domingo, 10 de janeiro de 2016

Biografia de Níkos Kazantzákis

Níkos Kazantzákis (Pic: Kazantzakis Museum).
Níkos Kazantzákis. (em grego: Νίκος Καζαντζάκης). Nasceu em Heraclião, a 8 de Fevereiro de 1883, e, faleceu em Friburgo em Brisgóvia, a 26 de Outubro de 1957. Níkos Kazantzákis foi um escritor, poeta e pensador grego. Comumente considerado o mais importante escritor e filósofo grego do século XX, tornou-se mundialmente conhecido depois que, em 1964, Michael Cacoyannis realizou o filme Zorba, o Grego baseado em seu romance homônimo (em grego: Βίος και Πολιτεία του Αλέξη Ζορμπά). É também o autor grego contemporâneo mais traduzido.

Biografia

Kazantzákis nasceu em Megálo Kástro (Μεγάλο Κάστρο, hoje Heraclião) capital da ilha de Creta, em 1883, então uma possessão do Império Otomano. Em 1902, muda-se para Atenas, onde estuda Direito na Universidade de Atenas. Em 1907, muda-se para França a fim de estudar filosofia em Paris. Lá é influenciado pelos ensinamentos de Henri Bergson. Sua dissertação de 1909, intitula-se "Friedrich Nietzsche sobre a Filosofia do Direito e do Estado". Ao regressar à Grécia, começa a traduzir obras de filosofia e, em 1914, entra em contato com Ángelos Sikelianós. Juntos viajam durante anos pelos lugares em que floresce a cultura greco-cristã, em grande medida influenciada pelo nacionalismo entusiasta de Sikelianós. Kazantzákis foi um homem de ação tanto quanto um erudito. “Um homem de verdade é aquele que resiste, que luta e que não tem medo de dizer não, nem mesmo a Deus, quando necessário (Testamento para El Greco)”. Sua busca de autenticidade e verdade o levou a atravessar o mundo, percorrendo terrenos perigosos (guerra dos Bálcãs, guerra civil espanhola, revolução russa, revolução chinesa). Ia de país em país, de doutrina em doutrina, abraçando causas que tocavam seu coração. Dentre seus objetos de interesse, destacam-se:

- A herança grega: Ulisses, Dioniso, Prometeu, Homero, Platão;
- A especificidade cretense: o capitão Michális ("Miguel", personagem do livro Liberdade ou morte, sobre a rebelião dos cretenses contra o Império Otomano, em 1889), El Greco;
- A herança cristã: Jesus, Francisco de Assis, Dante Alighieri;
- Personagens que simbolizaram a resistência: Dom Quixote, Fausto.

Além de Henri Bergson e Friedrich Nietzsche, seu pensamento sofreu influências variadas, que vão de Lênin (Vladimir Ilitch Lenin) a Albert Schweitzer e Buda.

Zorba o Grego (obra)

Zorba, o Grego (Βίος και Πολιτεία του Αλέξη Ζορμπά,
Zorba, O Grego (filme).
Vida e aventuras de Alexis Zorbas) é um romance escrito por Nikos Kazantzakis, publicado em 1946. É a história de um jovem intelectual grego que escapa de sua monótona e entediante vida com a ajuda do animado e misterioso Alexis Zorba. Foi adaptado em 1964 para o cinema sob a direção de Michael Cacoyannis, com o mesmo nome, assim como o musical em 1968.

Enredo

O livro se inicia em um café de Pireu, pouco antes do amanhecer em uma manhã tormentosa de outono na década de 1930. O narrador, um jovem intelectual, decide deixar de lado seus livros por alguns meses após ser incentivado pelas palavras de um amigo, Stavridakis, que deixou os estudos para ir ao Cáucaso com a finalidade de ajudar os gregos étnicos que estão sofrendo perseguição. Inicia uma viagem a Creta a fim de reabrir uma antiga mina de lignito e mergulha no mundo dos campesinos e pessoas da classe trabalhadora. Está prestes a mergulhar em seu exemplar de "A Divina Comedia" quando sente que está sendo observado; dá a volta e vê um homem de uns sessenta anos observando-o através do vidro da porta. O homem entra e de imediato se aproxima para pedir trabalho. Afirma ser cozinheiro, mineiro e tocador de sandouri (címbalo húngaro) e se apresenta como Alexis Zorbas. O narrador se sente fascinado pela linguagem lasciva e expressiva de Zorba e decide dar-lhe trabalho como capataz. Em seu caminho até Creta, falam de um grande número de temas e os solilóquios de Zorba estabelecem o tom para grande parte do livro. Após a chegada, rejeita a hospitalidade de Anagnostis Kondomanolious, o proprietário do café local, e segue a sugestão de Zorba de ir ao hotel da senhora Hortênsia, que não é nada mais que uma fileira de velhas casas de banho. Se vêm forçados pelas circunstâncias de compartilhar a mesma hospedagem. O narrador passa o dia descrevendo a ilha, a paisagem da qual lhe recorda a "a boa prosa, cuidadosamente ordenada, potente e sóbria", e lendo Dante. Ao regressar para o hotel para o jantar, convidam a senhora Hortênsia à sua mesa e fazem-na falar sobre seu passado de cortesã. Zorba lhe dá o apelido de "Bouboulina" e, com a ajuda de seu címbalo, a seduz. O espírito do protagonista ferve em seu quarto enquanto escuta os sons de seu amor apaixonado. No dia seguinte, a mina se abre e começa a trabalhar. O narrador, cujos ideais socialistas o levam a tentar confraternizar com os trabalhadores é advertido por Zorba de que deve manter distância. "O homem é um animal. Se você é cruel com ele, ele te respeitará e temerá; se é amável com ele, ele arrancará lhe os olhos". Por sua parte, Zorba se aprofunda na tarefa, que é uma característica de sua atitude: ser absorbido no que alguém está fazendo ou com quem está no momento. Com bastante frequência, Zorba trabalha inúmeras horas e pede para não ser interrompido durante o trabalho. O narrador recupera o seu entusiasmo vital junto a Zorba e as pessoas que o rodeiam, mas no final, a tragédia marcará sua estadia em Creta e regressará a terra firme completamente arruinado. Sua despedida de Zorba, talvez pela falta de uma explosão de sentimentos, é desoladora, tanto para Zorba como para o narrador. Os dois se recordarão um ao outro até a morte.

No cinema

Zorba o Grego foi levada ao cinema em uma película em inglês em 1964, escrita, produzida, dirigida e editada por Michael Cacoyannis. Protagonizada por Anthony Quinn, Alan Bates, Irene Papas e Lila Kedrova nos papéis principais. Foi agraciada com três Prêmios Óscar em 1965, nas categorias de: melhor atriz coadjuvante (Lila Kedrova), melhor fotografia (Walter Lassally), e melhor direção de arte (Vassilis Photopoulos). A música composta para o filme por Mikis Theodorakis (sirtaki), conhecida como Dança de Zorba é um elemento amplamente reconhecido.

No teatro

Na Argentina

No ano de 2003 foi produzida, profissionalmente, a versão teatral de Zorba, o Grego. Produzida por Alejandro Romay. Elenco: Raúl Lavié, María Rosa Fugazzot, Miguel Habud, Julia Zenko, Rubén Ballester, Alejandro Viola (substituído, posteriormente, por Gustavo Monje), Marcelo Trepat, Andrea Mango e Roberto Fiore.

Obras

Kazantzákis é autor de romances imortais que tratam de temas universais como o amor, a solidão, o pecado, a violência e a hipocrisia. Entre seus principais trabalhos com tradução para o português incluem-se:

- O Cristo Recrucificado
- A Última Tentação
- Zorba, o Grego
- Relatório ao Greco (Também conhecido como Testamento para El Greco)
- Os irmãos inimigos
- Toda Raba
- O Pobre de Deus
- Ascese - os salvadores de Deus
- Liberdade ou morte

A Crítica do Conhecimento

Em seu livro “Ascese, os Salvadores de Deus”, Nikos empreende uma crítica à possibilidade humana de ter acesso aos conhecimentos objetivos. Sua posição, próxima à corrente idealista, mostrando como o conhecimento depende muito mais do sujeito que apreende (ser humano) do que do objeto que é apreendido. O conhecimento humano dependeria de nossa forma de perceber, de relacionar nossas percepções e de nossas orientações práticas.

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Níkos_Kazantzákis
https://es.wikipedia.org/wiki/Zorba,_el_griego

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