terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Paranavaí - Paraná

Paróquia São Sebastião (foto: LEONARDO DASILVA).

Paranavaí é um município localizado no Noroeste do Estado do Paraná, principal centro da microrregião de Paranavaí. Sua altitude e de 425 m e sua área corresponde a 1.202,4 km². Em 2017, a sua população foi estimada em 87.850 habitantes (dados do IBGE), o que dá uma densidade demográfica de 67,88 h/km².

História

Entre as mais jovens regiões do Estado do Paraná a serem povoadas e colonizadas, como decorrência do ciclo do café, está a imensa zona situada a noroeste, nas bacias dos rios Ivaí e Paranapanema, nos limites do Paraná com o Mato Grosso do Sul.

Período pré-colonial e colonial

No início do século XVI, espanhóis e portugueses fizeram suas primeiras penetrações, quase ao mesmo tempo, desencadeando as primeiras lutas pela posse efetiva da terra. Assim, o descobrimento, o desbravamento e o povoamento das terras que constituem hoje o estado do Paraná foram obra de castelhanos, portugueses e bandeirantes paulistas que, a partir de 1602, começaram a fazer suas primeiras "entradas" no "Sertão guairenho", trilhados ou caminhos fluviais e as "picadas" íngremes do sertão. Data do início dessas penetrações a abertura dos primitivos caminhos através do sertão conhecido pelas denominações de caminho de Peabiru, caminho fluvial do Rio Cubatão, de Itupeva e do "Arraial" e de Sorocaba a Viamão, por onde transitaram, no século XVI, expedições das mais diversas. A partir de 1554, já existiam nas bacias dos rios Paranapanema, Ivaí, Tibagi, Piquiri e Paraná as "reduções" jesuíticas e as cidades da República do Guairá. De qualquer forma, durante quase quatro séculos, a zona setentrional do Paraná ficou esquecida e abandonada, sendo visitada apenas por viajantes, bandeirantes e exploradores europeus.

Primeiro núcleo populacional

A região onde hoje se encontra o município de Paranavaí pertenceu em épocas sucessivas do povoamento às comarcas de Tibagi, Londrina, Rolândia, Apucarana e Mandaguari. Até o ano de 1920, a zona era completamente desabitada, constituída de terras devolutas de propriedade do Estado. A partir desta data foi que iniciou o povoamento e colonização da região. O único meio de comunicação até então existente era uma estrada antiga que, partindo de Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, cruzava o rio Paranapanema, em sentido leste-oeste, atingindo a localidade, onde surgiu, mais tarde, o município de Paranavaí. O primeiro núcleo populacional surgiu na antiga “Fazenda Montoia”, que se situava no mesmo local onde hoje se encontra a “Fazenda Experimental do Estado”. Aí, em 1930, já existia um Cartório de Registro Civil, o que significa que Montoia, naquela época, já era Distrito judicial.

Prefeitura (foto: LEONARDO DASILVA).


Fazenda Velha Brasileira

A partir de 1930, o povoamento deslocou-se rapidamente para a “Fazenda Velha Brasileira” (atual zona urbana de Paranavaí), em cujas terras virgens e férteis foi plantado nada menos que um milhão de pés de café. A inesgotável exuberância da terra da Fazenda Velha Brasileira atraiu, em curto lapso de tempo, pessoas de todos os quadrantes do país, que vieram, de uma ou outra forma, contribuir para o progresso e desenvolvimento da cidade nascente. A Fazenda Velha Brasileira - surgindo sob inspiração de Dr. Lindolfo Collor, um dos líderes da Revolução de 1930 e autor da legislação trabalhista brasileira - veio a pertencer-lhe. Posteriormente foi transferida à “Companhia Braviaco”.

Colônia Paranavaí

Algum tempo mais tarde, por conta do “Decreto Nº 800” de 8 de Abril de 1931, assinado pelo General Mário Tourinho, então Interventor Federal do Paraná, as terras de Paranavaí voltaram ao domínio do Estado, sendo autorizado o seu loteamento. Data dessa época o início da decadência da povoação e da localidade. Devido à burocracia existente, verificou-se um verdadeiro êxodo na população, que abandonava o patrimônio para fixar-se noutra localidade. Somente a partir de 1944, reiniciou-se o loteamento sob orientação do Dr. Francisco de Almeida Faria, quando, então se acredita, a localidade recebeu a denominação de “Colônia Paranavaí”, neologismo formado pela junção dos nomes dos rios Paraná e Ivaí.

Avenida Paraná (foto: LEONARDO DASILVA).

 
Tiro de Guerra (foto: LEONARDO DASILVA).


Cemitério (foto: LEONARDO DASILVA).


Estrada Boiadeira

Considerando que a colônia estava ligada unicamente ao Estado de São Paulo, o interventor Manoel Ribas resolveu determinar a abertura de um picadão que, partindo de Arapongas, ligasse Paranavaí ao resto do estado. Esse caminho foi novamente aberto e melhorado em 1939 pelo capitão Telmo Ribeiro, e desde a sua abertura foi conhecida pela denominação de Estrada Boiadeira. Em virtude da Companhia Colonizadora haver retirado o apoio à localidade, caiu o desanimo sobre a população, ao ponto de desaparecer completamente e ser extinto o Distrito de Montoia. Assim, em 1944, a população de Montoia era inferior à existente em 1930.

Retomada do desenvolvimento

A partir de 1944, Paranavaí ressurgiu num surto de realizações e progresso sem interrupção, nem mesmo com as catastróficas geadas de 1953 e 1955. Para construir a primeira capela, foi derrubada a mata virgem. A primeira missa foi celebrada na casa de Waldomiro de Carvalho, nas proximidades da antiga Estação Rodoviária. O fato ocorreu no dia 25 de Dezembro de 1944, sendo celebrante o padre João Guerra.

 

"Diário do Noroeste", periódico de Paranavaí. (foto: LEONARDO DASILVA).

Jardim Ipẽ (foto: LEONARDO DASILVA).


Criação do município

O município foi criado com o desmembramento de Mandaguari, pela Lei Estadual Nº 790 de 14 de Dezembro de 1951, e solenemente instalado em 14 de Dezembro de 1952, com a posse do seu primeiro prefeito municipal, o médico José Vaz de Carvalho, e instalação da primeira Câmara Municipal. Na época de sua autonomia, o município de Paranavaí era formado apenas por dois distritos: Catarinenses e Porto São José.

Comarca de Paranavaí

A administração de José Vaz de Carvalho imprimiu tal progresso no município que, já em 1953, pela Lei Estadual Nº 1542, de 14 de Dezembro, era elevado à categoria de Comarca, sendo instalada como Comarca de 2ª Entrância em 1º de Março de 1954, tendo como primeiro Juiz de Direito, Sinval Reis e primeiro Promotor Público, Carlos Alberto Manita. Em 2012 foi elevada para Comarca de Entrância Final, mais alto grau da estrutura judiciária paranaense e conta com dois varas cíveis, 2 varas criminais, uma vara do juizado especial e uma vara de família e anexos, bem como com os cartórios de Registro de Imóveis, Protesto, Registro Civil e o Tabelionato Oscar Tomazoni, Tabelionato Carlos Gomes Roque e Tabelionato Itajana Barreto Costa.
 

