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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Vessel - New York

(Pic: Epicgenius). 

Vessel (TKA) é uma estrutura e ponto de referência que foi construído como parte do Hudson Yards Redevelopment Project em Manhattan, Nova York. A construção começou em abril de 2017; foi inaugurado em 15 de março de 2019. Projetado pelo designer britânico Thomas Heatherwick, a elaborada estrutura em forma de favo de mel tem 16 andares e consiste em 154 lances de escadas, 2.500 degraus e 80 patamares para os visitantes subirem. O Vessel é a principal característica da praça pública Hudson Yards de 20.000 m2. Financiado por empresas relacionadas ao desenvolvimento de Hudson Yards, seu custo final alcançou US$ 200 milhões. O nome da estrutura é um título de trabalho, anotado na abreviação de TKA, que significa Temporarily Known As ou "Conhecido temporariamente como" em português. Os proprietários da estrutura solicitaram ao público um nome formal e um site dedicado a nomeá-lo. Um dos nomes mais discutidos nas mídias sociais foi "Shawarma", que é uma refeição originada do Oriente Médio que tem a forma de um cone semelhante à estrutura e que é popularmente vendida em carrinhos de rua.

Descrição

Vessel é uma estrutura de 16 andares e 46 m de altura com escadas conectadas entre os patamares do edifício. Está localizado na praça pública de Hudson Yards de 20.000 m2. Projetado por Thomas Heatherwick, Vessel tem 154 lances de escadas, 2.500 degraus e 80 patamares que se estendem desde sua base de 15 metros até o ápice de 46 metros (fazendo dele tão alto quanto largo no ápice). A estrutura também possui rampas e elevador para cumprir a Lei dos Americanos com Deficiência, de 1990. Stephen Ross, CEO das Empresas Relacionadas ao desenvolvimento da Hudson Yards, disse que seu formato incomum pretendia fazer a estrutura se destacar como uma "árvore de Natal de 12 meses". Os degraus revestidos de cobre, dispostos como um trepa-trepa e modelados com os degraus indianos, podem acomodar 1.000 pessoas por vez. Heatherwick disse que pretende que os visitantes escalem e explorem a estrutura como se fosse um trepa-trepa. No topo da estrutura, os visitantes podem ver o rio Hudson. O navio foi projetado em conjunto com a Praça Pública Hudson Yards, projetada por Thomas Woltz. A praça pública anexa de 2 hectares possui 28.000 plantas e 225 árvores, localizada na plataforma sobre a qual a Hudson Yards é construída. A entrada sudeste também deve conter uma fonte. Um "jardim de entrada 'sazonalmente expressivo'" é destinado à entrada do metrô da estação da 34th Street-Hudson Yards na 33rd Street. A praça também foi projetada para conectar o passeio da High Line. Embora o Vessel tivesse originalmente custado US$ 75 milhões, as projeções foram revistas posteriormente para algo entre US$ 150 e US$ 200 milhões. Heatherwick atribuiu o aumento considerável do preço à complexidade da construção das peças de aço. As peças da estrutura foram montadas na comuna de Monfalcone na Itália. Navios transportaram as seções da escultura para as docas do rio Hudson. Foi planejado que "Vessel" seria o nome temporário da estrutura durante a construção e que um nome permanente seria determinado posteriormente. Após a abertura, Hudson Yards solicitou ao público que desse um nome formal, criando um site dedicado a esse efeito.


(Pic: Ajay Suresh from New York, NY, USA).

História

Em uma entrevista à revista Fortune, Ross disse que "queria encomendar algo transformacional, monumental", o que levou ao conceito de Vessel. Ross estava olhando para cinco artistas conhecidos por projetar praças semelhantes, e depois pediu a eles propostas em profundidade. Ele rejeitou todos os planos, quando um colega apresentou Ross a Heatherwick. Seis semanas depois que conversaram, Ross aceitou a proposta de Heatherwick imediatamente porque "tinha tudo o que eu queria". Em uma entrevista ao site Designboom, Heatherwick disse que seu design para Vessel se originou de uma experiência de infância quando "se apaixonou por um velho lance de escadas de madeira descartado fora de um canteiro de obras local". A mídia informou pela primeira vez o comissionamento de Heatherwick em outubro de 2013. O conceito de Vessel foi revelado ao público em 14 de setembro de 2016, em um evento com a participação de centenas de pessoas, incluindo o prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio. Apresentado por Anderson Cooper, o evento contou com uma performance do Alvin Ailey American Dance Theater. Em abril de 2017, a primeira grande peça da escultura foi instalada no Hudson Yards. A construção começou em 18 de abril com a instalação das 10 primeiras peças da estrutura de 75 peças. Foi projetado para ser concluído na primavera de 2019, com as outras 65 peças chegando em cinco lotes. A estrutura foi concluída em dezembro de 2017. Em outubro de 2018, foi anunciado que a abertura estava prevista para 15 de março de 2019 e que os ingressos para entrar na estrutura ficariam disponíveis em fevereiro. Em janeiro de 2019, os funcionários da Hudson Yards estavam solicitando sugestões públicas para renomear Vessel. Embora a estrutura não tivesse nome oficial, o site da Hudson Yards a chamou de "Escadaria da Hudson Yards". A abertura oficial como prevista aconteceu em 15 de março de 2019.

