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domingo, 3 de novembro de 2019

Biografia de William Colgate

Colgate (pic: Smmpc).
William Colgate nasceu em Hollingbourne, a 25 de Janeiro de 1783, e, faleceu em Nova York, a 25 de Março de 1857. William Colgate foi um inglês-estadunidense que fundou em 1806 uma empresa de pasta dental que posteriormente tornar-se-ia a Colgate. Magnata estadunidense nascido em Kent, Inglaterra, fundador de uma pequena empresa novaiorquina em 1806, que viria se tornar a gigante Colgate-Palmolive uma das maiores empresas de pasta dental.

Vida

Nasceu na Inglaterra, em Kent, no dia 25 de Janeiro de 1783. Ele era o filho de Robert e Mary Bowles Colgate. Seu pai, Robert Colgate por simpatizar com as colônias americanas e discordar da Inglaterra, resolveu mudar para os Estados Unidos em 1798. Eles se estabeleceram em Hartford, Connecticut, em uma fazenda, o trabalho deles era duro. Willian sempre ajudava o pai na fazenda e procurava sempre formas mais eficientes e rápidas de concluir o trabalho, mas ainda assim sua família não conseguia se recuperar financeiramente. Devido a ruína que atravessava seu pai se propõe a vender os animais, pois o dinheiro não dava para todos. William diz ao pai para não vender os cavalos, senão não teria como trabalhar, e que iria tentar a vida na cidade, que havia orado muito e acreditava que se fosse para cidade conseguiria ganhar dinheiro e ajudá-los. Seu pai acaba concordando relutante sabendo no fundo do coração que seria melhor assim. A mãe ao ouvir a notícia começa a chorar, depois de se acalmar pede ao filho para ler Malaquias 3:10 em voz alta, e ele lê: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa. e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, seu Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós benção sem medida”. Sua mãe pede para que ele não se esqueça disso.

Ida para Nova York

William tinha 16 anos de idade quando deixou a casa dos pais, no caminho encontrou um velho que orou com ele e falou: “Alguém será brevemente, o principal fabricante de sabão em Nova Iorque. Espero que seja você seja homem prudente, dê seu coração a Cristo. Lhe entregue de cada dólar que você receber, a parte que lhe pertence, faça um sabão honesto, no peso dê uma libra inteira (454 gramas, ou seja, fácil de manusear e barato). Sei que você será abençoado”. Chegando em Nova York com dificuldade, conseguiu emprego. Começou a trabalhar como aprendiz de uma caldeira de sabão e aprendeu o negócio. Lembrando-se das palavras de seus pais, começou a frequentar uma igreja no seu bairro e logo que recebeu o primeiro salário entregou o dízimo. William tinha espírito empreendedor, sabia ver os erros administrativos com facilidade, o patrão dele percebendo a capacidade de William o fez sócio. Em 1811 ele se casou com Miss Mary Gilbert, filha de Edward Gilbert. Não se esqueceu de ajudar os pais comprando-lhes uma fazenda no município vizinho. Procurou sempre ajudar os pais no que era necessário.

Últimos anos

Inicialmente instalado na Dutch Street, em New York City, dedicou-se à venda de goma, velas e sabões de produção caseira e, no ano seguinte, associou-se com Francis Smith, fundando a Smith & Colgate. Depois, em 1813, comprou a parte de Smith e associou-se ao irmão, Bowles Colgate, alterando o nome da empresa para William Colgate & Co. Revelando, desde sempre, uma forte orientação para a comunicação, sua arrancada para o sucesso deu-se inicialmente a partir de uma arrojada e inovadora campanha de divulgação (1817), anunciando os seus produtos em jornais e colando cartazes pelas ruas da cidade. Tornou-se conhecido como o magnata do sabão e fundou o Colgate College, Hamilton, NY, hoje uma importante universidade norte-americana. William faleceu em New York no dia 25 de Março de 1857, aos 74 anos. Foi sepultado no Green-Wood Cemetery, Brooklyn, em New York. Após a morte do seu fundador a companhia passou a ser chamada de Colgate & Company, em 1857.