Diploma de honra

Em 1956, no concurso promovido pela Associação Brasileira de Municípios, Paranavaí foi classificada, recebendo o “Diploma de Honra”, como um dos cinco municípios de maior progresso e desenvolvimento em todo o Brasil sendo entregue pelo então presidente da república Juscelino Kubitschek.

 

Centro comercial (foto: LEONARDO DASILVA).


Novos municípios

O vertiginoso progresso do município foi de tal maneira impressionante que pela “Lei Nº 253”, de 26 de Novembro de 1954, Paranavaí foi desmembrada, saindo do seu território os seguintes municípios autônomos: Querência do Norte, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí, Loanda, Nova Londrina, Terra Rica, Paraíso do Norte, Tamboara e São Carlos do Ivaí. Em 1956, foi criada a “Comarca de Loanda”, constituída dos cinco primeiros municípios, enquanto os outros foram instalados após a realização das eleições a 3 de Outubro de 1955.

Geografia

O município tem como limites o Estado de São Paulo a norte e os municípios de Santo Antônio do Caiuá, São João do Caiuá e Alto Paraná a leste, Tamboara, Nova Aliança do Ivaí e Mirador a sul e Amaporã, Guairaçá e Terra Rica a oeste.

Ensino superior e técnico

Nos últimos anos, a população universitária de Paranavaí cresceu vertiginosamente e a cidade se consolidou como polo da educação superior da região Noroeste do Paraná. A mais recente conquista foi a instalação da reitoria da Unespar (Universidade Estadual do Paraná). A Unespar possui sete campi que juntos fez a terceira maior universidade mantida pelo Governo do Paraná em número de estudantes. Em todas as unidades são mais de 12 mil acadêmicos matriculados em 68 cursos de graduação, 36 cursos de especialização e dois programas de mestrado.

Reitoria – Em 2013, o governador Beto Richa apresentou o projeto de lei 144/2013 que previa a efetiva criação da universidade e a definição da cidade de Paranavaí, como sede da reitoria da Unespar. O projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa (por 46 votos a zero). A reitoria foi instalada na Rua Pernambuco, nº 858. No local, funcionava a Junta de Conciliação de Julgamento de Paranavaí. O prédio de aproximadamente 400 m²  recebeu investimentos de mais de R$ 220 mil da prefeitura.

 

Antigo Mercado Munipal (foto: LEONARDO DASILVA).
Mercado Pebinha, Av. Deputado Heitor de Alencar Furtado -  Jd Santos Dumont. (foto: LEONARDO DASILVA).


Hospitais e centros de saúde

    • PA - Pronto Atendimento;
    • Hospital Santa Casa (Unidade Morumbi/Zona Norte);
    • Hospital Regional Santa Casa de Paranavaí (Centro);
    • Hospital Regional do Noroeste;
    • Hospital Unimed Paranavaí.


Comunicações

Paranavaí conta com vários veículos de comunicações, sendo: sete rádios, dois jornais, três revistas, uma emissora de televisão, uma agência de publicidade em mídias sociais e vários portais na internet.

    • Rede de Rádios - FM
    • Rádio 101.9 - FM
    • Rádio Transamérica - FM
    • Rádio Caiuá - FM
    • Rádio Skala - FM
    • Rádio Paranavaí FM
    • Rádio Paranavaí - AM
    • Rádio Cultura Norte Paranaense - AM
    • Jornal Diário do Noroeste
    • Jornal Folha de Notícias
    • Revista Grande Noroeste
    • Revista Laranja Café
    • Revista Destaque Regional
    • RPC (Paranavaí): Emissora de TV afiliada a Rede Globo com estúdios e redação jornalistica tendo como sede na cidade de Paranavaí, também possui duas sucursais, uma em Cianorte e outra em Umuarama. São nos estúdios de Paranavaí que são apresentados ao vivo as duas edições diárias do programa jornalístico “Paraná TV”.
    • Canal 20 (Paranavaí): É um canal a cabo, um dos 89 canais a cabo oferecidos pela RCA (Rede de Comunicações Associadas), exclusivamente para Paranavaí. O Canal 20 tem programação 24 horas, versatilidade nos formatos de comunicação, qualidade de som e imagem, familiarização do público com os assuntos regionais e espectadores com interesses diversificados.

Economia
Citricultura

A citricultura é uma das mais recentes alternativas agrícola da região. Apesar de nova, ela veio com muita força e transformou Paranavaí no maior produtor de laranjas do Paraná. A safra 2002/2003 produziu 6 milhões de caixas de laranja (estimativa baseada na quantidade vendida para as duas indústrias instaladas no município). A multinacional Louis Dreyfus Commodities e a Citri - Indústria, Comércio e Exportação LTDA - são as responsáveis pela transformação da laranja. Praticamente todo o suco produzido nas indústrias é exportado. Dois outros subprodutos da laranja, - óleo essencial e o D'limoneno - também são exportados. No mercado interno, o suco abastece as indústrias de refrigerantes. Além disto, a laranja in natura é comercializada nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

A região de Paranavaí também produz mandioca, algodão, café, bicho-da-seda, pecuária, abacaxi e soja. Dessas, a produção de mandioca é a mais significativa. É a segunda maior do estado e ocupa 30 mil hectares. A produtividade da região é duas vezes superior que a média nacional. Na região se colhe, em média, 30 ton. por hectare. A média brasileira é de 13 toneladas por hectare. Boa parte da produção é processada em indústrias da cidade como a multinacional General Mills do Brasil e outras fecularias.

Café

O café ocupa 14 mil hectares de lavouras. Este número aumenta a cada dia com a implantação do sistema de café adensado, que está trazendo de volta a cafeicultura para o Noroeste do Estado.

Bicho da Seda

O bicho da seda é uma cultura que gera muitos empregos. São duas mil toneladas de casulos de bicho da seda produzidos na região, comercializados nas indústrias de fiação de seda.

Pecuária

A principal atividade da região é a pecuária de corte. As pastagens ocupam 75% da área da região. O rebanho é de aproximadamente 1.100.000 cabeças e a raça predominante é a nelore. Na região, também é forte a criação de búfalos. É o segundo maior rebanho de bubalinos do Paraná. Para atender um segmento deste, Paranavaí conta com dois grandes frigoríficos com capacidade de abate de 1.400 bois por dia. São aproximadamente 450 toneladas de carne por dia, que abastecem os Estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Juntos, os frigoríficos geram mais de 650 empregos diretos e estão prontos para colocar seus produtos no Mercado Comum Europeu.

Paranavaí conta com uma estrutura de pesquisas e difusão de tecnologia. O Iapar - Instituto Paranaense de Assistência Rural e a Estação Experimental de Cana-de-Açúcar da Universidade Federal do Paraná representam um avanço tecnológico para a agricultura da região.

