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sábado, 25 de janeiro de 2014

Biografia de Esopo


Esopo, por Diego Velázquez.
Esopo. (em grego Αἴσωπος, transliteração: Aisōpos). Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares. A ele se atribui a paternidade da fábula como gênero literário. Malgrado sua existência permaneça em dada medida incerta e pouco se saiba quanto à origem de várias de suas obras, seus contos se disseminaram em muitas línguas pela tradição oral. Em muitos de seus escritos, os animais falam e têm características humanas. As "fábulas de Esopo" serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro (Gaius Iulius Phaedrus) e Jean de La Fontaine. Esopo nunca escreveu suas narrativas, apenas as contava para o povo, que as apreciava e por isso se encarregou de repeti-las. Apesar disso, somente duzentos anos após a sua morte é que elas foram transcritas para o papel, e depois reunidas às de vários outros fabulistas que em várias épocas e civilizações também inventaram contos de moralidade popular, mas cuja autoria permaneceu desconhecida. Era escravo, tendo conseguido a alforria, dirigiu-se ao Egito, Mesopotâmia e Oriente. Foi condenado à morte, por precipitação do alto da rocha Hiampéia, pelos délficos, devido à consulta que fez ao oráculo de Delfos em nome do rei Creso. Sua fábulas foram reunidas no século IV a.C. Por Demétrio de Falero, embora as que na atualidade são conhecidas como fábulas de Esopo tenham sido compiladas em prosa pelo greco-bizantino Planúdio, no século XIV. Eram designadas pelo nome de Fábulas Esópicas todos os apólogos cuja proveniência exata se ignorava. Eram, em geral, pequenas narrações familiares, de caráter alegórico e moral, em que os animais representavam o papel principal, como O Lobo e o Cordeiro, A Raposa e as Uvas e tantas outras que lhe são atribuídas.


Biografia

Busto de Esopo no Museu Pushkin. 
(Imagem: user:shakko).
O fabulista grego teria nascido no final do século VII a.C. ou no início do século VI a.C.. O local de seu nascimento é incerto. Heráclides do Ponto na obra Acerca dos Samios, afirmava que Esopo nascera na Trácia. Certo é que morreu em Delfos, tendo sido executado injustamente, segundo descreve Heródoto (Histórias, II, 134) e o Suda. Segundo Heródoto, Esopo foi escravo de Jádmon, um cidadão de Samos, juntamente com uma outra escrava chamada Ródope. As fábulas de Esopo e outras possivelmente a ele atribuídas foram reunidas pela primeira vez por Demétrio de Faleros, no início do século III a.C.. Aristóteles afirmou na Retórica que Esopo teria uma vez discursado na Assembléia de Samos em defesa de um demagogo. Platão cita o nome de Esopo no diálogo Fédon (60c-61a), o que faz muitos a concluírem que suas fábulas eram muito conhecidas nesse momento histórico posterior.


Fábulas

Entretanto, foi-lhe atribuído um conjunto de pequenas histórias, de carácter moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por animais. Na Atenas do século V a.C., essas fábulas eram conhecidas e apreciadas. As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal.


Fábulas de Esopo

A Cigarra e a Formiga
As fábulas de Esopo tornaram-se um termo branco para coleções de fábulas brandas, usualmente envolvendo animais personificados. As fábulas remontam uma chance popular para educação moral de crianças hoje. Há muitas histórias incluídas nas fábulas de Esopo, tão como A Raposa e as Uvas (de que a expressão idiomática "uvas verdes" foi derivada), A Cigarra e a Formiga, A Tartaruga e a Lebre, O Vento Norte e o Sol e O Menino que Gritava Lobo, O Lobo e o Cordeiro são bem conhecidas pelo mundo afora. Assim, podemos dizer que em toda parte, a fábula é um conto de moralidade popular, uma lição de inteligência, de justiça, de sagacidade, trazida até nós pelos nossos Esopos. No século III d.C. Apolônio de Tiana, o filósofo do século I d.C. recordou como tendo dito sobre Esopo: “como aqueles que jantam bem nos pratos mais planos, ele fez uso de humildes incidentes para ensinar grandes verdades, e após servir uma história ele adiciona a ela o aviso para fazer uma coisa ou não fazê-la. Então, também, ele foi realmente mais atacado para verdade do que os poetas são”.

A Cigarra e a Formiga

A Cigarra e a Formiga é uma das fábulas atribuídas a Esopo e recontada por Jean de La Fontaine. Conta a história de uma cigarra que canta durante o verão, enquanto a formiga trabalha acumulando provisões em seu formigueiro. No inverno, desamparada, a cigarra vai pedir abrigo à formiga. Esta pergunta o que a outra fez durante todo o verão. “Eu cantei”, responde a cigarra. “Então agora, dance”, rebate a formiga, deixando-a do lado de fora. O espanhol Félix María Samaniego também incluiu uma versão da história em suas “Fábulas Morales”, de 1784.

