| Esopo, por Diego Velázquez. |
| Busto de Esopo no Museu Pushkin. (Imagem: user:shakko). |
O
fabulista grego teria nascido no final do século VII a.C. ou no
início do século VI a.C.. O local de seu nascimento é incerto.
Heráclides do Ponto na obra Acerca dos Samios,
afirmava que Esopo nascera na Trácia. Certo é que morreu em Delfos,
tendo sido executado injustamente, segundo descreve Heródoto
(Histórias, II, 134) e o Suda. Segundo Heródoto,
Esopo foi escravo de Jádmon, um cidadão de Samos,
juntamente com uma outra escrava chamada Ródope. As fábulas de
Esopo e outras possivelmente a ele atribuídas foram reunidas pela
primeira vez por Demétrio de Faleros, no início do
século III a.C.. Aristóteles afirmou na Retórica
que Esopo teria uma vez discursado na Assembléia de Samos em defesa
de um demagogo. Platão cita o nome de Esopo no diálogo
Fédon (60c-61a), o que faz muitos a concluírem que
suas fábulas eram muito conhecidas nesse momento histórico
posterior.
Entretanto,
foi-lhe atribuído um conjunto de pequenas histórias, de carácter
moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por
animais. Na Atenas do século V a.C., essas fábulas eram conhecidas
e apreciadas. As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de
conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também
de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura
popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem
erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os
homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os
seres humanos podiam agir, para bem ou para mal.
Fábulas
de Esopo
| A Cigarra e a Formiga |
As
fábulas de Esopo tornaram-se um termo branco para
coleções de fábulas brandas, usualmente envolvendo animais
personificados. As fábulas remontam uma chance popular para educação
moral de crianças hoje. Há muitas histórias incluídas nas fábulas
de Esopo, tão como A Raposa e as Uvas (de que a
expressão idiomática "uvas verdes" foi derivada),
A Cigarra e a Formiga, A Tartaruga e a Lebre,
O Vento Norte e o Sol e O Menino que Gritava
Lobo, O Lobo e o Cordeiro são bem conhecidas
pelo mundo afora. Assim, podemos dizer que em toda parte, a fábula é
um conto de moralidade popular, uma lição de inteligência, de
justiça, de sagacidade, trazida até nós pelos nossos Esopos. No
século III d.C. Apolônio de Tiana, o filósofo do
século I d.C. recordou como tendo dito sobre Esopo: “como aqueles
que jantam bem nos pratos mais planos, ele fez uso de humildes
incidentes para ensinar grandes verdades, e após servir uma história
ele adiciona a ela o aviso para fazer uma coisa ou não fazê-la.
Então, também, ele foi realmente mais atacado para verdade do que
os poetas são”.
A Cigarra e a Formiga
A Cigarra e a Formiga
A
Cigarra e a Formiga
é uma das fábulas atribuídas a Esopo e recontada por Jean
de La Fontaine.
Conta a história de uma cigarra que canta durante o verão, enquanto
a formiga trabalha acumulando provisões em seu formigueiro. No
inverno, desamparada, a cigarra vai pedir abrigo à formiga. Esta
pergunta o que a outra fez durante todo o verão. “Eu cantei”,
responde a cigarra. “Então agora, dance”, rebate a formiga,
deixando-a do lado de fora. O espanhol Félix
María Samaniego
também incluiu uma versão da história em suas “Fábulas
Morales”,
de 1784.
Tradução
de Bocage
O
poeta Bocage
(Manuel
Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage)
traduziu para o idioma português a versão escrita por La
Fontaine.
Entre
diversas outras versões, a fábula foi transposta para o cinema num
curta-metragem da Disney, “The
Ant and the Grasshopper”
(1934). Parte da série Silly
Synmphonies,
a animação contava com a canção The
world owes me a living,
composta por Leigh Harline e Larry Morey. A história foi também uma
das adaptadas por João
de Barro
e Radamés
Gnatalli
para a “Coleção
Disquinho”,
na década de 1940.
