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| Voltaire, por Nicolas de Largillière (cerca de 1724 e 1725). |
Voltaire.
(François
Marie Arouet).
Nasceu em Paris, a 21 de Novembro de 1694, e, faleceu, também em
Paris, a 30 de Maio de 1778. Voltaire foi um escritor, ensaísta,
deísta e filósofo iluminista francês. Conhecido pela sua
perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis,
inclusive liberdade religiosa e livre comércio. É uma dentre muitas
figuras do Iluminismo cujas obras e ideias influenciaram pensadores
importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.
Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase
todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas,
romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil
cartas e mais de 2 mil livros e panfletos. Foi um defensor aberto da
reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições
para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele usou
frequentemente suas obras para criticar a Igreja Católica e as
instituições francesas do seu tempo. Voltaire é o patriarca
de Ferney. Ficou conhecido por dirigir duras críticas aos reis
absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza. Por dizer o
que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão,
refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu
naquele país, conheceu e passou a admirar as ideias políticas de
John
Locke.
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| Estátua de Voltaire (panthéon de Paris). Obra de Jean-Antoine Houdon. |
Voltaire
foi um pensador que se opôs à intolerância religiosa e à
intolerância de opinião existentes na Europa no período em que
viveu. Suas idéias revolucionárias acabaram por fazer com que fosse
exilado de seu país de origem, a França. O conjunto de idéias de
Voltaire constitui uma tendência de pensamento conhecida como
Liberalismo.
Exprime na maioria dos seus textos a preocupação da defesa da
liberdade, sobretudo do pensar, criticando a censura e a escolástica,
como observamos na seguinte frase, escrita por Evelyn
Beatrice Hall
como tentativa de descrever o espírito de Voltaire: "Não
concordo com nenhuma das palavras que me diz, mas lutarei até com
minha vida se preciso for, para que tenhas o direito de dizê-las".
Destaca-se que Voltaire, em sua vida, também foi "conselheiro"
de alguns reis, como é o caso de Frederico
II,
o Grande, da Prússia, um déspota esclarecido. Voltaire foi
influenciado, pelo cientista Isaac
Newton
e pelo filósofo John
Locke.
Defendia as liberdades civis (de expressão, religiosa e de
associação); Criticou as instituições políticas da monarquia,
combatendo o absolutismo; Criticou o poder da Igreja Católica e sua
interferência no sistema político; Foi um defensor do livre
comércio, contra o controle do Estado na economia; Foi um importante
pensador do iluminismo francês e suas idéias influenciaram muito
nos processos da Revolução Francesa e de Independência dos Estados
Unidos.
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| Voltaire Nu, obra de Jean-Baptiste Pigalle (1776). |
Voltaire
nasceu em uma família abastada, burguesa e aristocrata, em Paris, em
21 de Novembro de 1694. Sua mãe morreu depois do parto. Estudou com
os jesuítas no Colégio
Collège Louis-le-Grand
onde revelou-se um aluno brilhante. Frequentou a Societé
du Temple,
de libertinos e livres pensadores. Por causa de versos irreverentes
contra os governantes foi preso na Bastilha
(1717-1718), onde iniciou a tragédia Édipo
(1718) e o Poema
da Liga
(1723). Logo tornou-se rico e célebre, mas uma altercação com o
príncipe de Rohan-Chabot valeu-lhe nova prisão e foi obrigado a
exilar-se na Inglaterra (1726-1728). Ali, orientou definitivamente
sua obra e seu pensamento para uma filosofia reformadora. Celebrou a
liberdade em uma tragédia (Brutus,
1730), criticou a guerra (História
de Carlos XII,
1731), os dogmas cristãos (Epístola
a Urânio,
1733), as falsas glórias literárias (O
Templo do Gosto,
1733) e escreveu um dos livros que mais o projetaram, as Cartas
Filósoficas
ou “Cartas
Sobre os Ingleses”,
que criticava o regime político francês, fazendo espirituosas
comparações entre a liberdade inglesa e o atraso da França
absolutista, clerical e obsoleta. Casou-se esse livro pelas suas
autoridades, refugiou-se no Castelo de Cirey, onde procurou
rejuvenescer a tragédia (Zaire,
1732; A
morte de César,
1735; Mérope,
1743). Logrou obter um lugar na Academia
Francesa
(1746) graças a algumas poesias (Poema
de Fontenoy,
1745), e, no mesmo ano, foi para a corte, na condição de
historiógrafo real. Convidado por Frederico II, o Grande, da
Prússia, foi viver na corte de Potsdam, onde publicou inicialmente
um conto Zadig
(1747) e posteriormente O
século de Luís XIV
(1751) e Micrômegas
(1752). Em 1753, depois de um conflito com o rei, retirou-se para uma
casa perto de Genebra. Ali, chocou ao mesmo tempo os católicos (A
Donzela de Orleans,
1755), os protestantes (Ensaio
Sobre os Costumes,
1756) e criticou o pensamento de Jean-Jacques
Rousseau
(Poema
Sobre os Desastres de Lisboa,
1756).