A recepção crítica

A escultura recebeu elogios e críticas. A Fortune chamou Vessel de "resposta de Manhattan à Torre Eiffel", um sentimento que foi ecoado pela CNN. Elle Decor comparou Vessel a um desenho de MC Escher. O The New York Times disse que a escultura, enquanto uma "escada para lugar nenhum" no sentido utilitário, serviu como um "ponto de exclamação" para o terminal norte do High Line Park. Gothamist o chamou de "uma adição ousada à paisagem da cidade". Vários comentaristas chamaram a estrutura de um Shawarma Gigante. A presidente do Fundo de Arte Pública, Susan Freedman, gostou das traduções para Vessel, mas chamou de "um salto de fé em termos de escala". Ela disse que pode haver muita pessoas interessadas em visitar o local, especialmente considerando a proximidade da estrutura a High Line. Outros críticos analisaram o navio negativamente. O crítico de arquitetura do The New York Times, Michael Kimmelman, classificou o exterior de Vessel de "berrante" e criticou Hudson Yards de maneira mais geral como uma "comunidade fechada" que carecia de espaço público real. O Feargus O'Sullivan, da CityLab, chamou Vessel, juntamente com outros inúmeros empreendimentos e projetos arquitetônicos financiados por bilhões de dólares de Heatherwick, de "um monumento vistoso por ser apenas um pouco livre". Alguns o contrastaram negativamente com o Cloud Gate, também conhecido como Bean, no Millennium Park, em Chicago, chamando o então de "pedaço de lixo" e "desagradável". Blair Kamin, do Chicago Tribune, o chamou de "voluntarioso e artificial".

Controvérsia

O Vessel foi criticado pelas políticas de foto associadas no momento de sua abertura. A Hudson Yards, proprietária da estrutura, reivindicou a propriedade de todas as fotos e vídeos tirados de Vessel e reservou-se ao direito de usar quaisquer fotos ou vídeos tirados para fins comerciais sem pagar taxas de royalties. Esse uso privilegiado de fotos e vídeos da Hudson Yards, uma empresa privada, foi criticado porque a Hudson Yards se beneficiou de US$ 4,5 bilhões em receita tributária. Depois que surgiram críticas sobre a política de direitos autorais da Vessel, a Hudson Yards modificou a política para que os visitantes tivessem a propriedade de fotos da estrutura.

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vessel_(estrutura)

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Biografia de Henri Giffard

Giffard.
Nasceu em Paris, a 08 de Janeiro de 1825, e, faleceu em Paris, a 19 de Abril de 1882. Henri Giffard foi um engenheiro francês, inventor do injetor e do balão motorizado.

Biografia

Henri Giffard é uma das glórias da mecânica francesa. Inventor genial, realizador notável, experimentador heroico, ele deixou uma lembrança profundamente ligada à história dos caminhos de ferro pela criação do injetor das locomotivas, que leva ainda o seu nome, e ele detém na aeronáutica um dos mais nobres lugares: foi Henri Giffard quem, pela primeira vez, se elevou no ar com um motor e que conseguiu, sob a impulsão desta máquina a vapor, fazer evoluir a sua embarcação aérea. Após ter acompanhado apaixonadamente as origens do caminho de ferro de Saint-Germain, depois por ter conduzido as máquinas, Giffard se tornou em 1844, auxiliar do Dr. Le Berrier para o seu primeiro modelo de dirigível a vapor. Tendo sido conscienciosamente iniciado à condução dos balões livres com os Godard, Giffard construiu em 1852, com a assistência dos Srs. David e Sciama, um grande dirigível de 2.500m3. O revestimento fusiforme tinha 44m de comprimento e 12m de diâmetro. Uma rede formada de faixas passando por cima do revestimento se ligava a uma haste de 20m, destinada a garantir as formas do balão e a manter o leme. Embaixo se encontrava uma maca que carregava uma pequena galeria e a máquina a vapor. Esta se compunha de uma caldeira vertical com fornalha interna sem tubos, sendo que o gás da combustão passava por um revestimento ao redor da caldeira e depois escoava com o vapor por uma chaminé voltada para baixo. Um cilindro vertical acionava a 110 giros uma hélice de três pás de 3,40m de diâmetro. A máquina desenvolvia 3cv e pesava ao todo apenas 150kg, quando vazia. Ela continha na partida 60kg de água e de coque. Houve apenas uma experiência, no Hippodrome, em 24 de Setembro de 1852. No dia seguinte, Emile de Girardin traduzia, como grande jornalista, no La Presse, a profunda emoção sentida na partida do primeiro dirigível digno desse nome: “Ontem, sexta-feira, 24 de Setembro de 1852, um homem partiu calmamente sentado sobre o compartimento de combustível de uma máquina a vapor, erguido por um balão com a forma de uma imensa baleia... Esse Fulton da navegação aérea se chama Henri Giffard. É um jovem engenheiro que nenhum sacrifício, nenhuma desilusão, nenhum perigo puderam desencorajar e nem desviar desse empreendimento...Era um belo e dramático espetáculo o do soldado com a idéia afrontosa, com a intrepidez que a invenção transmite ao inventor, o perigo, talvez a morte...Como o governo...não abre um crédito de 1 milhão para tratar a solução do problema da navegação aérea? Há para a França uma solução mais importante?...” Uma outra testemunha, Sr. Emile Cassé, escrevia posteriormente: “Presentes nessa experiência, nós amamos nos lembrar do entusiasmo do público e da sensação estranha que nós ressentíamos ao ver o intrépido inventor se elevar em seu aparelho com o barulho agudo do vapor substituindo, nessa circunstância, a saudação habitual ao público pela bandeira de bordo”. Giffard deixou de suas impressões de primeiro piloto de dirigível uma narração sóbria e clara: “Parti sozinho do Hippodrome, no dia 24, às 5h15min. O vento soprava de forma bastante violenta. Não imaginei nem um instante lutar diretamente contra o vento, a força da máquina não me permitiu; isso estava previsto antecipadamente e demonstrado pelo cálculo; mas executei com sucesso diversas manobras de movimento circular e de desvio lateral. A ação do leme era perfeitamente sentida, e mal eu puxava levemente uma de suas duas cordas de manobra via imediatamente o horizonte circundar ao redor de mim...” O Sr. Cassé confirmou ter visto o aeróstato realizar grandes voltas. 


O dirigível de Giffard.