Cultura

Paranavaí conta com um dos mais modernos teatros do Paraná. O Teatro Municipal Dr. Altino Afonso Costa, que foi inaugurado na noite de 1º de Abril de 2003 com o espetáculo “O Segundo Sopro”, do Balé Teatro Guaíra. O Teatro está no Centro Cultural Rodrigo Ayres, possui 357 lugares, palco em estilo italiano, três camarins e ar condicionado central. A obra tem ainda um elevador para pessoas deficientes e um moderno sistema de som. O Festival de Música, Poesia e Contos de Paranavaí (Femup) é um dos únicos do gênero no Brasil, realizado desde a década de 1960. E ainda o projeto “Ler para Crescer”, que é uma feira onde são expostos vários livros e trabalhos para todo tipo de idade. Além do Teatro Municipal, a cidade conta com uma Casa de Cultura, um pequeno teatro para apresentações e eventos menores. Paranavaí possui duas salas de cinema.


Grupo Gralha Azul

O Grupo surgiu do movimento cultural que se desenvolveu em Paranavaí no final da década de 60 a partir do TEP – Teatro Estudantil de Paranavaí, fundado em 1969 pelo professor Huany França. A inauguração se faz com a peça "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Mello Neto, que se tornou um marco nas atividades teatrais na região. Quando o TEP se consolidou, optando por peças musicadas, conquistou o campo da música e o embrião do grupo musical ganhou vida como Gralha Azul, no ano de 1977. O FEMUP Festival de Música, Contos e Poesias de Paranavaí, também teve um papel importante para a criação do Grupo. Nessa época, a cidade tinha grandes talentos no setor teatral e o Grupo nasceu nesse meio. (para ler o conteúdo completo, visite o site do grupo: Grupo Gralha Azul).

Grupo Gralha Azul



Praça da Xícara (foto: LEONARDO DASILVA).
Teatro Municipal (foto: LEONARDO DASILVA).


Bairros

  1. América
  2. André Luiz
  3. Avaré
  4. Belo Horizonte
  5. Campo Belo
  6. Canaã
  7. Canadá
  8. Central (loteamento) Centro
  9. Chacará Jaraguá
  10. Chácara Jaraguá
  11. Fazenda Simone
  12. Guanabara
  13. Iguaçu
  14. Ipê
  15. Jardim Das Américas
  16. Jardim das Palmeiras
  17. Jardim Eucalipto
  18. Jardim Itália
  19. Jequitibá
  20. Marcela
  21. Maringá
  22. Morumbi
  23. Nações
  24. Nakamura
  25. Novo Ouro Branco
  26. Oásis
  27. Ouro Branco
  28. Panorama
  29. Paraíso
  30. Paulista
  31. Progresso
  32. Prudente
  33. Renascer
  34. Santa Cecília
  35. Santos Dumont
  36. São Cristóvão
  37. São Jorge
  38. Simone
  39. Social
  40. Sumaré
  41. Videira
  42. Vila Alta
  43. Vila City
  44. Vila Operária
  45. Vila Prudêncio
  46. Vila Rural Nova Vida
  47. Vila São Vicente
  48. Vista Alegre


Indústria e comércio

No setor industrial, Paranavaí conta com mais de 340 empresas nacionais e multinacionais. O parque industrial tem uma área de mais de 100 hectares. O comércio de Paranavaí responde com 45% do valor da economia, enquanto a indústria corresponde com 32% do bolo. O restante, cerca de 23%, é formado pelos produtos primários da agricultura e da pecuária. A cidade possui um comércio atrativo que conta com grandes redes nacionais, além de diversas franquias de vários seguimentos. Paranavaí conta com grandes supermercados, hipermercados e um Shopping Center, que faz da cidade referência no setor de comércio, serviços e lazer.

Esportes

Paranavaí é um dos polos esportivos do Estado. Possui uma equipe de futsal, a São Lucas, que disputa a elite do futsal paranaense. Possui também a equipe de atletismo, equipe de ciclismo e equipe de xadrez, time de handebol polo, estas com destaque em cenário nacional e internacional. Ainda possui vários esportes amadores pela cidade, que são organizados através de associações. A principal equipe esportiva da cidade é o ACP (Atlético Clube Paranavaí), campeão paranaense em 2007 e vice-campeão em 2003. Em Janeiro de 2009, Paranavaí sediou o Campeonato Paranaense Absoluto de Xadrez.

Aeroporto

O Aeroporto de Paranavaí - Edu Chaves é um aeroporto localizado em Paranavaí – Paraná.

Dados:

    • Paranavaí - SSPI
    • Nome do Aeroporto: Edu Chaves
    • Endereço: Avenida: Vereador Fued Abdala Tapxure, s/nº - Jardim São Jorge
    • Administração: Prefeitura Municipal
    • Telefone: 44 3902-1126 - Aeroporto
    • Dimensões da Pista: 1.500x30m
    • Quantidade de Pousos e Decolagens: 17 (mês)
    • Altitude: 465m
    • Revestimento da Pista: Asfalto
    • Opera com Linha Aérea Regular? Não
    • Opera por Instrumentos? Não
    • Opera no Período Noturno? Sim
    • Designativo das Cabeceiras: 12/30
    • Resistência da Pista: 13/F/C/Y/U
    • Coordenadas Geográficas: 23º05'30"S/052º29'04"W

 
Paróquia São Sebastião (foto: LEONARDO DASILVA).

Paranavaí (imagem: Gazeta do Povo)

Diocese de Paranavaí

A Diocese de Paranavaí (Dioecesis Paranavaiensis) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica, com sede na cidade de Paranavaí, Estado do Paraná. Criada pelo Papa Paulo VI. Atualmente, a diocese é governada por Dom Mário Spaki, 5° bispo diocesano, nomeado pelo Papa Francisco em 2018.

Bispos

    1. Benjamim de Sousa Gomes (1968-1985);
    2. Rubens Augusto de Souza Espínola (1985-2003);
    3. Sérgio Aparecido Colombo (2003-2009);
    4. Geremias Steinmetz (2011-2017);
    5. Mário Spaki (2018-atual).
 


Agradecimentos

Gostaria de agradecer ao Leonardo da Silva por ter disponibilizado estas imagens de Paranavaí no Commons da Wikipédia (para ver mais fotos do Leonardo, clik neste link: Imagens de Paranavaí).

Veja também

Memória de Paranavaí 


Dire Straits - Sultans of Swing.Você gosta? (Do you like?) (¿te gusta?) (ti piace?) (σας αρέσει) (magst du) (あなたは好きですか) (你喜歡嗎?)




segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Quixadá - Ceará

Vista parcial do centro com igreja matriz de Quixadá em primeiro plano. Ao fundo é possível visualizar alguns dos monólitos que circundam a cidade.



