terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Biografia de Félix Savart

Busto de Savart (imagem: Moonik).
Félix Savart. Nasceu em Charleville-Mézières, a 30 de Junho de 1791, e, faleceu em Paris, a 16 de Março de 1841. Félix Savart foi um físico francês. Professor do Collège de France em 1836, co-originador da Lei de Biot-Savart, juntamente com Jean-Baptiste Biot. Ambos trabalharam conjuntamente com a teoria do magnetismo e corrente elétrica. A Lei de Biot-Savart, desenvolvida em torno de 1820, relaciona campos magnéticos a correntes que são suas fontes. Félix Savart também estudou acústica. Ele desenvolveu a roda de Savart, que produz som a frequências especificamente graduadas usando discos rotativos. Félix Savart tem seu nome relacionado à unidade de medida de intervalos musicais, o savart, embora seu real inventor tenha sido Joseph Sauveur.

Biografia

Entre 1808 e 1810 estudou em um hospital em Metz. Em seguida, trabalhou como cirurgião num regimento de Napoleão. Em 1814 foi dispensado e se dirigiu para Estrasburgo para terminar seus estudos de medicina. Em 1816 se tornou médico (com uma tese sobre as veias varicosas). Em 1817, retornou a Metz, onde, além de trabalhar como médico, estudou física por conta própria. Construiu um laboratório de física em sua casa. Começou a construir instrumentos musicais de corda com formas inovadoras, seguindo as leis matemáticas. Viajou a Paris em 1819, com a ideia de conseguir publicar sua tradução (do latim para o francês) do texto De Medicina, de Celso (século I), um dos escritores romanos mais importantes. Essa tradução nunca foi publicada. Em Paris conheceu Jean Baptiste Biot (1774-1862), com o qual discutiu sobre a acústica dos instrumentos musicais, e também apresentou o seu violino trapezoidal. Juntamente com Biot estudou o campo magnético criado por uma corrente elétrica, enunciando a Lei de Biot-Savart (cerca de 1820). Juntos publicaram uma Note sur le magnétisme de la pile de Volta (Nota sobre o magnetismo da pilha de Volta) nos Annales de Chemie et de Physique (1820). Biot ajudou Savart a encontrar trabalho como docente. Desde 1820 Savart ensinou ciências em uma escola particular. Publicou Mémoire sur la communication des mouvements vibratoires entre les corps solides (1820, monografia sobre a comunicação dos movimentos vibratórios entre os corpos sólidos), Recherches sur les vibrations de l’air (1823, investigações sobre as vibrações do ar) e Mémoire sur les vibrations des corps solides, considérées en général (1824, monografia sobre as vibrações dos corpos sólidos, considerados em geral). Em 5 de Novembro de 1827, Savart foi escolhido para ensinar física na Academia de Ciências para substituir Augustin Fresnel, que havia falecido em Julho de 1827. Desde 1828, ensinou no Collège de France, e desde 1836 foi professor de física experimental, substituindo Ampère. Continuou neste cargo até a sua morte (meses antes de completar 50 anos de idade).

O savart

Savart se especializou no estudo da acústica, e em 1830 inventou a chamada “roda dentada de Savart”, um instrumento que serve para medir a frequência de um som. Também inventou um decibelímetro e um polariscópio. Mais tarde inventou a mínima unidade de desafinação musical, o savart (uma vigésima quinta parte do semitom). Sem dúvida, nos dias atuais os músicos acadêmicos utilizam mais frequentemente o cent (uma centésima parte do semitom).

Reconhecimento

Em 1839, Savart foi nomeado membro da Sociedade Real de Londres, juntamente com James J. Sylvester e Lambert A. J. Quetelet.

Veja também

Lei de Biot-Savart

Referências

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