Após ter subido a 1.800 metros, Giffard abafou o fogo, liberou o vapor e aterrissou sem acidentes, em Elancourt, perto de Trappes. Em Agosto de 1855, ele subiu da usina de gás de Courcelles a bordo de um novo dirigível a vapor de 3.000m3, bastante alongado, pois tinha 70m de comprimento e 10 de diâmetro. Ocorreram movimentos oscilatórios muito graves; o revestimento deslizou em sua rede e, no momento em que, ao precipitar a descida, Giffard e seu companheiro, o jovem aeronauta Gabriel Yon, tocavam a terra, o revestimento escapou completamente, se separou em dois e caiu perto da caldeira tombada de cabeça para baixo. A experiência tinha sido muito curta para dar resultados apreciáveis. 

O injetor de Giffard.


Henri Giffard continuou suas pesquisas sobre a dirigibilidade dos aeróstatos. À sua primeira e célebre patente de 1851, na qual expunha magistralmente o problema e os meios para resolvê-lo sob o título “Application de la Vapeur à la Navigation Aérienne” (Aplicação do Vapor na Navegação Aérea), ele acrescentou em 1855 uma segunda patente descrevendo um dirigível de 220.000m de cubagem, com máquina de 80cv e revestimento tornado indeformável através da adoção de um ventre elástico, ideia retomada muito mais tarde. O nome de Giffard também se liga aos balões cativos, dos quais construiu três gigantescos: um em 1867, de 5.000m3, outro em 1878, de 25.000m3 e um de 11.500m3. Os problemas de aerostação o preocuparam até a sua morte prematura - um suicídio por neurastenia - em 1882.


Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Giffard

terça-feira, 11 de junho de 2019

Ponte do Öresund - Dinamarca e Suécia

Ponte de Øresund (Imagem: Nick-D).

A Ponte de Øresund ou Ponte de Öresund (em dinamarquês: Øresundsbroen, em sueco) é uma ponte que liga a Dinamarca à Suécia, mais exatamente Copenhague a Malmö, através do estreito de Öresund. Com 7845 metros de comprimento, é a maior ponte rodoferroviária da Europa de altura do vão acima do nível da água.

Nome

Na Suécia e na Dinamarca, a ponte é mais frequentemente referida como Öresundsbron ou Øresundsbroen, respectivamente. A própria empresa insiste em Øresundsbron, um compromisso entre as duas línguas, que simbolizaria uma identidade cultural comum da região. O complexo rodoferroviário de 16 km, composto por 3 partes - a ponte (7.845 m), o túnel submarino (3.510 m) e a ilha artificial de Pepparholm (4.055 m), é oficialmente designado por "Ligação de Øresund" (em dinamarquês: Øresundsforbindelsen , em sueco).


Secção transversal do túnel Drogden.


História

A construção começou em 1995. O último ponto foi construído em 14 de Agosto de 1999. O custo total da obra foi de R$ 5,7 bilhões de dólares, pagos 50% por cada um dos dois dois países por ela interligados. O Príncipe herdeiro Frederico da Dinamarca e a Princesa herdeira Vitória da Suécia, se encontraram no ponto exato do meio da ponte para celebrar sua conclusão. A inauguração oficial foi em 1º de Junho de 2000, com a rainha Margarida II da Dinamarca e com o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia. A ponte foi aberta ao tráfego mais tarde nesse dia. Antes da inauguração, 79.871 corredores competiram na maratona de Amager (na Dinamarca) para Skåne (na Suécia), em 12 de Junho de 2000. A ponte foi concluída 3 meses antes da data prevista. A divisão em três partes distintas, conforme supramencionado, apesar de mais cara do que uma hipotética estrutura constituída unicamente como ponte, justifica-se por duas razões principais. Primeiramente, para substituir o trecho em túnel submarino por uma ponte, seriam necessários vãos muito largos e pilares muito elevados, dado o porte dos grandes navios que atravessam a região. Em segundo lugar, ainda que a primeira solução fosse tecnicamente viável, o aeroporto internacional de Copenhague fica nas proximidades o que faria deste trecho hipotético um significativo risco para a aviação. Ademais, por consequência, a parte formada pela ponte fica justamente do lado oposto à Copenhague. Inicialmente, o uso da ponte não era tão grande como esperado, que era geralmente atribuído aos custos da travessia. Entanto, em 2005 e 2006, houve um rápido aumento do volume de tráfego sobre a ponte. Este fenômeno pode ser devido à migração pendular entre Copenhague e Malmö, já que os custos de moradia no lado sueco eram mais baratos. A tarifa do pedágio (portagem) na época era de 260 coroas dinamarquesas, que equivaliam a 325 coroas suecas ou a 36 euros (no entanto, descontos de até 75% estão disponíveis para os utilizadores regulares). Em 2007, quase 25 milhões de pessoas viajaram ao longo da ponte, totalizando a soma de 15,2 milhões de euros pagos nos pontos de pedágios por carros e ônibus e 9,6 milhões de euros em passagens de trem.


Øresund Bridge (Imagem: Amjad Sheikh).


Características

A ponte tem uma das mais longas linhas de cabos e fios do mundo (em 490 metros). A altura do pilar é de 204 metros. O comprimento total da ponte é de 7.845 metros, que é aproximadamente metade da distância entre as terras dinamarquesas e suecas, e o seu peso é 82 mil toneladas. Na ponte, os dois traçados ferroviários estão abaixo do tabuleiro com quatro faixas de rodagem rodoviária. A ponte tem uma folga vertical de 57 metros (187 pés), embora a maioria dos barcos de tráfego em todo o Øresund ainda passe sobre o estreito de Drogden (onde se situa o túnel). A ponte foi projetada por Arup. Para a construção do túnel, o leito do mar foi escavado por cerca de 4 km, inclusive enfrentando dificuldades em trechos com rochas de alta dureza. Sua estrutura é formada por 20 grandes blocos de concreto moldados em canteiros, transportados por um conjunto de balsas e assentados na rocha escavada com precisão milimétrica. A ilha artificial, por sua vez, foi produzida a partir de rochas, areia dragada do fundo do mar e e entulhos produzidos pela construção da ponte.