Quixadá é um município brasileiro do Estado do Ceará. Pertence à mesorregião dos Sertões Cearenses e à microrregião do Sertão de Quixeramobim. É a maior cidade do sertão central, com uma população de 85.371 habitantes. Possui uma área de 2.019,833 km² e uma densidade demográfica de 39,91 hab/km². O município possui o 17º maior PIB do Estado, maior renda per capta e melhor IDH da Mesorregião dos Sertões Cearenses. Na década de 1960 e 1970 o município esteve na lista das 100 cidades mais populosas do Brasil. Conhecida como “Terra da Galinha Choca”, “Terra dos Monólitos”, ou “Cidade Rainha do Sertão Central”. Até os anos de 1990 foi um dos maiores centros da cultura agroindustrial do algodão no Nordeste. No início dos anos 1980 ainda, em plena “Era do Algodão”, a professora Terezinha de Oliveira Barros, professora formada pelo antigo Sistema Normal, funcionária pública, idealiza trazer para Quixadá um Campus Universitário da Universidade Estadual do Ceará (UECE) convida um colega de trabalho, seu ex-chefe professor Luiz Osvaldo (Ex-Secretário de Educação Municipal) para com ela lutar para consecução de seu sonho. Primeiro consegue contactar um grande fazendeiro da região Sr. Francisco Gomes, “O Senhor Quinzinho”, dono de terras dentro da sede do município e possuidor de vários prédios neste, ele então resolve doar parte de sua fazenda localizada margem da Estrada da Serra de Santo Estevão, o Deputado Everardo Silveira da Base do Governo à época consegue o decreto que instala o Campus da Faculdade de Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC), fundada por inciativa popular em 1976. No início dos anos 1980 a doação do terreno faz iniciar as obras, o primeiro escritório funcionava dentro de sua residência localizada de fronte a obra que se iniciava, de onde eram feitas todas as ligações para a Reitoria da UECE e para os Escritórios do Governo, era de sua residência o banheiro dos trabalhadores da obra, e o primeiro café e o último que tomavam durante o dia de trabalho, a tão sonhada Faculdade inicia suas atividades em 1983 com a implantação dos Cursos de Pedagogia, História e Ciências. Idealizam o surgimento da “Praga do Bicudo” a cultura algodoeira a dar sinais de decadência, faltam políticas públicas e tecnologias para conter a praga, levando a falência coletiva os industriais do setor das duas grandes famílias algodoeiras “Carneiro” e “Baquit” e com eles centenas de agricultores que subsistiam da riqueza do “Ouro Branco”. Depois de anos de abandono governamental político administrativo, a chegada do bispo Dom Adélio Tomasin, natural da Itália, a cidade começa um processo e reconstrução. O Referido incia uma Escola Técnica, e lá treina junto com irmãs italianas, marceneiros, pintores, costureiras, bordadeiras, entre outras profissões, constrói um novo Hospital Jesus Maria José e o Maior Santuário Mariano do Nordeste, Santuário Nossa Senhora Rainha do Sertão, não obstante inicia outro grande projeto, em 2005 inicia a instalação da Faculdade Rainha do Sertão (FCRS), um Centro Universitário que abrangia a formação e qualificação superior nas áreas do direito, da saúde, da tecnologia, etc, hoje alçada ao status de Universidade Católica (UniCatólica), alguns anos depois os Campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Instituto Federal Tecnológico do Ceará (IFCE). Já por volta do ano 2012, a união de três empresários locais, José Nilson Gomes, Ciro Gomes Magalhães e Fred Cirino guiados pelo agora Bispo Emérito de Quixadá, Dom Adélio Tomasin, constroem e implantam mais uma Instituição de Ensino Superior (IES), a Faculdade Cisne, daí hoje, o município ser conhecido como a mais importante Cidade Universitária do Ceará, contando atualmente com 05 instrumentos de formação superior com cursos em todas as áreas do conhecimento. O município é sede da Diocese de Quixadá, criada pela bula pontifícia do Papa Paulo VI sendo desmembrada da Arquidiocese de Fortaleza. Uma de suas características mais marcantes são formações rochosas, os monólitos, nos mais diversos formatos que “quebram” a aparente monotonia da paisagem sertaneja. É também conhecida por ser a terra de escritores como Jáder de Carvalho e Rachel de Queiroz que, apesar de ter nascido em Fortaleza, a Capital do Ceará, possuía uma relação muito forte com a cidade, visitando-a constantemente, quando se hospedava em sua Fazenda Não Me Deixes, que herdou de seu pai, Daniel de Queiroz.


Açude do Cedro e a "Pedra da Galinha Choca"; dois dos principais pontos turísticos de Quixadá.


 
Toponímia

Apenas uma definição é consenso quanto à origem do nome Quixadá. É uma palavra derivada de alguma das línguas indígenas faladas no território cearense antes do descobrimento. Exceto isto, há grandes controvérsias. Em alguns documentos antigos figura como Queixadá, Quixedá, Quixeda e Quixadá. Para Paulino Nogueira, em seu livro “Vocabulário Indígena em Uso na Província do Ceará” (1887), presume que o nome vem da tribo Tapuia dos Quixaras, também conhecida com Quixadás. Segundo Carl von Martius, é derivada de Quixeurá, que significa “Oh! Eu sou o Senhor”, Qui = oh, = eu e Uará = senhor, tendo-se corrompido em Quixadá. Para Teodoro Sampaio, em seu livro “O Tupi na Geografia Nacional”, disse que a palavra pertence a língua cariri e que, por não haver qualquer registros, não é possível afirmar significado exato. Thomaz Pompeu Sobrinho atribuiu, em princípio, a esse topônimo a origem tupi como Quichaitá, com a seguinte interpretação: Qui = ponta, Chai = gancho ou torcida e Ita = pedra, donde se conclui: pedra da ponta encurvada ou torcida. Essa interpretação estão relacionadas à paisagem quixadaense onde existem pedras singulares como, por exemplo, a “Galinha Choca”, conhecida anteriormente como “Bico de Arara”, além disso, segundo o autor, também pode ser a corruptela da palavra queixada ou quintal de rocha. Eusébio de Sousa também diz ser o vocábulo de origem tupi-guarani que significa “pedra da ponta curvada”. Os antigos habitantes falavam em Curral de Pedra, haja vista a localização da cidade que de fato, está cercada de pedras.

Localização de Quixadá no Estado do Ceará. (Imagem: Raphael Lorenzeto de Abreu).


 
História

Originalmente, a região foi habitada pelos índios Kanindé e Jenipapo pertences ao grupo dos Tapuias, resistindo à invasão portuguesa no início do século XVII, sendo "pacificados" em 1705, quando Manuel Gomes de Oliveira e André Moreira Barros ocuparam as terras quixadaenses. Estes grupos indígenas resistiram até 1760, pois os conflitos entre índios e colonos, ocasionados pelo desenvolvimento da pecuária desde 1705, praticamente extinguiram essas tribos. A colonização da área compreendida atualmente pelo município de Quixadá ocorreu através da penetração pelo rio Jaguaribe, seguindo seu afluente o rio Banabuiú e depois o rio Sitiá, cujo objetivo principal era a conquista de terras para a pecuária de corte e leiteira. A primeira escritura pública da região foi a do Mosteiro Beneditino, hoje Casa de Repouso São José, na Serra do Estêvão, onde hoje é o distrito de Dom Maurício, em 1641. Manuel da Silva Lima, alegando ter descoberto dois olhos d'água, obteve uma sesmaria. Essas terras, inicialmente de Carlos Azevedo, eram o “Sítio Quixedá” adquirido por compra conforme escritura de 18 de Dezembro de 1728. Em seguida, a propriedade foi vendida a José de Barros Ferreira em 1747 por 250 mil réis. Oito anos depois, José de Barros, construiu casas de moradia, capela e curral, lançando assim as bases da atual cidade de Quixadá, sendo considerado, portanto, o legítimo fundador da cidade. A fazenda prosperou e se transformou em distrito do município de Quixeramobim. A partir do século XIX, com a instalação da estrada de ferro que ligava o Cariri à Fortaleza ocorreu forte urbanização do município. Esta também foi fortemente influenciada pela produção de algodão exportado para a Inglaterra, que nesta época vivia a Revolução Industrial. A Freguesia de Quixadá foi criada pela Lei provincial n.° 1.305, de 5 de Novembro de 1869. Em de 27 de Outubro de 1870 a Lei provincial nº 1.347 criou o Município de Quixadá desmembrando-o de Quixeramobim e sendo elevado à categoria de vila. Com o projeto e a construção do Açude do Cedro, a vila passa a receber ainda mais imigrantes vindo de diversas regiões (estimados em 30.000), além disso diversas estradas foram construídas. Este processo acelera a urbanização, fazendo com que em 17 de Agosto de 1889 a vila recebesse foros de cidade pela Lei provincial nº 2.166. Deste sua emancipação até hoje, teve cinquenta e três governos municipais, sendo o fazendeiro Laurentino Belmonte de Queiroz, o primeiro gestor no período de 1871 a 1873.


