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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Biografia de Wilhelm Friedrich Kühne


Wilhelm Kühne
Wilhelm Friedrich Kühne. Nasceu em Hamburgo, a 28 de Março de 1837, e, faleceu em Heidelberg, a 10 de Junho de 1900. Wilhelm Kühne foi um fisiologista alemão. Kühne estudou Química sob a orientação de Friedrich Wöhle, anatomia com Friedrich Gustav Jakob Henle e neuro-histologia com Rudolph Wagner. Doutorou-se em 1856 com uma tese sobre diabetes induzida em rãs. É conhecido por ter “criado o termo enzima” (em alemão, enzym). Trabalhou em particular na fisiologia do músculo e do nervo e no processo químico da digestão. Também estudou as mudanças químicas que ocorrem na retina quando da exposição à luz. No final de 1863, ele foi encarregado do departamento de química do laboratório patológico em Berlim, sob Rudolf Virchow; em 1868, foi nomeado professor de fisiologia em Amesterdã; e, em 1871, ele foi escolhido para suceder Hermann von Helmholtz na mesma capacidade em Heidelberg, onde morreu em 10 de junho de 1900. Em 1876, ele descobriu a tripsina. Ele também foi conhecido pela sua pesquisa sobre a visão e as mudanças químicas que ocorrem na retina sobre a influência da luz. Kühne também foi pioneiro do processo de optografia, a geração de uma imagem da retina de um coelho através da aplicação de um processo químico para fixar o estado da rodopsina no olho. Foi eleito membro da Royal Swedish Academy of Sciences em 1898.

Referências

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Biografia de Lazzaro Spallanzani


Lazzaro Spallanzani.
Lazzaro Spallanzani. Padre, fisiologista e estudioso das ciências naturais. Nasceu em Scandiano, a 10 de Janeiro de 1729,e, faleceu em Pavia, a 12 de Fevereiro de 1799. Filho de Gian Nicola e Lucia Zigliani; aos quinze anos de idade ele entrou para o Colégio Jesuíta de Reggio Emilia, onde fez cursos de filosofia e retórica. Na Universidade de Bolonha, ele estudou Direito, mas abandonou pouco depois para se dedicar à filosofia natural graduando-se em Biologia na mesma universidade, tendo como professores a bióloga Laura Bassi e o matemático Luigi Felice Balassi; sucessivamente continuou estudando Biologia, especializando-se em Zoologia e Botânica em várias universidades Francesas. O seu trabalho centrou-se na investigação da teoria da geração espontânea. Com suas experiências, Spallanzani mostrou que os micróbios movem-se pelo ar e que podem ser eliminados por fervura. Seu intuito era derrubar as idéias de John Turberville Needham, que através de seus experimentos havia "comprovado" que a vida poderia surgir espontaneamente de um caldo nutritivo, colocado em um recipiente vedado e aquecido até sua fervura. O problema do experimento de Needham eram os recipientes, que não foram bem vedados, permitindo a entrada de micro-organismos e a contaminação do caldo nutritivo, e uma fervura branda, que possivelmente não haveria matado todos os microrganismos que já estavam no caldo nutritivo. Spallanzani mostra que com os recipientes vedados de outra maneira mais eficiente e realizando a fervura por mais tempo, a vida não surge espontaneamente. Porém Needham retrucou
Monumento na praça de Scandianox.
(imagem: Massimo Barbieri).
afirmando que com aquela fervura Spallanzani havia acabado com o ar dos recipientes, impossibilitando o surgimento da vida. Realmente o experimento acabava com o oxigênio dos frascos. A controvérsia só veio a ser esclarecida mais tarde, com as descobertas de Louis Pasteur. Além disso, aprofundou os estudos de René-Antoine Reaumur, ao demonstrar que o suco gástrico era um fator decisivo na digestão. Obteve suco gástrico fazendo um animal engolir um tubo atado a um fio para posteriormente o retirar cheio do suco digestivo. Com este suco realizava experiências sobre a digestão no estômago. Para assegurar as condições corretas de temperatura, mantinha os tubos de ensaio nas suas axilas, dispensando assim a necessidade de um termostato (que não existia na altura). Também fez experiências com animais, fazendo com que estes engolissem pedaços de carne presos por fios, que depois recuperava para observar a progressão da digestão, assim como os fazia engolir objetos metálicos. Também estudou o fenômeno nele próprio, engolindo, numa das vezes, uma saqueta de tela contendo pão e carne. Deixou ficar a saqueta durante 2 dias, retirando-a repetidamente para verificar a evolução da digestão. Concluiu que, ao fim de 18 horas, a carne não era completamente digerida mas o pão ficava intacto.


