| Charles Tellier |
Charles Tellier. (Louis
Abel Charles Tellier).
Nasceu em Amiens, a 29 de Junho de 1828e, faleceu em Paris, em 1913.
Tellier foi um engenheiro francês. Em 1868, Tellier iniciou
experimentos sobre refrigeração, demonstrando em 1872 a
possibilidade de conservar carne, mantendo seu sabor próprio,
mediante uma corrente contínua de ar frio, equipando um navio com
máquinas frigoríficas, em 1876. Recebeu o Prêmio
Joest
em 1911, concedido pelo Institut
de France,
e, em 1912, foi cavaleiro da Legião
de Honra
(França). Em 1867, também construiu o “cavalo amônico”, que
era um motor de amoníaco capaz de arrastrar um trator.
Biografia
Filho
de um industrial arruinado pela revolução de 1848, estudou as
características do amoníaco, um adubo concentrado e depois a
produção doméstica de ar comprimido. O proveito da produção de
ar comprimido foi representado em Paris, mas o barão Hausmann
lhe deu este conselho: "o
gelo falta em Páris quando os invernos são quentes, deveria
ocupar-se de produzi-lo de maneira artificial".
Nesta época, para se conservar os alimentos, enchia-se uma grande
panela com neve e gelo. Este método de conservação herdado dos
romanos era aleatório. Em 1856, Charles Tellier apoiou-se nos
trabalhos laboratoriais de Michael Faraday, que
obteve uma temperatura de 11 graus Celsius, e de Charles
Thilorier que,
por liquefação, conseguiu baixar a temperatura a 79 graus Celsius.
Dois anos mais tarde, Tellier criou sua primeira máquina frigorífica
à circulação de gás amoníaco líquido para a produção de frio
de uso doméstico e industrial. Esta invenção, que transformou o
mundo moderno, foi aperfeiçoada e, em 1865, construiu uma máquina
de compressão mecânica à gás líquido e a instalou na fábrica do
mestre chocolateiro Menier.
Charles Tellier descobriu o método de refrigeração por cascatas,
que retorna um fluido facilmente liquefeito, tal como o dióxido de
enxofre, utilizado para determinar a liquefação de outro líquido
mais difícil de liquefazer, como o dióxido de carbono. Este
princípio foi utilizado e racionalizado vinte anos depois. Charles
Tellier morreu em 1913 na pobreza. Pouco antes de morrer disse a um
de seus familiares: "A
escolta dos pobres me espera, mas o destino final dos trabalhadores
não me assusta".
Obras
- Histoire d'une invention moderne, le frigorifique, 1910.
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