Serrote Muxió. Imagem: Anderps).


Geografia
Relevo e solos

A maior parte do território faz parte das depressões sertanejas com maciços residuais, como a Serra do Estêvão. Notabiliza-se também pela geografia rica em inselbergues, ou monólitos (formações rochosas isoladas na paisagem), que dominam boa parte da área do município, dos quais o mais famoso é a “Pedra da Galinha Choca”, que tem este nome por conta do curioso formato. Os solos são pouco profundos em sua maior parte e têm como principal característica encharcar estação chuvosa e e ressecar facilmente nos períodos de estiagem. Os lençóis de água são geralmente salinizados devido as características geológicas da região.

Hidrografia e recursos hídricos

Quixadá está localizado em sua maior parte na bacia hidrográfica do rio Sitiá. Uma outra parte do seu território está nas bacias de dois outros rios: o rio Piranji e o rio Choró. O município conta com uma grande quantidade de pequenos reservatórios que estão espalhados em todo o território. No entanto, possui dois grandes reservatórios, ambos localizados no leito rio Sitiá, são os açudes do Cedro, com capacidade de 126.000.000 m³, e o Açude Pedras Brancas, com capacidade de 434.049.000 m³.

Clima

O clima é tropical quente semiárido. A temperatura média anual é de 29°C, com pluviometria média anual ser de 818 mm com chuvas concentradas de Fevereiro a Maio. Além disso, destacam-se os elevados índices de evaporação e evapotranspiração durante todo o ano aliada à irregularidade do regime de chuvas. A região de Quixadá está sujeita à ocorrência de secas severas.

Vegetação

A vegetação característica da maior parte do município é a caatinga arbustiva densa ou aberta, caracterizada pela presença de cactos e vegetação rasteira com árvores baixas e cheias de espinho. Nas áreas mais elevadas da Serra do Estêvão ocorre a floresta caducifólia espinhosa, ou Caatinga arbórea. Sua cobertura vegetal tem sofrido grande intervenção, através de desmatamentos e queimadas com o objetivo de preparar o solo para a agricultura e a pecuária extensiva, além da extração de ilegal madeira para lenha e carvoarias.

Unidades de Conservação Ambiental
  • Monumento Natural dos Monólitos de Quixadá com área de 16.635,59 ha criado pelo decreto N° 26/805 de 31 de Outubro de 2002.
  • Reserva Particular do patrimônio Natural Fazenda Não Me Deixes com área de 300 hectares criado pela portaria Nº 148/98 do IBAMA em 5 de Novembro de 1998.
 
Açude do Cedro. Imagem: Viktor Lutkovna).

 
Demografia
Estrutura demográfica

Sua população é predominantemente urbana (Segundo o censo 2000 do IBGE a taxa de urbanização era de 67,3%) e feminina (50,3% do total).

Dinâmica do crescimento

Quixadá pode ser considerado um município de porte médio em função da sua população de 80.447 habitantes (2009), o que representa 0,93% da população do Estado. Seu crescimento demográfico anual é de 0,5% (2006-2007), no entanto, quando a população atual é confrontada com os dados do censos de 1970 (98.509 habitantes) e de 1991 (72.292 habitantes) e das estimativas para 1996 (64.442 habitantes) observa-se o declínio da população. Isto se deve, basicamente, ao desmembramentos dos distritos de Banabuiú e Ibaretama em 1988 e de Choró em 1993.

Administração pública e estrutura urbana
Política

De acordo com a Constituição de 1988, Quixadá está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo. A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo. Antes de 1930 os municípios eram dirigidos pelos presidentes das câmaras municipais, também chamados de agentes executivos ou intendentes. Somente após a Revolução de 1930 é que foram separados os poderes municipais em executivo e legislativo. Portanto, no momento da emancipação, não havia o cargo de prefeito. A administração municipal era exercida pelo presidente da Câmara Municipal e alguma vezes num colegiado de vereadores tendo o presidente à frente, deste modo, Laurentino Belmonte de Queiroz tornou-se o primeiro chefe do executivo municipal, cargo que ocupou até 19 de Maio de 1873, quando a nova Câmara de Vereadores do Município foi empossada. Agora, o poder executivo do município volta as mãos do prefeito José Ilário Gonçalves Marques.

Estrutura administrativa
Executivo

A pasta da Prefeitura Municipal de Quixadá de 2017 a 2020 é composta por:
  • Secretaria do Desenvolvimento Social e Fundação de Geração de Emprego, Renda e Habitação Popular;
  • Secretaria da Administração;
  • Secretaria da Educação/
  • Secretaria da Saúde;
  • Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural;
  • Departamento Municipal de Administração de Bens e Serviços Públicos e Departamento Municipal de Trânsito;
  • Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente;
  • Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude;;
  • Procuradoria Geral do Município;
  • Secretaria do Planejamento e Finanças;
  • Chefia de Gabinete;
  • Controladoria Geral do Município;
  • Instituto de Previdência Municipal de Quixadá;
  • Coordenadoria de Comunicação.

Legislativo

A Câmara Municipal é composta por 17 vereadores desde o início da legislatura de 2013, anteriormente eram 21.

Judiciário

O município é sede da:
  • 9º Batalhão da Polícia Militar;
  • 23ª Vara da Justiça Federal
  • Tribunal Regional Eleitoral - 6 ZONA;
  • Tribunal Regional do Trabalho
  • Fórum Desembargador Avelar Rocha.

Divisões administrativas

O município está dividido em 13 unidades. A Sede e mais 12 distritos:
  • Califórnia,
  • Cipó dos Anjos,
  • Custódio,
  • Daniel de Queiroz,
  • Dom Maurício,
  • Juá,
  • Juatama,
  • Riacho Verde,
  • São Bernardo,
  • São João dos Queiroz,
  • Tapuiará,
  • Várzea da Onça.

Economia

Quixadá é um dos centros comerciais mais expressivos do Ceará, para onde afluem as comunidades das cidades vizinhas. A maior fonte de empregabilidade é a administração pública, com mais de 2 mil funcionários. As principais atividades econômicas estão relacionadas à prestação de serviços e ao comércio. Em seguida vem a avicultura e a ovinocaprinocultura.

