| Lewis Carroll (1863). |
Charles
Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis
Carroll. Nasceu em Daresbury, a 27 de Janeiro de 1832,
e, faleceu em Guildford, a 14 de Janeiro de 1898. Lewis Carroll foi
um romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo,
matemático e reverendo anglicano britânico. Lecionava matemática
no Christ College, em Oxford. É autor do clássico livro
“Alice no País das Maravilhas”, além de outros
poemas escritos em estilo “nonsense” ao longo de sua
carreira literária, que são considerados políticos, em função
das fusões e da disposição espacial das palavras, como precursores
da poesia de vanguarda.
Vida
Desde
criança, Lewis Carroll recebeu de seu pai uma educação religiosa,
pois tencionava vê-lo seguir essa carreira. Carroll desviou-se de
vez da carreira sonhada pelo pai em Janeiro de 1851, quando ingressou
na Universidade de Oxford. Durante o tempo em que estudou na
Universidade de Oxford, ele sempre se mostrou bastante interessado e
esforçado, tanto que chegou a ganhar uma medalha de honra ao mérito.
Devido o seu desempenho como matemático, ao acabar o seu curso, foi
convidado pela universidade para trabalhar lá como professor de
matemática
Hobbies
Quando
criança, Carroll brincava com marionetes e prestidigitação (também
chamado mágica ou ilusionismo), e durante a sua vida gostou de fazer
passes de mágica, especialmente para as crianças. Gostava de
modelar um camundongo com um lenço e em seguida fazê-lo pular
misteriosamente com a mão. Ensinava as crianças a fazer barquinhos
e pistolas de papel, que estalavam ao serem vibradas no ar.
Interessou-se pela fotografia quando esta arte mal havia surgido,
especializando-se em retratos de crianças e pessoas famosas e
compondo suas imagens com notável habilidade e bom gosto. Carroll
era apaixonado por vários tipos de jogos, tanto que inventou um
grande número de enigmas, jogos matemáticos e de lógica; gostava
de teatro e era frequentador de ópera, e manteve uma amizade por
toda a vida com a atriz Ellen Terry.
Alice
| Alice Liddell (1860) foi a inspiração de Carroll para criar Alice no País das Maravilhas. |
A
história de “Alice no País das Maravilhas”
originou-se em 1862, quando Carroll fazia um passeio de barco no rio
Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10
anos na época) e as suas duas irmãs, sendo as três filhas do
reitor da Christ Church. Ele começou a contar uma história
que deu origem à atual, sobre uma menina chamada Alice que ia parar
a um mundo fantástico após cair numa toca de um coelho. A Alice da
vida real gostou tanto da história que pediu que Carroll a
escrevesse. Carroll atendeu ao pedido e em 1864 surpreendeu-a com um
manuscrito chamado “Alice's Adventures Underground”,
ou “As Aventuras de Alice Embaixo da Terra”, em
português. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão
original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente
acrescentando as cenas do “Gato de Cheshire” e do
“Chapeleiro”. A tiragem inicial de dois mil
exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações
do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da
impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a
obra se tornou um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar
Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido
traduzida para mais de 50 línguas. Em 1998, a primeira impressão do
livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares
americanos.
Enigmas
Ambos
os livros infantis de Carroll contêm inúmeros problemas de
matemática e lógica ocultos no seu texto. Em “Alice no País
das Maravilhas”, a personagem Alice entra em uma toca atrás
de um coelho falante e cai em um mundo fantástico e fantasioso.
Muitos enigmas contidos em suas obras são quase que imperceptíveis
para os leitores atuais, principalmente os não-anglófonos, pois
continham referências da época, piadas locais e trocadilhos que só
fazem sentido na língua inglesa.
Polêmica
Uma
de suas frases mais marcantes era “Gosto
de crianças (exceto meninos)”. Quando tinha
oportunidade gostava de desenhar ou fotografar meninas seminuas, com
a permissão da mãe. “Se eu
tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar e fotografar”,
escreveu, “e descobrisse nela
um ligeiro acanhamento (por mais ligeiro e facilmente superável que
fosse) de ser retratada nua, eu sentia ser um dever solene para com
Deus abandonar por completo a solicitação”. Por temor
que estas imagens desnudas criassem embaraços para as meninas mais
tarde, pediu que após a sua morte fossem destruídas ou devolvidas
às crianças ou a seus pais. Quatro ou cinco fotos ainda sobrevivem.
Uma delas é possível encontrar no livro “Pleasures Taken -
Performances of Sexuality and Loss in Victorian Photographs”
da autora Carol Mavor. Na página 12 do livro é
possível encontrar a foto da menina Evelyn Hatch, 1878
(fotografada totalmente nua) como também referências ao trabalho
fotográfico de Lewis Carroll. Em outro livro intitulado “Cartas
às suas Amiguinhas” da editora Sette Letras, o conteúdo
das cartas de Lewis Carroll às meninas com quem ele se relacionou é
analisado de forma fria e racional e revela uma intimidade fora do
comum entre Lewis e as meninas que ele fotografou.
