bach. Ao lado da “Ave Maria” de Franz Schubert, outro contrafato, a Ave Maria de Bach-Gounod tornou-se um elemento importante nas missas de casamentos, funerais e festas de quinze anos. Existem arranjos instrumentais muito diferentes para violino e violão, quarteto de cordas, solo de piano, violoncelo e, principalmente, trombones, e, até uma versão para cavaquinho do compositor brasileiro Waldir Azevedo. Cantores de ópera, como Luciano Pavarotti, além de coros já a gravaram centenas de vezes durante o século XX. Posteriormente, Gounod compôs outra “Ave Maria”, não relacionada a esta, para um coro SATB (acrônimo para soprano, contralto, tenor, baixo) de quatro partes. Muitos cantores de diferentes estilos ao longo de séculos têm cantado a Ave Maria de Gounod/Bach, como Alessandro Moreschi, o último castrato, a soprano Maria Callas, Luciano Pavarotti, José Carreras, Andrea Bocelli, Karen Carpenter (da dupla Carpenters) entre outros.


Obras
Música instrumental

  • 3 sinfonias
  • várias peças para piano
  • Marcha fúnebre para uma marionete (1872)

Canções e hinos

  • Hino do Vaticano

Música sacra
  • Mors et Vita (oratório)
  • Tobias (oratório)
  • Ave Maria
  • Pater Noster
  • Salmos
  • 50 peças religiosas (1880)
  • Missa del rego
  • Missa de Santa Cecília
  • Missa Joana d'Arc

Óperas

  • Serinpho (1851)
  • A Freira Sangrenta (La Nonne Sanglante) (1854)
  • O Médico à Força (Le Médecin Malgré Lui) (1858)
  • Fausto (1859)
  • Philémon et Baucis (1860)
  • A Rainha de Sabá (1862)
  • Mireille (1864)
  • Roméo et Juliette (1867)
  • Le Tribut de Zamora (1881)


Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Gounod

https://es.wikipedia.org/wiki/Ave_María_(Bach/Gounod) 

terça-feira, 30 de abril de 2019

Biografia de Vangelis

 
Vangelis em Premiere de El Greco em 2007. (Imagem: Kapetan Nikolios).  

Vangelis é o nome artístico de Evángelos Odysséas Papathanassíu, em grego: Ευάγγελος Οδυσσέας Παπαθανασίου. Nasceu em Vólos, a 29 de Março de 1943. Vangelis é um músico grego dos estilos neoclássico, progressivo, música eletrônica e ambiente. Suas composições mais conhecidas são o tema vencedor do Oscar de 1981, com o filme “Chariots of Fire” (Carruagens de Fogo), a trilha sonora do clássico “Blade Runner”, e mais recentemente, do filme biográfico de Cristóvão Colombo, “1492: Conquest of Paradise” (1492 – A Conquista do Paraíso), com a música instrumental "Conquest of Paradise". É conhecido também pelo uso de sua música na série da PBS (Public Broadcasting Service), “Cosmos” de Carl Sagan. Entre suas composições, há o tema da Copa do Mundo de 2002.

Biografia

Nascido em Vólos, Vangelis começou a compor desde os quatro anos de idade, tornando-se um grande autodidata da música. O músico recusou as tradicionais aulas de piano, e durante sua carreira não tinha muito conhecimento para ler ou escrever partituras. Estudou música clássica, pintura e direção na Academia de Artes em Atenas. No início dos anos 60 formou um grupo pop, o Forminx (ou Formynx), que se tornou muito popular na Grécia. Na época do Motim dos Estudantes em 1968 mudou-se para Paris e fundou a banda de rock progressivo Aphrodite's Child com os integrantes Demis Roussos, vocalista, e Loukas Sideras. São conhecidas na Europa, como também no Brasil, como canções de sucesso: “Rain and Tears”, “Marie Jolie”, “It’s Five O’Clock” etc. O grupo se desfez em 1972, ainda que Roussos tenha feito diversas participações nos trabalhos de Vangelis.

Carreira solo

Vangelis iniciou sua carreira solo escrevendo temas para dois filmes do cineasta francês Frederic Rossif em 1973. Seu primeiro álbum solo oficial saiu em 1974, o Earth. Na mesma época, participou de ensaios com outra banda de rock progressivo, Yes. Embora nunca tenha feito parte da banda, tornou-se amigo do cantor Jon Anderson, com quem veio a trabalhar em algumas ocasiões. Quando se mudou para Londres, Vangelis firmou contrato com a RCA Records, montou seu próprio estúdio, o (Nemo Studios), começando a gravar um série de álbuns respeitados de música eletrônica. Faixas do aclamado álbum Heaven and Hell de 1975 foram mais tarde utilizadas como tema da série Cosmos.

