| Hardwick Hall |
Robert
Smythson.
Nasceu na Inglaterra em 1535, e, faleceu em Wollaton em 1614.
Smythson foi um importante escultor decorativo e arquiteto do
Maneirismo inglês. Pouco se sabe sobre sua juventude, mas em 1556
foi mencionado como pedreiro - na época, algo
equivalente ao arquiteto - nas obras da Longleat House,
onde parece ter dado grande contribuição para o desenho do projeto.
Mais tarde projetou vários importantes palácios rurais da
Inglaterra, como o Hardwick
Hall,
Wollaton
Hall,
Burghley
House,
Burton
Agnes Hall
e possivelmente o Gawthorpe
Hall,
além de outros cuja atribuição é controversa. Seu estilo é uma
original mistura de elementos da Renascença e do Gótico, com um
inovador emprego do vidro em grandes janelas de belo efeito plástico
no conjunto da obra. Seu filho
John Smythson
e seu neto Huntingdon
Smithson
também foram arquitetos de renome.
Longleat
House
| Longleat House, 2005. |
Longleat
House
é um palácio rural inglês localizado nos arredores da vila de
Horningsham, e próximo das cidades de Warminster no Wiltshire e
Frome em Somerset. O palácio foi construído por Sir John
Thynne,
e desenhado, principalmente, por Robert
Smythson,
depois que o Priorado original foi destruído pelo fogo, em 1567.
Levou 12 anos para ficar pronto e é habitualmente visto como um dos
melhores exemplos da Arquitetura Isabelina, na Inglaterra. Longleat é
atualmente habitada por Alexander
Thynn,
7º Marquês de Bath, um descendente direto de Sir John Thynne.
Longleat House está situado num parque com mais de 900 acres
(3,6km²), ajardinado por Capability Brown, com 8,000 acres (32km²)
de florestas e terras de cultivo. Foi a primeira propriedade privada
a abrir ao público, e ainda afirma ter sido o primeiro Safari
park
fora de África. O programa televisivo da BBC, Animal
Park,
é filmado aqui.
Longleat House e os Thynnes
- Sir John Thynn (1515-1580) comprou Longleat em 1541, a qual fora um Priorado dos Agostinianos. Este nobre foi o primeiro membro da dinastia Thynne. A família mudou o nome de Thynn para Thynne durante o século XVII, embora o atual líder da família reverteu o apelido para Thynn durante a década de 1980.
| Pavilhão anexo a Longleat House, 2004. |
Sir
John era um construtor com experiência ganha, por exemplo em Syon
House e Somerset House. Em Abril de 1567 a casa original sofreu um
incêndio e ficou destruída. Uma casa de substituição foi,
efetivamente, concluída em 1580. Adrian
Gaunt, Alan
Maynard, Robert
Smythson, o Earl
of Hertford e
Humpfrey Lovell
contribuíram, todos eles, para a nova construção, mas a maior
parte do desenho foi obra de Sir John.
O
palácio foi sendo herdado, em linha direta, pelos varões da
família, até aos dias de hoje.
Foram
proprietários de Longleat House:
- Sir John Thynn, Junior (1555-1604)
- Sir Thomas Thynn (1578-1639)
- Sir James Thynn (1605-1670), que empregou Sir Christopher Wren para fazer modificações no palácio
- Thomas Thynn (1646-1682)
- Thomas Thynne, 1º Visconde Weymouth (1640-1714), que começou a maior coleção de livros da casa. No seu tempo, jardins formais, canais, fontes e parterres foram criados por George London, com esculturas de Arnold Quellin e Chevalier David. A Best Gallery, Long Gallery, Old Library e Capela foram todas acrescentadas devido a Wren.
- Thomas Thynne, 2º Visconde Weymouth (1710-1751), casou com Louisa Careret, que tem a reputação de ainda residir no palácio como um fantasma.
O hedge maze, da Longleat House. Thomas Thynne, 1º Marquês de Bath (1734-1796) empregou Capability Brown que substituiu os jardins formais por um parque paisagístico com caminhos dramáticos e estradas de entrada.- Thomas Thynne, 2º Marquês de Bath (1765-1837) empregou Jeffry Wyatville modernizar o palácio e recebeu conselhos de Humphrey Repton, nos campos. Wyatville demoliu várias partes do edifício, incluindo a escadaria de Wren, e substituiu-as por galerias e uma grande escadaria. Também construiu vários edifícios anexos, incluindo a Orangery.