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_do_Øresund

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Biografia de Elisha Gray

Elisha Gray
Elisha Gray. Nasceu em Barnesville, Ohio, a 2 de Agosto de 1835, e, faleceu em Newtonville, Massachusetts, a 21 de Janeiro de 1901. Elisha Gray foi um engenheiro eletricista estadunidense e co-fundador da Western Electric Manufacturing Company. Gray é mais conhecido pelo desenvolvimento de um protótipo de telefone em 1876 em Highland Park, Illinois e é considerado por alguns autores como sendo o verdadeiro inventor do telefone de resistência variável, apesar de perder para Alexander Graham Bell a patente do telefone. Gray é também considerado o "pai dos modernos sintetizadores de música”, e obteve mais de 70 patentes de suas invenções. Em 1897, Elisha foi agraciado com a Medalha Elliott Cresson.

Vida

Elisha nasceu em uma família humilde e de religião quáquer em Barnesville, Ohio. Quando criança, foi criado em uma fazenda. Passou vários anos no Oberling College e ali estudou e trabalhou em assuntos relacionados com a eletricidade. Em 1867 registrou uma patente que melhorava os sistemas de transmissão em telegrafia. No total, registrou patentes de mais de 70 inventos. Em 1872, Gray fundou a Western Electric Manufacturing Company. Em 1874, se aposentou e se dedicou a fazer pesquisas por conta própria, assim como dar aulas em Oberlin. Gray foi um membro fundador da Igreja Presbiteriana Highland Park, igreja que ainda existe. Em 1874, nas instalações de sua igreja, fez a primeira demostração pública de sua invenção, transmitindo pelo cabo do telégrafo sons musicais e melodias conhecidas. Além do seu telefone (o primeiro telefone foi inventado por Antonio Meucci) esta apresentação incluía o primeiro sintetizador de música que utilizava as vibrações de diferentes circuitos electromagnéticos que se ativavam por meio de uma série de teclas de piano. Em 14 de Fevereiro de 1876 apresentou a solicitação de patente de um telefone que utilizava um microfone líquido; mas apenas duas horas antes, um tal Alexander Graham Bell havia apresentado outra solicitação de patente para um invento similar. O escritório de patentes decidiu que, enquanto resolviam para quem atribuir o invento e dada a curiosa circunstância de que foram apresentadas em diferentes locais uma patente pela mesma invenção, o escritório devia informar aos inventores do ocorrido e ao segundo lhe dava a opção de discutir a primeira patente. E foi o que Gray fez, contestou a patente de Bell, mas, mesmo assim, depois de dois anos de litígio, entregaram para Bell os direitos de subscrição da invenção e, por conseguinte, Bell foi reconhecido como o inventor do telefone, embora que, em dois lugares e duas pessoas diferentes tiveram inventado o mesmo. Curiosamente, muitos anos depois desta amarga contenda, atribuiu-se o invento à Antonio Meucci. A patente de Bell todavia foi discutida, porque houve rumores de que Bell tinha um confidente no escritório de patentes que lhe avisou com antecipação de que, devido ao caso especial que se havia apresentado, iriam comparar as duas patentes para descartar a pior e mais custosa das duas. Diz-se que Bell teve acesso para comparar a patente de Gray com a sua e, depois disso, acrescentou uma nota na margem escrita à mão, propondo um desenho alternativo ao seu que era idêntico ao de Gray. Finalmente, como foi dito, a patente foi conseguida por Bell, que ambas eram praticamente iguais e Bell havia se adiantado. O primeiro sintetizador de música elétrico foi inventado também por Elisha Gray em 1876. Descobriu que podia controlar o som de um circuito eletromagnético quase por acaso e inventou um oscilador de nota básico, pouco mais tarde veio à luz o "Telégrafo musical". Ele usou palhetas de aço cujas flutuações eram transmitidas através de uma linha telefônica graças ao uso de eletroímãs. Gray também desenvolveu um dispositivo de alto-falante muito simples e nos modelos posteriores, dotou-os de um diafragma que vibrava em um campo magnético e conseguia as frequências audíveis. Na década de 1880, Gray trabalhou no desenvolvimento do "Telautograph", um dispositivo que podia transmitir letras através de um sistema de telégrafo.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Elisha_Gray
https://es.wikipedia.org/wiki/Elisha_Gray

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Biografia de Enedina Alves Marques

Enedina Alves Marques
Enedina Alves Marques. Nasceu em Curitiba, Paraná, a 13 de Janeiro de 1913, e faleceu, também em Curitiba, em 1981. Enedina foi uma engenheira brasileira. Formou-se em Engenharia Civil em 1945 pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), entrando para a história como a primeira mulher a se formar em engenharia no Estado e a primeira engenheira negra do Brasil.