Tradução de Bocage
O poeta Bocage (Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage) traduziu para o idioma português a versão escrita por La Fontaine.

Adaptações
Entre diversas outras versões, a fábula foi transposta para o cinema num curta-metragem da Disney, “The Ant and the Grasshopper” (1934). Parte da série Silly Synmphonies, a animação contava com a canção The world owes me a living, composta por Leigh Harline e Larry Morey. A história foi também uma das adaptadas por João de Barro e Radamés Gnatalli para a “Coleção Disquinho”, na década de 1940.

Obras
  • A Águia e a Raposa
  • A Águia e o Grou
  • A Andorinha e a Outras Aves
  • A Cigarra  e a Formiga
  • A Gralha e os Pavões
  • A Mosca Sobre a Carreta
  • A Porca e a Loba
  • A Rã e o Touro
  • A Raposa e o Corvo
  • A Raposa e as Uvas
  • A Raposa e o Leão
  • As Árvores e o Machado
  • As Duas Cadelas
  • As Lebres e as Rãs
  • As Mãos, os Pés, o Estômago e o Corpo
  • O Asno e a Cachorrinha
  • O Asno e o Leão
  • O Bezerro e o Lavrador
  • O Cachorro e a Ovelha
  • O Cão e a Sombra
  • O Cão e o Cartaz
  • O Carneiro Grande e os Carneiros Jovens
  • O Cavalo e o Asno
  • O Cavalo e o Leão
  • O Cervo e o Leão
  • O Cervo, o Lobo e a Ovelha
  • O Galo e a Raposa
  • O Galo Velho e seu Dono
  • O Gato e a Pérola
  • O Homem e a Cobra
  • O Homem e a Doninha
  • O Ladrão e o Cão de Guarda
  • O Leão e o Homem
  • O Leão e o Rato
  • O Leão e Outros Animais
  • O Leão, a Vaca, a Cabra e a Ovelha
  • O Lobo e a Garça
  • O Lobo e as Ovelhas
  • O Lobo e o Asno Doente
  • O Lobo e o Cabrito
  • O Lobo e o Cão
  • O Lobo e o Cordeiro
  • O Parto da Montanha
  • O Pinheiro e o Coqueiro
  • O Rato da Cidade e o Rato do Campo
  • O Rato e a Doninha
  • O Rato e a Rã
  • O Rei dos Macacos e Dois Homens
  • O Velho e a Mosca
  • Os Carneiros e o Açougueiro


Citações
  • "Não contes tuas galinhas antes de chocarem os ovos."
- A Leiteira e o seu Balde (The Milkmaid and Her Pail)
  • "Pequenas coisas aumentam a concórdia, como também podem aumentar a discórdia".
- Aun á las cosas pequeñas aumento da la concordia, y al contrario la discordia.
- na fábula "Os quatros bois e o Lobo; Fabulas de Esopo ... y de atros famosos autores: corregidas de nuevo - página 292, Editora impr. de Sierra y Marti, 1815, 364 páginas
  • "Do mesmo modo que a união faz a força, a discórdia leva a uma rápida derrota."
- na fábula "O Feixe de Varas"
  • "É perigoso agir sem refletir."
- citado em "Citações da Cultura Universal" - Página 20, Alberto J. G. Villamarín, Editora AGE Ltda, 2002, ISBN 8574970891, 9788574970899
  • "A gratidão é a virtude das almas nobres".
- Gratitude is the sign of noble souls
- Esopo in: The Lion and the Shepherd (O Leão e o Pastor)

Atribuídas

  • "A natureza não deu a todos os mesmos poderes. Há coisas que alguns de nós não podemos fazer."
  • "A injúria que fazemos e a que sofremos não são pesadas na mesma balança."
  • "Agrade a todos e não agradará a ninguém."
  • "Aquele que sempre cede acaba não tendo seus próprios princípios."
  • "Contente-se com o que tem; ninguém pode ter tudo."
  • "É preferível morrer a viver sempre temendo pela vida."
  • "Geralmente damos aos nossos inimigos os meios para nossa destruição."
  • "Muitas vezes lamentaríamos se nossos desejos fossem atendidos."
  • "Não há ouro bastante para pagar a liberdade."
  • "Nenhum gesto de gentileza, por menor que seja, é perdido."
  • "Os mentirosos não ganham senão uma coisa: é não serem acreditados mesmo quando dizem a verdade."
  • "Os tolos assumem para si o respeito que é dado ao cargo que ocupam."
  • "Pensando em conseguir de uma só vez todos os ovos de ouro que a galinha poderia lhe dar, ele a matou e a abriu apenas para descobrir que não havia nada dentro dela."
  • "Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade."


Referências