Needham e Spallanzani


John Needham
A invenção e aperfeiçoamento do microscópio renovaram a aceitação à abiogênese. Em 1683, Anton van Leeuwenhoek descobriu os microrganismos, e logo foi notado que não importava o quão cuidadosamente a matéria orgânica fosse protegida por telas, ou fosse colocada em recipientes tampados, uma vez que a putrefação ocorresse, era invariavelmente acompanhada de uma miríade de bactérias e outros organismos. Não se acreditava que a origem desses seres estivesse relacionada a reprodução sexuada, então sua origem acabou sendo atribuída à geração espontânea. Era tentador pensar que enquanto formas de vida "superiores" surgissem apenas de progenitores do mesmo tipo, houvesse uma fonte abiogênica perpétua da qual organismos vivos nos primeiros passos da evolução surgiam continuamente, dentro de condições favoráveis, da matéria inorgânica. John Needham, em 1745, realizou novos experimentos que vieram a reforçar a hipótese de a vida poder originar-se por abiogênese. Consistiam em aquecer em tubos de ensaio líquidos nutritivos, com partículas de alimento. Fechava-os, impedindo a entrada de ar, e os aquecia novamente. Após vários dias, nesses tubos proliferavam enormes quantidades de pequenos organismos. Esses experimentos foram vistos como grande reforço a hipótese da abiogênese. Mas em 1768, Lazzaro Spallanzani criticou duramente a teoria e os experimentos de Needham, através de experimentos similares, mas tendo fervido os frascos fechados com sucos nutritivos durante uma hora, que posteriormente foram colocados de lado durante alguns dias. Examinando os frascos, não encontrava-se qualquer sinal de vida. Ficou dessa forma demonstrado que Needham falhou em não aquecer suficientemente a ponto de matar os seres pré-existentes na mistura. Isso no entanto não foi suficiente para descartar por completo a hipótese da abiogênese. Needham replicou, sugerindo que ao aquecer os líquidos a temperaturas muito altas, pudesse estar se destruindo ou enfraquecendo o "princípio ativo". A hipótese de abiogênese continuava sendo aceita pela opinião pública, mas o trabalho de Spallanzani pavimentou o caminho para Louis Pasteur.



Notas

Nicolas Appert aproveitou as idéias de Spallanzani de ferver frascos e passou a ferver alimentos e guardá-los em vidros herméticos.

Spall. é a abreviatura padrão usada para indicar Lazzaro Spallanzani como autoridade na descrição e classificação científica de um nome botânico.
(Listados táxones descritos por este autor no IPNI).

Em 1765, Spallanzani descobre o processo de preservação dos alimentos através da selagem hermética.

Em 1779, demonstra que os espermatozóides são responsáveis pela fertilização.


Referências




terça-feira, 29 de abril de 2014

Biografia de Albrecht von Haller


Albrecht von Haller
(imagem: Magnus Manske).
Albrecht von Haller. Nasceu em Berna, a 16 de Outubro de 1708, e, faleceu, também em Berna, a 12 de Dezembro de 1777. Albrecht von Haller foi um médico, poeta e naturalista suíço. Fundou o Jardim botânico da Universidade de Gotinga (Botanischen Garten der Universität Göttingen) em 1736.




Biografia




  • A atenção de Haller tinha sido direcionada para a profissão da medicina, futuramente Médico, botânico, fisiologista, anatomista e poeta. Considerado um dos maiores fisiologistas modernos e o criador da fisiologia experimental. Nasceu em Berna, e morou na casa de um médico no Biel após a morte de seu pai em 1721. Era um jovem doente e e muito tímido, quando fez 16 anos foi para a Universidade de Tübingen 1723, onde estudou sob Rudolph Camerarius Elias Jr. e Duvernoy Johann. Insatisfeito com o seu progresso, ele trocou de Tübingen em 1725 para Leiden, onde Boerhaave estava no auge de sua fama, e tinha começado a aula de anatomia. Nessa universidade, ele se formou em Maio de 1727, trabalho de sucesso em sua tese para provar que o duto chamado salivares, reclamada como uma recente descoberta por Georg Daniel Coschwitz (1679-1729), que era nada mais do que um vaso sanguíneo, também demonstrou a irritabilidade das fibras musculares e a sensibilidade do sistema nervoso. Mudou-se para Basiléia, na Suíça, onde iniciou estudos sobre a flora do país. Foi durante sua estadia que também seu interesse em botânica foi despertado e, no decorrer de uma excursão, através de Sabóia, Baden e vários dos cantões da Suíça, iniciou uma coleção de plantas que depois foi à base de sua grande obra sobre a flora da Suíça.*
  • Após completar seu estágio em medicina,
    Jardim Botânico de Göttingen
    (imagem: Valérie Chansigaud).
    participou de importantes pesquisas sobre botânica e anatomia, tornando-se professor em medicina, anatomia, cirurgia e botânica na Universidade de Göttingen em 17 anos, Além do trabalho normal de suas aulas, fundou na cidade o horto florestal, o centro anatômico e o instituto fisiológico, um museu, uma escola de obstetrícia, e instituições similares e continuando sem interrupção as originais pesquisas em botânica e fisiologia, dos quais os resultados são preservados em numerosos trabalhos associados ao seu nome, ele também continuou a perseverar seu hábito juvenil de composição poética, ao mesmo tempo, ele realizou um jornal mensal ao qual ele se diz ter contribuído doze mil artigos relacionados com quase todos os ramos do conhecimento humano. Ele também interessou-se vivamente na maioria das questões religiosas, tanto passageiro e permanente, do seu dia, e a construção da Igreja Reformada em Göttingen foi devido principalmente a sua energia incansável. Mas o principal resultado, foi o seu poema intitulado Die Alpen, que foi concluída em Março de 1729, e apareceu na primeira edição (1732) de sua Gedichte. Este poema de 490 hexâmetros (Forma de Medida) é historicamente importante como um dos primeiros sinais de despertar a valorização das montanhas, mas é principalmente concebido para contrastar a vida simples e suavemente amorosa dos habitantes dos Alpes com a existência corrupta e decadente dos moradores das planícies.*
  • Retornando à Suíça, exerceu vários cargos públicos em Berna, e começou a prática como um médico, mas seus melhores trabalhos foram dedicados à botânica e anatômica pesquisas que rapidamente deram-lhe uma reputação européia, e obtido por ele o lugar George II em 1736 uma cadeira de medicina, anatomia, botânica e cirurgia no recém-fundada Universidade de Göttingen. Ele se tornou um Fellow da Royal Society em 1743, um membro estrangeiro da Academia Real Sueca de Ciências, em 1747, e foi enobrecido em 1749. E escreveu trabalhos, criou o método experimental em fisiologia e formulou a doutrina da irritabilidade, a distinção entre tecidos sensíveis e irritáveis, típica do sistema muscular.