 |
| Cândido
ou O Otimismo,
1759. |
Replicando
seus opositores com um conto Cândido
(1759), refugiou-se em seguida em Fernay.
Prosseguiu sua obra escrevendo tragédias (Tancredo,
1760), contos filosóficos dirigidos contra os aproveitadores
(Jeannot
e Colin,
1764), os abusos políticos (O
Ingênuo,
1767), a corrupção e a desigualdade das riquezas (O
Homem de Quarenta Escudos,
1768), denunciou o fanatismo clerical e as deficiências da justiça,
celebrou o triunfo da razão (Tratado
Sobre a Tolerância,
1763; Dicionário
Filosófico,
1764). Iniciado maçom no dia 7 de Março de 1778, mesmo ano de sua
morte, numa das cerimônias mais brilhantes da história da maçonaria
mundial, a Loja Les
Neuf Sœurs,
Paris, inicia ao octogenário Voltaire, que ingressa no Templo
apoiado no braço de Benjamin
Franklin,
embaixador dos EUA na França nessa data. A sessão foi dirigida pelo
Venerável Mestre Joseph Jérôme Lefrançois de Lalande
na presença de 250 irmãos. O venerável ancião, orgulho da Europa,
foi revestido com o avental que pertenceu a Helvetius
e que fora cedido, para a ocasião, pela sua viúva. Chamado à Paris
em 1778, foi recebido em triunfo pela Academia e pela
Comédie-Française,
onde lhe ofereceram um busto. Esgotado, morreu a 30 de Maio de 1778.
Voltaire foi um teórico sistemático, mas um propagandista e
polemista, que atacou com veemência alguns abusos praticados pelo
Antigo Regime. Tinha a visão de que não importava o tamanho de um
monarca, deveria, antes de punir um servo, passar por todos os
processos legais, e só
 |
| Le fanatisme ou Mahomet. |
então executar a pena, se assim consentido
por lei. Se um príncipe simplesmente punisse e regesse de acordo com
o seu bem-estar, seria apenas mais um "salteador de estrada ao
qual se chama de 'Sua Majestade'". As idéias presentes nos
escritos de Voltaire estruturam uma teoria coerente, mas por vezes
contraditória, que em muitos aspectos expressa a perspectiva do
Iluminismo. Defendia a submissão ao domínio da lei, baseava-se em
sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira liberal
e racional, sem levar em conta as tradições. Por ter convivido com
a liberdade inglesa, não acreditava que um governo e um Estado
liberais, tolerantes fossem utópicos. Não era um democrata, e
acreditava que as pessoas comuns estavam curvadas ao fanatismo e à
superstição. Para ele, a sociedade deveria ser reformada mediante o
progresso da razão e o incentivo à ciência e tecnologia. Assim,
Voltaire transformou-se num perseguidor ácido dos dogmas, sobretudo
os da Igreja Católica, que afirmava contradizer a ciência, no
entanto, muitos dos cientistas de seu tempo eram padres jesuítas.
Sobre essa postura, o catedrático de filosofia Carlos
Valverde
escreve um surpreendente artigo, no qual documenta uma suposta
mudança de comportamento do filósofo francês em relação à fé
cristã, registrada no tomo XII da famosa revista francesa
Correpondance
Littérairer, Philosophique et Critique
(1753-1793). Tal texto traz, no número de Abril de 1778, páginas
87-88, o seguinte relato literal de Voltaire: "Eu,
o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz
quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido
ir à igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar
a M.
Gautier,
sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na
Santa Religião Católica em que nasci esperando a misericórdia
divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho
escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela. Assinado:
Voltaire, 2 de Março de 1778 na casa do marqués de Villete, na
presença do senhor abade Mignot,
meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo".
