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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Biografia de Sexto Pompeu Festo

Sexto Pompeu Festo (em latim: Sextus Pompeius Festus). Sexto Pompeu Festo foi um gramático romano, que esteve em atividade durante o fim do século II, possivelmente em Narbo Márcio (Narbona), na Gália. Foi responsável por uma epítome1 em 20 tomos do tratado enciclopédico “De Verborum Significatu”, de Vérrio Flaco, célebre gramático em atividade durante o reino de Augusto. A obra de Festo, que fornece tanto a etimologia quanto o significado de diversas palavras, ajudou a elucidar diversos aspectos do idioma, mitologia e a história da Roma Antiga. Além de algumas alterações e inserções de comentários críticos, Festo também omitiu palavras latinas que já estavam obsoletas no idioma de seu tempo, que ele separou para discutir numa obra à parte, já perdida, intitulada “Priscorum Verborum cum Exemplis”. Ainda que incompleto, o léxico de Festo reflete, ainda que indiretamente, o enorme esforço intelectual que fora feito na Era de Augusto para compilar as informações disponíveis sobre o mundo romano, que já estava num estado de fluxo e mudança. Pouco resta da obra de Flaco nos dias de hoje, além de alguns fragmentos e de um manuscrito, danificado e fragmentário, da Epítome. O resto foi reunido num sumário organizado no fim do século VIII por Paulo, o Diácono. O “Codex Farnesianus”, atualmente em Nápoles, é um manuscrito do século XI; ao ser redescoberto durante o início do Renascimento já estava incompleto (continha apenas os verbetes entre as letras M e V), e havia sido chamuscado por um incêndio. A organização destes diversos fragmentos esparsos, bem como a sua tradução e republicação, está atualmente a cargo de um projeto da University College London, que visa disponibilizar a informação aos estudiosos modernos e estimular o debate sobre o autor e a tradição antiquária augustana sobre a qual ele se baseou.


Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sexto_Pompeu_Festo

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Biografia de Marco Vérrio Flaco

(Em latim: Marcus Verrius Flaccus; ca. 55 a.C. — 20). Marco Vérrio Flaco foi um gramático e professor romano, que floresceu no tempo dos imperadores romanos Augusto e Tibério.

Vida

Foi um escravo liberto, e sua carta de alforria foi identificada com Vérrio Flaco, uma autoridade em lei pontificial; mas por razões cronológicas o nome de Verânio Flaco, um escritor especializado em áugures, foi sugerido (Teuffel-Schwabe, em sua obra “História da Literatura Romana” 199, 4). Ele ganhou tal reputação por causa de seus métodos de ensino uma vez que teria sido contratado pela corte como tutor de Caio César e Lúcio César, netos do Imperador Augusto. Para lá ele se mudou com toda sua escola, e seu salário foi aumentado de forma substancial com a condição de que ele não aceitasse mais novos alunos. Morreu numa idade avançada durante o reino do imperador Tibério (Obras Menores de Suetônio, De Grammaticis, 17), e uma estátua em sua homenagem foi erigida na cidade de Preneste, em um nicho de mármore com inscrições sobre seus Fastos*, as listas onde são relatadas os dias com permissão para atividades públicas (dies fasti), sob orientação do pontífice máximo.

*Fastos: Na Roma Antiga, fastos (em latim: fasti) eram listas cronológicas em forma de calendário ou outros registros ou planos diacrônicos de eventos religiosos oficiais. Depois do declínio do Império Romano, a palavra fastos continuou a ser utilizada para registros similares na Europa cristã e, a partir dali, por todo o Ocidente.

Obras

Flaco foi também renomado filólogo e antiquário investigativo. Para sua obra mais importante "De Verborum Significatu", (Sobre o Significado das Palavras), consulte Sexto Pompeu Festo. Do calendário de festivais romanos (Fastos Prenestinos) gravado em mármore e exposto no fórum de Preneste, alguns fragmentos foram descobertos (1771) e a alguma distância da própria cidade em um edifício cristão de uma data posterior, e alguns "Fastos Consulares" do próprio fórum (1778). Subsequentemente a coleção foi aumentada com a descoberta de dois novos fragmentos. Outros trabalhos perdidos de Flaco incluem:
  • De Orthographia: De Obscuris Catonis, esclarecimento sobre as obscuridades encontradas nos escritos de Catão, O Velho;
  • Saturnus, que trata de assuntos ritualísticos romanos;
  • Rerum Memoria Dignarum Libri, uma obra enciclopédica que foi muito utilizada por Plínio, O Velho;
  • Res Etruscae, provavelmente sobre os Áugures*.

*Áugures: Áugures ou arúspices eram sacerdotes da Roma Antiga que usavam os hábitos dos animais para tirar presságios, exemplos disso são o seu voo, o seu canto e suas próprias entranhas, e o apetite dos frangos sagrados.

