sexta-feira, 15 de maio de 2015

Biografia de François Boucher


Boucher por Gustaf Lundberg
François Boucher. Nasceu em Paris, a 29 de Setembro de 1703, e faleceu nesta mesma cidade a 30 de Maio de 1770. François Boucher foi um pintor francês, talvez o maior artista decorativo do chamado setecento europeu. Embora tenha vivido num século dominado pelo Barroco, ia além desse estilo e identificava-se mais com Rococó - estilo muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas. Foi seguramente um dos pintores que melhor soube interpretar o espírito do Rococó. Pintor, gravador e desenhador francês nascido em 1703 e falecido em 1770. A sua obra é considerada representativa do período da pintura rococó em França. Boucher executou importantes trabalhos decorativos para a Coroa e tornou-se o principal desenhista das porcelanas reais. Em 1765 foi nomeado pintor de Luís XV. Muitos dos seus quadros retratam temas mitológicos e cenas galantes e pastoris. É muito conhecido por suas pinturas idílicas, plenas de volume e carisma, essas que vulgarmente recorriam a temas mitológicos e evocavam a Antiguidade Clássica, posta em voga por Peter Paul Rubens. Teve vários patronos, entre eles Madame de Pompadour, da qual pintou um célebre retrato, exibido hoje na Alte Pinakothek de Munique, na Alemanha.

Biografia

Retrato da Madame de Pompadour.
Cedo se revelou artista de carreira promissora, embora se creia que o pai não o estimulasse muito na continuação desta atividade. Aos dezessete anos ingressou no ateliê de François Lemoyne, ficando ali somente três meses, quando começou a trabalhar com Jean-François Cars. Lemoyne e Antoine Watteau foram suas primeiras influências pictóricas. Todos se impressionavam como a técnica e o estilo vigoroso e brilhante do pintor, a quem, três anos mais tarde, foi concedido o prestigioso Prêmio de Roma. Embora não conhecendo a Itália, o nome do artista já ecoava pela Europa mais eclética. Quatro anos após receber o estimado prêmio de incentivo a novos artistas vai finalmente para a Itália, onde tomou contacto direto com o Classicismo. Em Roma começou a estudar e, curiosamente, tal como Peter Paul Rubens, empenhou-se no estudo minucioso dos afrescos de Michelangelo na Capela Sistina no Vaticano, em particular, e as obras memoráveis que a Renascença havia deixado para trás. De volta à França, em 1731, foi admitido na Academia Real de Pintura e Escultura. Chegou mesmo a tornar-se reitor da dita academia e diretor da Real Confecção de tapetes. O que lhe sucedeu foi que tornou-se rapidamente um pintor da moda: em 1765 o Rei, contente com seus serviços, nomeou-o pintor da Corte e pintor da Câmara. A partir desse momento concebeu numerosas obras-primas em que retratava variados membros das cortes francesa e italiana, e até mesmo de famílias reais. Celebrizou o retrato da real amante, a Madame de Pompadour, retrato notável hoje exposto na Antiga Pinacoteca de Munique, na Baviera. A inspiração para o seu trabalho provinha de Antoine Watteau e de Peter Paul Rubens. Das obras de Watteau absorveu a tranquilidade da natureza e de Rubens os volumes, as cores, o estilo solene e perspicaz. No retrato da Madame de Pompadour as duas influências são bastante claras. A Marquesa de Pompadour era sinônimo de exuberância, exagero, teatralidade, elegância, riqueza, ostentação, requinte e, portanto, do estilo bem rococó. Esta era grande admiradora da arte de Boucher e, é nos retratos desta cortesã francesa onde o artista exibe mais notavelmente o seu verdadeiro estilo. De forma até bastante concisa. Denotou o seu estilo irresistivelmente sensível e ao mesmo tempo bravo e farto de erotismo, que em nada contrasta com os retratos de odaliscas. Entre estes é de notar “Rapariga em Repouso”. Julga-se que a face da odalisca é a da esposa de Boucher e as nádegas da Madame de Pompadour. No mínimo, curioso... O próprio Denis Diderot acusou Boucher de estar a prostituir a própria esposa. Além de pintar, Boucher concretizou figurinos para teatros, tapetes e ficou célebre como decorador. Ajudou na decoração dos palácios de Versailles, Fontainebleau e Choisy. François Boucher morreu em 1770, em Paris. Ocupava então o cargo de primeiro pintor do rei Luís XVI de França. Pintou sobretudo cenas idílicas, povoadas por personagens mitológicos e pastores, geralmente em poses sensuais e quase desnudados.

A Moça Deitada (obra)

Diversas pinturas, derivadas do quadro de François Boucher, retratam a versão feita da jovem O'Murphy, algumas pelo próprio artista. A versão que ilustra o verbete, intitulada L'Odalisque Blonde (A Odalisca Loura), de 1752, pertence atualmente à Alte Pinakothek, Munique, Alemanha. Diversos artistas produziram cópias deste quadro.

Rapariga em Repouso

L'Odalisque Brune - (nesta obra a modelo seria a esposa do pintor).

Outra versão, (cerca de 1752).

Mademoiselle O'Murphy aos catorze anos.



Marie-Louise O'Murphy, “La Belle Morphyse”, nasceu em Ruão, a 21 de Outubro de 1737, e faleceu em Paris, a 12 de Dezembro de 1814, também grafada em francês Morphy, por três anos (1752-1755) amante do rei Luís XV, foi uma cantora e cortesã francesa. Quinta filha de um oficial irlandês, que se instalara como sapateiro em Ruão. Depois da sua morte, a mãe levou a menina a Paris. Ali atuou como cantora, como a irmã mais velha, Victoire. Aos catorze anos de idade posou para um famoso retrato nu do artista francês François Boucher, em 1752. Sua beleza logo atraiu a atenção de um dos oficiais de Louis XV, Dominique Guillaume Lebel, que a introduziu na corte como uma das cortesãs reais, logo se tornando uma das favoritas. Deu ao rei, em 1754, uma filha bastarda. Alguns autores sustentam que com o rei também era mãe do General Louis Charles Antoine de Beaufranchet - mas este nasceu em 1757, dois anos após seu casamento com Jacques de Beaufranchet, em Novembro de 1755 - após o fim de seu relacionamento real. Este casamento foi arranjado depois que cometera um erro comum às cortesãs, que foi o de tentar substituir a amante oficial. Por volta de 1754 ela tentou a já antiga favorita do rei, Madame Pompadour, numa estratégia infeliz que resultou em sua rápida queda da corte. Ficando viúva do conde Beaufranchet, morto na batalha de Rossbach, veio a se casar outras duas vezes: a segunda com François-Nicolas Lenormand, conde de Flaghac, com quem teve uma filha, e pela terceira em 1798 com Louis Philippe Dumont, deputado de Calvados na Convenção Nacional, trinta anos mais novo. Este consórcio durou menos de um ano e terminou em divórcio.


Obras
  • Rinaldo e Armida (Louvre)
  • O Descanso na Fuga para o Egito
  • Diana Saindo do Banho
  • Retrato de Marie-Louise O'Murphy (Pinacoteca Alte)
  • A Visita de Venus a Vulcano
  • Cristo e João Batista quando Crianças
  • Pastorale
  • Naiades e Tritão
  • Triunfo de Vênus
  • Venus Consolando Amor


Referências:

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