Comércio

A economia de Quixadá depende principalmente no setor terciário (comércio e serviços) que é responsável por mais de 70% do PIB municipal além de ocupar aproximadamente 59% da população economicamente ativa (deste montante, 51% são trabalhadores autônomos, do chamado setor informal). O comércio do município está concentrado no Centro da cidade onde recebe semanalmente centenas de moradores das áreas rurais e de municípios vizinhos como Choró, Banabuiú, Ibicuitinga e Ibaretama. Dentre as empresas deste setor, destacam-se os atacadistas que abastecem os pequenos estabelecimentos comerciais dos distritos e dos municípios vizinhos. Os estabelecimentos de comércio varejista estão voltados, basicamente, para os moradores da cidade e da zona rural. Outra importante atividade para o comércio municipal é a realização de feiras que ocorrem em dias específicos. Às quintas-feiras, ocorre a feira de animais no Parque de Exposição no bairro do Campo Novo, às sextas-feiras, de frutas nas proximidades do Terminal Rodoviário, e diariamente de frutas e utilidades domésticas, na rua Dr. Eudásio Barroso nas proximidades da Câmara Municipal.

Pecuária

Representada principalmente pela avicultura, bovinocultura leiteira, ovinocultura e caprinocultura. A ovinocaprinocultura local está associada à presença de agentes expressivos na região, como, por exemplo, a Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos do Estado do Ceará (Acocece), composta pelos médios e grandes produtores, um frigorífico com tecnologia para beneficiar a carne dos ovinos e caprinos e ainda aspectos climáticos da região. A Expoece, tradicional feira de caprinos e ovinos, é considerada uma das maiores do Ceará e uma das mais importantes do Nordeste, movimentando no ano de 2009, volume superior a R$ 1 milhão somente nas vendas do leilão. Além disso, o evento envolve toda a cadeia produtiva caprina e ovina da região.

Avicultura

A avicultura, juntamente com o comércio, é o principal setor da economia quixadaense. São quatro granjas de grande e médio porte: Granja Feliana Ltda, Granja Abrigo Ltda, Quixadá Alimentos Avículas Ltda (QUIAVE) e Carneiro Avícola Ltda (CARVIL). A produção é de cerca 80 mil frangos por semana, movimentando em torno de 1 milhão e 200 mil reais por mês. São gerados 400 empregos diretos e aproximadamente 2 mil indiretos. A CARVIL é a única que também produz ovos, 90 mil unidades por dia. A produção é voltada para o consumo em todo o Estado do Ceará e também Piauí e Maranhão.

Indústria

O município possui pequenas indústrias alimentícias, tecelagens e calçadistas. Entre as grandes instalações industriais existe uma fábrica de calçados além de uma usina de biodiesel (com previsão de início de operações em Agosto de 2008) com capacidade 157 mil litros/dia, ou 57 milhões litros/ano localizada no distrito de Juatama.

Turismo

Embora pouco explorado, o município apresenta grande potencial turístico, especialmente para o ecoturismo devido à beleza de suas paisagens, além para a prática de esportes radicais como voo livre (parapente e asa-delta), off-road, trekking, orientação¹, montanhismo e rapel. Em 30 de Janeiro de 2015, a Barragem do Cedro foi adicionada à Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da Unesco.

¹ Orientação é um desporto individual ou de duplas que tem como objetivo percorrer uma determinada distância em terreno variado e desconhecido, obrigando os atletas a passar por determinados pontos no terreno (postos de controle) e descritos num mapa distribuído a cada concorrente.

Santuário de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão. (Imagem: Fábio Barros).

 
Atrações Turísticas
  • Açude do Cedro;
  • Pedra da Galinha Choca;
  • Santuário N. Sra. Imaculada Rainha do Sertão;
  • Chalé da Pedra;
  • Lagoa dos Monólitos;
  • Morro do Urucu;
  • Pedra do Cruzeiro;
  • Serra do Estevão;
  • Trilha da Barriguda;
  • Trilha do Olho d'Água;
  • Trilha do Boqueirão;
  • Trilha Cabeça do Gigante;
  • Fazenda Magé;
  • Museu Histórico Jacinto de Sousa;
  • Fazenda Não Me Deixes;
  • Memorial Cego Aderaldo.


Pista de motocross. (Imagem: Anderps).

 
Educação
Ensino Fundamental e Médio

Em 2005 município possuía 145 escolas de ensino fundamental e médio, sendo 16, ou 11% do total, particulares. A taxa de escolarização é de 100% para o ensino fundamental e 42,86% para o ensino médio.

Ensino Superior/Técnico

O município possui cinco instituições de ensino superior, uma de ensino superior e técnico, e duas somente de ensino técnico. São elas:

    • Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (Unidade acadêmica da UECE), que oferece os cursos de licenciaturas em Ciências Biológicas, Física, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química.
    • Centro Universitário Católica de Quixadá, que oferece os cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Contábeis, Design Gráfico, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia de Produção, Farmácia, Filosofia, Fisioterapia, Gestão de Recursos Humanos, Odontologia, Psicologia, Sistemas de Informação, Sistemas para Internet e Teologia.
    • Campus avançado da Universidade Federal do Ceará, que oferece os cursos de Sistema de Informação, Engenharia de Software, Redes de Computadores, Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Design Digital. além da Fazenda Lavoura Seca, uma das três fazendas experimentais da universidade.
    • Universidade Estadual Vale do Acaraú, com duas coordenações, que oferece cursos de, Recursos Humanos- Tecnólogo, Letras Português - Licenciatura, Pedagogia e História – licenciaturas.
    • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, que oferece os cursos técnicos concomitante em Edificações e Química, cursos técnicos integrado em Edificações e Química e superiores em Bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária, Bacharelado em Engenharia de Produção Civil, Licenciatura em Geografia e Licenciatura em Química.
    • Instituto Educacional superior e Tecnológico Faculdade Cisne é a mais nova instituição de ensino inaugurou suas instalações no dia 17 de Janeiro às 10hs da manhã no município de Quixadá. Instalada em uma área de 60 mil m2, sendo 7 mil m2 de área construída, 2 mil m2 de área pavimentada. A Cisne oferece cursos de bacharelado em Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Nutrição, Serviço Social e Medicina Veterinária. Entre seus cursos tecnológicos estão: Publicidade e Propaganda, Designer de Interiores, Designer de Moda, Gestão de Recursos Humanos e Gestão Comercial.
    • Escola Estadual de Educação Profissional Maria Cavalcante Costa desenvolve uma educação de qualidade, reconhecida a nível Municipal, Estadual e Nacional, pela excelência das ações executadas com base nos pressupostos da Tecnologia Empresarial Sócio-Educacional. Oferta em sua grade curso técnico de Comércio, Agroindústria, Enfermagem e Informática.


Cultura
Equipamentos culturais

Quixadá possui um museu, o Museu Histórico Jacinto de Sousa, um centro cultural, o Centro Cultural Rachel de Queiroz, com dois pavimentos, um teatro e um anfiteatro. O centro cultural oferece oficinas de audiovisual, música, teatro e artes plásticas. E a então inaugurada Memorial Rachel de Queiroz onde fica o atual “Chalé da Pedra”, um ambiente restaurado e equipado com peças e artefatos da escritora. E recentemente foi inaugurado o Cinema, localizado no Pinheiro Supermercado. Disponibilizam 2 salas e sessões todos os dias.

