| James Dewar, 1910. |
James
Dewar. Nasceu em Kincardine, a 20 de Setembro de 1842, e, faleceu
em Londres, a 27 de Março de 1923. Dewar foi um físico-químico
escocês, conhecido por ter inventado a Garrafa Térmica
e o primeiro a liquefazer o hidrogênio. Foi o mais
jovem de seis irmãos e ficou órfão de pai e mãe aos 15 anos.
Nasceu em Kincardine-on-Forth e foi educado em Dollar Academy e na
Universidad de Edimburgo, onde se graduou. Mais tarde, se tornou
professor na Universidad de Cambridge em 1875, tornando-se membro da
Royal Institution em 1877. Desenvolveu a fórmula química do benzeno
e realizou um extenso trabalho no campo da espectroscopia durante
mais de 25 anos. Em 1891, Dewar descobriu o processo para produzir
oxigênio líquido em quantidades industriais. Inventou um depósito
isolante, o vaso Dewar, para estudar os gases de baixas
temperaturas. Ele usou este invento para transportar gases líquidos,
como hidrogênio, em 1898. Também foi o primeiro a obter hidrogênio
sólido. Em 1905, observou que o carbono frio poderia produzir vácuo.
Esta técnica foi muito útil para a experimentação na física
atômica. Juntamente com Frederick Augustus Abel
desenvolveu explosivos sem fumaça, cujo nome comum é cordite.
Vaso
de Dewar (A Garrafa Térmica)
Esquema de funcionamento de um frasco de Dewar
|
| Frasco de Dewar, Deutsches Museum, Munique. |
Um
frasco
de Dewar
(também conhecido como vaso
de Dewar
ou garrafa
de Dewar,
popularmente chamado de garrafa
térmica)
é um objeto projetado para fornecer um isolamento térmico quase
perfeito, dificultando as trocas de calor com o meio externo. Este
objeto foi construído a primeira vez pelo físico e químico escocês
James Dewar (1842-1923), no século XIX, com o intuito de conservar
soluções químicas em temperatura constante. Quando enchido com um
líquido quente ou frio, este frasco não permitirá que o calor
escape ou entre facilmente, e o líquido permanecerá quente ou frio
respectivamente, por um longo tempo, muito mais do que em um
recipiente comum. O frasco de Dewar geralmente é feito de vidro ou
metal, e utiliza o princípio da dupla camada, ou seja, seria igual a
uma garrafa menor dentro de outra maior, e estas duas seladas no
mesmo gargalo. No espaço estreito entre elas existe algo próximo do
vácuo, já que o ar é praticamente todo retirado, pois o vácuo
impede a condução e a convecção do calor. A superfície interna
do frasco externo e a superfície externa do frasco interno têm um
revestimento reflexivo, geralmente metálico ou similar, para impedir
que o calor seja transmitido através de radiação. Na teoria e
idealmente falando, um frasco de Dewar poderia manter um determinado
líquido em uma temperatura qualquer para sempre, sem que houvesse
alterações, mas na prática isso não ocorre, pois de uma forma ou
de
outra ocorre alguma troca de calor. O frasco de Dewar foi
idealizado e inventado pelo cientista escocês James Dewar em 1892.
Surgiu como resultado de pesquisas no campo da criogenia. Ele fazia
experimentos para determinar o calor específico do Paládio. Para
isso, fez uma câmara de bronze envolvida por outra câmara, entre as
duas ele retirou o ar criando uma espécie de vácuo parcial. Para
evitar a irradiação, Dewar usou originalmente a prata para refletir
os raios que emanam calor. Assim a transferência de energia ocorre
quase que inteiramente pelo gargalo, que é geralmente feito de com
algum isolante térmico. Isso mantinha soluções químicas na
temperatura desejada. O frasco foi feito, mais tarde, com diversos
materiais, os mais comuns são vidro e alumínio. O projeto de Dewar
foi transformado em um item comercial em 1904, quando dois alemães
descobriram que ele poderia ser usado para conservar a temperatura de
bebidas quentes ou frias. Dewar nunca patenteou seu invento, mas os
homens que descobriram seu uso comercial sim, eles receberam os
direitos sobre o produto e o comercializaram. Em alguns países a
garrafa térmica ainda é uma marca registrada, mas em muitos lugares
é uma marca genérica pela popularidade do produto.
| Garrafa térmica comum. |
Para
o recipiente ser eficiente ele deve anular o máximo possível as
trocas de calor, essas trocas ocorrem pela condução, convecção e
radiação.
James Dewar, 1920. Solução para a condução: Pela condução a transferência de calor se da pelo choque entre partículas que compõem o sistema, para isso as paredes do frasco interno são isolantes térmicos, dificultando a passagem do calor para o ar rarefeito entre os frascos e exterior. Uma barreira ainda maior para a condução é o próprio ar rarefeito, ele impede que boa parte do calor do recipiente interno vá para o ambiente externo.- Solução para a convecção: Pela convecção a troca de calor ocorre nos fluidos, ocasionada pela diferença de densidade dos componentes do sistema, para isso o ar é retirado entre os recipientes, o ar rarefeito que resta realiza as trocas de calor por convecção, mas de maneira muito reduzida.
- Solução para radiação: Pela radiação o calor é transferido sem que haja contato entre os corpos, se dá por ondas eletromagnéticas. Para evitar essa troca de calor, a parte interna da garrafa é espelhada, desta forma os raios infravermelhos emanados pela substancia dentro da garrafa serão refletidos e a temperatura no interior do recipiente se manterá constante.
Principais usos
Doméstico:
Garrafas térmicas são usadas para conservar a temperatura de,
geralmente, líquidos a uma temperatura desejada e a pressão de 1
atmosfera, uma garrafa típica manterá um líquido quente por 8
horas e frio por cerca de 24 horas.
Cinzas de James Dewar. Laboratorial e industrial: Em laboratórios e indústrias, os frascos de Dewar são frequentemente usados para armazenar gás líquidos, como oxigênio e nitrogênio, que necessitam de temperaturas baixíssimas, assim economizado a energia de manter um refrigerador em funcionamento constate. No caso dos gases líquidos, o escapamento do calor no interior extremamente frio do frasco é mínimo e resulta em uma ebulição lenta deles (nesse caso é necessário uma válvula de escape de pressão para evitar a destruição do frasco). A isolação térmica excelente faz com que os gases durem bastante tempo em estado líquido.
Segurança
Garrafas
térmicas estão em risco de implosão. Garrafas de vidro sob vácuo
em particular podem se quebrar inesperadamente. Batidas, arranhões
ou rachaduras podem ser um ponto de partida para o rompimento do
frasco, especialmente quando a temperatura do frasco muda
rapidamente. Garrafas com frasco de vidro interno estão geralmente
dentro de um recipiente de metal ou plástico para auxiliar na
manipulação, proteger de dano físico e para conter os fragmentos
do vidro caso a garrafa quebre. Os frascos de Dewar para
armazenamento criogênico são geralmente pressurizados e podem
explodir se as válvulas de alívio de pressão não são usadas.
Dewar foi agraciado com a Medalha Rumford
(1894), Medalha Matteucci
(1906), Medalha Albert
(1908), Medalha
Copley (1916) e a Medalha
Franklin (1919).
Referências
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