Alice
no País das Maravilhas
| Alice Liddell (1858). |
Origem
A
4 de Julho de 1862,
durante um passeio de barco pelo rio Tâmisa, Charles Lutwidge
Dodson, na companhia do seu amigo Robinson
Duckworth,
conta uma história de improviso para entreter as três irmãs
Liddell
(Lorina
Charlotte,
Edith
Mary
e Alice
Pleasance Liddell).
Eram filhas de Henry
George Liddell,
o vice-chanceler da Universidade de Oxford e decano da Christ Church,
bem como diretor da escola de Westminster. A maior parte das
aventuras foram baseadas e influenciadas em pessoas, situações e
edifícios de Oxford e da Christ Church, por exemplo, o “Buraco
do Coelho”
(Rabbit
Hole)
simbolizava as escadas na parte de trás do salão principal na
Christ Church. Acredita-se que uma escultura de um grifo e de um
coelho presente na Catedral de Ripon, onde o pai de Carroll foi um
membro, forneceu também inspiração para o conto. Essa história
imprevista deu origem, a 26 de Novembro de 1864, ao manuscrito de
“Alice
Debaixo da Terra”
(título original Alice's
Adventures Under Ground)
com a finalidade de oferecer a Alice
Pleasance Liddell
a história transcrita para o papel. Mais tarde, influenciado tanto
pelos seus amigos como pelo seu mentor George
MacDonald
(também escritor de literatura infantil), decidiu publicar o livro e
mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil,
acrescentando notavelmente as cenas do “Gato
de Cheshire”
e do “Chapeleiro
Louco”
(ou Chapeleiro
Maluco).
Deste modo, a 4 de Julho de 1865 (precisamente três anos após a
viagem) a história de Dodgson foi publicada na forma como é
conhecida hoje, com ilustrações de John
Tenniel.
Porém a tiragem inicial de dois mil exemplares foi removida das
prateleiras devido a reclamações do ilustrador sobre a qualidade da
impressão. A segunda tiragem, ostentando a data de 1866, ainda que
tenha sido impressa em Dezembro de 1865, esgotou-se nas vendas
rapidamente, tornando-se um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar
Wilde
e pela rainha
Vitória.
Na vida do autor, o livro rendeu cerca de 180 mil cópias. Foi
traduzida para mais de 125 línguas e só na língua inglesa teve
mais de 100 edições. Em 1998, a primeira impressão do livro (que
fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.
Algumas impressões desta obra contêm tanto “As
Aventuras de Alice no País das Maravilhas”,
como também a sua sequência “Alice
no Outro Lado do Espelho”.
Calendário
- 4 de Julho de 1862: Passeio de barco no rio Tâmisa;
- 4 de Julho de 1865: Primeira edição da obra que foi destruída;
- 1865: A primeira edição americana de Alice, que foi lançada sem quaisquer direitos de autor, tal como diversos livros contemporâneos;
- 1866: Data na capa da edição da segunda tiragem (na verdade, produzida em Dezembro de 1865);
- 1869: Alice's Abenteuer im Wunderland é publicada em tradução alemã por Antonie Zimmermann;
- 1869: Aventures d'Alice au pays des merveilles é publicado em tradução francesa por Henri Bué;
- 1870: Alice's Äfventyr i Sagolandet é publicado em tradução sueca por Emily Nonnen;
- 1871: Dodgson encontra outra Alice durante a sua estadia em Londres, Alice Raikes, com quem fala sobre o reflexo no espelho, originando o livro Alice no Outro Lado do Espelho, que vende ainda mais que a primeira obra;
- Dezembro de 1886: Carroll publica o Prefácio ao Fac-símile de Alice Debaixo da Terra;
- 1890: Carroll publica A Creche "Alice"(The Nursery "Alice"), uma edição especial para crianças entre os zero a cinco anos de idade;
- 1908: Alice é pela primeira vez traduzida para a língua japonesa;
- 1910: La Aventuroj de Alicio en Mirlando é publicada em tradução Esperanto por Elfric Leofwine Kearney;
- 1916: Publicação da primeira edição da Série Windermere, Alice's Adventures in Wonderland. Ilustrado por Milo Winter.
