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| Richard Trevithick, por John Linnell, 1816. |
Richard
Trevithick.
Nasceu em Cornualha, a 13 de Abril de 1771, e, faleceu em Dartford, a
22 de Abril de 1833. Trevithick foi um inventor e engenheiro
britânico construtor de máquinas, que desenvolveu a primeira
locomotiva a vapor capaz de funcionar. Seu
pai também era engenheiro e trabalhava na mina de Dolcoath.
Freqüêntou a escola em Camborne. Aos 19 anos, Trevithick trabalhou
na mina East Stray Park, onde construiu e modificou máquinas à
vapor.
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| A Puffing Devil. |
Era
filho de um engenheiro e, em criança, costumava ver máquinas a
vapor, bombearem água para fora das minas de estanho e cobre, muito
comuns nessa época naquela região. Dedicou-se a melhorar o design
dos motores a vapor, construindo máquinas mais leves e menores, mas
com caldeiras mais fortes, onde era possível gerar pressões de
vapor mais altas e por consequência, mais energia. Em 1801, aplicou
rodas a uma das suas máquinas. Esta locomotiva rodoviária
que ficou conhecida como The Puffing Devil, terá sido
um dos primeiros veículos rodoviários a carregar passageiros
movendo-se pela sua própria fonte de energia (antes de Trevithick,
já Joseph Cugnot, tinha construído uma máquina
similar). Este veículo, predecessor do automóvel, andava pelas ruas
de
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| A Trevithick's steam circus. |
Camborne passeando os amigos de Trevithick mas, como não
conseguia manter a pressão do vapor durante muito tempo, não teve
grandes efeitos práticos. Em 1803, Trevithick construiu outro
veículo auto propulsionado, chamava-se “London Steam
Carriage” (Carruagem a Vapor de Londres) e era
basicamente, uma carruagem com um motor a vapor acoplado. Esta
máquina atraiu bastante a atenção do público e da imprensa mas
não teve sucesso, devido ao seu custo ser muito superior ao das
tradicionais carruagens puxadas por cavalos. No ano seguinte,
construiu a primeira locomotiva para caminho de ferro. Esta máquina
que não tinha nome, foi usada nas minas de ferro em Pen-Y-Darren no
País de Gales. Com 10 vagões atrelados, à
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| Estátua de Trevithick. |
velocidade de 8 Km/hora,
fez a sua primeira viagem no dia 21 de Fevereiro de 1804. Embora
tivesse funcionado, o seu sucesso foi efémero: a máquina avariava
constantemente e o seu peso, partia os carris, desenhados para serem
utilizados pelas carruagens puxadas por cavalos. Trevithick viria a
construir mais uma locomotiva em Coalbrookdale mas pouco ou nada se
sabe acerca dessa máquina. Trevithick foi um pioneiro cujas
invenções eram avançadas demais para a sua época; além das
locomotivas, construiu barcos a vapor, máquinas de debulhar e de
dragar, no entanto nunca conseguiu investidores que o ajudassem a
desenvolver as suas invenções. Em 1816, Trevithick mudou-se para o
Peru para trabalhar como engenheiro nas minas e
construir locomotivas que as servissem. Apesar do sucesso inicial, o
começo da guerra civil em 1826 forçou-o a voltar a Inglaterra sem
um tostão. Apesar do seu gênio inventivo, Trevithick morreu na
pobreza e na obscuridade e os seus inventos muito pouco reconhecidos.
Locomotiva
a Vapor
A
Locomotiva a vapor é uma locomotiva propulsionada por
um motor a vapor que compõe-se de três partes principais: a
caldeira, produzindo o vapor usando a energia do combustível, a
máquina térmica, transformando a energia do vapor em trabalho
mecânico e a carroçaria, carregando a construção. O vagão-reboque
(também chamado "tender") de uma locomotiva a vapor
transporta o combustível e a água necessários para a alimentação
da máquina. As primeiras locomotivas apareceram no século XIX sendo
o mais popular tipo de locomotiva até ao fim da Segunda Guerra
Mundial. No Brasil as locomotivas a vapor receberam o apelido de
"Maria-Fumaça" em virtude da densa nuvem de
vapor e fuligem expelida por sua chaminé, sendo que no final do
século XIX e início do século XX, os matutos e caipiras, davam-lhe
o nome de "Balduína", uma corruptela de
Matthias William Baldwin, a marca das locomotivas de
origem norte-americana, usadas à altura.
História
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| Trevithick's 1802 Coalbrookdale locomotive. |
A
primeira locomotiva a vapor usando trilhos foi construída pelo
engenheiro inglês Richard
Trevithick
e fez o seu primeiro percurso em 21 de Fevereiro de 1804. A
locomotiva conseguiu puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e
setenta passageiros à velocidade vertiginosa
de 8 km por hora usando para o efeito trilhos fabricados em
ferro-fundido. Esta locomotiva, por ser demasiado pesada para a
linha-férrea e avariar constantemente, não teve grande sucesso.
Outro inglês, John
Blenkinsop,
construiu uma locomotiva em 1812 que usava dois cilindros verticais
que movimentavam dois eixos, unidos a uma roda dentada que faziam
accionar uma cremalheira. Esta máquina usava também trilhos de
ferro-fundido, que vieram substituir definitivamente os trilhos em
madeira usados até aí. Estes trilhos ou linhas de madeira tinham
sido desenvolvidos na Alemanha por volta do ano de 1550, serviam
carruagens que
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| Stephenson's Rocket 1829, the winner of the Rainhill Trials. |
eram puxadas por animais, principalmente por cavalos
mas também, por vezes, à força de braços. No entanto, o passo
maior para o desenvolvimento da locomotiva e por consequência do
comboio, seria dado por George
Stephenson.
Este inglês, mecânico nas minas de Killingworth, construiu a sua
primeira locomotiva a quem chamou Blucher,
corria o ano de 1814. A Blucher,
que se destinava ao transporte dos materiais da mina, conseguiu puxar
uma carga de trinta toneladas à velocidade de 6 quilômetros por
hora. Stephenson viria a construir a primeira linha férrea Stockton
and Darlington Railway,
entre Stockton-on-Tees e a região mineira de Darlington, que foi
inaugurada em 27 de Setembro de 1825 e tinha 61 km de comprimento;
quatro anos mais tarde, foi chamado a construir a linha férrea entre
Liverpool e Manchester. Nesta linha foi usada uma nova locomotiva,
batizada Rocket,
que tinha uma nova caldeira tubular inventada pelo engenheiro francês
Marc
Seguin
e já atingia velocidades da ordem dos 30 km/h. No início do século
XIX, as rodas motrizes passaram a ser colocadas atrás da caldeira,
permitindo desta forma aumentar o diâmetro das rodas e,
consequentemente, o aumento da velocidade de ponta. O escocês James
Watt,
com a introdução de várias alterações na concepção dos motores
a vapor, designadamente na separação do condensador dos cilindros,
muito contribuiu também para o desenvolvimento dos caminhos
de ferro.
Num ápice, as locomotivas passaram do vapor à eletricidade. No dia
31 de Maio de 1879, Werner
von Siemens
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| A "Austria", a primeira locomotiva na Áustria. |
apresentou na Exposição
Mundial de Berlim
a primeira locomotiva eléctrica. No entanto, o seu desenvolvimento
só foi significativo a partir de 1890, mantendo-se a sua utilização
até aos dias atuais. Antes do meio do século XX, as locomotivas
elétricas e a diesel começaram a substituir as máquinas a vapor.
No fim da década de 1960, a maioria dos países já tinha
substituído a totalidade das locomotivas a vapor em serviço. Outros
projetos foram desenvolvidos e experimentados, como as locomotivas
com turbinas a gás, mas muito pouco utilizados. Já no fim do século
XX na América do Norte e na Europa o uso regular das locomotivas a
vapor estava restrito aos trens com fins turísticos ou para
entusiastas do comboio. No México, o vapor manteve-se com uso
comercial até fins da década de 1970. Da mesma forma ocorreu
localizadamente no Brasil, onde no sul do país a Estrada
de Ferro Tereza Cristina
ainda operou essas máquinas até 1994. Locomotivas a vapor,
continuam a ser usadas regularmente na China onde o carvão é muito
mais abundante do que o petróleo. A Índia trocou o vapor pelo
diesel e pela eletricidade na década de 1990. Em algumas zonas
montanhosas o vapor continua a ser preferido ao diesel, por ser menos
afetado pela reduzida pressão atmosférica.