Reconheceu o mecanismo da respiração, do automatismo cardíaco e da importância da bile na digestão das gorduras. Descreveu o desenvolvimento embrionário e estudou a anatomia dos órgãos genitais, do cérebro e do sistema cardiovascular e provou que o sistema nervoso era o responsável pelas sensações. Entre seus muitos trabalhos científicos destacou-se Elementa Physiologiae Corporis Humani, um notável tratado, sagrando-se o maior fisiologista do século XVIII. *

 

Publicações


Científicas



  • Erläuterungen zu Boerhaaves Institutiones (7 tomos), 1739-44
  • Enumeratio Methodica Stirpium Helveticae Indigenarum (descrição da flora alpina suíça) 1742
  • Primae Lineae Physiologiae, 1747
  • De Partibus Corporis Humani Sensilibus et Irritabilibus, 1752
  • Elementa Physiologiae Corporis Humani (8 tomos), 1757-66
  • Historia Stirpium Helvetiae Über Die Schweizerische Alpenflora, 1768.

Literária



  • Versuch Schweizerischer Gedichten (!), Bern 1732;
  • Zweyte, vermehrte und veränderte Auflage u.d.T. Versuch von Schweizerischen Gedichten von 1734
  • Alfred, König der Angelsachsen, 1773
  • Fabius und Cato, 1774
  • Briefe über einige Einwürfe nochlebender Freygeister wieder die Offenbarung (3 Teile), 1775-77



Haller é a abreviatura padrão usada para indicar Albrecht von Haller como autoridade na descrição e classificação científica de um nome botânico.




Referências






sexta-feira, 11 de abril de 2014

Biografia de Claude Bernard


Claude Bernard
Claude Bernard. Nasceu em Saint-Julien, a 12 de Julho de 1813, e, faleceu em Paris, a 10 de Fevereiro de 1878. Claude Bernard foi um médico e fisiologista francês, é considerado o “Pai da Fisiologia Experimental”. O historiador da ciência I. Bernard Cohen da Universidade de Harvard denominou-o "um dos maiores homens de ciência de todos os tempos". É conhecido fundamentalmente pela criação da medicina experimental/baseada em evidências. Claude Bernard foi agraciado com a Medalha Copley em 1876.


Biografia

Depois de estudar farmácia, tem êxito no teatro como dramaturgo, mas reorienta os seus estudos para a medicina. Licencia-se em 1843. Dedicou a sua carreira à fisiologia, e foi professor no Collège de France, na Sorbonne primeiro, e depois no Museu Nacional de História Natural. Estudou a homeostasia (constância do meio interior) por volta de 1860. Em 1865, escreveu sua memorável obra Introduction à l’étude de la médicine experimentale (Introdução ao estudo da medicina experimental). Foi eleito para a Academia Francesa em 1868 (ocupando a Cadeira 29) e recebeu a Medalha Copley de 1876. É considerado um dos principais iniciadores da linha experimental hipotético-dedutiva, frequentemente formalizada como OHERIC: Observação - Hipótese - Experiência - Resultado - Interpretação - Conclusão. Por outro lado, trata-se de uma linha incompleta com respeito à que se apresenta na Medicina Experimental. Nela faltam duas etapas fundamentais. Não se pode colocar uma hipótese sem haver colocado o problema' que há que resolver previamente, posto que uma hipótese é uma possível resposta a uma interrogação suscitada por uma observação. A experiência prova a consequência verificável da hipótese.


Citações

  • O ser vivo, aparece, cresce, declina e morre”.

Referências: