| Boisbaudran |
François Lecoq de Boisbaudran. (Paul
Émile François
Lecoq
de Boisbaudran).
Nasceu em Cognac, França, a 18 de Abril de 1838, e, faleceu em
Paris, a 28 de Maio de 1912. Boisbaudran foi um químico francês
conhecido pelas suas descobertas dos elementos químicos gálio,
samário
e disprósio.
Foi agraciado com a Medalha Davy (1879) e, em
7 de Março 1876, foi feito Cavaleiro da Legião de honra, decoração
fornecido a ele pelo Ministro.
Boisbaudran
pertencia à antiga nobreza protestante muito abastada, a qual,
porém, desapareceu após a revogação do Édito de Nantes. Os bens
da família foram vendidos e o seu pai Paul começou um negócio de
vinhos em Cognac. Este projeto requeria a energia de toda a família
incluindo o jovem Pierre-Émile. A sua mãe havia tido uma boa
educação e ensinou-lhe história e línguas estrangeiras. Estudou
alguns cursos na École
Polytechnique
lendo as sebentas correspondentes e equipou um modesto laboratório
onde começou a replicar as experiências sobre as quais lera nos
livros. Foi neste laboratório que fez as suas primeiras descobertas,
incluindo o isolamento do gálio. O seu trabalho inicial focava-se
sobre a sobressaturação
de soluções.
Demonstrou que a sobressaturação é destruída pelo contacto com
cristais de uma sal isomorfo, e que é possível preparar soluções
de sais anidros num estado de sobressaturação (1866-1869). Em 1874
descobriu que as faces octaédricas são menos solúveis que as faces
cúbicas, no caso dos cristais de alúmen de amônio, e publica
Spectres
Lumineux, Spectres Prismatiques, et en Longueurs d'ondes Destinés
aux Recherche de Chimie Minérale,
uma das obras fundadoras da espectroscopia.
Os seus trabalhos principais, porém, relacionam-se com as
espectroscopia e a sua aplicação aos elementos terras-raras. Ele
analisou os espectros de 35 elementos, usando o bico
de Bunsen,
faíscas elétricas ou ambos para induzir luminescência e desta
maneira descobriu os lantanídios samário
(1879) e disprósio
(1886) e európio
(1890), embora a descoberta deste último elemento não lhe seja
creditada. Foi também o primeiro a isolar o gadolínio
(1885), elemento descoberto em 1880 por Jean
Charles Galissard de Marignac.
Contudo, o seu trabalho mais notável foi a descoberta do gálio.
Em 1875 havia obtido vários miligramas de cloreto de gálio,
extraído de uma amostra de 52kg de minério, e nele encontrou novas
linhas espectrais. Continuou as experiências usando várias centenas
de quilogramas de minério de zinco dos Pireneus e nesse mesmo ano
isolou mais de um grama do metal puro
por eletrólise de uma solução
do seu hidróxido em hidróxido
de potássio.
Mais tarde preparou 75 gramas de gálio a partir de mais de 4
toneladas de minério. Calculou que o peso atômico do gálio seria
69,86, próximo do valor atualmente aceite de 69,723(1). Por este seu
trabalho, recebeu a Cruz
da Legião de Honra,
a Medalha
Davy
(1879) e o Prêmio
Lacaze
no valor de 10.000 francos. Foi eleito membro estrangeiro da Royal
Society
em 1888. Foi mais tarde dito que havia designado o elemento em honra
a si próprio, pois gallus
é a tradução para o latim do francês "le
coq",
mas Lecoq negou tal afirmação num artigo em 1877 e assegurou que o
nome do elemento tinha origem no termo latino para a Gália, Gallia.