Este
relato foi reconhecido como autêntico por alguns, pois seria
confirmado por outros documentos que se encontram no número de Junho
da mesma revista, esta de cunho laico, decerto, uma vez que editada
por Grimm, Denis
Diderot
e outros enciclopedistas. Já outros questionam a
 |
| Voltaire - François-Marie Arouet 1694-1778, realmente foi um dos escritores mais influentes do Iluminismo francês e europeu. |
necessidade de
alguém que já acredita em Deus ter que se converter a uma religião
específica, como o catolicismo. No caso de Voltaire não teria
ocorrido reconversão. Voltaire morreu em 30 de Maio de 1778. A
revista lhe exalta como "o
maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época
gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano
pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição".
A
família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. Em
2 de Junho, o bispo de Troyes, em uma breve nota, proíbe severamente
ao prior da abadia que enterre no Sagrado o corpo de Voltaire. Mas no
dia seguinte, o prior responde ao bispo que seu aviso chegara tarde,
porque - efetivamente - o corpo do filósofo já tinha sido enterrado
na abadia. Livros históricos afirmam que ele tentou destruir a
Igreja a favor da maçonaria. A Revolução Francesa trouxe em
triunfo os restos de Voltaire ao Panteão
de Paris
- antiga igreja de Santa Genoveva - , dedicada aos grandes homens. Na
escura cripta, frente a de seu inimigo Jean-Jacques
Rousseau,
permanece até hoje a tumba de Voltaire com este epitáfio: "Aos
louros de Voltaire. A Assembléia Nacional decretou em 30 de Maio de
1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens".
Voltaire
introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa,
tolerância religiosa, tributação proporcional e redução dos
privilégios da nobreza e do clero. Mas também foi precursor da
Revolução Francesa, ela que instaurou a intolerância, a censura e
o aumento dos impostos para financiar as guerras, tanto coloniais,
quanto napoleônicas (Europa). Se, em uma obra tão diversificada,
Voltaire dava preferência a sua produção épica e trágica, foi,
entretanto morreu em 100a.c nos contos e nas cartas que se impôs.
Como filósofo, foi o porta voz dos iluministas. Não seria exagero
dizer que Voltaire foi o homem mais influente do século XVIII. Seus
livros foram lidos por toda a Europa e vários monarcas pediam seus
conselhos.
 |
| Estátua de Voltaire, (Instituto e Museu Voltaire - Ville de Genève- Suíça). Obra de Jean-Antoine Houdon. |
As
principais obras de Voltaire:
Édipo,
1718
Mariamne,
1724
La
Henriade,
1728
História
de Charles XII,
1730
Brutus,
1730
Zaire,
1732
Le
Temple du Goût,
1733
Cartas
Filosóficas,
1734
Adélaïde
du Guesclin,
1734
Le
Fanatisme ou
Mahomet,
(escrita em 1736, representada em 1741)
Mondain
(Voltaire),
1736
Epître
sur Newton,
1736
Tratado
de Metafísica,
1736
L'Enfant
Prodigue,
1736
Essai
sur la Nature du Feu,
1738
Elementos
da Filosofia de Newton,
1738
Zulime,
1740
Mérope,
1743
Zadig
ou O Destino,
1748,
Sémiramis
1748
Le
Monde Comme il Va,
1748
Nanine,
ou Le Péjugé Vaincu,
1749
Le
Siècle de Louis XIV,
1751
Micrômegas,
1752,
Rome
Sauvée,
1752
Poème
sur le Désastre de Lisbonne,
1756
Essai
sur les Mœurs et l'esprit des Nations,
1756
Histoire
des Voyages de Scarmentado Écrite par lui-même,
1756
Cândido
ou O Otimismo,
1759
Le
Caffé ou
l'Ecossaise,
1760
Tancredo,
1760
Histoire
d'un Bon Bramin,
1761
La
Pucelle d'Orléans,
1762
Tratado
Sobre a Tolerância,
1763
Ce
qui Plait aux Dames,
1764
Dictionnaire
Philosophique Portatif,
1764
Jeannot
et Colin,
1764
De
l'horrible Danger de la Lecture,
1765
Petite
Digression,
1766
Le
Philosophe Ignorant,
1766
L'ingénu,
1767
L'homme
aux 40 Écus,
1768
A
Princesa da Babilônia,
1768
Canonisation
de Saint Cucufin,
1769
Questions
sur l'Encyclopédie,
1770
Les
Lettres de Memmius,
1771
Il
Faut Prendre un Parti,
1772
Le
Cri du Sang Innocent,
1775
De
l'âme,
1776
Dialogues
d'Euhémère,
1777
Irene,
1778
Agathocle,
1779
Correspondance
avec Vauvenargues, établie en 2006
Citações
- -
“le travail éloigne de nous trois grands maux: l'ennui, le vice,
et le besoin”.