Galeria de imagens
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| Locomotiva a vapor, usada como trem turístico na Áustria |
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| Железничка локомотива из серије 85-005 са тендером налази се испред железничке станице у Чачку. |
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| Железничка локомотива из серије 85-005 налази се испред железничке станице у Чачку. |
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| Åminneforsin tehdasradan kakkosveturi (Orenstein&Koppel 1937/0-6-0wt) Minkiön höyryfestivaaleilla |
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| Steam Locomotive named "La Posadeña" in front of Posadas Train Station, Misiones, Argentina |
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| Denkmal einer Dampflok der "Estrada de Ferro Madeira-Marmoré" in Guajará-Mirim, Rondônia, Brasilien |
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| Español: Locomotora en la Av. Ferroviaria de Uyuni, Potosí - Bolivia |
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| Eine Dampflok vor der Stazione centrale in Pescara, Italy. |
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A
primeira viagem de comboio no país ocorreu a 28 de Outubro de 1856,
em uma linha estabelecida entre Lisboa e o Carregado. Pouco a pouco
as linhas foram se estendendo até que, ao final do século XIX, o
país contava com uma malha ferroviária de 2070 km.
Galeria de imagens
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| Locomotive ELNA 158 du Chemin de fer à Vapeur des Trois Vallées en train de prendre de l'eau devant la grue hydrolique de Mariembourg |
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| Locomotive in JEATH War Museum, Kanchanaburi, Thailand |
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| This is a picture of the "Tren de la Sabana" of Bogotá city (Colombia). |
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| Steam locomotive no 85 from Turistren with passenger coaches, on the line to Tunja, Colombia. |
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| Lok 6 der VLTJ wurde 1910 von Henschel, Kassel mit der Nummer 9982
gebaut. An dieser Stelle befand sich einst die Werkstadt und das Gleis
der Bergbahn führt über diesen Platz. |
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| 750 mm Orenstein & Koppel 0-6-0WT No.4623 of 1911, later regauged to
3' gauge, the FCCSA's first locomotive, preserved at Cuzco (San Pedro)
station, 10/07. |
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| Locomotora Nº120, propiedad de "Los Amigos del Riel" que llevó a los
directivos, jugadores e invitados del Club Atlético Peñarol desde la
Nueva Estación Central de AFE hasta el barrio Peñarol, Montevideo,
Uruguay, en el festejo del club por sus 120 años. |
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| Locomotora a vapor fabricada por Beyer Peacock tipo 2-6-0 Clase "N3"
Nº120 de 1910, llevando un tren turístico de pasajeros. AUAR Uruguay
2013 |
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O
recorde absoluto de velocidade de uma locomotiva a vapor foi obtido
na Inglaterra em 1938. A locomotiva atingiu a velocidade de 201,2
km/h num percurso ligeiramente inclinado. Velocidades semelhantes
foram também atingidas na Alemanha e nos EUA. Em Portugal o recorde
de velocidade com locomotiva a vapor foi de 145 km/h, com a
locomotiva Pacific
nº 501,
durante os ensaios realizados em 1939 às carruagens Budd na Linha do
Norte. Durante estes ensaios a mesma locomotiva realizou o percurso
entre Lisboa (Campolide) e Porto (Gaia) em 3h09 minutos (343 km à
média de 107.8 km/h). Em serviço comercial a velocidade máxima em
Portugal com locomotivas a vapor estava fixada em 120 km/h. No Brasil
o recorde de velocidade em uma máquina a vapor é da locomotiva
de nº 353
que pertenceu a Central
do Brasil
com registro de velocidade de 147 km/h.
Referências
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