A existência do gálio havia sido prevista em 1871 por Dmitri
Mendeleev,
que lhe chamara eka-alumínio,
e a sua descoberta foi um impulso para a teoria da tabela
periódica
de Mendeleev. Contribuiu adicionalmente para o desenvolvimento da
classificação periódica dos elementos ao propor, pouco tempo após
a sua descoberta, que o árgon
era membro de uma nova e série química de elementos, que mais tarde
viriam a ser conhecidos como gases nobres. Após 1895, os deveres
familiares e a sua saúde debilitada limitaram o seu trabalho. Sofria
de anquilose
articular
e faleceu em 1912, com 74 anos de idade.
| Dmitri Mendeleev |
Gálio
| Cristais de Gálio de pureza 99,999%. |
Gálio
é um elemento químico de símbolo Ga, de número atômico 31
(31 prótons e 31 elétrons) e massa atômica igual a 69,7 u. É um
metal pertencente ao grupo 13 (IIIA) da classificação periódica
dos elementos. A temperaturas um pouco mais altas do que a
temperatura ambiente encontra-se no estado líquido. Foi descoberto
em 1875 por Lecoq de Boisbaudran. Na forma metálica é utilizado
para a produção de espelhos, ligas metálicas de baixos pontos de
fusão e termômetros. O seu composto arsenieto de gálio é
empregado na produção de circuitos integrados e diodos.
Características principais
| Nível eletrônico (electron shell). |
O
gálio é um metal mole, grisáceo no estado líquido e prateado
brilhante ao solidificar. Quando sólido desagrega a baixas
temperaturas pois funde ao redor da temperatura ambiente (como o
césio, mercúrio e rubídio), inclusive quando colocado nas mãos,
devido ao seu baixo ponto de fusão (28,76 °C). A faixa de
temperatura na qual permanece no estado líquido é um dos mais altos
entre os metais (2.174 °C separam seus pontos de fusão e ebulição)
e sua pressão de vapor é baixa mesmo a altas temperaturas. O gálio
se expande aproximadamente 3,1% ao solidificar e flutua no seu
líquido do mesmo modo que o gelo na água. Apresenta uma forte
tendência a permanecer no estado líquido abaixo do seu ponto de
fusão, sendo necessário um grão (pequeno sólido adicionado ao
líquido) para ocorrer a solidificação. A cristalização não
produz nenhuma das estruturas cristalinas simples. A fase estável
nas condições normais é ortorrômbica com 8 átomos em cada célula
unitária, na qual cada átomo apresenta um único átomo na
vizinhança a uma distância de 2,44 Å, e com demais seis a 2,83 Å.
Nesta estrutura a ligação química formada entre os átomos mais
próximos é do tipo covalente sendo a molécula Ga2
a que realmente forma o retículo cristalino. Em outras condições
de pressão e temperatura se tem encontrado numerosas fases estáveis
e metaestáveis diferentes. O gálio corroí outros metais quando se
difunde em suas redes cristalinas.
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Posição na Tabela Periódica
número atômico: 31 série química: metal representativo |
Aplicações
A
principal aplicação do gálio, na forma de arsenieto de gálio, é
na construção de circuitos integrados e dispositivos
optoeletrônicos como diodos de laser e diodos LED.
- Devido ao seu intenso aspecto prateado brilhante e a capacidade de impregnar superfícies de vidro e porcelana é utilizado na construção de espelhos.
- Se emprega para dopar materiais semicondutores e construir dispositivos diversos como transístores.
- Em termômetros de alta temperatura por seu baixo ponto de fusão, que o mantém em estado líquido, e seu alto ponto de ebulição, que o permite medir elevadas temperaturas.
- O gálio forma facilmente ligas metálicas com a maioria dos metais produzindo ligas de baixos pontos de fusão.
- O isótopo radioativo Ga-67 é empregado em medicina nuclear como análogo fisiológico do íon Ferro 3+.
- Descobriu-se recentemente que ligas de gálio-alumínio em contato com água produzem uma reação química dando como resultado hidrogênio, por impedir a formação de camada protetora (passivadora) de óxido de alumínio e fazendo o alumínio se comportar similarmente a um metal alcalino como o sódio ou o potássio. Tal propriedade é pesquisada como fonte de hidrogênio para motores, em substituição aos derivados de petróleo e outros combustíveis de motores de combustão interna.