Temas

Nos anos 80 e 90 produziu diversos álbuns em parceria com Jon Anderson Jon & Vangelis. Em 1982 Vangelis venceu na categoria do Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por Chariots of Fire. O tema ficou no topo da lista da Billboard americana por uma semana. Várias musicas suas apareceram em vários programas de televisão no Brasil como por exemplo os da apresentadora Xuxa, principalmente no "Xou da Xuxa" em 1992, incluindo uma versão de "Hymne" feita pelo Space 2-000 para o último programa. Além disso suas trilhas foram usadas com exaustão nos programas do SBT como "Nações Unidas" e "Troféu Imprensa". Outro programa da emissora a usar uma canção do músico foi o "Domingo Legal", quando dava notícias de última hora. A música em questão é Nucleogenesis Part 1. Em 1983, Vangelis lançou "Antartica", uma banda sonora bastante conhecida em Portugal pelo seu uso como fundo nas previsões meteorológicas do Canal 1 na primeira metade dos anos 90. No ano em que começou seu trabalho com o diretor Ridley Scott, Vangelis produziu o tema dos filmes “Blade Runner” e “1492 - A Conquista do Paraíso”. Alguns dos documentários submarinos de Jacques Cousteau também levam a assinatura de Vangelis. Em 1992, a França o condecorou como Chevalier Order of Arts and Letters. Em 2001, lança Mythodea (mais orquestral que eletrônico) que foi escrita em 1993 e depois foi usada com tema pela NASA nas missões a Marte. Em 2004 lançou um CD com a Trilha Sonora do filme "Alexandre” (Alexander) de Oliver Stone.

Discografia

1970 - Sex Power - tema
1972 - Fais Que Ton Reve Soit Plus Long Que La Nuit
1973 - L'Apocalypse des animaux - tema
1973 - La Fete Sauvage - tema
1973 - Earth
1975 - Heaven and Hell
1976 - The Vangelis Radio Special
1976 - Albedo 0.39
1977 - Ignacio
1977 - Spiral
1978 - Beaubourg
1978 - Hypothesis
1978 - The Best of Vangelis - coletânea
1979 - Opera Sauvage - tema
1979 - China
1979 - Odes - com Irene Papas
1980 - See You Later
1980 - Short Stories - como Jon & Vangelis
1981 - Chariots of Fire - tema
1981 - The Friends of Mr. Cairo - as Jon & Vangelis
1982 - To the Unknown Man - coletânea
1983 - Private Collection - como Jon & Vangelis
1983 - Antarctica - tema
1984 - Soil Festivities
1984 - The Best of Jon & Vangelis - como Jon & Vangelis
1985 - Magic Moments - coletânea
1985 - Mask
1985 - Invisible Connections
1986 - Rhapsodies - com Irene Papas
1988 - Direct
1989 - Themes - coletânea
1990 - The City
1991 - Page of Life - como Jon & Vangelis
1992 - 1492: Conquest of Paradise - tema
1994 - Blade Runner - tema de 1982 do filme Blade Runner
1994 - Chronicles - como Jon & Vangelis
1995 - Foros Timis Ston Greco - (El Greco edição limitada)
1995 - Voices
1996 - Oceanic
1996 - Portraits (So Long Ago, So Clear) - coletânea
1998 - El Greco - edição comercial
2000 - Reprise 1990–1999 - coletânea
2001 - Mythodea
2003 - Odyssey: The Definitive Collection - coletânea
2004 - Ithaca - Declamação de poema de Cavafy (Konstantínos Kaváfis) na voz de Sean Connery - edição limitada
2004 - Alexander - tema
2016 – Rosetta.


Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vangelis

quinta-feira, 14 de março de 2019

Ottawan - dupla musical


Ottawan foi uma dupla musical francesa de música disco formada no final da década de 1970. Seus membros eram Jean Patrick (nascido em 6 de Abril de 1954, na Martinica) e Anette (nascida em 1 de novembro de 1958, na Martinica). O nome Ottawan é inspirado na capital canadense, Ottawa.