- 1960: O escritor americano Martin Gardner publica uma edição especial sob o nome de Alice - edição comentada (The Annotated Alice), onde combina o texto de Alice no País das Maravilhas e de Alice no Outro Lado do Espelho e acrescenta notas explicativas das alusões escondidas, e fornece conteúdo original da época vitoriana, tal como os poemas infantis que são objetos de paródia na obra;
- 1964: Alicia na Terra mirabili é publicado em tradução latina por Clive Harcourt Carruthers;
- 1998: Um dos poucos exemplares sobreviventes da primeira edição foi vendida em leilão por 1,5 milhões de dólares, tornando-se o livro infantil mais caro já alguma vez comprado (O recorde anterior foi eclipsado em 2007, quando uma edição limitada do livro de “Harry Potter” por JK Rowling, foi vendido em leilão por 3,9 milhões de dólares);
- 2003: Eachtraí Eilíse dTír i na nIontas é publicado em tradução irlandesa por Nicholas Williams.
Enredo
| John Tenniel (ca. 1889). |
I. Pela toca do Coelho
Título
Original: Down the Rabbit-Hole.
Enquanto
passa preguiçosamente o tempo com sua irmã, Alice vê o Coelho
Branco de colete, carregando um relógio de bolso. Surpreendida,
segue-o até à toca do coelho e cai nela, revelando-lhe a sua longa
profundidade como um poço e as suas paredes repletas de prateleiras
cheias de objetos estranhos,quadros e de livros. Após uma
aterrissagem segura num átrio, Alice vê uma pequena mesa de vidro
maciço e em cima dela havia uma pequena chave dourada. À procura de
fechaduras correspondentes, descobre, atrás de uma cortina, a
pequena porta e através desta Alice vê maravilhada um lindo jardim.
No entanto, a porta é muito pequena para ela conseguir entrar. Mas
devido a uma pequena garrafa com uma etiqueta BEBA-ME, Alice
diminui de tamanho ao bebê-la. Infelizmente, esquece-se da chave que
entretanto tinha posto em cima da mesa e agora não consegue
alcançá-la. No final, descobre um bolo com as palavras COMA-ME
escrito e ao comê-lo o tamanho de Alice aumenta, e ela fica enorme.
II. A Lagoa de Lágrimas
Título
Original: The Pool of Tears.
Como
resultado de comer o bolo, Alice cresce até atingir 2,5 metros de
altura. Triste por não conseguir entrar no jardim, chora tanto que
cria um lago de lágrimas. O Coelho Branco atravessa o átrio e ao
ver Alice tão grande, deixou cair as luvas brancas e o leque que
trazia enquanto fugia rapidamente. Alice apanhou-os do chão, e como
estava calor, não parou de refrescar-se com o leque que, sem se
aperceber de imediato, reduziu-lhe a altura; mas felizmente ela parou
de o abanar antes do seu desaparecimento total. Entretanto escorregou
e mergulhou até ao pescoço no lago de lágrimas que ela própria
criou. Aí encontra o Rato que acaba por a ajudar a atravessar o
lago. Na costa, encontra uma grande quantidade de aves e outros
animais; todos molhados tentam assim arranjar uma solução para
secarem o pêlo e as penas, preocupados com as doenças que poderiam
apanhar se continuassem encharcados.
III. Uma Corrida de comitê e Uma Historia comprida
Título
Original: A Caucus-Race and a Long Tale.
Um
Dodô decide que os todos devem ser secos através da Corrida
Eleitoral,
onde não existem regras excepto a que obriga a correr apenas em
círculos. Meia hora depois a corrida acaba e todos ganham,
concluindo que todos devem receber prêmios. Alice dispõe então, à
ordem de Dodô, os seus doces que estavam nos bolsos como recompensa;
ela obtém igualmente uma recompensa, mas no seu caso é apenas um
dedal. De seguida o Rato conta-lhes a sua história longa e triste
acerca da origem do seu ódio por gatos e cães. O capítulo termina
quando Alice deixa finalmente os corredores do átrio.
IV. O Coelho da um encargo a Bill
O
Coelho Branco passa por Alice e, confundindo-a com o seu servo,
ordena-lhe apressadamente para trazer umas luvas e um leque. Alice
vai imediatamente à sua casa procurar; porém encontra uma garrafa
com a inscrição BEBE-ME
e bebe-a sem demoras. Consequentemente o seu tamanho aumenta tanto
que ocupa totalmente a casa. Impedido de entrar, o Coelho Branco
manda o seu servo, um lagarto chamado Bill, entrar pela chaminé da
casa, mas Alice dá-lhe um pontapé que o faz voar. O Coelho Branco
começa a atirar pedras pela janela que, quando caiam no chão,
transformam-se em bolos com uma aparência deliciosa. Alice come
alguns e transforma-se novamente em pequena. Sai então de casa e
encontra uma multidão de animais à sua espera, que ao vê-la
precipitam-se na sua direção. Assustada Alice foge para um denso
bosque, onde encontra primeiro um grande cachorro e depois a Lagarta
azul sentada num cogumelo a fumar calmamente o seu Narguilé.