História
O
gálio (do latim Gallia,
França), foi descoberto através da espectroscopia por Lecoq de
Boisbaudran em 1875 por seu espectro característico (duas linhas no
ultravioleta) ao examinar uma blenda de zinco procedente dos
Pirenéus. No mesmo ano foi isolado pelo próprio Lecoq através do
processo de eletrólise do hidróxido numa solução de hidróxido de
potássio (KOH) dando ao novo elemento o nome do seu país natal:
Gallia.
Como era do gosto dos cientistas dos finais do século XIX, O
descobridor utilizou um jogo de palavras com seu próprio nome para
nomear o elemento: gallus
significa galo,
coq
em francês. Antes da descoberta da maioria das propriedades do
elemento, estas já haviam sido previstas e descritas por Dmitri
Ivanovich Mendeleyev
— que o chamou de eka-aluminio
— baseando-se na posição que este elemento deveria ocupar na
tabela periódica.
Abundância e obtenção
Se
tem encontrado traços do metal em minerais como a bauxita, carvão,
diáspora, germanita e esfalerita, e como subproduto em processos de
obtenção de vários metais.
Isótopos
Em
medicina
nuclear
se emprega o gálio como elemento traçador (escâner de gálio) para
o diagnóstico de enfermidades inflamatórias ou infecciosas ativas ,
tumores e abcessos devido ao seu acumulo nos tecidos que apresentam
estas patologias. O isótopo Ga-67 é injetado na corrente sanguínea
através de uma veia do braço na forma de citrato de gálio. O
escaneamento é feito dois ou três minutos após a aplicação para
dar tempo que este se acumule nos tecidos afetados. Posteriormente
ocorre a sua eliminação pela urina e fezes. A exposição a
radiação do gálio é inferior a de outros procedimentos como o
raio
X
ou Tomografia
computadorizada.
Precauções
Devido
a expansão ao solidificar, o gálio líquido não deve ser
armazenado em recipientes rígidos como metálicos ou vidro. Pelo
mesmo motivo o recipiente não pode ser completamente preenchido com
gálio líquido.
Samário
| Cristal de samário em uma ampola. |
O
samário
é um elemento químico de símbolo Sm
e de número atômico igual a 62 (62 prótons e 62 eléctrons), com
massa atômica 150,36 u. À temperatura ambiente, o samário
encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. É
utilizado em lâmpadas de eletrodos de carbono na indústria
cinematográfica. Foi descoberto pelo francês Lecoq de Boisbaudran
em 1879.
Características principais
O
samário é um metal terra rara, com brilho prateado brilhante,
razoavelmente estável no ar. Inflama-se no ar a temperatura de
150°C. Existem três estruturas cristalinas para o metal, ocorrendo
as transformações nas temperaturas de 734 e 922°C,
respectivamente.
Aplicações
Alguns
usos do samário:
- Em lâmpadas de eletrodos de carbono na indústria cinematográfica utilizadas em iluminação de cenários e projetores de filmes, junto com outras terras raras.
- Para dopar cristais de CaF2 para uso em masers ou lasers.
- Como absorvente de nêutrons em reatores nucleares.
- Em ligas para a produção de fones de ouvido.
- Liga de samário-cobalto , SmCo5 é usado para a produção de imãs permanentes com resistência à desmagnetização elevada, maior do que qualquer outro material magnético.
- O óxido de samário é usado em vidros ópticos para absorção de radiação infravermelha. Utilizados em óculos de sol.
- Sais de samário são usados em cintiladores fotossensíveis na região do infravermelho e vermelho.
- O óxido de samário é usado como catalisador para a desidratação e desidrogenação do etanol.
- O titanato é usado para estabilizar o desempenho de condensadores elétricos.
- Catalisador na desidrogenação e desidratação do etanol em sínteses orgânicas, o isótopo radioativo 153Sm, utilizado juntamente com cálcio e fósforo na medicina para o tratamento de dores ósseas em pacientes com câncer e em sensores de absorção de espectroscopia no infra vermelho.
História
| Nível eletrônico (electron shell). |
O
samário foi descoberto pela primeira vez em 1879, por
espectroscopia, pelo químico suíço Jean
Charles Galissard de Marignac
a partir do didímio, sendo isolado em Paris, no ano de 1879, pelo
químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran a partir do
mineral samarskita ((Y,Ce,U,Fe)3(Nb,Ta,Ti)5O16).
Tal como ocorrera com o mineral, o nome do elemento homenageia o
coronel engenheiro de minas russo Vasili
Samarsky-Bykhovets.
Papel biológico
O
samário não tem nenhum papel biológico conhecido, porém parece
estimular o metabolismo.
Ocorrência
O
samário nunca é encontrado na forma livre na natureza, porém, como
os demais elementos terras raras , é encontrado em diversos minerais
incluindo a monazita,
bastnasita
e samarskita.
A monazita (onde ocorre na extensão de 2,8%) e a bastnasita são
usados como fontes comerciais. O metal
Misch,
que contém até 1% de samário, tem sido usado por muito tempo como
fonte de samário, porém era difícil separá-lo dos demais
elementos terras raras. Recentemente, o metal passou a ser obtido na
forma pura, através do uso de processos de troca iônica, técnicas
de extração por solvente , e por deposição eletroquímica
utilizando uma solução de citrato de lítio com eletrodos de
mercúrio. O metal é preparado frequentemente pela eletrólise de
uma mistura fundida de cloreto de samário III com cloreto de sódio
ou cloreto de cálcio. O samário também pode ser obtido reduzindo
seu óxido com lantânio.
Posição na Tabela Periódica
número atômico: 62 série química: lantanídeos |
Compostos
Os
compostos de samário incluem:
- Fluoretos: SmF2 e SmF3
- Cloretos: SmCl2 e SmCl3
- Brometos: SmBr2 e SmBr3
- Iodetos: SmI2 e SmI3
- Óxidos: Sm2O3
- Sulfetos: Sm2S3
- Selenetos: Sm2Se3
- Teluretos: Sm2Te3
Isótopos
O
samário natural é composto por 4 isótopos estáveis , 144Sm,
150Sm,
152Sm
e 154Sm,
e 3 radioisótopos , 147Sm,
148Sm
e 149Sm,
sendo o 152Sm
o mais abundante (abundância natural de 26,75%). 32
radioisótopos tem sido caracterizados, sendo os mais estáveis o
148-Sm
com uma meia-vida de 7 · 1015
anos , o 149Sm
com uma meia-vida de 2 · 1015
anos e o 147Sm
com uma meia-vida de 1,06 · 1011
anos. Todos os demais isótopos radioisótopos apresentam meias-vidas
abaixo de 1,04 · 108
anos, e a maioria destes com meias-vidas abaixo de 48 segundos. Este
elemento apresenta 5 metaestáveis , sendo os mais estáveis: 141mSm
(t½
22,6 minutos), 143m1Sm
(t½
66 segundos) e 139mSm
(t½
10,7 segundos).
O
primeiro modo de decaimento antes do isótopo estável mais
abundante, 152Sm,
é a captura eletrônica, e o primeiro modo após este é a emissão
beta menos. Os primeiros produtos de decaimento antes do 152Sm
são os isótopos do elemento Pm
(promécio), e os produtos após são os isótopos do elemento Eu
(európio).
Precauções
Como
os demais lantanídios, o samário é de baixa a moderada toxicidade,
embora a sua toxicidade não tenha sido ainda investigada em
detalhes.
Disprósio
| Lascas de Disprósio. |
O
disprósio
é um elemento químico de símbolo Dy
e de número atômico igual a 66 (66 protões e 66 electrões), com
massa atômica 162,5 u. À temperatura ambiente, o disprósio
encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras. O
disprósio é usado, em conjunto com o vanádio
e outros elementos, como componente de materiais para lasers. Este
elemento foi identificado pela primeira vez em 1886, em Paris, pelo
químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran.