- Henry Frederick Thynne, 3º Marquês de Bath (1797-1837)
- John Alexander Thynne, 4º Marquês de Bath (1831-1896) colecionou obras de arte italianas. Empregou John Crace, cujos trabalhos anteriores incluíam Brighton Pavilion, Woburn Abbey, Chatsworth House e o Palácio de Westminster, para acrescentar interiores em estilo Renascença italiano.
- Thomas Henry Thynne, 5º Marquês de Bath (1862-1946). Durante a Primeira Guerra Mundial, o palácio foi usado como um hospital temporário. Durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se a evacuada Royal School for Daughters of Officers in the Army. Um hospital americano também foi construído nos terrenos.
- Henry Frederick Thynne, 6º Marquês de Bath (1905-1992). Em 1947, os impostos sucessórios forçaram a venda de várias propriedades dos Marqueses, em ordem a manter a sobrevivência de Longleat, abriu a casa ao público visitante. Russell Page redesenhou os jardins em volta do palácio para atrair os turistas. O parque safári abriu em 1966.
- Alexander Thynn, 7º Marquês de Bath (nascido em 1932) é um artista e pintor de murais, com uma taração especial por labirintos (criou o hedge maze, o love labyrinth, o sun maze, o lunar labyrinth e o King Arthur's maze).
A
casa ainda é usada para residência privada da família Thynn.
A
visita à casa inclui:
Longleat House, 2005. O Grande Hall Isabelino, com uma galeria de menestréis- O corredor Este inferior, uma ampla sala que originalmente era usada pelos criados para aceder à casa ao edifício principal. Este atualmente alberga mobiliário fino e pinturas. Também são exibidos aqui dois livros de visitas, um mostrando a assinatura de Isabel II do Reino Unido e Philip, o outro as de Albert (George VI) e da Rainha Elizabeth, A Rainha Mãe.
- A ante-biblioteca, com uma magnífica pintura veneziana no tecto
- A Biblioteca Encarnada, a qual exibe muitos dos 40.000 livros da casa
- A Sala do Pequeno-Almoço, com um tecto que joga com o da ante-biblioteca
- A Sala de Jantar de Baixo
- No piso de cima, uma exposição de animais em porcelana de Meissen
- A Sala de Banho.
- A State Dining Room, com uma Meissen porcelain centrepiece on the table to facilitate flagging conversations
- O Salão
- A State Drawing Room, desenhada por Crace
- O Corredor dos Mantos
- O Quarto Chinês
- A Sala de Música, com instrumentos incluindo um realejo
- O Quarto do Príncipe de Gales, assim chamado devido a uma grande pintura de Henry Frederick, Príncipe de Gales, o irmão de Carlos I
- O corredor Oeste Superior
- A Grande Escadaria
Wollaton
Hall
| Wollaton Hall em 1880. |
| Wollaton Hall, 2004. |
Wollaton
Hall
é um palácio rural situado em Wollaton, Nottingham, Inglaterra,
iniciado em 1580 e terminado em 1588, por Sir
Francis Willoughby
(1547-1596). Foi desenhado pelo arquiteto isabelino, Robert
Smythson
(também arquiteto de Hardwick Hall). A construção consiste num
grande hall central, rodeado por quatro torres. Infelizmente, um
incêndio causou estragos na decoração interior desta obra de
Smythson, em algumas das salas do andar térreo, embora tenham
ocorrido poucos danos estruturais. Sir
Jeffry Wyattville
remodelou-o em 1801, o que viria a acontecer periodicamente até à
década de 1830. A galeria do hall principal contém o mais antigo
órgão de tubos do Nottinghamshire. Pensa-se que este órgão data
do século XVII, provavelmente feito pelo fabricante Gerard Smith.
Ainda é tocado manualmente. Wollaton Hall pertence agora ao
município de Nottingham. Atualmente alberga a coleção de História
natural
de John
Ray,
com animais e pássaros embalsamados. Em 1855, Joseph
Paxton
desenhou uma réplica aproximada de Wollaton Hall no Buckinghamshire,
conhecida atualmente como Mentmore Towers. Os campos da propriedade,
acolhem anualmente o Intercounties
Cross Country trials,
sempre no mês de Março, assim como muitos outros eventos. Neste
parque, durante a Segunda Guerra Mundial membros do 508º Regimento
de Infantaria Paraquedista dos EUA foram alojados na casa antes de
serem enviados para a Europa continental. Uma pequena placa comemora
este evento. O palácio foi reaberto no dia 8 de Abril de 2007,
depois de ter estado fechado para renovação. As salas do topo da
casa e as cozinhas no subsolo, estão abertos para visita pública.