Referências

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Biografia de Zenódoto de Éfeso

(?)
Zenódoto de Éfeso. (em grego: Ζηνόδοτος). Nasceu em Éfeso, c. 323 a.C. ou 333 a.C., e, faleceu em Alexandria, 260 a.C.. Zenódoto foi um filólogo e gramático da Grécia Antiga. Nascido em Éfeso, na Ásia Menor, foi estudante de Filetas de Cós e professor do rei Ptolomeu II Filadelfo. No ano de 284 a.C. foi nomeado por Ptolomeu I Sóter como o primeiro diretor da grande Biblioteca de Alexandria e ali organizou o que seria a maior coleção de textos manuscritos da antigüidade. 

Vida 

Zenódoto é descrito pela Suda (localização: Zeta 74,
Uma página da Suda.
segundo Ada Adler) como tendo sido o primeiro "editor" (em grego: διορθωτής diorthōtes) de Homero. Seus colegas na biblioteca de Alexandria foram Alexandre da Etólia e Licofrón de Calcis , a quem foi designada a responsabilidade por organizar, respectivamente, os escritos trágicos e cômicos. Zenódoto ocupou-se com os poetas épicos, notadamente Homero.
Desde a descoberta do manuscrito Codex Venetus A da "Ilíada" de Homero por Jean-Baptiste-Gaspard d'Ansse de Villoison, aumentou-se o escólio que possuímos sobre o texto de Zenódoto. Em mais de quatrocentas passagens é possível identificar as leituras de Zenódoto, em razão de Aristarco de Samotrácia ter apontado em seus comentários clara discordância nas interpretações de certas palavras nos textos homéricos. Aristarco foi um severo crítico de Zenódoto, mas graças a sua obra podemos identificar o trabalho feito por Zenódoto, isto é, o uso de um signo marginal, o obélos ou dardo (-), empregado para marcar linhas suspeitas. É reconhecido pelos helenistas que o texto de Zenódoto caracteriza-se pela "excentricidade", reflexo em dada medida da tradição na qual se baseia. Zenódoto foi possivelmente o primeiro a dividir a Ilíada e a Odisséia em vinte e quatro cantos.

Referências

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Biografia de Dídimo Calcenteros

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Dídimo Calcenteros ou Dídimo de Alexandria (em grego: Δίδυμος χαλκέντερος; cerca de 63 a.C. — 10 d.C.) foi um erudito e gramático grego que viveu em Alexandria. Este sábio alexandrino, de prolífica produção, floresceu ao tempo de Cícero e Octávio Augusto. Para ele, todas as características da gramática grega poderiam ser encontradas facilmente em latim.

Vida

Junto a outros quatro gramáticos de Alexandria, nomeadamente Aristonicos, Seleucos e Filoxenos, dedicou-se Dídimo ao estudo dos textos de Homero. Dídimo é descrito pelo Suda (localização: Delta 872, segundo Ada Adler) como sendo um gramático da escola de Aristarco de Samotrácia, tendo vivido no tempo de Marco Antônio, Cícero até Augusto. No Suda é dito ainda que ele foi chamado de "Calcenteros" (grego: Χαλκέντερος) ou "intestino de bronze" por causa de sua infatigável aplicação no que diz respeito aos livros. Diz-se que ele escreveu mais de 3.500 livros.

Escola

Pertenceu à escola fundada por Aristarco de Samotrácia em Alexandria, na qual também ensinou. Apelidado Chalkenteros ("intestinos de bronze") e Bibliolathas ("Olvidalivros"), este último pelas contradições ocasionais devido ao esquecimento do que havia dito em obras anteriores. Sua importância para a história da literatura reside principalmente na compilação que realizou das obras críticas e exegéticas de eruditos anteriores. Mais que um pesquisador original, foi um editor de diversos temas e um transmissor de conhecimentos que, não fosse por ele, teriam se perdido. Alguns escritores posteriores o criticaram, por exemplo, Valerius Harpocration. Erudito incansável e de grandes conhecimentos, diz-se que escreveu entre 3.500 a 4.000 obras.

Obras

1- Realizou um estudo da recensão que Aristarco fez do texto homérico, comparando distintas cópias e analisando os comentários e tratados especializados daquele. Suas conclusões, Demóstenes, Hipérides e Dinarco.
2- Grande parte do material mais antigo que aparece entre os escólios sobre Píndaro, Sófocles, Eurípides e Aristófanes vem no  último término de Dídimo.
3- Lexicografia: Léxeis tragikaí e Léxeis kōmikaí ("expressões trágicas" e "expressões cômicas"). Ambas coleções se tornaram fonte de grande valor para os escoliastas, por exemplo, Hesíquio de Alexandria. Sobre expressões corruptas, Sobre expressões de significado duvidoso, Expressões metafóricas e Sobre os provérbios, fonte principal das obras dos paremiógrafos que têm chegado em nossas mãos.
4- Gramática: Sobre ortografia, Sobre a analogia entre os romanos e Sobre a flexão.
5- Literatura e antiguidades: Sobre os poetas líricos, Xénē historia (sobre mitos e lendas), Miscelânea de poemas simposíacos (Symmikta symposiaka), Sobre os axônios de Sólon, obras sobre a morte de Eneas, o local de nascimento de Homero, etc., e uma polêmica contra Cícero, República, que foi contestada por Suetônio (Gaius Suetonius Tranquillus). Embora esta última pode pertencer a seu homônimo Cláudio Dídimo.

Referências