Biografia

Os pais de Enedina, Paulo Marques e Virgília Alves Marques, chegam a Curitiba nos anos 1910, de procedência desconhecida. Fontes indicam que a família teria se radicado no Ahú ou no Portão, bairro onde Dona Duca, como a mãe de Enedina era chamada, ganhava a vida como lavadeira. Em 1913, Enedina nasce em Curitiba, no dia 13 de janeiro. Nos anos 1920, Dona Duca trabalhou para a família do delegado e major Domingos Nascimento Sobrinho, radicado na Rua Vital Brasil, esquina com a Rápida, no bairro Portão. A casa da família – um exemplar de madeira, com varandas e lambrequins – foi desmontada e transferida para o Juvevê e, hoje, abriga a sede regional do Instituto Histórico Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Domingos Nascimento, que tinha uma filha de mesma idade, Isabel, mais conhecida como Bebeca, pagou a educação de Enedina em colégios particulares, para que ela fizesse companhia a sua filha. Então, entre 1925 e 1926, Enedina é alfabetizada na Escola Particular da Professora Luiza, tocada pela professora Luiza Dorfmund. No ano seguinte, ingressa na Escola Normal, onde permanece até 1931. Entre 1932 e 1935, formou-se no curso Normal. Junto com Isabel, Enedina passa a trabalhar como professora no interior do Estado. Atua em cidades como Rio Negro, São Mateus do Sul, Cerro Azul, Campo Largo. Entre 1935 e 1937, volta a Curitiba para cursar o Madureza no Novo Ateneu (curso intermediário que, na época, era exigido para o magistério). No mesmo período, vai viver com a família do construtor Mathias e com sua esposa Iracema Caron, no bairro do Juvevê. Durante este período dá aulas no próprio bairro, ganhando classe na Escola de Linha de Tiro. O amigo Jota Caron, parente do casal, é quem garante a permanência da professora na residência. Depois dos Nascimento, os Caron se tornam os novos benfeitores de Enedina. Mesmo sem ser formalmente empregada da casa, pagava os préstimos com serviços domésticos. Ainda em 1935, aluga uma casa em frente do Colégio Nossa Senhora Menina, no Juvevê, e monta classes seriadas de alfabetização. Em 1938, faz curso complementar em pré-engenharia no Ginásio Paranaense, hoje Estadual do Paraná, no período noturno, enquanto estava na casa dos Caron. Em 1940, ingressa na Faculdade de Engenharia da Universidade do Paraná. De acordo com Jorge Santana, o valor da mensalidade equivaleria hoje a um salário mínimo. Em 1945, Enedina Alves Marques se gradua em Engenharia Civil na mesma instituição, tornando-se a primeira mulher engenheira do Paraná e a primeira engenheira negra do Brasil. Tinha 32 anos. A formatura se deu no Palácio Avenida, tendo como paraninfo o professor João Moreira Garcez. Antes dela, dois negros se formaram em Engenharia na instituição – Otávio Alencar (1918) e Nelson José da Rocha (1938). Em 1946, é exonerada da Escola da Linha de Tiro, no Juvevê, e torna-se auxiliar de engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas. No ano seguinte, é descoberta pelo governador Moisés Lupion, que a desloca para o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica. Trabalha no Plano Hidrelétrico do Estado e atua no aproveitamento das águas dos rios Capivari, Cachoeira e Iguaçu. Para muitos, a Usina Capivari-Cachoeira foi seu maior feito como engenheira. De acordo com matéria na Gazeta do Povo, apesar de vaidosa, Enedina usava macacão nas obras da usina e levava uma arma na cintura, disparando tiros para o alto para se fazer respeitar entre os homens da construção. Dentre outras obras, destacam-se o Colégio Estadual do Paraná e a CEU – Casa do Estudante Universitário de Curitiba. Uma vez
Colégio Estadual do Paraná, Curitiba.
(pic.: DAR7 e Eloy Olindo Setti).
estabelecida no governo, dedica-se a viajar, entre as décadas de 1950 e 1960. Em 1958, o major Domingos Nascimento Sobrinho morreu, deixando Enedina como uma de suas beneficiárias em seu testamento. Em 1961, o sociólogo Octávio Ianni entrevista Enedina Marques para a pesquisa "Metamorfoses do Escravo", financiada pela Unesco. Em 1962, aposenta-se no governo do Estado e recebe o reconhecimento do governador Ney Braga, que por decreto admite os feitos da engenheira e lhe garante proventos equivalentes ao salário de um juiz. Em 1981, Enedina é encontrada morta no Edifício Lido, no centro de Curitiba, vítima de ataque cardíaco. Morreu sem família imediata e seu corpo demorou a ser encontrado. O Diário Popular, tabloide da época, a retratou de camisola levantada, como se fosse uma mera desconhecida, o que causou a indignação de membros do Instituto de Engenharia do Paraná. Após o caso, vários artigos ressaltando seus feitos pela engenharia foram publicados pela imprensa. Em 1988, uma rua é batizada em seu nome na Vila Oficinas, no bairro Cajuru e Enedina recebe uma inscrição no Memorial à Mulher Pioneira, local construído pelas Soroptimistas – organização internacional voltada aos direitos humanos, da qual participou. Em 2006, é fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, em Maringá (Estado do Paraná). Em 2014, o historiador baiano Jorge Luiz Santana defende, na Universidade Federal do Paraná, monografia sobre a vida e obra de Enedina Marques, sob orientação da pesquisadora Roseli Boschilia. No mesmo ano, uma campanha pela internet pedia que o Edifício Teixeira Soares, ex-RFFSA, adquirido pela UFPR, fosse renomeado em sua homenagem. Ao mesmo tempo, o historiador Sandro Luís Fernandes e o cineasta Paulo Munhoz iniciaram uma pesquisa para a confecção de um documentário sobre a vida de Enedina, projeto chamado “A Engenheira”, que, até 2015, estava estacionado por falta de investimento.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Enedina_Alves_Marques

domingo, 29 de novembro de 2015

Biografia de Claude Shannon

(no image)
Claude Elwood Shannon. Nasceu em Petoskey, Michigan, a 30 de Abril de 1916, e, faleceu em Medford, Massachusetts, a 24 de Fevereiro de 2001. Claude Shannon foi um matemático, engenheiro eletrônico e criptógrafo estadunidense, conhecido como “o pai da teoria da informação”. De 1932 a 1936, estudou matemática e engenharia elétrica na Universidade de Michigan. Em 1948, publicou o importante artigo científico intitulado A Mathematical Theory of Communication enfocando o problema de qual é a melhor forma para codificar a informação que um emissor queira transmitir para um receptor. Neste artigo, trabalhando inclusive com as ferramentas teóricas utilizadas por Norbert Wiener, Claude Shannon propôs com sucesso uma medida de informação própria para medir incerteza sobre espaços desordenados (mais tarde complementada por Ronald Fisher, que criou uma medida alternativa de informação apropriada para medir incerteza sobre espaços ordenados). Em 1949, em co-autoria com o também matemático estadunidense Warren Weaver (1894-1978), publicou o livro Teoria Matemática da Comunicação (The Mathematical Theory of Communication), contendo reimpressões do seu artigo científico de 1948 de forma acessível também a não-especialistas - isto popularizou seus conceitos. Entre 1946 e 1953, Claude Shannon integrou temporariamente o grupo reunido sob o nome de Macy Conferences, contribuindo para a consolidação da teoria cibernética junto com outros cientistas renomados: Arturo Rosenblueth, Gregory Bateson, Heinz von Foerster, John von Neumann, Julian Bigelow, Kurt Lewin, Lawrence Kubie, Lawrence K. Frank, Leonard Jimmie Savage, Margaret Mead, Molly Harrower, Norbert Wiener, Paul Lazarsfeld, Ralph Waldo Gerard, Walter Pitts, Warren McCulloch e William Ross Ashby; além de Erik Erikson e Max Delbrück. Shannon é famoso por ter fundado a teoria da informação com um artigo publicado em 1948. Mas a ele também é creditado como fundador tanto do computador digital como do projeto de circuito digital em 1937, quando, com 21 anos de idade e aluno de mestrado no MIT, ele escreveu uma tese demonstrando que uma aplicação elétrica utilizando álgebra booleana poderia resolver qualquer problema de lógica. Tem sido dito que esta foi a tese de mestrado de mais importância de todos os tempos. Shannon contribui para o campo da criptoanálise durante a segunda guerra mundial.


