| Leucipo |
Leucipo
de Mileto. (em grego antigo: Λεύκιππος;
primeira metade do século V a.C.). Foi um filósofo grego.
Tradicionalmente, Leucipo é considerado o mestre de Demócrito
de Abdera e, talvez, o verdadeiro
criador do atomismo (segundo a tese de
Aristóteles),
que relatava que uma matéria pode ser dividida até chegar em uma
pequena partícula indivisível chamada átomo.
Sobre suas origens praticamente nada é conhecido, mas o lugar mais
provável de seu nascimento é Mileto na Ásia Menor; em seguida
mudou-se para Abdera. Parece ter sido contemporâneo de Anaxágoras
de Clazômenas e de Sócrates.
A tradição lhe atribui a autoria de um único livro intitulado A
Grande Ordem do Mundo, também chamada
Grande Cosmologia,
um texto muito diferente da Pequena
Cosmologia de Demócrito.
Talvez tenha escrito um segundo livro, que teria se chamado Sobre
o Espírito, mas este escrito pode ter sido
apenas um capítulo da obra anterior.
Muito
pouco se sabe de sua vida, e, inclusive Epicuro
considerou a possibilidade de que Leucipo no tenha existido, o qual
deu origem a numerosos debates. Considera-se mais provável que tenha
nascido em Mileto, Asia menor, como também têm as possibilidades de
Abdera, Melos, Elea ou Clazomenes. Posteriormente mudou-se para
Eléia, onde teria sido discípulo de Parmênides
e de Zenão de Eléia
e mestre de Demócrito.
A ele são atribuídas as obras A Ordenação
dos Cosmos e Sobre
a Mente, já que este segundo livro podo
ser um capítulo da obra anterior. O que se sabe de seu pensamento se
encontra nos fragmentos de obras de outros autores como Aristóteles,
Simplício ou
Sexto Empírico.
Diz-se que Demócrito inventou Leucipo como seu mestre para ganhar
prestígio e para que apoiassem a sua teoria, já que que Leucipo era
tido como um grande físico, discípulo de Parmênides,
de Zenão de Eléia
ou de Pitágoras.
Foi mestre de Demócrito, e a aos dois são lhes atribuídos a
fundação do Atomismo,
segundo a qual a realidade está formada tanto por partículas
infinitas, indivisíveis, de formas variadas e sempre em movimento,
os átomos (do
grego ἄτομοι,
o que não se pode ser dividido),
como pelo vácuo. Assim, talvez em resposta a Parmênides,
afirma que existe tanto o ser
como o não-ser:
o primeiro está representado pelos átomos e o segundo pelo vácuo,
que não é nada menos do que o ser sendo imprescindível para que
exista movimento. Particularmente, postula, como Demócrito, que a
alma está formada por átomos mais esféricos que os componentes das
demais coisas. Nega a gênese e a corrupção, formas de câmbio que
eram aceitas quase que por unanimidade entre os filósofos pré-socráticos.
Citações
de Leucipo
- "Nada acontece ao acaso (maten), mas tudo a partir de razão (logou ek), e por necessidade."
- - Diels-Kranz 67 B1
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