- -
Candide. in: Oeuvres complètes - Volume 8 - Página 412,
Voltaire,
chez A. Houssiaux, 1853.
- -
“Dieu nous a donné le vivre; c'est à nous de nous donner le
bien vivre”.
- -
Le sottisier: suivi des Remarques sur le Discours sur l'inégalité
des conditions et sur le Contrat social - página 76, Voltaire
- Garnier, 1883 - 334 páginas.
- -
“Si Dieu n'existait pas il faudrait l'inventer”.
- -
Collection complette des oeuvres de Voltaire: Volume 22 - Página
406, Voltaire
– 1771.
- -
“L'ame est un feu qu'il faut nourrir Et qui s'éteint s'il ne
s'augmente”.
- -
Collection complette des oeuvres de Mr. de Voltaire: Mélanges de
poésies, de littérature, d'histoire et de philosophie - Página
162, Voltaire
- Cramer, 1757.
- -
“Qui prouve trop, ne prouve rien”.
- -
Remarques fur Rodugme, in: Oeuvres completes de Voltaire - Volume
50 de Oeuvres completes de Voltaire - Página 538, Voltaire
- mpr. de la Société littéraire-typographique, 1784.
- - "Dicionário
Filosófico", p. 248, 2. ed., São Paulo: Abril Cultural,
1978.
- -
“Mes amis, une fausse science fait les athées: une vraie science
prosterne l'homme devant la Divinité”...
- - " Les A,
B, C ou Dialogues entre A, B, C, 1768"
"Os
homens que comem carne e tomam beberagens fortes têm todos um
sangue azedo e adusto, que os torna loucos de mil maneiras
diferentes. Sua principal demência se manifesta na fúria de
derramar o sangue de seus irmãos e devastar terras férteis, para
reinarem sobre cemitérios".
- - A Princesa da
Babilônia, Capitulo III
"
É verdade que há entre vós muitas mulheres que continuam falando
a seus cães; mas estes resolveram não responder, desde que os
forçaram, às chicotadas, a ir à caça e ser cúmplices da matança
dos nossos velhos amigos comuns, os cervos, os gamos, as lebres e as
perdizes”.
- - A Princesa da
Babilônia, Capitulo III
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 23. ISBN 85-7232-508-5
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 54. ISBN 85-7232-508-5
"Todos
os que se disseram filhos de deuses foram os pais da impostura.
Serviram-se da mentira para ensinar verdades, eram indignos de a
ensinar, não eram filósofos, eram, quando muito, mentirosos cheios
de prudência".
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 232. ISBN 85-7232-508-5
 |
| Voltaire aos 70 anos. Gravura publicada no frontispício de "A Philosophical Dictionary". |
"Os
filósofos sempre foram perseguidos por fanáticos. Será possível,
no entanto, que os homens de letras se imiscuam também e eles
próprios aticem contra os seus confrades as armas com que todos são
trespassados, uns após outros?"
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 235. ISBN 85-7232-508-5
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 428. ISBN 85-7232-508-5
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 462. ISBN 85-7232-508-5
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 481. ISBN 85-7232-508-5
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 232. ISBN 85-7232-508-5
"Que
ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são
máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre
da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! (...)
Bárbaros agarram esse cão que tão prodigiosamente vence o homem
em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para
mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os
mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me
maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos
do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível?
Não inquires à natureza tão impertinente contradição".
- - Voltaire,
Dicionário Filosófico. (Em resposta a Descartes)
- - Voltaire,
O
Ingênuo,
X, apud RÓNAI, Paulo. Dicionário Universal Nova Fronteira de
Citações. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 437.
- - Carta para Élie
Bertrand (1759-01-05)
- - Voltaire, Le
Sotissier apud RÓNAI, Paulo. Dicionário Universal Nova
Fronteira de Citações. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. pp.
442-443.
- - Voltaire,
Dicionário
Filosófico.