Biografia


Shannon nasceu em Petoskey, Michigan. Seu pai, Claude Sr (1862–1934), um descendente dos primeiros colonos de New Jersey, foi um empresário bem sucedido e foi juiz por um certo tempo. Sua mãe , Mabel Wolf Shannon (1890–1945), filha de imigrantes alemães, era uma professora de línguas. Os primeiros 16 anos de Shannon foram em Gaylord, Michigan, onde ele frequentou o ensino público, graduando-se no Gaylord High School em 1932. Shannon mostrou uma inclinação para coisas mecânicas, seus melhores talentos eram para a ciência e matemática. Em casa construiu dispositivos tais como modelos de aviões, um modelo de um barco controlado por rádio e um sistema de telégrafo. Enquanto crescia, trabalhava como mensageiro da Western Union. Seu herói de infância era Thomas Edison, que descobriu depois ser um primo distante. Ambos eram descendentes de John Ogden, um líder colonial e um ancestral de muitas pessoas ilustres.


Teoria booleana


Em 1932 Shannon começou a cursar a Universidade de Michigan, formando em 1936 com duas graduações de bacharelado em engenharia elétrica e matemática. Posteriormente, começou seus estudos de pós-graduação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde trabalhou com o analisador diferencial de Vannevar Bush, um computador lógico. Ao estudar os complexos circuitos ad hoc do analisador diferencial, Shannon viu que os conceitos de George Boole, inventor da álgebra booleana, poderia ser útil para várias coisas. Um documento elaborado a partir da sua tese de mestrado em 1937, A Symbolic Analysis of Relay and Switching Circuits, foi publicado na edição de 1938 da Transactions of the American Institute of Electrical Engineers. Howard Gardner, da universidade de Harvard, chamou a tese de Shannon como possivelmente a mais importante e também a mais famosa tese de mestrado do século”. Neste trabalho, Shannon provou que a álgebra booleana e a aritmética binária poderiam ser utilizadas para simplificar o arranjo dos relés eletromecânicos e então utilizados em comutadores para roteamento telefônico. Expandindo o conceito ele também mostrou que deveria ser possível a utilização de arranjos de relés para resolver problemas de álgebra booleana. A exploração dessa propriedade de interruptores elétricos criou a lógica e os conceitos mais básicos dos computadores digitais. O trabalho de Shannon tornou-se o principal na área de circuitos digitais quando se tornou amplamente conhecido entre a comunidade de engenharia elétrica durante e após a segunda guerra mundial. O trabalho teórico rigoroso de Shannon substituiu completamente os métodos ad hoc que haviam prevalecido anteriormente. Em 1940, Shannon se tornou pesquisador do Instituto nacional de Estudos Avançados em Princeton, Nova Jersey. Em Princeton, Shannon teve a oportunidade de discutir suas idéias com cientistas e matemáticos influentes como Hermann Weyl e John von Neumann, além de um encontro ocasional com Albert Einstein. Shannon trabalhou livremente em todas as áreas, e começou a moldar as idéias que se tornariam a teoria da informação.


Pesquisa em tempo de guerra


Shannon em seguida juntou-se a Bell Labs para trabalhar em sistemas de controle de fogo e criptografia durante a Segunda Guerra Mundial, sob um contrato com a seção D-2 (Seção de Controle de Sistemas) do Comitê Nacional de Pesquisa em Defesa. Conheceu sua esposa quando era um analista numérico na Bell Labs. Casaram em 1949. Durante dois meses no início de 1943, Shannon entrou em contato como o criptoanalista líder e matemático britânico Alan Turing. Turing havia sido enviado para Washington para compartilhar com o serviço de criptoanálise da marinha dos EUA os métodos utilizados pela escola de códigos e cifras do governo britânico em Bletchley Park para quebrar as cifras utilizadas pelos submarinos alemães no Atlântico Norte. Ele também ficou interessado em cifragem de fala e para isso ficou um tempo no Bell Labs. Shannon e Turing se encontraram na hora do lanche em uma cafeteria e Turing mostrou a Shannon seu artigo que definiu o que hoje é conhecido como a "Máquina Universal de Turing". Em 1945, quando a guerra estava chegando ao fim, o NDRC estava emitindo um resumo dos relatórios técnicos como sua última atividade antes de seu eventual fechamento. Dentro do volume de controle de fogo um documento especial intitulado "Suavização de Dados e Previsão em Sistemas de Controle de Fogo", coautoria de Shannon, Ralph Beebe Blackman, e Hendrik Wade Bode, formalmente tratava do problema de suavização dos dados no controle de incêndio por analogia com “o problema de separar um sinal de um ruído interferindo no sistema de comunicação”. Em outras palavras foi modelado o problema em termos de dados e processamento de sinal e assim, anunciava o início da era da informação. Seu trabalho em criptografia foi mais estreitamente relacionada com suas publicações posteriores sobre a teoria da informação. No final da guerra, ele preparou um memorando para a Bell Telephone Labs intitulado "Uma Teoria Matemática da Criptografia", datada de Setembro de 1945. Uma versão desclassificada deste trabalho foi posteriormente publicada em 1949 como "Teoria da Comunicação de Sistemas Secretos" no Bell System Technical Journal. Este trabalho incorporou muitos dos conceitos e formulações matemáticas que também apareceram em seu "Uma Teoria Matemática da Comunicação". Shannon disse que suas idéias em teoria da comunicação e criptografia durante a guerra haviam sido desenvolvidas simultaneamente e " elas estavam tão juntas que você não podia separá-las". Em note de rodapé perto do início do relatório classificado, Shannon anunciou sua intenção de “desenvolver estes estudos... em um memorando sobre a transmissão de informações". Enquanto na Bell Labs, ele provou que a one-time pad (OTP: cifra de uso único ou chave de uso único), é uma técnica de criptografia que não pode ser quebrada se utilizada corretamente. Era inquebrável em sua pesquisa que mais tarde foi publicada em Outubro de 1949. Ele também provou que qualquer sistema inquebrável deve ter essencialmente as mesmas características do one-time pad: A chave deve ser verdadeiramente aleatória, tão grande quanto o texto original, nunca reutilizada e mantida em segredo.