Eventos religiosos

Um dos principais eventos religiosos do município é a romaria de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, seguido pelo mais novo evento que já acontece desde 2011, a Via Sacra, organizada por membros da Fundação Rachel de Queiroz, tem seus acontecimentos realizados na Praça da Cultura, localizada no centro da cidade.

Filmes

    • “O cangaceiro Trapalhão” é um filme brasileiro de 1983 do grupo de comediantes brasileiros Os Trapalhões e inspirado na história do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, também conhecido como Lampião, o assim chamado “Rei do cangaço”. Gravado em Juatama distrito de Quixadá.
    • “O Quinze de Rachel de Queiroz”, Sinopse: 1915, sertão central do Ceará. Uma grande seca dizimou boa parte da população local. A jovem professora Conceição (Karina Barum), que trabalha em Fortaleza, passa as férias na fazenda de sua avó, Mãe Inácia (Maria Fernanda Meirelles), no município de Quixadá. Lá ela convive com os problemas da seca, além de se envolver com seu primo Vicente (Juan Alba). Ele é fazendeiro e está apaixonado pela prima, mas no momento concentra sua atenção no combate a uma praga de carrapatos e em salvar o gado da fome. No município também vive Chico Bento (Jurandir Oliveira), que trabalha como vaqueiro na fazenda de Dona Marocas. Quando recebe ordem de se retirar do local, Chico negocia com Vicente sua pequena criação em troca de uma burra velha e uma quantia em dinheiro. Ele então parte com sua família rumo a Fortaleza, enfrentando as dificuldades do percurso.
    • “O Auto da Camisinha” é um média-metragem de ficção de 2009, com 52 minutos de duração e rodado em 35mm. Tem como um dos atores principais Chico Anysio. O filme tem uma importante mensagem de cidadania ao tratar de assuntos como a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Ele promete chamar a atenção de todos com a forma com que vai tratar desses assuntos, por meio de uma linguagem lúdico educativa que deve agradar o público e ao, mesmo tempo, conscientizá-lo do assunto. Também gravado na Juatama – Quixadá.
    • Já estreado em 2011, o filme “Área Q”, que terá a participação dos globais, Tânia Kalil e Murilo Rosa, é uma parceria entre as produtoras Reef Pictures Inc., ATC Entretenimentos e Estação Luz Filmes. O projeto reúne vários profissionais já conhecidos do cinema brasileiro, dentre eles destacam-se Glauber Filho (diretor do filme “Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito”), como produtor executivo; Márcio Ramos, responsável pelos efeitos especiais. Já entre seus produtores está o cearense Halder Gomes, que foi responsável pelos curtas “Cine Holiúdi – O Astista Contra o Caba do Mal” e “Loucos de Futebol”.
    • “Gato Preto” dirigido pelo quixadaense Clébio Ribeiro é um longa-metragem com orçamento total estimado em R$1,5 milhão. Utilizando pontos turísticos da cidade como o Açude do Eurípides e o histórico Açude do Cedro, a produção levanta questões sobre presença cigana na década de 1970 e questões espirituais.
        ◦ Na trama, um grupo de ciganos chega a um Quixadá fictício e se instala nos arredores da cidade. O comportamento distante dos padrões e o forte preconceito da época fazem os comerciantes iniciarem uma empreitada contra a estadia dos passantes. “Todos ficam muito indignados, pois os ciganos começam a tomar sua freguesia”, Com pretensões comerciais e pós-produção trabalhosa, Gato Preto tem previsão de estreia nacional para 2012. Outro ponto de destaque é o elenco: Jackson Antunes, Jane Azeredo, Juliana Carvalho, Sidney Souto, Haroldo Serra e Alexandre Mandarino são apenas alguns dos nomes figurando no longa. O filme marca também o retorno da atriz, produtora cultural e diretora Aurora Duarte. Longe das telas há décadas, a pernambucana radicada em São Paulo disse estar “perfeitamente integrada ao lugar”. “Quixadá é personagem também”.
 
Referências

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de Janeiro - Brasil

(Imagem: Ana Carolina do Nascimento Guimarães).
 
Rodrigo de Freitas é uma lagoa localizada na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Embora receba as águas de diversos rios tributários que descem das encostas circundantes, entre os quais se destaca o Rio dos Macacos (hoje canalizado), apresenta águas salobras. A lagoa apresenta duas ilhas: Ilha Piraquê, na margem oeste,que abriga o Departamento Esportivo do Clube Naval; Ilha Caiçaras, na margem sul, que abriga o Clube dos Caiçaras, onde se realizaram as provas de esqui aquático dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Conta ainda com alguns parques ao seu redor, dos quais se destacam o Parque da Catacumba, o Parque do Cantagalo e o Parque dos Patins.

História

Inicialmente habitada pelos índios Tamoios, que a denominavam Piraguá (que significa “enseada de peixe”, pela junção de pirá, peixe e kûá, enseada) ou Sacopenapã (caminho dos socós), com a chegada do colonizador português, o governador e capitão-geral da Capitania do Rio de Janeiro, António Salema (1575-1578), pretendeu instalar um engenho de açúcar nas margens da lagoa. Para livrar-se da presença indesejável dos indígenas, recorreu ao estratagema de fazer espalhar roupas anteriormente utilizadas por doentes de varíola às margens da lagoa, vindo assim a exterminá-los. Iniciou-se, então, o plantio de cana-de-açúcar e a montagem do Engenho d'El-Rey, onde atualmente funciona o Centro de Recepção aos Visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Posteriormente, essas terras foram adquiridas ao doutor Salema pelo vereador Amorim Soares, passando a lagoa a ser referida como “Lagoa de Amorim Soares”. Com a expulsão deste da cidade em 1609, as terras foram vendidas para o seu genro, Sebastião Fagundes Varela, com a consequente alteração da toponímia para “Lagoa do Fagundes”. Este latifundiário, por aquisição e invasão, ampliou as suas propriedades na região, de maneira que, em torno de 1620, já era proprietário de todas as terras que se estendem do atual bairro do Humaitá até o atual bairro do Leblon. Em 1702, a sua bisneta, Petronilha Fagundes, então com 35 anos de idade, casou-se com o jovem oficial de cavalaria português, Rodrigo de Freitas de Carvalho, então com apenas 18 anos de idade, que deu o seu nome à lagoa. Viúvo, Rodrigo de Freitas retornou a Portugal em 1717, onde veio a falecer em 1748. A região permaneceu em mãos de arrendatários, sem grande expressão até ao início do século XIX, quando, com a chegada da Família Real Portuguesa em 1808, o Príncipe-Regente (João VI) desapropriou o “Engenho da Lagoa” para construir, no local, uma fábrica de pólvora e instalar o “Real Horto Botânico” (atual Jardim Botânico do Rio de Janeiro). Durante o século XIX, foram cogitadas diversas soluções para o problema da renovação de suas águas, até que, em 1922, a Repartição de Saneamento das Zonas Rurais apresentou um projeto visando a “sanear e embelezar a Capital para as festas do Centenário da Independência”. Esse projeto consistia na abertura de um canal, através de dragagem, aprofundando a barra, religando a lagoa ao mar. Com a sua execução, a terra retirada do canal formou a Ilha dos Caiçaras, atual sede do clube de mesmo nome. Em pouco tempo, surgiram aterros às suas margens que reduziram, paulatinamente, o seu espelho d'água, surgindo o Jockey Club Brasileiro, o Jardim de Alá e a sede esportiva do Clube Naval na Ilha do Piraquê. O canal dragado passou a denominar-se Canal do Jardim de Alá. Em 1939, Manoel Pinto Júnior estabeleceu-se na Ladeira do Sacopã, dando início à comunidade que se tornaria o Quilombo Sacopã. A lagoa representa, atualmente, uma das principais atrações turísticas da cidade do Rio de Janeiro. É conhecida como “O Coração do Rio de Janeiro”, devido a seu formato semelhante a um coração. O bairro Lagoa recebe sua denominação devido à Lagoa Rodrigo de Freitas. É um bairro de classes média-alta e alta, com um dos mais altos índices de desenvolvimento humano do país. Desde 1995, na época de Natal, há a tradição de se montar uma gigantesca árvore de Natal iluminada, aproveitando o seu espelho d'água.
 
