| Rudolf Diesel |
Rudolf
Diesel. (Rudolf
Christian Karl Diesel).
Nasceu em Paris, a 18 de Março de 1858, e, faleceu no Canal da
Mancha, a 30 de Setembro de 1913. Diesel foi um engenheiro mecânico
alemão, inventor do motor a diesel.
Biografia
| Diesel em 1883. |
Era
o segundo de três filhos de Theodor
e Elise
Diesel,
imigrantes alemães (bávaros) na França. Diesel idealizou um dos
mais importantes sistemas mecânicos da história da humanidade.
Rudolf Diesel elaborou um motor a combustão interna a pistões que
explorava os efeitos de uma reação química, um fenômeno natural,
que acontece quando o óleo é injetado num recipiente com oxigênio,
causando uma explosão ao misturar-se. Para conseguir controlar tal
reação e movimentar uma máquina foi necessária uma infinidade de
outros inventos, como a bomba injetora, elaborar sistemas de
múltiplas engrenagens e outros acessórios controladores para que
pressão de liberação atuasse precisamente na passagem do êmbolo
do pistão no ângulo de máxima compressão. Rudolf Diesel registou
a patente de seu motor-reator em 23 de Fevereiro de 1897,
desenvolvido para trabalhar com óleo de origem vegetal. Entretanto,
em sua
homenagem, foi dado ao produto oleoso mais abundante obtido na
primeira fase de refino do petróleo bruto o nome de diesel. Isso não
quer dizer que todos os motores a injeção sejam obrigados a
funcionar com óleo diesel, desde que regulem a pressão no sistema
de injeção, um motor pode passar a funcionar com qualquer tipo de
óleo, tanto pode ser de origem vegetal (como óleo de amendoim) ou
animal (como é o caso da gordura de porco). Face a sua simplicidade
e a enorme aplicação, o motor de pistões movidos a reação
óleo-oxigênio rapidamente penetrou nos lugares mais longínquos do
planeta, revolucionando o mundo industrial e substituindo os
dispendiosos sistemas mecânicos a vapor que até então movimentavam
as locomotivas e os transportes marítimos por unidades geradoras
diesel-elétrica.
| Busto de Diesel, Hall da Fama. |
Morte
Após
negociar o seu invento, durante uma travessia do Canal
da Mancha,
o inventor morre em circunstâncias que jamais foram esclarecidas.
Vários boatos sobre seu desaparecimento e morte circularam, e a
imprensa deu grande cobertura ao fato. Muitas suspeitas foram
levantadas (acidente, suicídio, homicídio). Na noite de 29 de
Setembro de 1913, embarcou num barco a vapor em Antuérpia (Bélgica),
rumo a Londres, (Reino Unido). Jamais chegaria ao seu destino. Duas
semanas depois, um barco encontrou um cadáver próximo da costa
belga. Roupas e objetos foram recolhidos e o corpo foi novamente
lançado ao mar, procedimento normal da época. A 13 de Outubro,
Eugen
Diesel
reconheceu tais pertences como sendo de seu pai. Em 1978 foi incluído
no Automotive
Hall of Fame.
Bibliografia
- Rudolf Diesel and the Diesel Engine, (1974) Priory Press, (em inglês) Moon, John F., ISBN 978-0-85078-130-4
- Diesel: The Man and the Engine, (1978). (em inglês) Grosser, Morton, ISBN 978-0-689-30652-5
- Diesel's Engine: Volume 1: From Conception To 1918, (1993). Wilsonville, OR. Carnot Press, (em inglês) Cummins, C. Lyle, Jr., ISBN 978-0-917308-03-1
Motor Diesel
| Motor Diesel |
O
Motor
Diesel
ou motor
de ignição por compressão
é um motor de combustão interna inventado pelo engenheiro alemão
Rudolf Diesel (1858-1913), em que a combustão do combustível se faz
pelo aumento da temperatura provocado pela compressão de ar. A 23 de
Fevereiro de 1893, o engenheiro alemão Rudolf Diesel recebe a
patente para o seu motor de auto-ignição. O motor Diesel destaca-se
ainda hoje pela economia de combustível.