Discografia
Álbuns
Year
Album
GER
AUS
1980
D.I.S.C.O.
30
1981
2
18

Singles

Year
Single
UK
GER
NL
BEL
NOR
AUS
IRL
1979
"D.I.S.C.O."
2
2
1
2
1
4
2
1980
"You're OK"
56
17
"Shalalala Song"
73
"Haut Les Mains (Donne-moi Ton Cœur)"
32
1981
"Hands Up (Give Me Your Heart)"
3
2
5
4
1
3
1
"Crazy Music"
26
19
"Qui va garder mon crocodile cet été?"
23
"Help, Get Me Some Help"
49
1982
"Hello Rio!"
"Top Secret"



Referências


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Festival de Woodstock


Cerimônia de abertura, 14 de Agosto de 1969.
Woodstock Music & Art Fair (conhecido informalmente como Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música realizado entre os dias 15 e 18 de Agosto de 1969 na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", o festival deveria ocorrer originalmente na pequena cidade de Woodstock, mas os moradores locais não aceitaram, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância. O festival exemplificou a era hippie e a contra-cultura do final dos anos 1960 e começo de 1970. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular. O evento foi capturado em um documentário lançado em 1970, Woodstock, além de uma trilha sonora com os melhores momentos.


História

Foto tirada próximo do Festival Woodstock, 18 de Agosto de 1969.
O Festival de Woodstock surgiu dos esforços de Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld. Roberts e Rosenman, que entrariam com as finanças, colocaram um anúncio sob o nome de Challenge International, Ltd., no New York Times e no Wall Street Journal ("Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios"). Lang e Kornfeld responderam o anúncio, e os quatro reuniram-se inicialmente para discutir a criação de um estúdio de gravação em Woodstock, mas a idéia evoluiu para um festival de música e artes ao ar livre. Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares (aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia.
Woodstock, 15 de Agosto de 1969.
Aproximadamente 186.000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de meio milhão de pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito. Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e eventualmente transformando Bethel em uma "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene. Embora o festival tenha sido reconhecidamente pacífico, dado o número de pessoas e as condições envolvidas, houve duas fatalidades registradas: a primeira resultado de uma provável overdose de heroína, e a outra após um atropelamento de trator. Houve também dois partos registrados (um dentro de um carro preso no congestionamento e outro em um helicóptero), e quatro abortos. Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.

Apresentações


Trinta e duas apresentações foram realizadas ao longo dos quatro dias de evento:

Sexta-feira, 15 de Agosto

  • Richie Havens
  • Swami Satchidananda - deu a invocação para o festival
  • Sweetwater
  • The Incredible String Band
  • Bert Sommer
  • Tim Hardin
  • Ravi Shankar
  • Melanie
  • Arlo Guthrie
  • Joan Baez

Sábado, 16 de Agosto

  • Quill, quarenta minutos para quatro músicas
  • Keef Hartley Band
  • Country Joe McDonald
  • John Sebastian
  • Santana
  • Canned Heat
  • Mountain
  • Grateful Dead
  • Creedence Clearwater Revival
  • Janis Joplin com a The Kozmic Blues Band
  • Sly & the Family Stone
  • The Who começou às 4 da manhã, dando início a um conjunto de 25 músicas, incluindo Tommy
  • Jefferson Airplane

Domingo, 17 de Agosto, para segunda-feira, 18 de Agosto

  • The Grease Band
  • Joe Cocker
  • Country Joe and the Fish
  • Ten Years After
  • The Band
  • Blood, Sweat & Tears
  • Johnny Winter e seu irmão, Edgar Winter
  • Crosby, Stills, Nash & Young
  • Paul Butterfield Blues Band
  • Sha-Na-Na
  • Jimi Hendrix / Gypsy Sun & Rainbows

 