Contribuições pós-guerra


Em 1948, o memorando prometido apareceu como "A Mathematical Theory of Communication", um artigo com duas partes nas edições de Julho e Outubro do Bell System Technical Journal. Este trabalho enfoca no problema da melhor forma de codificar uma informação que um remetente deseja transmitir. Neste trabalho fundamental ele usou ferramentas da teoria da probabilidade, desenvolvidas por Norbert Wiener, que estavam em seus estágios iniciais de serem aplicadas a teoria das comunicações na época. Shannon desenvolveu a entropia da informação como uma medida de incerteza em uma mensagem. Contribuição fundamental da teoria da informação para processamento de linguagem natural e lingüística computacional foi ainda estabelecida em 1951, em seu artigo "Previsão e Entropia de Impresso Inglês", mostrando limites superior e inferior da entropia nas estatísticas de Inglês - dando uma base estatística para análise da linguagem. Outro papel notável publicado em 1949 é a "Communication Theory of Secrecy Systems", uma versão desclassificada do seu trabalho em tempo de guerra sobre a teoria matemática de criptografia , no qual ele provou que todas as cifras teoricamente inquebrável deve ter os mesmos requisitos que a one-time pad. A ele também é creditado a introdução da teoria da amostragem, que se preocupa com o que representa um sinal de tempo contínuo a partir de um conjunto (uniforme) discreto de amostras. Essa teoria foi essencial para permitir a passagem das telecomunicações dos sistemas analógicos para sistemas digitais no ano de 1960 e posteriores.


Hobbies e Invenções


Fora de suas pesquisas acadêmicas, Shannon estava interessado em malabarismo, monociclo, e xadrez. Ele também inventou diversos dispositivos. Um dos seus dispositivos mais engraçados era uma caixa mantida em sua mesa chamada de "Máquina Definitiva", baseada em uma idéia de Marvin Minsky. Além disso, ele construiu um dispositivo que poderia resolver o Cubo de Rubik. Também é considerado co-inventor do primeiro computador portátil, juntamente com Edward O. Thorp. O dispositivo foi utilizado para melhorar as chances quando se joga roleta.


Legado e homenagens


Shannon chegou ao MIT em 1956, para se juntar ao corpo docente e para realizar um trabalho no Laboratório de Pesquisa de Eletrônica (RLE). Ele continuou a servir no corpo docente do MIT até 1978. Para comemorar suas conquistas, houve celebrações de seu trabalho em 2001, e atualmente há seis estátuas de Shannon esculpido por Eugene L. Daub: um na Universidade de Michigan, uma no MIT no Laboratório de Sistemas de Informação e Decisão, um em Gaylord, Michigan, um na Universidade da Califórnia, San Diego, uma no Bell Labs, e outro no Labs Shannon AT & T. Após o rompimento na Bell, a parte do Bell Labs que ficou com a AT & T foi nomeado Shannon Labs em sua honra.
De acordo com Neil Sloane, a perspectiva introduzida por Shannon da teoria da comunicação (agora chamada de teoria da informação) é a base da revolução digital, e cada dispositivo que contém um microprocessador ou microcontrolador é um descendente conceitual da publicação de Shannon. "... Ele é um dos grandes homens do século, sem ele, nenhuma das coisas que conhecemos hoje existiria. Toda a revolução digital começou com ele".
Shannon desenvolveu a doença de Alzheimer, e passou seus últimos anos em um asilo de Massachusetts. Ele foi auxiliado por sua esposa, Mary Elizabeth Moore Shannon, o filho, Andrew Moore Shannon; a filha, Shannon Margarita, uma irmã, Catherine S. Kay e suas duas netas.


Número de Shannon


Número de Shannon (10120) é uma estimativa da complexidade de jogo do xadrez. Ele foi calculado pela primeira vez por Claude Shannon. De acordo com ele, em média, 40 movimentos são feitos no jogo de xadrez e cada jogador escolhe um movimento entre 30 (embora possa haver menos movimentos, bem como nenhum - como no caso do xeque-mate ou empate - ou muitos como 218). Entretanto, (30×30)40, isto é, 90040 jogos de xadrez são possíveis. Este número é aproximadamente 10120, valor que se obtém ao resolver a equação: 90040=10x que é x=40×log 900. A complexidade do xadrez é atualmente avaliada em aproximadamente 10123 (o número de posições legais no jogo de xadrez é estimado entre 1043 e 1050). Como comparação, o número de átomos no Universo, com o qual é frequentemente comparado, é estimado entre 4×1078 e 6×1079.