História
Rudolf
Diesel nasceu em Paris no ano de 1858, filho de um artista que
trabalhava cabedal e de uma governanta que também era professora de
línguas. Rudolf era um bom aluno, aos 12 anos foi admitido na Ecole
Primaire Superieure
que na altura era a melhor escola de Paris. Na altura em que rebentou
a guerra Franco-Prussiana (19 de Julho de 1870—10 de Maio de 1871),
a família de Rudolf foi considerada inimiga da França, sendo
deportados para a cidade de Londres. Mais tarde, um primo ajuda-o a
voltar para a cidade natal do seu pai, Augsburg, onde consegue
frequentar a Royal
County Trade School
e ganhar uma bolsa
para a Technische
Hochschule of Munich
onde se torna num brilhante aluno. Aqui conhece Carl
von Linde,
pioneiro na área da refrigeração, que faz de Rudolf seu protegido.
Após a sua graduação, muda-se para Winterthur, Suíça onde é
maquinista e designer durante dois anos. Paris foi o destino
seguinte, onde esteve empregado na Linde
Refrigeration Enterprises
e também onde se tornou um apreciador de arte e política. Em 1885
monta a sua primeira loja-laboratório em Paris, onde desenvolve o
seu motor a tempo inteiro. Mais tarde muda-se para Berlim onde
continua o seu trabalho, ficando sempre associado à Linde
Enterprises.
Regressou dos EUA após conflitos sobre registros de patentes,
especulações financeiras mal sucedidas e teve problemas
psicológicos. Esteve à beira da falência. Diesel regressa à
Europa para prosseguir as suas pesquisas. Faleceu a 30 de Setembro de
1913, ao cruzar o canal da Mancha numa viagem à Inglaterra. Diesel
pretendia expor às autoridades navais daquele país novas
possibilidades para o uso do seu motor. A cabine do navio onde
viajava chegou vazia à Inglaterra. Os motivos e acontecimentos que
levaram à sua morte, continuam um mistério ainda hoje. Dias depois
da sua morte, o seu corpo foi encontrado a boiar no Mar do Norte. Os
marinheiros que o acharam, guardaram os seus documentos e pertences e
devolveram o corpo ao mar (prática comum naquele tempo). Só em
terra é que viram tratar-se do famoso inventor alemão Rudolf
Diesel.
| Primeiro Motor Diesel de 1893. |
Quando
o tempo está frio, o ar ao ser comprimido poderá não atingir a
temperatura suficiente para a primeira ignição, mas esses
obstáculos têm vindo a desaparecer em virtude das injeções
eletrônicas diretas e a maior rotação do motor de partida. Nos
modelos antigos ou lugares muito frios costuma-se usar velas de
incandescência no tubo de admissão para minimizar esse efeito sendo
que alguns motores estacionários ainda usam buchas de fogo e a
partida é feita com manivelas.
As
principais diferenças entre o motor a gasolina e o motor diesel são
as seguintes:
- Enquanto o motor a gasolina funciona com a taxa de compressão que varia de 8:1 a 12:1, no motor diesel esta varia de 15:1 a 25:1. Daí a robustez de um relativamente a outro.
- Enquanto o motor a gasolina admite (admissão - 1º tempo) a mistura ar/combustível para o cilindro, o motor Diesel aspira (aspiração 1º tempo) apenas ar.
- A ignição dos motores a gasolina dá-se a partir de uma faísca elétrica fornecida pela vela de ignição antes da máxima compressão na câmara de explosão (> a 400ºC). Já no motor Diesel a combustão ocorre quando o combustível é injetado e imediatamente inflamado pelas elevadas temperaturas (> a 600ºC) devido ao ar fortemente comprimido na câmara de combustão. O Engenheiro Rudolf Diesel, chegou a esse método quando aperfeiçoava máquinas a vapor.
Combustível
O
primeiro protótipo de motor diesel foi alimentado com óleo vegetal,
porém o combustível utilizado desde então pelos motores diesel é
o óleo diesel (gasóleo em Portugal), um hidrocarboneto obtido a
partir da destilação do petróleo à temperaturas de 250°C e
350°C. Recentemente no Brasil, por lei, o diesel de petróleo é
vendido após receber uma adição percentual de biodiesel, pois esse
é produzido de óleo vegetal e/ou animal (fontes de energia
renovável) através do processo de transesterificação. Há
pesquisas desde 1920 para aprimorar a produção de diesel sintético
através de tecnologias de conversão (Processo
de Fischer-Tropsch)
utilizando como insumo substâncias que contém carbono e hidrogênio
(ver:
Combustível sintético).
