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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Biografia de Richard Wallace

Richard Wallace.
Richard Wallace nasceu a 21 de Junho de 1818, e, faleceu a 20 de Julho de 1890. Richard Wallace foi um colecionador de obras de arte e filantropo britânico, criador da Coleção Wallace, que é hoje um museu nacional de arte em Londres. Vivendo em Paris, ele doou em 1872 mais de cem fontes de água, conhecidas como Fontes Wallace, para cidades como Paris, Lisboa, Rio de Janeiro, além de outras. Juntamente com a sua esposa, Apollonie Sabatier, também conhecida como "Madame Sabatier", ele era parte do cenário artístico da Paris do seu tempo.

Coleção Wallace

A Coleção Wallace (em inglês: Wallace Collection) é um museu de arte nacional localizado em Londres. Foi fundado com base na coleção particular de Sir Richard Wallace, que foi legada por sua viúva em 1897. O museu foi aberto ao público em 1900, nas dependências de Hertford House, em Manchester Square. Na coleção, estão pinturas que datam de antes de 1800, entre elas “O Cavaleiro Risonho”, do pintor barroco holandês Frans Hals; finas porcelanas de Sèvres e de Meißen; armaduras; mobílias francesas do século XVIII e diversos objetos de arte. Um dos itens mais velhos data antes do século XIV. A coleção contém ainda várias obras de Rembrandt, incluindo um auto-retrato. Há também um retrato de Robert Dudley, 1° Conde de Leicester, no mesmo quarto onde está o quadro de Maria, Rainha dos Escoceses. Ironicamente, a prima de Maria, Elizabeth I da Inglaterra, tinha planejado um casamento entre eles, em 1563. Há poucos anos atrás, foi colocado no quintal de Hertford House um teto de vidro, para originar um restaurante. A admissão é livre.

Wallace Collection (pic: Peter Clarke).


Hertford House

A Coleção Wallace está instalada num belo palácio setecentista de Londres. Hertford House foi construída entre 1776 e 1788, como Manchester House, para o 4º Duque de Manchester. Em 1797 passou das mãos do Duque de Manchester para as do 2º Marquês de Hertford. Em 1870 foi herdado por Richard Wallace, filho ilegítimo do 4º Marquês de Hertford. No final do século XIX, o palácio foi adaptado a museu para permitir a exposição da valiosa coleção do seu último morador. Ao longo da sua história, Hertford House serviu por duas vezes funções diplomáticas, primeiro entre 1791 e 1795, como Embaixada da Espanha, e depois entre 1836 e 1851, como Embaixada da França.

Fonte Wallace
 
Fonte Wallace, em Paris (pic: François Trazzi).
 A chamada Fonte Wallace trata-se de uma série de obras de arte em ferro fundido para embelezamento de praças e parques públicos, de grande beleza e raridade, produzidas no final do século XIX. O nome se deve ao seu idealizador, o filantropo inglês Sir Richard Wallace que doou 100 exemplares da Fonte à cidade de Paris em 1872 e, posteriormente, o fez para outras grandes cidades pelo mundo afora. Estas fontes foram fundidas na década de 1870, pela Fundição Val d'Osne, na França, e seu escultor, Charles Lebourg, captando o espírito de sua época (o período romântico francês), fez representar, através de quatro belas cariátides, algumas virtudes eternas: a Bondade, a Caridade, a Sobriedade e a Simplicidade. Sob um pedestal destacam-se pois, as quatro delicadas estátuas femininas, trajadas em vestes gregas, que sustentam uma cúpula.

Exemplares no Brasil

No Brasil há registro de Fontes Wallace na cidade do Rio de Janeiro, em diversos pontos:
  • no Passeio Público;
  • no Parque Nacional da Tijuca;
  • em Botafogo;
  • na Avenida Rio Branco;
  • no pátio interno da Caixa Econômica Federal no Centro do Rio);
  • no bairro de Santa Cruz, inicialmente instalada em frente ao Palácio Imperial (atual Batalhão Escola de Engenharia) e mais tarde transferida para a Praça Dom Romualdo;
  • no Jardim Botânico há 07 fontes Wallace do tipo mural.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Biografia de Henri Dunant - fundador da Cruz Vermelha

Henri Dunant (entre 1850 e 1860).
Nasceu em Genebra, a 08 de Maio de 1828, e, faleceu em Heiden, Suíça, a 30 de Outubro de 1910. Henri Dunant foi um filantropo suíço, co-fundador da Cruz Vermelha Internacional. Recebeu o primeiro Nobel da Paz em 1901, juntamente com Frédéric Passy.