Convites recusados

  • The Beatles: O site woodstockstories.com apresenta duas alternativas para a recusa dos Beatles. A primeira é que os organizadores teriam contactado John Lennon, e ele disse que a banda só tocaria se a Plastic Ono Band de Yoko Ono também pudesse se apresentar. O site afirma que a explicação mais plausível é que Lennon queria tocar, mas sua entrada nos Estados Unidos a partir do Canadá foi bloqueada pelo presidente Richard Nixon. De qualquer modo, os Beatles estavam prestes a se separar, e inclusive não tocavam ao vivo fazia três anos, desde Agosto de 1966.
  • The Doors: considerado como uma alternativa, cancelou sua aparição no último momento; de acordo com o guitarrista Robbie Krieger, eles recusaram pois pensaram que aquela seria mais uma "imitação de segunda categoria do Monterey Pop Festival", mais tarde se arrependendo da decisão. Outro fator foi que o vocalista Jim Morrison estaria inseguro quanto a se apresentar fronte a grandes platéias. O baterista John Densmore no entanto compareceu ao festival, e no filme pode ser visto no palco durante a apresentação de Joe Cocker.
  • Led Zeppelin: também foi convidado, de acordo com seu empresário Peter Grant: "Fomos chamados pra tocar em Woodstock e a Atlantic gostou da idéia, assim como nosso promoter nos EUA, Frank Barsalana, mas eu disse não pois em Woodstock seríamos apenas mais uma banda". Ao invés disso o grupo embarcou em uma bem-sucedida turnê de verão, tocando naquele mesmo final de semana no Asbury Park Convention Hall em New Jersey.
  • Jethro Tull: recusou o convite, de acordo com Ian Anderson, pois seu empresário lhe disse que haveria montes de drogas, lama e hippies. Embora a banda não tenha se apresentado no festival, sua música foi tocada pelo sistema sonoro de utilidade pública. No filme, durante entrevistas com os organizadores (quando eles discutem quanto dinheiro estão perdendo com o evento), as canções "Beggar's Farm" e "Serenade to a Cuckoo", do álbum This Was, podem ser ouvidas ao fundo.
  • The Byrds: foram convidados, mas escolheram não participar pensando que Woodstock não teria nada de diferente dos outros festivais musicais que estavam acontecendo naquele verão. Também estavam preocupados com o cachê, de acordo com declarações do baixista John York: "Estávamos indo pra um show e Roger McGuinn chegou e disse que um cara estava organizando um festival no norte de Nova York, mas que naquele ponto já não estavam mais pagando as bandas. Ele perguntou se queríamos ir, e todos responderam, 'Não, queremos descansar'. Não fazíamos ideia de como aquilo seria. Estávamos esgotados, e também cansados daquela coisa de festivais. Então recusamos, e perdemos o melhor festival de todos".
  • Bob Dylan: estava negociando para tocar, mas desistiu depois que seu filho ficou doente. Ele também estava insatisfeito com o número de hippies acampando perto de sua casa, no local onde o festival ocorreria originalmente.
  • Joni Mitchell: estava agendada para tocar, mas cancelou pois seu empresário temia que ela perdesse uma participação no programa de TV The Dick Cavett Show.
  • The Moody Blues: apareceram no primeiro pôster de divulgação do evento, mas desistiram de participar após agendarem um show em Paris naquele mesmo final de semana.

Outras edições

Para comemorar os 25 anos do super-evento, 250 mil pessoas se reuniram no Woodstock '94, em Saugerties, a 135km de Nova York. Pagaram 135 dólares para ouvir 40 bandas, entre eles o Nine Inch Nails, Aerosmith, Metallica, Green Day, Red Hot Chili Peppers e músicos como Peter Gabriel, Carlos Santana e Joe Cocker. Outra edição ocorreu em 1999, destruindo a reputação do "Festival da Paz e do Amor" devido à violência e tumultos supostamente incentivados por bandas como Limp Bizkit, Insane Clown Posse e Kid Rock.

Imitações brasileiras

O Brasil também tentou emular a aura hippie. Em 1971, na cidade de Guarapari, foi realizado o "Festival de Verão de Guarapari", que, devido a falta de verbas dos organizadores foi um fracasso retumbante. Já em Janeiro de 1975, na Fazenda Santa Virgínia, em Iacanga, interior de São Paulo, aconteceu o primeiro "Festival de Águas Claras", também anunciado como o pretenso "Woodstock brasileiro".

Referências


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Guido D'Arezzo e as Notas Musicais


Guido d'Arezzo
Guido D'Arezzo. Nasceu em Arezzo, Toscana, em 991/992, e, faleceu em Avellano, cerca de 1050. (também Guido de Arezzo em italiano, Guido Aretino, Güido Aretinus ou Güido Mónaco ou monge Guido). Foi um monge italiano e regente do coro da Catedral de Arezzo (Toscana), província de seu nascimento. Foi o criador da notação moderna, com a criação do tetragrama, encerrando com o uso de neumas na História da Música, e batizou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si (antes, ut, re, mi, fa, sol, la e san), baseando-se em um texto sagrado em latim do hino a São João Batista:




Nota
Texto original em latim
Tradução
  • Ut - Do 
  • Re 
  • Mi 
  • Fa 
  • Sol 
  • La 
  • Si
  • Ut queant laxis 
  • Resonare fibris 
  • Mira gestorum 
  • Famuli tuorum 
  • Solve polluti 
  • Labii reatum 
  • Sancte Ioannes
Para que teus grandes servos, possam ressoar claramente a maravilha dos teus feitos, limpe nossos lábios impuros, ó São João.


