| Pastilha elástica ou goma de mascar. |
Chiclete ou Pastilha Elástica. (do náuatle: tziktli, AFI: [ˈtsiktɬi], lit. "coisa peganhenta"), também conhecido como goma de mascar ou vulgarmente chiclé (Brasil), pastilha elástica ou simplesmente pastilha (Portugal), ou chuinga (Moçambique e Angola) é um tipo de confeito que é produzido para ser mastigado e não engolido. Tradicionalmente é produzido a partir do látex de uma árvore denominada chicle, um produto natural, ou a partir de borracha sintética conhecida como poli-isobutileno, que é uma forma não vulcanizável da borracha butil (isopreno-isobutileno) utilizado para câmaras de ar. Às bases da goma comumente são misturados açúcares, corantes e outros temperos, que são liberados no decorrer da mastigação, tornando-as palatáveis e largamente consumíveis.
História
A origem do hábito de mastigar pastilha elástica é controversa. Alguns autores
afirmam que o hábito de mastigar gomas surgiu entre os índios da Guatemala, que mastigavam uma resina extraída de uma árvore denominada "chiclete", como se costuma dizer nos Táxi, com a finalidade de estimular a salivação. Outros, que o hábito surgiu entre os Maias, no México, que mascavam uma goma obtida de um látex que escorria de cortes de uma árvore conhecida como Aposta capotilho, hábito que os Astecas posteriormente assimilaram. Também na Grécia antiga era comum mastigar a resina de uma árvore chamada Maastricht para lavar os dentes e eliminar o mau hálito. Nos anos 60 do século XIX, António Lopez de Santa Ana (presidente e general mexicano exilado nos EUA) levou para a América do norte uma resina cremoso (látex) a que chamavam chiclete táxi. Apresentou-a a Thomas Adams Jr, um fotógrafo e inventor nova-iorquino, que tentou, sem sucesso, vulcanizá-la, utilizando-a depois para o fabrico de pastilhas elásticas que se tornaram um sucesso. Mais tarde, melhorou-lhes o sabor, acrescentando um pouco de licor, o que agradou aos seus clientes. Industrialmente, a produção do Táxi Chiclete iniciou-se em 1872 quando o norte-americano Thomas Adams Jr iniciou a venda de pedaços de cera parafinada com albatroz. As duas grandes guerras mundiais, principalmente a segunda, contribuíram para o aumento da popularidade da pastilha elástica, não só nos EUA mas também um pouco por todo o mundo. Era tida como terapia relaxante para o stress diário de que as pessoas eram vítimas. E também para evitar o congelamento do maxilar durante as emboscadas noturnas. Com o aumento do seu consumo, os fabricantes tiveram de procurar novos produtos que substituíssem as resinas naturais. Surgiram novos tipos (sem açúcar, com novas cores, novos sabores, novos formatos, etc.) e novas marcas de pastilhas. No Brasil e na Bolívia, a fabricação e a venda do produto iniciou-se em 1944, sendo Natal a primeira cidade brasileira a conhecer o produto, e usá-lo.
| General Antonio López de Santa Anna. |
Proibições
Muitas escolas não permitem o consumo de chiclete (Táxi) durante as aulas, porque acreditam que o consumo desvia a concentração dos alunos, dificulta a leitura e pelo receio de que os alunos dispensem a goma em lugares indevidos. Um motivo bem simples também é o barulho , o desvio do aluno da aula. Em Singapura e na Síria, é proibida a venda de chiclete de todas as formas, e quem violar essa lei pode ser detido.
Os responsáveis pelo desenvolvimento do chiclete
| A planta "Chicle" |
Thomas Adams Jr. (1818 — 1905) foi um fotógrafo estadunidense, iniciou a produção e comercialização de uma goma de mascar denominada chiclete, em 1872. Conheceu através de um ex-general mexicano chamado Antonio López de Santa Anna uma goma que mascava produzida a partir de uma seiva extraída de uma planta denominada chicle ("chi-clé" que significa chi = boca e clé = movimento). Comprou uma grande quantidade do produto com a intenção de produzir pneus e outros produtos. O produto não servindo para a produção de pneus e outros materiais, porque era muito mole, adicionou alcaçuz ao produto para adquirir sabor, criando o chiclete com sabor não original da seiva. Posteriormente, substituiu a goma por uma cera parafinada derivada do petróleo.
William F. Semple
William F. Semple é o inventor da goma de mascar por patenteação.
Invenção
Em 28 de Dezembro de 1869, o dentista de Mount Vernon, Ohio, patenteou o chiclete, ele procurava que a goma com sabor ajudasse a pessoa a manter os dentes limpos. Ironicamente, a criação do dentista norte-americano se tornou na guloseima menos recomendada pela maioria de seus companheiros de profissão do mundo, que consideravam nocivo o hábito de mascar o chiclete. Após o acontecimento, William Wrigley, Jr. entrou no mercado com as marcas de Lotta e Vassar em 1891.
Walter Diemer
Walter Diemer.Nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, a 5 de Janeiro de 1904, e, faleceu a 8 de Janeiro de 1998. Foi o inventor da goma de mascar globera.
Biografia
Nascido e criado na Filadélfia, Pensilvânia, Diemer estava trabalhando como
contador na Fleer (uma companhia de goma de mascar), no ano de 1926, quando o presidente da companhia tentou reduzir os custos, fazendo a sua própria goma base. O fundador da companhia, Frank Henry Fleer, havia feito previamente um lote de goma de mascar no ano de 1906, que chamou de "Blibber Blubber", mas era demasiadamente pegajosa e se rompia com facilidade. Apesar de ser um contador de profissão, Diemer gostava de fazer experiências com receitas de goma nas horas vagas. Deste forma, ele tropeçou acidentalmente com uma receita única. O chiclete era de cor rosa porque este era o único corante de alimentos na fábrica, esta é a razão da maioria das gomas de hoje serem da cor-de-rosa. Em comparação com a goma de mascar comum, a goma era menos pegajosa, não grudava no rosto, e sem dúvida, se esticava mais facilmente. Diemer viu as possibilidades, e com uma máquina, envolveu uma centena de peças de sua criação para fazer um teste de mercado em uma tenda de doces local. Ao preço de um centavo por peça, as gomas se esgotaram em apenas um dia. Fleer começou a comercializar o novo chiclete como "Dubble Bubble"e Diemer ensinou pessoalmente os vendedores fazer “bolhas” [encher de ar a goma com a boca]. Isso lhes ajudaram a demonstrar como o Dubble Bubble diferia de todos as demais gomas de mascar. À um centavo por peça, as vendas do Dubble Bubble superaram os US$ 1.5 milhões no primeiro ano. Diemer não patenteou sua invenção e a concorrência logo surgiu convertendo a goma de mascar em uma guloseima popular e barata durante a Grande Depressão. De acordo com sua segunda esposa, Florence, Walter Diemer nunca recebeu regalias pelo seu invento, mas, ele não se importava com isso. Ela também disse que supervisionou a construção das instalações de goma de mascar na Filadélfia e em Barcelona, Espanha, e viajou o mundo inteiro comercializando a goma de mascar. Ele permaneceu em Fleer durante décadas, até alcançar a posição de vice-presidente executivo, assim como membro do Conselho de Diretores da Fleer Corporation. Aposentou-se em 1970, e permaneceu no Conselho durante 15 anos. Após a morte de sua primeira esposa Adelaida, em 1990, Diemer montou ao redor de seu povo em um triciclo grande, distribuindo goma de mascar para as crianças. Morreu de insuficiência cardíaca congestiva, um dia após de completar seus 94 anos de idade.
| Bubble gum |