V. Conselhos de uma Lagarta
Título
Original: Advice from a Caterpillar.
Durante
a conversa com a Lagarta azul, Alice admite a sua crise de identidade
causada pelas constantes transformações no tamanho e agravada pela
perda da habilidade de recitar poemas. Entretanto a Lagarta
revela-lhe que um dos lados do cogumelo faz crescer e a outra
diminuir. Já sozinha, Alice tenta primeiro o lado direito e diminui
tanto de altura que até acerta com a cabeça nos próprios pés. De
seguida experimenta o lado esquerdo e cresce de tal forma que atinge
a copa de uma árvore onde pousava um pombo que, assustado com o
longo pescoço dela, está determinado de que Alice é uma serpente
que tem a intenção de comer os seus ovos. Alice tenta convencê-lo
que é apenas uma menina e imediatamente come um segundo pedaço do
cogumelo, retornando ao seu tamanho normal.
VI. Porco e Pimenta
Título
Original: Pig and Pepper.
Um
Peixe-Lacaio entrega a um Sapo-Lacaio um convite para a Duquesa da
casa. Alice observa esta operação curiosa e, após uma conversa com
o sapo que a deixa perplexa, atreve-se a entrar na casa. Depara-se
com a cozinheira da Duquesa a atirar pratos e frigideiras contra esta
e a fazer uma sopa simultaneamente, mas utiliza tanta pimenta nela
que todos na divisão - a Duquesa, o bebé e a própria Alice -
espirram violentamente, com a excepção da cozinheira e do Gato de
Cheshire. Irritada com o bebé que não parava de berrar e chorar, a
Duquesa atira-o para os braços de Alice e parte para ir jogar
críquete com a Rainha. Indignada com a violência que acaba de
presenciar, Alice leva o bebé consigo para o bosque, mas para a sua
surpresa o pequeno transforma-se num porco, abandonando-o nesse mesmo
instante. Por fim encontra o Gato de Cheshire e pergunta-lhe o que
tem que fazer para entrar naquele lindo jardim que havia por detrás
da pequena porta inicial e, não obtendo uma resposta concreta,
questiona a existência de criaturas que não sejam loucas no lugar
onde se encontra. O Gato de Cheshire responde-lhe que todos são
loucos, inclusive o próprio e Alice, acabando por lhe indicar a
hipótese de visitar o Chapeleiro Louco ou a Lebre
de Março
e desaparece lentamente, deixando apenas o seu sorriso. Após ter
escolhido a última na esperança de se não tratar de uma criatura
louca, apesar de ter ouvido o que o gato disse, parte imediatamente.
VII. Um chá de loucos
Título
Original: A Mad Tea Party.
Alice
faz-se de convidada duma festa de chá louco, onde estão presentes o
Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e o Arganaz que permanece
adormecido durante uma grande parte da festa. Todos eles desafiam
Alice com enigmas lógicos, porém estes revelam uma incoerência nas
suas declarações. O Chapeleiro Maluco revela que está
perpetuamente destinado a beber chá porque o Tempo puniu-o em
vingança, parando o tempo às 6 da tarde, a hora do chá. Alice
sente-se insultada e cansada de ser bombardeada com tantos enigmas.
Alice sai imediatamente, afirmando que esta era a festa mais estúpida
de chá em que já tinha ido. Entretanto encontra uma porta num
tronco de uma árvore e entra, voltando novamente para o átrio
inicial. Desta vez, abre primeiro a pequena porta, depois come um
pedaço do cogumelo que estava guardado no bolso e por fim entra
apressadamente no tão desejado jardim...
VIII. O Campo de Croqué da Rainha de Copas
Título
Original: The Queen's Croquet Ground.
No
jardim vê três cartas de um baralho a discutirem entre si enquanto
pintam rosas brancas com tinta vermelha, dado que a Rainha de Copas
odeia rosas brancas. Mas são interrompidos por uma procissão de
cartões, onde estão presentes os reis, as rainhas e até mesmo o
Coelho Branco. Alice conhece então o Rei e a Rainha de Copas,
revelando-lhe que a Rainha é uma figura difícil de agradar, ao
introduzir sua deixa de marca, Cortem-lhe
a cabeça!,
que expressa à menor insatisfação. Entretanto é convidada (ou
ordenada) para jogar uma partida de críquete com a Rainha e o resto
dos seus súbitos. Porém rapidamente instala-se o caos durante o
jogo. São utilizados flamingos vivos como marretas, ouriços como
bolas e cartas vivas como balizas. Na confusão Alice vê, para seu
agrado, o Gato de Cheshire. Em seguida a Rainha de Copas ordena que o
gato seja decapitado, mas o capataz recusa-se a cumprir a ordem
porque só aparece a cabeça do gato no campo e por ser velho para
começar a cortar cabeças sem corpo. Devido ao fato do gato
pertencer à Duquesa, a Rainha solicita a liberação Duquesa da
prisão para resolver a questão.