(Imagem: chensiyuan).
 
 
Poluição

Embora sobreviva às suas margens uma colônia de pescadores, a lagoa é vítima de um problema crônico de mortandade de peixes, causado pela proliferação de algas (eutrofização) que consomem o oxigênio nas águas. Vários estudos de engenharia hidráulica foram realizados, podendo-se citar o de Saturnino de Brito, o de Saturnino de Brito Filho realizados no HIDROESB (Laboratório de Hidráulica Saturnino de Brito), o do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), em Lisboa, e o da Universidade de Lund, na Suécia acompanhados pelos engenheiros brasileiros Jorge Paes Rios e Flavio Coutinho. Todavia nenhuma solução concreta de renovação das águas foi implantada até 2013. Recentemente, a iniciativa de um biólogo tem tido um efetivo sucesso na reintrodução de algumas espécies nativas de manguezal, vegetação nativa de seu entorno.

Eventos esportivos

A lagoa tem uma parte aterrada. Isso ocorreu nos meados do século XX (lá pelos anos 1940, 1950 e 1960), já que muitos morros, como o da Praia do Pinto, foram ocupados às margens da lagoa e, por muitos e muitos anos, abrigou favelas com cerca de até 50.000 moradores. Só que os barracos erguidos nos morros corriam o risco de desabar. Então o governo, depois de mais de vinte anos da ocupação dos morros, expulsou todos os moradores e "desmontou" os morros, aterrando grande parte da cidade. Seus moradores foram para o subúrbio e passaram a morar em conjuntos habitacionais. No lugar dos morros, foram construídos os prédios de apartamentos e parques. Com 2,4 milhões de metros quadrados de superfície, sobre o seu espelho d'água praticam-se esportes aquáticos como o remo, ou simplesmente passeia-se de pedalinho. Em seu entorno, encontram-se um estádio de remo (Estádio de Remo da Lagoa), uma ciclovia pavimentada, com 7,5 km de extensão, diversos equipamentos de lazer e quiosques de alimentação, que oferecem itens da gastronomia regional e internacional. Aí, se encontram também alguns dos mais importantes clubes da cidade:

  • Clube de Regatas do Flamengo;
  • Jóquei Clube Brasileiro;
  • Clube Naval na ilha do Piraquê;
  • Paissandu Atlético Clube;
  • Clube dos Caiçaras;
  • Club de Regatas Vasco da Gama (sede náutica);
  • Botafogo de Futebol e Regatas (sede náutica).
 
A Lagoa Rodrigo de Freitas sediou competições de canoagem e remo dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 e dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016. Havia uma grande preocupação quanto à saúde dos atletas durante a competição. Em 2015, treze remadores dos Estados Unidos apresentaram problemas estomacais depois de uma competição na lagoa, que foi considerada evento-teste dos Jogos Olímpicos. Na ocasião, os atletas sofreram de vômito e diarreia. Além disso, foi reconhecido pelo governo do Estado que não há tempo disponível para limpar efetivamente a lagoa para as competições Olímpicas.
 
Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas (imagem: Halley Pacheco de Oliveira).
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Biografia de Siriano de Alexandria

(?)
(Em grego: Συριανός; transliteração: Sirianos; morto em c. 437). Siriano foi um filósofo neoplatonista grego e escolarca da Academia Platônica em Atenas, sucedendo seu professor Plutarco de Atenas em 432/437. Sua importância se deve ao fato de ter sido o professor de Proclo, Isidoro, Hérmias de Alexandria e Domino, além de ser um comentarista de Platão, Aristóteles, Homero e Hermógenes de Tarso.

Vida e início

Siriano era natural da Alexandria, filho de Filoxeno, sabemos pouco de sua história pessoal, apenas que ele veio para Atenas e estudou com grande zelo com Plutarco de Atenas, o diretor da escola neoplatônica, que o considerava com grande admiração e afeto, o nomeando então como seu sucessor. Siriano foi então o professor de Proclo e Hérmias. Proclo o considerava com grande veneração e deu indicações de que em sua morte, queria ser sepultado junto ao seu professor.

Obras

Pouco restou dos trabalhos de Siriano, esse trabalhos inclui:

- Comentários em Metafísica em III-IV, XIII-XIV e partes de VII foram preservados. Nestes comentários ele expressa sua admiração pela lógica, ética e física de Aristóteles, no entanto ele não concorda com as críticas que foram feitas á metafísica de Pitágoras e Platão que constituem a maior parte de seus comentários. Siriano argumenta que ele precisava prover orientações para que leitores inocentes não fossem conduzidos ao erro.
- Comentários sobre duas obras retóricas Sobre o Êxtase e Sobre as Ideias de Hermógenes de Tarso, considerado um intelectual em seu tempo.
- Palestras sobre o Fedro de Platão, conservados por Hérmias.

Filosofia

A importância filosófica Siriano encontra-se no campo da metafísica e da exegese de Platão. Ele é importante na expansão dos detalhes do sistema metafísico neoplatônico iniciada por Jâmblico e mais completamente delineado por Proclo. Os restos mais valiosos que possuímos são os comentários sobre a Metafísica de Aristóteles. Ao explicar as proposições de Aristóteles, ele anexa as opiniões defendidas pela escola Neoplatonista sobre o assunto em mãos e se esforça para estabelecer o último contra o primeiro. Em seu comentário da Metafísica Siriano explica sua visão de Mônade e Díada em várias passagens. O Um é imediatamente seguida por um mônade e uma díade supremos. Siriano descreve o mônade como masculino e a díade como feminino, empregando a doutrina dos dois princípios cósmicos para explicar a origem do mal. Ele nega as formas platônicas de coisas que são más, para ela a díade é indiretamente responsável pelo mal e atribui a existência do mal à alteridade e pluralidade, da qual ele acredita ser a díade diretamente responsável por sua criação. Ainda de acordo com Siriano, a indefinida díade preenche cada nível da realidade (divina, inteligível, psíquica, natural e sensível) com números próprios, articulando o conceito de Díade Indefinida como o princípio originativo primário dos números que governam cada nível de realidade.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Siriano_de_Alexandria