Companhia nos anos posteriores

Após seis anos de pesquisa com perfumes e essências, lançou no mercado em 1872 o seu primeiro sabonete perfumado, o “Cashmere Bouquet”, que se manteve na preferência de muitos consumidores norte-americanos durante cerca de 120 anos. As inovações foram surgindo e, no ano seguinte, foi lançado o produto que viria revolucionar a imagem da empresa: o creme dentifrício “Colgate”. Inicialmente comercializado em latas, depois em 1896 passou a ser embalado em tubos de formato muito semelhantes aos atuais. Anos depois, em 1928, associou-se à Palmolive-Peet Company que se dedicava a fabricar sabonetes, constituindo assim a Colgate Palmolive-Peet Company. Aproveitando a notoriedade dos seus produtos, nomeadamente a pasta dentífrica Colgate e o “sabonete Palmolive”, a nova companhia alargou as suas vendas e mesmo durante a II Guerra Mundial, manteve-se na vanguarda das inovações. No final da guerra em 1945, lançou um novo produto, na categoria de limpeza caseira, o “Ajax”, passando, assim, a atuar em três mercados diferentes: a higiene bucal, pessoal e limpeza. Em 1953 a empresa adotou a sua atual denominação social: “Colgate-Palmolive”.

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Colgate

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Giovanni Agnelli - Fundador da FIAT

Gianni Agnelli (esquerda) e Giovanni Agnelli (direita) em 1940.

Nasceu em Villar Perosa, a 13 de Agosto de 1866, e, faleceu em Turim, a 16 de Dezembro de 1945. Agnelili foi um empreendedor italiano, fundador da FIAT. Filho de Edoardo Agnelli e de Aniceta Frisetti, foi antepassado da famosa família de empreendedores de Turim, avô de seu homônimo Gianni Agnelli. Proprietário de terras, foi oficial de cavalaria e senador do Reino.

Biografia

Quando um grupo de italianos se associou e formou, em 1899, a Fabbrica Italiana Automobili Torino (FIAT), pretendia fazer concorrência à indústria automobilística francesa e desenvolver inovações para carros de corrida. Todavia, Agnelli, primeiro secretário, deu outro rumo aos planos. Interessado em fazer uma linha de produção em massa, conseguiu lançar as bases do que hoje é um complexo industrial. Sob seu comando, a FIAT conseguiu se destacar na indústria de motores e entrar em todos os setores da indústria pesada — desde a construção de navios de guerra até aviões. Em 1932, Agnelli esteve na União Soviética. A visita foi providencial e resultou, logo após a Segunda Guerra Mundial, num convite do governo soviético para que a FIAT construísse o parque industrial automobilístico da União Soviética. Em 2002 foi incluído no Automotive
Hall of Fame.

Família e primeiros anos

Era o único filho de Edoardo Agnelli (18 de Julho de 1831 - 7 de Novembro de 1871) e de Aniceta Friscetti (1840 - 1920). Seu pai era criador de bicho-da-seda, um negócio que faria prosperar a família, como demonstra que em 1853 quando compraram o casarão do Séc. XVIII para os herdeiros do conde Piccone della Perosatio. Iniciou seus estudos no colégio San Giuseppe e daí ingressou na academia militar de Módena e na Escola Militar de Pinerolo, de onde saiu como tenente de cavalaria em 1889, ano em el que também se casa com Clara Boselli (1869 -1946), irmã de um capitão de corveta. Recém graduado da academia, é destinado a Verona e Clara parte com ele. Ali nascerá sua primeira filha, Caterina Aniceta Agnelli (1889 – 1928).