Obras
- A Águia e a Raposa
- A Águia e o Grou
- A Andorinha e a Outras Aves
- A Cigarra e a Formiga
- A Gralha e os Pavões
- A Mosca Sobre a Carreta
- A Porca e a Loba
- A Rã e o Touro
- A Raposa e o Corvo
- A Raposa e as Uvas
- A Raposa e o Leão
- As Árvores e o Machado
- As Duas Cadelas
- As Lebres e as Rãs
- As Mãos, os Pés, o Estômago e o Corpo
- O Asno e a Cachorrinha
- O Asno e o Leão
- O Bezerro e o Lavrador
- O Cachorro e a Ovelha
- O Cão e a Sombra
- O Cão e o Cartaz
- O Carneiro Grande e os Carneiros Jovens
- O Cavalo e o Asno
- O Cavalo e o Leão
- O Cervo e o Leão
- O Cervo, o Lobo e a Ovelha
- O Galo e a Raposa
- O Galo Velho e seu Dono
- O Gato e a Pérola
- O Homem e a Cobra
- O Homem e a Doninha
- O Ladrão e o Cão de Guarda
- O Leão e o Homem
- O Leão e o Rato
- O Leão e Outros Animais
- O Leão, a Vaca, a Cabra e a Ovelha
- O Lobo e a Garça
- O Lobo e as Ovelhas
- O Lobo e o Asno Doente
- O Lobo e o Cabrito
- O Lobo e o Cão
- O Lobo e o Cordeiro
- O Parto da Montanha
- O Pinheiro e o Coqueiro
- O Rato da Cidade e o Rato do Campo
- O Rato e a Doninha
- O Rato e a Rã
- O Rei dos Macacos e Dois Homens
- O Velho e a Mosca
- Os Carneiros e o Açougueiro
Citações
- "Não contes tuas galinhas antes de chocarem os ovos."
- - A Leiteira e o seu Balde (The Milkmaid and Her Pail)
- "Pequenas coisas aumentam a concórdia, como também podem aumentar a discórdia".
- - Aun á las cosas pequeñas aumento da la concordia, y al contrario la discordia.
- - na fábula "Os quatros bois e o Lobo; Fabulas de Esopo ... y de atros famosos autores: corregidas de nuevo - página 292, Editora impr. de Sierra y Marti, 1815, 364 páginas
- "Do mesmo modo que a união faz a força, a discórdia leva a uma rápida derrota."
- - na fábula "O Feixe de Varas"
- "É perigoso agir sem refletir."
- - citado em "Citações da Cultura Universal" - Página 20, Alberto J. G. Villamarín, Editora AGE Ltda, 2002, ISBN 8574970891, 9788574970899
- "A gratidão é a virtude das almas nobres".
- - Gratitude is the sign of noble souls
- - Esopo in: The Lion and the Shepherd (O Leão e o Pastor)
Atribuídas
- "A natureza não deu a todos os mesmos poderes. Há coisas que alguns de nós não podemos fazer."
- "A injúria que fazemos e a que sofremos não são pesadas na mesma balança."
- "Agrade a todos e não agradará a ninguém."
- "Aquele que sempre cede acaba não tendo seus próprios princípios."
- "Contente-se com o que tem; ninguém pode ter tudo."
- "É preferível morrer a viver sempre temendo pela vida."
- "Geralmente damos aos nossos inimigos os meios para nossa destruição."
- "Muitas vezes lamentaríamos se nossos desejos fossem atendidos."
- "Não há ouro bastante para pagar a liberdade."
- "Nenhum gesto de gentileza, por menor que seja, é perdido."
- "Os mentirosos não ganham senão uma coisa: é não serem acreditados mesmo quando dizem a verdade."
- "Os tolos assumem para si o respeito que é dado ao cargo que ocupam."
- "Pensando em conseguir de uma só vez todos os ovos de ouro que a galinha poderia lhe dar, ele a matou e a abriu apenas para descobrir que não havia nada dentro dela."
- "Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade."
Referências