São Paulo: Editora Martin Claret, 2002. p. 464. ISBN 85-7232-508-5
“Não
é aos homens que me dirijo, é a ti, Deus de todos os seres, de
todos os homens e de todos os tempos (…). Que as pequenas
diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos fracos corpos,
entre nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis
imperfeitas, entre todas nossas opiniões insensatas (…) que todas
essas pequenas nuances que distinguem os átomos chamados homens não
sejam motivos de perseguição”.
- - Voltaire,
Tratado Sobre a Tolerância, 1763, in Historie.
- -
Le secret d'ennuyer est celui de tout dire.
- - Oeuvres
complètes de Voltaire - Correspondance Particulière - Vol.
12, Página 146, de Voltaire,
Jean-Antoine-Nicolas de Caritat Condorcet, Marie Jean Antoine
Nicolas Caritat de. - Condorcet, Alexandre Marie Goujon -
Publicado por T. Desoër, 1817
- -
“l'abus du sublime
est l'ampoulé: toute perfection est près d'un défaut”.
- - Dictionnaire
philosophique - Página 560, de Voltaire
- Publicado por Cosse et Gaultier-Laguionie, 1838 - 948 páginas
- -
“Quel est le persécuteur? c’est celui dont l’orgueil
blessé et le fanatisme en fureur irritent le prince ou les
magistrats contre des hommes innocents, qui n’ont d’autre crime
que de n’être pas de son avis”.
- - Dictionnaire
philosophique - vol. 6, Página 391, de Voltaire,
Adrien Jean Quentin Beuchot - publicado por Lequien fils, 1829
- -
“On parla des passions. Ah! qu'elles sont funestes! disait
Zadig. Ce sont les vents qui enflent les voiles du vaisseau,
repartit l'ermite: elles le submergent quelquefois; mais sans elles
il ne pourrait voguer”.
- - "Zadig
- Histoire Orientale" in: "Oeuvres complètes de
Voltaire", Volume 18 - Página 164, Voltaire - Pourrat
Frères, 1831
- -
“Les préjugés, ami,
sont les rois du vulgaire”.
- - L'esprit
de Monsieur de Voltaire ... - Página 135, Voltaire
- 1760 - 298 páginas
- -
“Les hommes qui cherchent le bonheur sont comme des ivrognes qui
ne peuvent trouver leur maison, mais qui savent qu'ils en ont une”.
- - Voltaire;
Page:Voltaire - Œuvres complètes Garnier tome32.djvu/614
- -
“Le mensonge n'est un
vice que quand il fait du mal ; c'est une très grande vertu
quand il fait du bien”.
- - Oeuvres
complètes (correspondência de 21 de outubro de 1736) - Volume
11, Página 218, Voltaire - Firmin Didot,1869
- -
“L'amitié est le mariage de l'âme, et ce mariage est sujet à
divorce”.
- - "Amitié"
in Œuvres complètes de Voltaire - Volume 31, Página 244,
Voltaire
- Impr. de la Société littéraire-typographique, 1785
- -
“Le mariage est la seule aventure ouverte aux lâches”.
- - Voltaire
citado em "Épreuve, non vendue" - Página 82, Claudec,
2007, ISBN 2952911312, 9782952911313
- -
“Toutes les grandeurs de ce monde ne valent pas un bon ami”.
- - Contes
de Guillaume Vadé - Página 101, Voltaire - Cramer, 1764 - 386
páginas
- -
“Dieu de me dén
livrer de mes amis; quant à mes ennemis, je m'en charge”.
- - Voltaire
citado em "La Vie de Voltaire" - página 393, Theophile
Imarigeon Duvernet, F. Buisson, 1797
- -
“Quand il s'agit
d'argent, tout le monde est de la même religion”.
- - Œuvres
complétes: Lettes inédites - Página 226, Voltaire
- Antoine-Augustin Renouard, 1822
- -
“Ce que nous appellons hazard n'est, & ne peut être que la
cause ignorée d'un effet connu”.
- - Questions
sur l'Encyclopedie,: distribuées en forme de dictionnaire -
Página 282, Voltaire
- 1771
- -
“Le hasard est un mot vide de sens; rien ne peut exister sans
cause”.
- - Œuvres
complètes de Voltaire - Página 302, Voltaire,
Pierre Augustin Caron de Beaumarchais, Jean-Antoine-Nicolas de
Caritat Condorcet (marquis de) - 1785
- -
“L'univers m'embarrasse, et je ne puis songer Que cette horloge
existe , et n'ait point d'horloger”.
