| Retrato de um homem jovem, 1540. |
Bronzino
ou Il
Bronzino
, seu nome era Agnolo
Tori
também chamado com os nomes de Ângelo
di Cosimo di Mariano
ou Agnolo
Bronzino.
Nasceu em Ponticelli de Florença, 17 de Novembro de 1503, e, faleceu
em Florença, 23 de Novembro de 1572. Pintor italiano
predominantemente palaciano, um dos maiores representantes do
maneirismo.
Existe
bem poucas informações acerca da sua infância. Justamente por essa
falta de dados que supõem os seus biógrafos que tenha nascido de
família bastante humilde, como também a dificuldade encontrada para
se estabelecer seu sobrenome verdadeiro - tendo o mesmo adotado como
tal o epíteto (Bronzino)
que lhe deram os contemporâneos. O apelido Bronzino
significa brônzeo,
e possivelmente deriva do seu semblante carregado, que seria "como
de uma estátua de bronze".
Seu
primeiro mestre foi o pintor florentino Raffaellino
del Garbo.
Por volta de 1515 ingressou no ateliê de Jacopo
Carucci,
mais conhecido como Pontormo,
que o tomou por filho adotivo e, deste modo, teve um papel
fundamental para a futura carreira de Il
Bronzino.
Junto ao pai adotivo realizou a decoração da capela Capponi,
na igreja de Santa
Felicità,
em Florença.
Galeria de Artes
Já
em 1530 era um pintor consagrado e reconhecido, razão pela qual a
nobre família Della
Rovere
o convidou para trabalhar em Pesaro, onde permaneceu cerca de dois
anos. Em Pesaro trabalhou na decoração da chamada "vila"
Imperial, junto a Battista
Dossi,
Francesco
Menzocchi,
Raffaellino
del Colle,
Girolamo
Genga
e Dosso
Dossi,
sob o mecenato de Francesco
Maria i Della Rovere.
Quando Cosmo
I de Médici
foi governante de Florença, decidiu apelar aos principais pintores
da época, dentre os quais Bronzino, que trabalhou para a família a
partir de 1539. Após a realização do seu primeiro quadro,
tornou-se o pintor favorito do próprio Cosme. Buscando um ajudante
para realizar tapeçaria (arazzi),
Bronzino dirigiu-se a Roma, em 1548, empregando ali a Raffaello
dal Colle.
Quando morreu seu mestre Pontormo,
em 1556, Bronzino dedicou-se à conclusão de seus afrescos na grande
igreja florentina de San
Lorenzo.
Em 1563 foi um dos membros fundadores da Academia
do Desenho
e, como seu representante, participou das homenagens póstumas a
Michelangelo,
neste mesmo ano. Il
Bronzino
faleceu em 23 de Novembro de 1572, na casa do seu aluno favorito:
Alessandro
Allori,
discípulo que, em homenagem ao mestre (e talvez seu tio) - passou a
chamar-se Alessandro
Bronzino.
Obras
A
maior parte de suas pinturas são retratos de grandes escritores e de
integrantes da família Médici ou de seus agregados (como, por
exemplo, Leonor
de Toledo,
filha do Vice-Rei de Nápoles e Grã-Duquesa da Toscânia pelo seu
casamento com Cosme
I.
Quando o mecenas Cosmo I fundou uma fábrica de tapeçaria em
Florença, Bronzino dedicou-se ao desenho de magníficas estampas,
figuradas especialmente em temas mitológicos e alegóricos. A série
de tais obras consta de vinte arazzi:
dezesseis desenhados por Bronzino, três por Pontormo e um por
Francesco Salviati - trabalhos que hoje se encontram no museu
florentino de Palazzo
Vecchio.
Além dos retratos, sua outra temática preferida foi a pintura
religiosa, como as realizadas em várias igrejas de Florença. Dentre
seus principais trabalhos encontram-se:
- Retrato de Lucrécia Panciatichi (cerca de 1540)
- Passagem do Mar Vermelho (1541-1542)
- Retrato de García de Médicis (1544)
- Leonor de Toledo e seu Filho (cerca de 1545)
- Alegoria do Triunfo de Vênus (entre 1540-1545)
- Descida de Cristo da Cruz (cerca de 1545)
- Ressurreição de Cristo (1545-46)
Crítica
Ele
foi essencialmente um pintor palaciano, devotado ao gosto da Corte.
Provavelmente por este motivo seu estilo foi particularmente
preciosista, de tal forma excessivo que o resultado faz-se frio e
impessoal - mais preocupado no cálculo do seu resultado. Também,
como representante do maneirismo, Bronzino apoia-se no uso de cores
irreais, muitas vezes contrastantes. Seu quadro alegórico Triunfo
de Vênus
é um evidente precursor do barroco.
OBRAS BELISSIMAS.
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