IX. A História da Tartaruga Falsa
Título
Original: The Mock Turtle's story.
Quando
a Duquesa aparece no campo, vai ao encontro de Alice com uma grande
simpatia, e durante uma conversa admite a sua pretensão para
encontrar uma moral em tudo ao seu redor, mesmo que não faça
relação ou sentido. A Rainha de Copas despede-se dela sobre a
ameaça de execução e apresenta Alice ao Grifo, sob o pretexto de a
levar apresentar à Tartaruga Fingida. Quando a encontram, ela
demonstra-se muito triste, mesmo que não tenha motivos para sentir
tristeza. A Tartaruga conta a sua história onde tenta justificar o
seu estado depressivo, narrando com nostalgia o tempo em que vivia no
mar, em que era uma verdadeira tartaruga, mas o Grifo interrompe-a de
modo a poderem começar um jogo.
X.A Quadrilha da lagosta
Título
Original: The Lobster dance.
A
Falsa Tartaruga e o Grifo dançam a Contradança das Lagostas,
e depois Alice recita, embora incorretamente, o poema Disse o
preguiçoso. A Falsa Tartaruga canta por fim a Sopa da
Tartaruga, durante a qual o Grifo arrasta Alice para longe, de
modo a irem assistir a um julgamento que estava prestes a dar início.
XI. Quem Roubou as Tortas?
Título
Original: Who Stole the Tarts?.
O
Valete de Copas é levado a julgamento, acusado de roubar as
tortas da Rainha. No jurado há doze animais, incluindo o lagarto
Bill, o juiz é o Rei de Copas, e o cargo de oficial de diligências
é desempenhado pelo Coelho Branco. A primeira testemunha é o
Chapeleiro Louco, que não ajuda no processo, mas antes torna o Rei
impaciente. A segunda testemunha é a cozinheira da Duquesa, e a
outra testemunha é a própria Alice, que desde o início do
julgamento começou a crescer novamente.
XII. O Depoimento de Alice
Título
Original: Alice's Evidence.
Alice
derruba acidentalmente os jurados e à ordem do Rei, os animais terão
de ser colocados de volta aos seus lugares antes do julgamento
continuar. Depois o Rei cita um artigo do seu caderno (Todas
as pessoas mais de uma milha de altura devem deixar o órgão),
mas Alice contesta a validade da restrição e recusa-se a sair. É
provocada assim uma discussão de Alice com o Rei e com a Rainha de
Copas, enfatizando as atitudes ridículas cometidas durante todo
julgamento. A Rainha ordena tipicamente Cortem-lhe
a cabeça!,
mas Alice não tem medo, por ser agora muito alta, confrontando-a com
o facto de serem apenas um baralho de cartas e de seguida todos
revoltam-se e atacam-na. Mas de repente a Irmã de Alice faz-lhe
acordar para ir tomar um chá, tirando do seu rosto folhas que caíram
e não uma chuva de cartas de jogar. Alice conta tudo o que sonhou e
retorna a casa, deixando a irmã, que ficou a sonhar o sonho de
infância das Maravilhas de Alice.
Personagens
Personagens
listadas consoante a ordem de aparição nas páginas da obra.
- Alice: é a protagonista da história; Tem cabelo loiro amarrado por uma faixa preta; É racional e corajosa, e vai fazendo considerações à medida que a aventura prossegue.
- Coelho Branco (no original em inglês: White Rabbit): é quem inicia a aventura, quando Alice o segue até a toca. Ele carrega um relógio e parece estar muito atrasado para alguma coisa. Em contraste com a Alice, o Coelho Branco tem medo de tudo - da sua rainha, da Alice e das próprias situações onde se encontra. Esta oposição foi pretendida pelo autor para enfatizar os atributos positivos da personalidade principal. E durante o julgamento de um valete de copas (o último capítulo), dá-se uma mudança repentina na covardia, revelando uma vontade de manipular.
- Rato: Revela um grande pavor de gatos e um carácter muito seco quando cita a História com a intenção de secar os animais molhados, deixando-os antes aborrecidos e molhados (terceiro capítulo). Provavelmente foi baseado numa governanta da casa das irmãs Liddell.
- Dodô (no original em inglês: Dodo): É uma caricatura do autor, e este terá usado o nome numa paródia ao modo como ele pronunciava o próprio nome, uma vez que era gago (Do... do... Dodgson); Usa palavras excessivamente complicadas.
- Arara: Personificação da irmã Loriny Liddell.