Retorno à Villar Perosa

Não obstante, nem a cômoda vida em Verona nem seu posto de tenente, despertaram o interesse de Giovanni, apaixonado pela mecânica. Em 1884 havia visitado a Exposição Universal de Turim, onde conheceu Galileo Ferraris e pôde contemplar os melhores avanços da época. Obstinado em seu empenho decidiu montar seu próprio laboratório no sótão sob o palácio de Verona onde morava. Neste local, ele trabalhou e investigou o motor de explosão, até que o mesmo laboratório voou pelos ares numa das explosões. Lá ele também consolidou sua relação com o professor Enrico Bernardi, engenheiro e pioneiro no automobilismo italiano. Juntamente com seus colegas, o tenente Gropello e o soldado Scotto, fabricaram uma metralhadora e um paraquedas. Certo dia, Scotto trouxe um velho e desmantelado motor Daimler, sem carburador. Logo eles o consertaram e o puseram a trabalhar até que a embreagem saltou em pedaços e por pouco mata Scotto. Em 1892, ano em que nasce seu segundo filho, Edoardo (1892 - 1935) pendurou as chuteiras após haver finalizado o serviço militar e regressa para casa, em Villar Perosa, decidido a dedicar-se à agricultura e à sua família, modernizando seu material agrícola para explorar as já notáveis propriedades que possuía. Em 1895, apenas três anos depois, é nomeado prefeito de Villar Perosa e durante o seu mandato, que foi ininterrupto até o dia de sua morte, correu a cargo dos impostos dos cidadãos, como faria seu neto Gianni até 1980.

Chegada a Turim

Em 1896 desembarca em Turim, onde começa a trabalhar como sócio de Luigi Storero, na Oficina Storero, uma companhia de bicicletas. Assim começou, por exemplo a importação de triciclos Prunelle com motores De Dion-Buton e também participou de corridas com estes triciclos, conseguindo algumas vitórias. Não obstante, Giovanni não está de acordo com Storero e seu sócio francês Dion-Buton. Agnelli é partidário de criar uma indústria italiana própria, sem a necessidade de depender de uma empresa estrangeira. Mas seria a raiz da Exposição Universal de Paris em 1889 quando decide dar o grande salto. Giovanni, que desde a sua chegada a Turim se acotovelava com a aristocracia local, soube um dia que o conde Emanuele Carlo Cacherano di Bricherasio, procurava um sócio para fundar uma empresa automobilística. Foi assim que o empresário lhe ofereceu um negócio no Caffé Burello que levaria ao seu império hegemônico.
 
Nascimento da FIAT e RIV

Em 1º de Julho de 1899 é fundada a Sociedade Italiana para a Construção e Comercialização de Automóveis em Turim. Dez dias depois, a 11 de Julho, se firma a ata de fundação da Fabbrica Italiana Automobili Torino (Fábrica Italiana de Automóveis deTurim: FIAT). Giovanni aparece nela como Secretário do Conselho de Diretores, enquanto que o presidente é o advogado Ludovico Scarfiotti. A ideia de batizar a empresa com as iniciais FIAT foi realizada por Aristide Faccioli, engenheiro da recém criada empresa e diretor técnico da mesma. As divergências entre o secretário do conselho de administração, Agnelli, e o diretor técnico provocaram a demissão do segundo em 18 de Abril de 1901, sendo substituído pelo seu diretor-gerente Giovanni Enrico Marchesi. Cinco anos depois, em 1906, cria juntamente com o engenheiro de bicicletas Roberto Incerti a RIV (Roberto Incerti & C. Villar Perosa) para construir uma indústria de rolamento de esferas.

Cargos políticos e profissionais
  • Prefeito de Villar Perosa (1905 - 1945)
  • Conselheiro do Crédito italiano (1918 - 1945)
  • Presidente de FIAT ( 23 de diciembre de 1920 - 4 de Maio de 1945)
  • Senador do Reino de Itália (7 de Junho de 1923 - 16 de Dezembro de 1945)
  • Conselheiro da Sociedade Hidroelétrica Piemonte SIP (14 de Maio de 1924 - 25 de Junho de 1943)
  • Presidente da Vetrococke (1924 - 1945)
  • Conselheiro da Sociedade telefônica inter-regional piemontesa e lombarda STIPEL (1º de Julho de 1925 - Fevereiro de 1940)
  • Presidente do Instituto Financeiro Industrial IFI (27 de Julho de 1927 - 4 de Maio de 1945)
  • Conselheiro do estaleiro Cantieri riuniti dell'Adriatico.