Onde se tem feito mais evolução neste tipo de motorização mais
eficiente que o seu congénere a gasolina é no campo da injeção
direta, nomeadamente nas de alta pressão como o injetor-bomba e o
"common-rail", que possibilitam a obtenção de mais
potência, menor consumo e menos ruído de funcionamento.
| Fig.1 Ciclo diesel num diagrama p-v. |
Para
explicar o funcionamento de um motor Diesel, é preciso conhecer
algumas características termodinâmicas referentes à teoria de
máquinas térmicas, mais concretamente aos ciclos térmicos. O ciclo
Diesel representa, em teoria, 11 funcionamento do motor com o mesmo
nome. A realidade não difere muito deste modelo teórico, mas devido
a variados factores, o ciclo térmico não passa mesmo disso. Na
prática, o funcionamento possui algumas diferenças. Para o ciclo
teórico, estão representadas nas figuras, as evoluções consoante
as propriedades analisadas. A figura 1 mostra a evolução segundo a
pressão e o volume específico, a figura 2, a relação entre a
temperatura e a entropia.
Em
ambos os casos, a evolução é:
Fig.2 Ciclo diesel num diagrama T-s. 1 → 2: Compressão isentrópica →- 2 → 3: Fornecimento de calor a pressão constante (isobárico) →
- 3 → 4: Expansão isentrópica →
- 4 → 1: Cedência de calor a volume constante →
Trabalho
de ciclo:

Rendimento
do ciclo:

Razão
de compressão:
Funcionamento Mecânico
| Reprodução da patente obtida por Rudolf Diesel. |
Na
maioria das aplicações, os motores Diesel funcionam a quatro tempos
O ciclo inicia-se com o êmbolo no ponto morto superior (PMS). A
válvula de admissão está aberta e o êmbolo ao descer aspira o ar
para dentro do cilindro. O êmbolo atinge o Ponto Morto Inferior
(PMI), a válvula de admissão fecha, e inicia-se então a
compressão. A temperatura do ar dentro do cilindro aumenta
substancialmente devido à diminuição do volume. Pouco antes do PMS
o combustível começa a ser pulverizado pelo ejector em finas
gotículas, misturando-se com o ar quente até que se dá a
combustão. A combustão é controlada pela taxa de injeção de
combustível, ou seja, pela quantidade de combustível que é
injetado. O combustível começa a ser injetado um pouco antes do PMS
devido ao facto de atingir a quantidade suficiente para uma perfeita
mistura (ar + combustível)e consequentemente uma boa combustão. A
expansão começa após o PMS do êmbolo com a mistura (ar +
combustível) na proporção certa para a combustão espontânea,
onde o combustível continua a ser pulverizado até momentos antes do
PMI. O ciclo termina com a fase de escape, onde o embolo retorna ao
PMS, o que faz com que os gases de combustão sejam expulsos do
cilindro, retomando assim o ciclo. No caso dos motores a dois tempos,
o ciclo é completado a cada volta, a admissão não é feita por
válvulas mas sim por janelas.
Industrialmente,
estes motores são divididos segundo a sua velocidade de rotação
(rpm), existem três tipos: altas, médias e baixas velocidades.
Selo postal alemão de 1997: Cem anos do motor a diesel. Altas velocidades - (acima de 1000rpm) - São mais utilizados em inúmeras aplicações (automóveis, caminhões, barcos, compressores, bombas, entre outros...). Geralmente motores a quatro tempos com a combustão a dar-se rapidamente.
- Médias velocidades - (variam entre as 500 e 1000rpm) - Na indústria, estes motores são utilizados em aplicações de "grande porte", tais como locomotivas, grandes compressores e bombas, grupos geradores diesel-elétricos e alguns navios.
- Baixas velocidades - (variam entre 60 e 200rpm) - Em grandes navios, os maiores motores (em dimensão) quando comparados com os outros dois, estes motores diferenciam-se não só pela potência que são capazes de desenvolver (cerca de 85 MW), como pelas propriedades do combustível e a velocidade de explosão.
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