O
disprósio é um elemento terra rara que apresenta brilho metálico
prateado e é relativamente estável no ar em temperatura ambiente,
porém se dissolve em ácidos minerais diluídos ou concentrados com
liberação de hidrogênio, isto é, oxidando-se. É macio o bastante
para ser cortado com uma faca, e pode ser processado com máquinas
sem emitir faíscas, evitando o superaquecimento. As características
do disprósio podem ser muito afetadas por pequenas quantidades de
impurezas.
| Nível eletrônico (electron shell). |
O
disprósio é usado, em conjunto com o vanádio e outros elementos,
como componente de materiais para lasers. Sua alta secção eficaz de
absorção de nêutrons térmicos e seu alto ponto de fusão sugerem
sua utilidade para uso em barras de controle nuclear. Um óxido misto
de disprósio e níquel forma materiais que absorvem os nêutrons,
não se contraem e não se dilatam sob bombardeio prolongado de
nêutrons, por isso usado para barras de esfriamento em reatores
nucleares. Alguns calcogênios de disprósio e cádmio são fontes de
radiação infravermelha para o estudo de reações químicas. O
disprósio também é usado para a fabricação de discos compactos.
O
disprósio foi identificado pela primeira vez em 1886, em Paris, pelo
químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran; entretanto, o
elemento foi isolado na forma relativamente pura somente após o
desenvolvimento, por Spedding, das técnicas de troca iônica e
redução metalográfica, na década de 1950. O nome disprósio é
derivado do grego dysprositos,
que significa difícil
de atingir.
O
disprósio nunca é encontrado como elemento livre, porém encontrado
em muitos minerais, incluindo xenótimo,
fergusonita,
gadolinita,
euxenita,
policrase,
blomstrandina,
monazita
e bastnasita,
frequentemente com o érbio,
hólmio
ou outros elementos terras
raras.
A principal fonte de disprósio é a euxenita,
porém também é obtido como subproduto do processamento da
monazita.
Posição na Tabela Periódica
número atômico: 66 série química: lantanídeos |
Quase
todos os compostos do disprósio apresentam estado de oxidação +3,
e são altamente paramagnéticos.
Os principais compostos são:
Fluoretos
(DyF3),
Cloretos
(DyCl2
e DyCl3),
Brometos
(DyBr2
e DyBr3),
Iodetos
(DyI2
e DyI3),
Óxidos
(Dy2O3),
Sulfetos
(Dy2S3)
e Nitretos
(DyN).
O
disprósio natural é composto por 7 isótopos estáveis, 156-Dy,
158-Dy,
160-Dy,
161-Dy,
162-Dy,
163-Dy
e 164-Dy,
sendo o 164-Dy
o mais abundante (abundância natural de 28,18%).
28
radioisótopos foram caracterizados, sendo os mais estáveis o 154-Dy
com uma meia-vida de 3.106
anos, 159-Dy
com meia-vida de 144,4 dias, e o 166-Dy
com uma meia-vida de 81,6 horas. Todos os isótopos radioativos
restantes tem meias-vida abaixo de 10 horas, e a maioria destes com
meias-vida menos de 30 segundos. Este elemento tem também 5
metaestáveis, sendo os mais estáveis o 165m-Dy
(meia-vida de 1,257 minutos), 147m-Dy
(t½
55,7 segundos) e 145m-Dy
(t½
13,6 segundos).
O
primeiro modo
de decaimento
antes do isótopo estável mais abundante, 164-Dy,
é a captura
eletrônica,
e o primeiro modo de decaimento após este estável é a emissão
beta menos.
Os primeiros produtos
de decaimento
antes do 164-Dy são os isótopos de térbio,
e os primeiros produtos após são os isótopos de hólmio.
Da
mesma maneira que ocorre com os outros lantanídios,
os compostos de disprósio apresentam de baixa a moderada toxicidade,
embora a sua toxicidade não tenha sido investigada. Não se conhece
nenhuma ação biológica deste elemento.

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