sábado, 31 de maio de 2014

Biografia de Harvey Samuel Firestone


Harvey Samuel Firestone
Harvey Samuel Firestone. Nasceu em Columbiana, Ohio, a 20 de Dezembro de 1868, e, faleceu em Miami Beach, a 7 de Fevereiro de 1938. Harvey Firestone foi um empresário estadunidense. Ficou conhecido como o industrial que estabeleceu a companhia de pneus e borrachas Firestone, empresa que foi, durante cerca de 80 anos, a maior fabricante de pneumáticos do país. Em Detroit, Samuel Firestone foi o primeiro homem a conduzir um "buggy" com pneus de borracha, na altura em que trabalhava como responsável da empresa do seu tio. Foi quando este negócio de construção de "buggys" falhou que Harvey Firestone se mudou para Chicago, em 1896. Em conjunto com alguns sócios, deu início a um estabelecimento de comercialização de pneus. Em 1900, o empresário norte-americano mudou-se para Akron, na altura o centro produtivo de pneumáticos. Nessa cidade desenvolveu a sua patente - um mecanismo para aplicar pneus de borracha nos eixos de rodas normais - e com um sócio montou uma empresa. Dois anos mais tarde, a companhia de Firestone deixou de vender mecanismos produzidos por outras empresas. O norte-americano comprou então uma fábrica onde começou a produzir os seus próprios pneus. Em 1904, Firestone já produzia pneus para automóveis e foi o primeiro no fornecimento deste tipo de produtos para a fabricante de automóveis Ford. O negócio estabelecido entre as duas companhias fez com que Firestone atingisse, em 1906, o topo da indústria pneumática americana. A Firestone manteve um carácter inovador, sendo pioneira na concepção de vários produtos. A companhia promoveu o uso dos caminhões pesados nas frotas comerciais, e pertenceu a "lobbies" que tentaram pressionar a construção de redes de auto-estradas. O negócio de Harvey Firestone estendeu-se à Ásia. O empresário americano pretendia enfrentar o domínio britânico naquela área do globo e, para tal, comprou as plantações de borracha na Libéria. Harvey Samuel Firestone esteve na presidência da companhia de pneus e borracha Firestone até 1932, altura em que foi substituído pelo seu filho. Em 1974 foi incluído no Automotive Hall of Fame.



Firestone Tire and Rubber Company

Firestone Tire and Rubber Company é uma fábrica de pneus fundada em 1900 por Harvey Firestone e que foi comprada pela empresa japonesa Bridgestone, também do ramo de pneus.



História

Henry Ford, ca. 1919.
A Firestone foi fundada em 3 de Agosto de 1900, em Ohio (EUA), com o nome de Firestone Tire & Rubber Company, pelo jovem empreendedor Harvey Firestone, com um capital inicial de US$20 mil. Inicialmente, a empresa fabricava pneus para carruagens e contava, então, com 12 empregados. Desde o início, Firestone se preocupou com a constante melhoria da qualidade de seus produtos. Por esta razão, seus pneus foram escolhidos por Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, para equipar o primeiro automóvel produzido em série. Em 1938, quando Firestone morreu, aos 69 anos, a companhia já tinha várias fábricas espalhadas pelo mundo - a unidade brasileira iniciaria suas operações um ano depois, em Santo André (São Paulo).



Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Firestone, além de pneus, passou a produzir asas de avião, esteiras para tanques, caminhões antiaéreos e tanques de oxigênio. Com o aumento da demanda por veículos importados e seus componentes, após o fim da guerra, as vendas da Firestone chegavam à marca de US$ 1 bilhão em 1953. Onze anos depois, a empresa adquiriu a divisão de pneus da Seiberling Rubber Co. nos EUA. Em seus mais ambiciosos investimentos até então, a companhia comprou 300 lojas de serviços automotivos da J.C. Penney, em 1983, com o objetivo de diversificar suas atividades como produtora de pneus.



Aquisição pela Bridgestone

A união com a Bridgestone aconteceu em 1988, quando a empresa sediada no Japão adquiriu a Firestone por US$ 2,6 bilhões. Em seguida, a Bridgestone anunciou um plano de investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão nas operações da empresa e, um ano depois, surgia a Bridgestone Americas Holding, que incorpora as operações da Bridgestone do Brasil nas Américas.



Referências