- Pato (no original em inglês: Duck): É uma caricatura do reverendo Robinson Duckworth, amigo do autor que esteve presente na viagem pelo rio Tâmisa que deu origem à obra presente.
- Aguieta (no original em inglês: Eaglet): Reflexão da irmã Edith Liddell e não entende as palavras muito difíceis.
- Lagarto: É o humilde servo do Coelho Branco que é empurrado por Alice pela chaminé a cima (quarto capítulo) e mais tarde é um dos jurados durante o julgamento de um valete de copas (décimo primeiro capítulo). Esta personagem (Bill), pode ser uma brincadeira com o nome do estadista britânico Benjamin Disraeli, pois uma das ilustrações de Tenniel em Alice no Outro Lado do Espelho retrata a personagem referida como o Man in White Paper (quem Alice conhece como um passageiro com quem partilha um trem no comboio), como uma caricatura de Disraeli, usando um chapéu de papel.
- Lagarta (no original em inglês: Caterpillar): Está sentada num cogumelo a fumar calmamente um cachimbo de água. Não presta muita atenção a Alice, respondendo às suas perguntas com monossílabos.
- Duquesa: Muito feia, com um queixo pontiagudo. Concordava com tudo que Alice dizia e procurava incessantemente uma moral para tudo, embora raramente tivesse relação ou sentido (oitavo capítulo).
- Gato de Cheshire ou Gato Risonho: É extremamente independente e consegue desaparecer e aparecer. Carroll obteve o nome na expressão idiomática da língua inglesa sorrir como um gato de Cheshire. Além disso, o gato representado nas figuras de Tenniel é considerado representativo da raça British Shorthair, devido à forma da boca, considerada como um sorriso.
- Chapeleiro Maluco e a Lebre de Março (no original em inglês: Mad Hatter and the March Hare): São figuras retiradas de expressões correntes no período vitoriano da língua inglesa louco como uma Lebre de Março ou louco como um Chapeleiro, devido ao vapor de mercúrio usado na fabricação de feltro que causa transtornos psicóticos; O Chapeleiro Louco é provavelmente uma referência a Teófilo Carter, um conhecido comerciante de móveis em Oxford pelas suas invenções pouco ortodoxas e pelo uso de uma cartola na parte de trás da cabeça à porta da sua loja; São ambos totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o Gato Risonho). Estão perpetuamente na hora do chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro discutiu no mês de Março com o Tempo e, em vingança, este não muda a hora para os dois habitantes. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao cantar uma música na sua presença, pelo que esta sentenciou a sua decapitação sob o pretexto de estar a matar o Tempo.
- Arganaz (no original em inglês: Dormouse): Está constantemente a dormir e ocasionalmente acorda durante alguns segundos. Conta uma história sobre três irmãs, nomeando-as de Elsie, Lacie e Tillie. Estas são as irmãs Liddell: Elsie é LC (Lorina Charlotte), Tillie é Edith (seu apelido de família é Matilda), e LaCie é um anagrama de Alice.
- Rainha de Copas (no original em inglês: Queen of Hearts): É talvez a caricatura da mãe das irmãs Liddell; É extremamente autoritária e impulsiva, estando constantemente a ordenar aos seus soldados (cartas de baralho) decapitar todos. Porém o Grifo disse que tal é apenas uma fantasia dela, uma vez que depois ninguém morre.
- Valete de Copas: Inicialmente é o criado que transporta a coroa do Rei, mas mais tarde é acusado de roubo de torta (décimo primeiro capítulo).
- Rei de Copas: O rei tem menos influência do que ela, pelo que vive na sombra desta; É talvez a caricatura do pai das irmãs Liddell.
- Tartaruga Fingida (no original em inglês: Mock-Turtle): É uma triste vítima do destino, pois foi em tempos uma tartaruga de verdade que vivia no mar. O nome tem origem na “Sopa de Tartaruga Fingida” (no original em inglês: Mock-Turtle Soup) vulgar na Inglaterra, sendo um caldo verde feito com cabeça de vitela de modo a imitar sopa de tartaruga. Daí Tenniel ter ilustrado esta figura com uma cabeça de bezerro, cauda e pernas; Esta personagem fala de um professor de Despenho que era um Congro, que costumava ensinar-lhe uma vez por semana Despenho, Destroço e Tintura a Carvão. Esta é uma referência ao crítico de arte John Ruskin, que ia uma vez por semana a casa de Liddell ensinar Desenho e Pintura a óleo às irmãs. A personagem também canta "Sopa de Tartaruga", uma paródia a “Bela Estrela” (Beautiful Star), que foi executada como um trio por Lorina, Alice e Edith Liddell para Carroll em casa de Liddell, durante o mesmo verão em que foi contada a história de As Aventuras de Alice Debaixo da Terra.
“Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare”. — Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas
Equívocos sobre personagens
Embora
o Jabberwocky
seja muitas vezes confundido como personagem desta obra, na verdade
só aparece na sua sequência, “Alice
no Outro Lado do Espelho”.
É, no entanto, muitas vezes incluído nas versões de cinema, que
geralmente são chamados simplesmente de “Alice
no País das Maravilhas”,
causando a confusão. A Rainha
de Copas
é igualmente confundida com a Rainha
Vermelha,
que aparece na sequência da história, Alice
no Outro Lado do Espelho,
mas não têm nenhuma característica em comum, exceto o caráter de
serem ambas rainhas. A
Rainha de Copas
pertence a um baralho de cartas que está presente no primeiro livro,
enquanto a Rainha
Vermelha
é representada por uma peça de xadrez vermelha, dado que o xadrez é
o tema presente do segundo livro.
Simbolismo
O
livro pode ser interpretado de várias maneiras. Uma das
interpretações diz que a história representa a adolescência, com
uma entrada súbita e inesperada (a queda na toca do coelho,
iniciando a aventura), além das diversas mudanças de tamanho e a
confusão que isso causa em Alice, ao ponto de ela dizer que não
sabe mais quem é após tantas transformações (o que se identifica
com a psicologia adolescente).
Matemática
Uma vez que Lewis
Carroll era professor de matemática na Christ Church, da
Universidade de Cambridge é sugerida a existência de muitas
referências e de conceitos matemáticos, tanto nesta obra, como na
Alice
no Outro Lado do Espelho.
Alguns exemplos:
- No capítulo 1, No Buraco do Coelho, durante o processo de encolhimento da altura, Alice faz considerações filosóficas acerca do tamanho final com que ficará, com receio de talvez acabar por desaparecer completamente, como uma vela. Esta observação reflete o conceito do limite de uma função;
- No capítulo 2, No Lago das Lágrimas, Alice tenta fazer multiplicações, mas acaba por produzir uns resultados estranhos: "Deixa-me cá ver: quatro vezes cinco são doze, e quatro vezes seis são treze, e quatro vezes sete são... Oh, meu Deus!Por este andar nunca mais chego aos vinte!". É assim exposto a representação de números utilizando bases diferentes e sistemas numerais posicionais (4 x 5 = 12 na base 18 notação; 4 x 6 = 13 na base 21 notação; 7 x 4 poderiam ser 14 na base 24 notação, seguindo a sequência).
- No capítulo 5, Conselhos de Uma Lagarta, o Pombo afirma que as meninas são uma espécie de serpentes, pois ambos seres comem ovos. Esta observação é um conceito geral de abstração que ocorre frequentemente em diversos âmbitos da ciência; um exemplo da utilização deste raciocínio na matemática é a substituição de variáveis.
- No capítulo 7, O Chá dos Loucos, a Lebre de Março, o Chapeleiro Louco e o Arganaz dão vários exemplos em que o valor semântico de uma frase X não é o mesmo que o valor do inverso de X (por exemplo, Não é nada a mesma coisa!(...)Ora, nesse caso também podias dizer que "Vejo o que como" é a mesma coisa que "Como o que vejo"!); No ramo da lógica e da matemática este conceito é uma relação inversa.
- Também no capítulo 7, Alice pondera o significado da situação quando o grupo faz a rotação dos lugares ao redor da mesa circular, colocando-os de volta ao início. Esta é uma representação da adição de um anel do módulo inteiro de N.
- No capítulo 6 e 8, o Gato de Cheshire desvanece , deixando apenas o seu sorriso largo, suspenso no ar, levando a Alice maravilha a notar que já viu um gato sem um sorriso, mas nunca um sorriso sem um gato. É feita aqui uma profunda abstração de vários conceitos matemáticos (geometria não-Euclidiana, álgebra abstrata, o início da lógica matemática, etc), delineando, através da relação entre o gato e o próprio sorriso, o próprio conceito de matemática e o número em si. Por exemplo, no lugar de considerar duas ou três maçãs, considera-se antes os conceito de dois e de três por si só, separados do conceito de maçã, como o sorriso que, aparentemente pertence ao gato original, é separado conceitualmente do resto do corpo físico.
Língua francesa
Tem
sido sugerido por várias identidades, entre os quais Martin
Gardner
e Goodacre
Selwyn
que Dodgson tinha interesse na língua francesa, criando referências
e trocadilhos ao longo da obra, provavelmente influenciado pelas
aulas de francês, uma característica muito comum na educação
feminina vitoriana. Por exemplo:
- No capítulo 4, o Lagarto diz ao Coelho Branco que estava a desenterrar maçãs, uma provável referência à expressão pomme de terre, que significa "batata" em francês mas a tradução literal dessa expressão é "maçã da terra".