O Hino à São João Batista



Mão guidoniana
A Guido d'Arezzo é também atribuída a invenção da "Mão Guidoniana", um sistema mnemônico usado para o ensino da leitura musical, em que os nomes das notas correspondiam a partes da mão humana. O sistema de Guido d'Arezzo sofreu algumas pequenas transformações no decorrer do tempo: a nota Ut passou a ser chamada de , para facilitar o canto com a terminação da sílaba em vogal, derivando-se provavelmente da proposta lançada por Giusepe DONI, nome de um músico italiano, que escolheu a primeira sílaba do seu sobrenome para essa nova denominação e a nota si (por serem as inicias em latim de São João: Sancte Ioannes), novamente facilitando o canto com a terminação de uma vogal.


Vida

Abadia de Pomposa.
Nasceu em Arezzo (Toscana) no ano 991 ou 992. Passou seus primeiros anos de estudo na abadia de Pomposa, na costa adriática, próximo de Ferrara. Ingressou como maestro na escola catedrática de Arezzo, onde se destacou no ensino da arte vocal e escreveu seu tratado principal, o Micrologus de Disciplina Artis Musicae. Durante sua estadia, percebeu a dificuldade dos cantores para recordar os cantos gregorianos, então inventou um método para ensinar aos cantores a aprender os cantos em pouco tempo. Este método logo se tornou famoso em todo o norte da Itália. No entanto, a hostilidade dos monges do monastério obrigou-o à ir para Arezzo, cidade que não tinha abadia, mas que tinha um numeroso grupo de cantores com falta de aprendizagem. Faleceu em Avellano depois de 1050.



Obra


Durante sua permanência em Arezzo, desenvolveu novas técnicas de ensino, incluindo o tetragrama (pauta musical de quatro linhas), precursor do pentagrama, e a escala diatônica. Aperfeiçoou a notação musical com a implementação definitiva de linhas horizontais que fixaram alturas do dom, próximo ao nosso sistema atual e acabando com a notação neumática. Finalmente, depois de ensaiar vários sistemas de linhas horizontais se impôs do pentagrama grego: cinco linhas. Guido d'Arezzo é também o responsável pelos nomes das notas musicais. Na Idade Média, as notas se denominavam por meio das primeiras letras do alfabeto: A, B, C, D, E, F, G (começando pela atual nota la). Naquela época costumava-se cantar um hino à São João Batista — conhecido como Ut queant laxis — atribuído à Paulo, o Diácono, que tinha a particularidade de que cada frase musical começava com uma nota superior à que antecedia. Guido teve a idéia de usar a primeira sílaba de cada frase para identificar as notas que com elas se entoavam.

Estátua de Guido na cidade italiana de Arezzo.
Guido de Arezzo denominou à este sistema de entonação de solmização (em latim, solmisatio), e mais tarde de solfejo. Posteriormente, no século XVII, Giovanni Battista Doni substituiu a nota UT por DO, pois esta sílaba, por terminar em vogal, se adaptava melhor ao canto. Também, bem mais tarde, no final do século XVI, foi introduzida por Anselmo de Flandes a sétima nota, que recebeu o nome de SI (de Sancte Ioannes). Os países onde não chegaram os músicos latinos, continuaram com o antigo sistema das letras do alfabeto, como no caso dos países anglo-saxões, Alemanha, os países escandinavos, etc. Provavelmente, este método baseia-se em seu trabalho em Pomposa, mas o antifonário que escreveu aí não se conserva mais. No entanto, o Micrologus, escrito na catedral de Arezzo, contém o método de ensino que desenvolveu. Atribui-se também à Guido a invenção da mão guidoniana. O papa João XIX convidou Guido a Roma. Possivelmente foi em 1028, mas logo teve que voltar para Arezzo devido à problemas de saúde. Não se há dados posteriores, exceto que o antifonário perdido possivelmente se terminou em 1030.


Escritos

Guido d'Arezzo elaborou, entre outros, os seguintes escritos:
  • Micrologus de disciplina artis musicae (c.1025-1026).
  • Prologus in Antiphonarium.
  • De ignoto cantu.
  • Regulae rythmicae.
  • Epistola ad Michaelem.


Sua obra Micrologus foi o segundo tratado sobre música com maior difusão na Idade Média depois das obras de Boécio (Anício Mânlio Torquato Severino Boécio) . Os estudiosos datam sua Micrologus art de 1025 ou 1026.

Referências