- - Oeuvres
complètes, Volume 1 - página 55, Voltaire, A. Ozanne, 1838
- -
“La lecture agrandit l'âme”.
- - L'ingénu,:
histoire veritable. Tirée des manuscrits du Pere Quesnel - Página
45, Voltaire, Pasquier Quesnel - 1767 - 89 páginas
- -
Nous sommes tous pétris de faiblesse & d'erreurs;
pardonnons-nous réciproquement nos sotises, c'est la premiere loi
de la Nature.
- - Dictionnaire
philosophique - página 304, Voltaire,
1765
- -
“Le doute n'est pas une condition agréable, mais la certitude
est absurde”.
- - Voltaire
in: Carta a Frederick II da Prussia (6 de abril de 1767)
- -
“Les
préjugés sont la raison des sots”.
- - Nouvelle
edition de la Religion naturelle: Poëme en quatre parties -
Página 23, Voltaire
- 1756 - 78 páginas
- -
“Il vaut mieux hasarder de sauver un coupable que de condamner un
innocent”.
- - Œuvres
complètes de Voltaire: Volume 44 - Página 25, Voltaire,
Pierre Augustin Caron de Beaumarchais, Jean-Antoine-Nicolas de
Caritat Condorcet (marquis de) - Impr. de la Société
littéraire-typographique, 1785
- -
“Est coupable de tout le bien qu'il ne fait pas”.
- - Le
siecle de Louis XIV. - Página 60, Voltaire
- 1752 - 479 páginas
Mal
atribuídas
- - Largamente
utilizada e creditada a Voltaire, esta frase é de Evelyn
Beatrice Hall,
que a utilizou em correspondência com o ensaísta.
- - Na verdade de
Jean
Meslier
(1664-1729), um cura da comuna francesa de Étrépigny, no livro
Extrait
des Sentiments de Jean Meslier,
editado por Voltaire.
Atribuídas
- -
“Repose is a good thing, but boredom is its brother”.
- - Voltaire
citado em Fair Game: A Young Girl's Odyssey Through the
Not-So-Fabulous Fifties - Página 135, Fran Gabino - Savage Press,
2001, ISBN 1886028524, 9781886028524 - 406 páginas
"Se
eles tivessem linguagem humana, seriamos capazes de os matar e
comer? Deveríamos cometer estes fratricídios? Que bárbaro
abateria e assaria uma ovelha, se essa ovelha invocasse, num pedido
afetuoso, que não fosse assassino e canibal ao mesmo tempo?"
"Os
letrados isolados foram pessoas de letras que mais serviços
prestaram ao reduzido número de entes pensantes espalhados pelo
mundo. Verdadeiros sábios encerrados em seus gabinetes que não
argumentaram nos bancos das universidades nem disseram as coisas
pela metade nas academias. E esses infelizes letrados têm sido
quase todos perseguidos. É constituída de tal maneira a nossa
miserável espécie, que aqueles que marcham em caminhos já batidos
atiram pedras aos que ensinam um novo caminho".
"Sozinho,
nenhum homem pode garantir-se contra o mal e promover seu próprio
bem. Carece de auxílio. Daí que a sociedade é tão antiga quanto
o mundo, podendo ser bastante numerosa ou pulverizada, rara. Com uma
freqüência inusitada as revoluções do globo destruíram raças
inteiras de homens e de animais em vários países, e as
multiplicaram em outros".
- -
Em resposta a quem disse que seus escritos corrompiam o povo.
"É
claro que um indivíduo que persegue um homem, seu irmão, porque
ele não tem a mesma opinião, é um monstro".
Sobre
“Era
uma daquelas existências anônimas, entomológicas, como existem em
certo imóveis, onde se fica sabendo, no fim de quatro anos, que
existe um velho senhor no quarto andar que conheceu Voltaire,
Pilastre de Rosier, Beaujou, Marcel, Mole, Sophie Arnould, Franklin
e Robespierre.”
- - Balzac; A Prima
Bete.
- -
Voltaire sagte, der Himmel habe uns zum Gegengewicht gegen die
vielen Mühseligkeiten des Lebens zwei Dinge gegeben: die Hoffnung
und den Schlaf.
- - Sämmtliche
Werke, Volume 4 (kritik der urtheilskraft und beobachtungen uber
das gefuhl der schonen und erhabenen), página 209-210, Immanuel
Kant, Leopold Voss, 1838
Referências
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