Família e infância

Jean-Henri Dunant nasceu em 8 de Maio de 1828 em Genebra. Foi o primeiro filho de Antoinette Dunant-Colladon e seu marido, o comerciante Jean-Jacques Dunant; ambos calvinistas devotos. A casa da família ficava localizada na rua Verdaine, 12, em Genebra. Os pais de Henri possuíam grande influência na cidade e estavam engajados na vida política e social. Seu pai era membro do Conseil Représentatif, um dos ex-ramos legislativos da cidade de Genebra, e cuidava de órfãos e ex-reclusos. Já sua mãe era filha de Henri Colladon, chefe do Hospital de Genebra e prefeito de Avully. Ela trabalhava no setor de caridade, especialmente com pobres e doentes. Um dos tios maternos de Henri foi o físico Jean-Daniel Colladon. As atividades de caridade dos pais foram refletidas na educação dos seus filhos: eles incentivaram a responsabilidade social desde cedo em Henry Dunant, e em suas duas irmãs e dois irmãos. Uma experiência marcante para Henry Dunant foi uma viagem com seu pai para Toulon, onde ele teve que testemunhar a tortura de prisioneiros numa cozinha.

O princípio

Inicialmente um homem de negócios, foi representante de uma companhia de Genebra. Enfrentando alguns problemas no que diz respeito à exploração das terras e numa tentativa de solução desses mesmos problemas, decidiu dirigir-se pessoalmente ao imperador francês Napoleão III, que na época se encontrava em Itália a comandar o exército francês que juntamente com os italianos tentava expulsar os austríacos do território italiano.



Sepultura, no cemitério Sihlfeld, Zurique. (Imagem: Produnis).


A razão


Ao presenciar o sofrimento na frente de combate na Batalha de Solferino em 1859, Dunant organizou de imediato um serviço de primeiros socorros. Desta sua experiência resultou o livro "Un Souvenir de Solferino", publicado em 1862, onde sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda para apoiar os feridos em situações de guerra, e propunha a criação de uma organização internacional que permitisse melhorar as condições de vida e prestar auxílio às vítimas da guerra.

O resultado

Em 1863, incitado por Gustave Moynier, e apoiado pelo Guillaume-Henri Dufour (o General Dufour) e os médicos Louis Appia e Théodore Maunoir - o chamado O Comitê dos Cinco - criam o que chamava na altura 'comité international de secours aux blessés (Comité internacional de socorro aos feridos) reconhecida no ano seguinte pela Convenção de Genebra e o que viria a ser o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). De personalidade altruísta, Dunant não teve sorte nos seus negócios, acabando por se isolar em Heiden, na Suíça. Após adoecer, esteve internado no hospital desta vila Suíça, onde veio a falecer em 1910. Entre outros prêmios, Dunant recebeu de Portugal a Ordem de Cristo, em 1897.

Henri Dunant e Gustave Moynier



Gustave Moynier (entre 1880 e 1900).
Embora compartilhem uma causa em comum, a história opôs muitas vezes Dunant e Moynier. Aliados no princípio, os dois homens foram rapidamente confrontados sobre a orientação geral a dar à sua ação humanitária e, posteriormente, rivalizaram para obter diferentes marcas de reconhecimento. Motivado pelo seu pragmatismo e com vontade de dar estruturas sólidas à instituição, Moynier participa à anulação do idealista Dunant, após dificuldades financeiras que encontra, e impede que ele pudesse voltar para a direção dos negócios, a ponto de comprometer a sua própria subsistência. Esse conflito vai durar a vida inteira e não encontrar qualquer forma de reconciliação. Na verdade, ele manteve uma imagem bastante negativa de Moynier, que passa por um perseguidor de Dunant, erguido em figura de mártir, mas não impede o importante papel de presidente por mais de 40 anos do CICV que foi Moynier. Curiosamente ambos morrem no mesmo ano, 1910.

Bibliografia
  • A Grande História do Nobel, Ed. Quidnovi - Edição e Conteúdos, S.A., 2004.