Línguas clássicas
No
segundo capítulo, Alice chama inicialmente o rato como Oh
Rato,
baseada na vaga memória de quando leu a Gramática
Latina
do irmão: Um
rato (nominativo) - de um rato (genitivo) - para um rato (dativo) -
um rato (acusativo) - O rato! (vocativo).
Referências históricas
No
capítulo oitavo, três cartas estão a pintar rosas brancas de
vermelho, porque acidentalmente plantaram uma roseira de rosas
brancas, cor que a Rainha odeia. As rosas vermelhas simbolizam a Casa
Inglesa de Lancaster,
enquanto as rosas brancas são um símbolo da casa rival York,
fazendo deste modo alusão à Guerra
das Duas Rosas.
Adaptações
O
livro inspirou várias adaptações cinematográficas e televisivas.
Porém os filmes originais e mais conhecidos mundialmente são Alice
in Wonderland
de 1951, feito em animação tradicional, e o de 2010 dirigido por
Tim
Burton
com a participação de Johnny
Depp
como o Chapeleiro
Maluco,
ambos da Walt
Disney Animation Studios.
Esta lista compreende apenas as adaptações diretas e completas do
livro original.
- Alice's Adventures in Wonderland (filme de 1910), filme mudo dirigido por Edwin Stanton Porter.
- Alice no País das Maravilhas (filme de 1915), filme mudo dirigido W. W. Young.
- Alice in Wonderland (filme de 1931), dirigido por Bud Pollard.
- Alice no País das Maravilhas (filme de 1933) dirigido por Norman Z. McLeod.
- Alice in Wonderland (filme de 1949), filme stop motion com animação dirigido por Lou Bunin.
- Alice of Wonderland in Paris, filme animado.
- Alice in Wonderland (or What’s a Nice Kid Like You Doing in a Place Like This?), filme para televisão de 1966 da Hanna-Barbera.
- Alice in Wonderland (filme de 1966), filme para televisão da BBC dirigido por Jonathan Miller.
- Alice's Adventures in Wonderland (filme de 1972), musical britânico.
- Alice in Wonderland (filme de 1976), filme pornográfico.
- Alice (filme de 1981).
- Fushigi no Kuni no Alice, anime da Nippon Animation de 1983.
- Alice in Wonderland (1985), filme para televisão.
- Alice in Wonderland (1986 TV serial), 4×30 adaptação para TV da BBC TV escrita e dirigida por Barry Letts.
- Alice in Wonderland (1988).
- Něco z Alenky (filme de 1988), filme de live-action/stop motion surrealista dirigido por Jan Švankmajer; lançado em inglês como Alice pela First Run Features.
- Adventures in Wonderland (série de TV 1991-1995 TV Series), série da Disney onde Alice pode viajar para o "País das Maravilhas" através do espelho de seu banheiro.
- Alice in Wonderland (filme de 1999), filme para televisão.
- Abby in Wonderland (filme de 2008).
- Alice (minisserie de 2 episódios de 2009), adaptação para TV feita pela SyFy.
- Once Upon A Time In Wonderland - Série do canal ABC onde Alice cresce e é internada em um hospício por afirmar que foi a um lugar estranho (País das Maravilhas), sendo depois salva pelo Valete de Copas e pelo Coelho Branco, que a ajudam a encontrar seu verdadeiro amor, um gênio da lâmpada chamado Cyrus - dos mesmos criadores de Once Upon A Time.
Notas
- O título é um trocadilho de palavras, uma vez que é possível interpretar como O Coelho envia uma pequena conta a Biil, porém em corroboração com o conteúdo, é óbvio que é antes uma referência ao pequeno Lagarto, Bill, que é humilhado pelo Coelho Branco ao ordenar-lhe para descer pela chaminé e, em consequência, é atacado pela Alice.
Falecimento
Faleceu
em Guildford em 14 de Janeiro de 1898. Encontra-se sepultado no
Cemitério de Guildford, Surrey na Inglaterra.
Edições
Edições
brasileiras das obras de Carroll são: Alice no País das
Maravilhas (1865) e Alice no País do Espelho
(Alice do Outro Lado do Espelho, no título mais conhecido em
Portugal) (1872), “Algumas Aventuras de Silvia e Bruno”,
“Rimas do País das Maravilhas”, “A Caça
ao Turpente” e “Obras Escolhidas”.
Em outras obras
- O poema de Lewis intitulado “A Morsa e o Carpinteiro” aparece no livro 11 da famosa série de livros de Lemony Snicket, “Desventuras em Série”.
- Suas histórias foram inspiração para a música “I Am the Walrus”, dos Beatles, música que trata de personagens e elementos característicos das obras literárias de Lewis.
Referências