Índice de Shannon


O índice de Shannon (também chamado de índice Shannon-Weaver ou de índice do Shannon-Wiener) é um dos diversos índices da diversidade usados para medir a diversidade em dados categóricos. É simplesmente a informação entropica da distribuição, tratamento as espécies como símbolos e o tamanhos da respectiva população como uma probabilidade. Este artigo trata a sua utilização para medir a biodiversidade. A vantagem deste índice é que ele leva em consideração o número das espécies e a espécies dominantes. O índice é incrementado, quer por terem adicionado uma única espécie, ou por terem uma importante equitatividade. O nome "Shannon-Weaver" é uma contração imprópria; aparentemente alguns biólogos concluíram erradamente que Warren Weaver, autor de um influente prefácio do livro formulado por Claude Shannon publicado em 1948 papel fundador da teoria da informação, era uma Cofundador desta teoria. Weaver teve um papel crucial no rápida desenvolvimento da teoria informação, no pós guerra, de um modo diferente, no entanto, como um influente administrador da Fundação Rockefeller, ele garantiu que a primeira publicações teóricos recebessem generosas doações para a pesquisa. Norbert Wiener não tinha em mão se quer o índice, embora sua influência seja popular na cibernética era frequentemente relacionado a teoria da informação na década de 1950.


Definições



  • n_i O número dos indivíduos em cada espécie; a abundância de cada espécie.
  • S O número de espécies. Chamado também de riqueza.
  • N O número total de todos os indivíduos: \sum_{i=1}^S n_i
  • p_i A abundância relativa de cada espécie, calculada pela proporção dos indivíduos de uma espécie pelo número total dos indivíduos na comunidade: n_i\over N

 

Calculando o índice


H^\prime = -\sum_{i=1}^S p_i \ln p_i
Aplicando o cálculo, que pode ser demonstrado para um qualquer dado número de espécies, onde há um máximo possível H^\prime , H_\max=\ln S o qual ocorre quando todas as espécies que estão presentes ocorrem em igual número.


A prova de que máximo igualdade maximiza o índice


O resultado vai provar que uma determinada população terá um Índice Shannon máximo se e somente se cada espécie representada é composta pelo mesmo número de indivíduos


Expandindo o índice:

H^\prime = -\sum_{i=1}^S {n_i\over N} \ln {n_i\over N}
N H^\prime = -\sum_{i=1}^S n_i \left ( \ln n_i - \ln N \right )= -\sum_{i=1}^S n_i \ln n_i + \ln N \sum_{i=1}^S n_i
N H^\prime - N \ln N = -\sum_{i=1}^S n_i \ln n_i
Agora, vamos definir H_s = -\sum_{i=1}^S n_i \ln n_i Como é evidente, desde que N seja uma constante positiva de um determinado tamanho populacional, e N\ln N também é uma constante, então a maximação H_s equivale a maximação H^\prime .



Estratégia

Vamos dividir arbitrariamente uma comunidade de um determinado tamanho em dois grupos, com cada grupo que recebe um número arbitrário de indivíduos e um número arbitrário de espécies. Agora, dentro de cada grupo, cada espécie tem o mesmo número dos indivíduos que quaisquer outras espécies do grupo, mas o número dos indivíduos por espécies no primeiro grupo pode ser diferentes do número dos indivíduos por espécies no segundo grupo. Agora, se se puder provar que alcança o ponto máximo quando o número dos indivíduos por espécies no primeiro grupo combina o número dos indivíduos por espécies no segundo grupo, tem-se provado então que a população tem um índice máximo somente quando cada espécie na população é representada uniformemente. não depende da população total. Assim pode ser construído simplesmente somando os índices de duas subpopulações. Desde que o tamanho da população é arbitrário, isto prova que se você tiver duas espécies (o número o menor que pode ser considerado dois grupos), seu índice é maximizado se estiverem presente em iguais números. As regras da Indução matemática foram assim satisfeitas.


Firmeza


Agora, divide-se as espécies em dois grupos. Dentro de cada grupo, a população é distribuída uniformemente entre as espécie presente.


  • k O número dos indivíduos no segundo grupo.
  • p O número de espécie no segundo grupo.
  • n_{i2} = k/p Número dos indivíduos em cada espécie no segundo grupo.
  • N-k O número dos indivíduos no primeiro grupo.
  • S-p As espécies no primeiro grupo.
  • n_{i1} = {N-k \over S-p} Os indivíduos em cada espécie no primeiro grupo.
H_s = -\sum_{i=1}^{S-p} {N-k \over S-p} \ln {N-k \over S-p}    - \sum_{i=1}^p {k\over p} \ln {k \over p}  = -\left ( N-k \right ) \ln  {N-k \over S-p}    - k \ln {k\over p}.
Para descobrir o valor de k maximiza H_s , nós devemos encontrar o valor de k que satisfaça à equação:
{d\over dk}\, H_s=0.
Diferenciação,
\ln { N-k \over S-p} + (N-k){1 \over N-k} - \ln {k\over p} - k {1 \over k} = 0,
\ln {N-k\over S-p} = \ln {k \over p}
Exponenciação:
{N-k\over S-p} = {k \over p} = {pN \over S}.
Agora aplicando as definições de N_{i1} e de N_{i2} , nós obtemos
N_{i1} = N_{i2} = {N\over S}.



Resultado

 

Agora nós temos realizada a prova que o índice do Shannon-Wiener maximizado quando cada espécie presente está em números iguais. Mas que é o índice é esse caso? Bem, , assim conseqüentemente:
H_\max = - \sum_{i=1}^S {1\over S} \ln {1\over S} = \ln S.



Prêmios

Medalha Stuart Ballantine (1955)
Gibbs Lecture (1963)
Medalha Nacional de Ciências (1966)
Medalha de Honra IEEE (1966)
Prémio Harvey (1972)
Prêmio Claude E. Shannon (1972)
Medalha John Fritz (1983)
Prêmio Kyoto (1985)
National Inventors Hall of Fame (2004)

Tese: An Algebra for Theoretical Genetics. (1940).

Referências: