quinta-feira, 14 de maio de 2015

Biografia de Melisso de Samos


Melisso de Samos (1493).
Melisso de Samos. (em grego antigo: Μέλισσος ὁ Σάμιος). Melisso de Samos foi um militar, político, filósofo e poeta grego. Ele nasceu na ilha de Samos, Mar Egeu, em c.470 a.C.. Melisso foi um filósofo da Escola eleática, sendo, provavelmente, discípulo de Parmênides. Provavelmente o filósofo é o mesmo Melisso que Plutarco menciona como comandante da frota de Samos, que derrotou os atenienses em 442 a.C.. Um estadista e comandante naval sâmio que também contribuiu com a filosofia, e produziu influência no atomismo de Leucipo de Mileto e Demócrito de Abdera, tornando-se um dos continuadores da escola eleática, os quais tenderam a conciliações. Inicialmente o militar, desempenhou papel de relevância na política grega, como comandante da esquadra naval que derrotou os atenienses de Péricles (441 a. C.). Praticamente este é a única ação que se sabe de sua vida e como filósofo, que tenha atingido o apogeu de sua existência pelos anos posteriores a esta batalha ( 444-441 a.C). Pela sua obra depreende-se que foi mais um polemista e defensor das idéias de Parmênides de Eleia, portanto anti-pitagórico, e sobretudo contra Empédocles, não se sabe todavia como teria tomado contato com as doutrinas da escola ocidental. Tratou de ajustar os extremismos do eleatismo com a filosofia jônica, tornando-se responsável pela sistematização dessa doutrina, além de mudar alguns pontos de vista, e estabeleceu que o ser é infinito, tal como é infinito no tempo, ou seja eterno. Seu principal poema foi Sobre o Ser ou Sobre a Natureza, do qual se conservaram até nossos dias dez fragmentos, e morreu em lugar incerto. Simplício da Cilícia se referiu a um seu livro, denominando-o Tratado sobre a física ou do ente.

Citações

Fragmentos de “O Ser”

- Fonte: “O Ser”; em: Melisso, Sull'essere, em Hermann Diels, Walther Kranz, I presocratici. Testimonianze e frammenti, a cura di Angelo Pasquinelli, Einaudi, Torino, 1976.
  • "Se nada é, o que podia ser dito dele, como se fosse algo?."
- Fragmento 0
  • "Sempre era o que era e sempre será. Por que se fosse, foi necessário que antes de nascer nada ainda fosse. Mas se era nada, do nada não teria podido nascer nada de alguma maneira."
- Fragmento 1
  • "Agora portanto desde que não nasceu e é sempre, era e sempre será, e não tem nenhum começo finito , mas é infinito. Se era nascido aliás teve começo (porque teria começado a nascer a um momento específico) e fim (porque terminaria para nascer num momento específico); mas desde que não tem nenhum começo nem término era sempre e sempre será. E não tem nenhum princípio finito. Não é possível aliás que o que é sempre não seja todo."
- Fragmento 2
  • "Mas enquanto é sempre, conseqüentemente deve também que seja sempre infinito em tamanho."
- fragmento 3
  • "O que tem começo e fim, não é nenhum eterno nenhum infinito."
- fragmento 4
  • "Aliás o limite confinaria com o vazio."
- Fragmento 4a
  • "Se não fosse um teve limite em outro."
- Fragmento 5
  • "Se aliás é infinito tem que ser um: porque se fossem dois, os dois não poderiam ser infinitos, mas um teve limite no outro."
- fragmento 6

Referências

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