| Luca Ghini |
Luca
Ghini.
Nasceu em Imola, 1490, e, faleceu em Bolonha, a 4 de Maio de 1556.
Luca Ghini foi um médico e botânico italiano. Estudou medicina na
universidade de Bolonha. Fundou em 1544 o jardim
botânico de Pisa
graças ao apoio de Cosmo
I de Médici.
Foi titular da cadeira de botânica de Bolonha, a segunda a ser
criada, depois da de Veneza. Ghini não deixou nenhum escrito, mas a
sua influência sobre os botânicos do seu tempo foi considerável.
Ele foi um dos poucos a preocupar-se com as bases teóricas da
botânica. Foi provavelmente o inventor
do herbário
por volta de 1520 ou 1530. O seu herbário, que menciona na sua
correspondência, reunia trezentas plantas diferentes mas não se
conservou.
Herbário
| Merremia peltata |
Estas
coleções de espécies de plantas secas são cuidadosamente
pressionadas e coladas em papel pesado. Estas espécies encontram-se
devidamente catalogadas e identificadas com informação acerca das
plantas e o local onde foram colhidas. Aliás, num herbário, a sua
coleção está em constante atualização. Regularmente são feitas
novas colheitas de exemplares, acompanhadas com informações
adicionais sobre a evolução do habitat, do clima, da vegetação, e
outras informações que se considerarem relevantes. Se corretamente
conservadas, um espécie-tipo pode durar centenas e de anos. Uma
espécie de planta num herbário é uma fonte insubstituível de
registo da biodiversidade das plantas e serve como referência a
muitas e variadas funções, incluindo identificação, pesquisa e
educação.
A
herbariologia, ramo da (Botânica) que tem como objectivo o estudo
das plantas em herbário, visa contribuir para o conhecimento da
biodiversidade vegetal mundial, fornecendo uma coleção de espécimes
das populações naturais, que constituem referências científicas,
ou que podem ter grande interesse para a preservação e conservação
da biodiversidade. O papel desempenhado pelos herbários nos estudos
de biodiversidade é cada vez mais reconhecido pelos investigadores.
Através de uma enorme base de dados de onde se está constantemente
a extrair, utilizar e adicionar informações sobre cada uma das
populações e/ou espécies é possível aplicar essa informação
nas mais variadas disciplinas, tais como fisiologia, ecologia,
agronomia, farmacognosia, etnobotânica, com os mais diversos
objetivos: recuperação de áreas degradadas, resistência a pragas,
melhoramento vegetal, desenvolvimento de compostos com interesse
farmacológico, etc. A manutenção e ampliação dos herbários
constituem uma preocupação crescente face o aumento dramático de
espécies vegetais ameaçadas a nível mundial. Todo o trabalho de
preservação das coleções é feito com grande precisão. Quando
estudados no Herbário, descobre-se que algumas espécies são
desconhecidas e no seu devido tempo serão descritas e ser-lhes-á
atribuído um nome científico. Outras espécies, uma vez examinadas
e determinadas tornam-se material de pesquisa essencial nos estudos
de sistemática, micromorfologia, bioquímica e genética molecular.
A observação cuidadosa das espécies permite conduzir estudos
acerca da estrutura das plantas, a sua morfologia e anatomia,
enquanto que a análise comparativa com outros espécies de
diferentes períodos históricos permite o exame das variações que
ocorreram no tempo e assim avaliar a diversidade inter e
intra-específica.