Em 2011, o lugar serviu como set
de gravação para a Mansão
Wayne
no terceiro Batman
dirigido por Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Em
Batman Begins, o primeiro filme da trilogia, o mansão Mentmore
Towers, réplica do palácio Wollaton Hall, serviu como a Mansão
Wayne.
Proprietários de Wollaton Hall
Wollaton House, 2008. 1580 - 1596 Sir Francis Willoughby (1547-1596)- 1596 - 1643 Sir Percival Willoughby
- 1643 - 1672 Francis Willughby
- 1672 - 1729 Thomas Willoughby, 1º Barão Middleton
- 1729 - 1758 Francis Willoughby, 2º Barão Middleton
- 1758 - 1774 Francis Willoughby, 3º Barão Middleton
- 1774 - 1781 Thomas Willoughby, 4º Barão Middleton
- 1781 - 1800 Henry Willoughby, 5º Barão Middleton
- 1800 - 1835 Henry Willoughby, 6º Barão Middleton
- 1835 - 1856 Digby Willoughby, 7º Barão Middleton
- 1856 - 1877 Henry Willoughby, 8º Barão Middleton
- 1877 - 1922 Digby Wentworth Bayard Willoughby, 9º Barão Middleton
- 1922 - 1924 Godfrey Ernest Percival Willoughby, 10º Barão Middleton
- 1924 - 1925 Michael Guy Percival Willoughby, 11º Barão Middleton
- 1925 - actualidade - Município de Nottingham
Museu Industrial
Wollaton
Hall contém um Museu Industrial, com uma exposição de têxteis,
transportes e tecnologias do passado de Nottingham, incluindo o
Basford Beam Engine, uma operadora completa análoga às redes
de telefone, uma exposição de bicicletas, motociclos e carros
motorizados ligados à cidade e alguns dos mais importantes máquinas
de produção de fio que puseram Nottingham no mapa dos têxteis. O
acesso ao Museu Industrial é feito através da loja do Pátio dos
Estábulos The e via o Wollaton Visitor Centre.
Hardwick Hall
| Hardwick Hall, 2009. |
Hardwick
Hall
é um palácio rural inglês, situado em Doe Lea, Chesterfield,
Derbyshire.
É um dos mais importantes exemplos de solares rurais, da Arquitetura
Isabelina. Em comum com outros trabalhos do arquitecto Robert
Smythson em Longleat House e Wollaton Hall, Hardwick Hall é um dos
primeiros exemplos da interpretação inglesa do estilo arquitetônico
Renascentista. A
casa foi desenhada para Bess of Hardwick, antepassada dos Duques de
Devonshire, por Robert Smythson, nos finais do século XVI e
permaneceu naquela família até que foi confiscada pelo HM
Treasury (Ministério
das Finanças) em lugar do imposto sucessório, em 1956. O Tesouro
transferiu o palácio para o National
Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty
(Instituto Nacional de Locais de Interesse Histórico ou de Beleza
Natural), em 1959. Como era uma residência secundária dos Duques de
Devonshire, cuja casa principal era a vizinha Chatsworth
House, foi pouco
alterada ao longo dos séculos e, de facto, desde o início do século
XIX, a sua
atmosfera antiga era conscientemente preservada. Hardwick
foi uma evidente demonstração do poder e riqueza de Bess of
Hardwick, que era a mulher mais rica da Inglaterra, depois da própria
Rainha Isabel I. Foi uma das primeiras casas inglesas onde o grande
hall foi construído num eixo de simetria pelo centro da casa,
exatamente em anglo recto com a entrada. Cada um dos três andares
principais é mais alto que o anterior, e uma grande e curva
escadaria em pedra conduz a uma suíte de state
rooms
no segundo piso, o qual inclui uma das mais longas galerias dos
palácio ingleses, e a um ligeiramente alterado great
chamber.
Existe uma vasta coleção de tapeçarias e mobílias do século XVI
e século XVII. As janelas são excepcionalmente largas e numerosas
para o século XVI e davam um poderoso sinal de abundância numa
época em que o vidro era um luxo: dizia-se "Hardwick Hall, mais
vidro que parede". Hardwick
encontra-se, atualmente, aberto ao público. Tem um refinado jardim,
e o parque ainda contém o Hardwick
Old Hall, uma casa um
pouco mais antiga, que foi usada para acomodar hóspedes e áreas de
serviço depois que o novo palácio foi construído. O Old
Hall está,
atualmente, em ruínas. É administrado pelo English
Heritage em nome do
National Trust for
Places of Historic Interest or Natural Beauty
e está igualmente aberto ao público.
| Hardwick Hall, 2009. |
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