domingo, 12 de abril de 2015

Sítio Arqueológico de São João Batista (Brasil)


Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, Rio Grande do Sul, Brasil. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).
O Sítio Arqueológico de São João Batista é um conjunto de ruínas remanescentes darquea redução jesuítica homônima, que fazia parte dos Sete Povos das Missões. Está localizado no município gaúcho de Entre-Ijuís, e seu acesso se dá pela BR-285.



História



A redução de São João Batista foi fundada em 1697, a partir da divisão do povoado de São Miguel Arcanjo, em função do crescimento populacional e das dificuldades de abastecimento. Seu fundador foi o padre Antonio Sepp, um polímata que dominava a música, arquitetura, urbanismo, relojoaria, pintura e escultura. Foi seguido por 2.832 pessoas oriundas da redução de São Miguel. Os trabalhos na igreja iniciaram em 1708, quando já havia 3.400 pessoas habitando o aldeamento. Sob orientação de Antonio Sepp esta redução mostrou alto nível de atividade cultural. Sepp também foi um geólogo e minerador, sendo o pioneiro nos trabalhos de metalurgia nas Missões. Extraia o ferro, utilizado na fabricação dos sinos, aquecendo a pedra itacurú que era abundante na região. Sua obra-prima foi o relógio instalado no campanário da igreja que, ao dar as horas, fazia desfilar pelo mostrador os 12 Apóstolos.


Galeria de Imagens
Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).


 

Atualidade



Atualmente o sítio abriga restos da estrutura do cemitério, da igreja e do colégio, além de estruturas complementares como olarias, barragem e estradas. Em todo o sítio podem ser observadas peças esculpidas em pedras grês. Placas interpretativas contam a história a partir dos relatos feitos, na época, em cartas escritas pelos padres. O local oferece visita guiada aos turistas.

Sítio Arqueológico de São João Batista em Entre-Ijuís, RS. (Imagem: Halley Pacheco de Oliveira).



Antonio Sepp



Anton Sepp von Rechegg (Antônio Sepp von Rechegg) nasceu na região de Kaltern an der Weinstraße (em italiano: Caldaro sulla Strada del Vino), no Tirol, em 22 de Novembro de 1655 e faleceu em San Jose, Misiones, Argentina, em 13 de Janeiro de 1733. Recebeu sua educação em Viena, como menino do coro da corte imperial. Com 19 anos desligou-se da corte para abraçar a vida religiosa, ingressando na Companhia de Jesus. Em 1691 já é registrada sua presença no Paraguai, dedicando-se à catequese dos índios guaranis e fixando-se de início na redução de Yapeyú (município da província de Corrientes, Argentina, situado às margens do rio Uruguai e capital do departamento de San Martin). No ano de 1697 transferiu-se para a redução de São Miguel, onde recebeu o encargo de organizar a redução de São João Batista, um dos Sete Povos das Missões, fundada por ele neste mesmo ano, sendo o autor do traçado do aldeamento e dos edifícios, incluindo a igreja, decorada com requintes de luxo inspirados em modelos europeus. Era um intelectual multitalentoso, revelando-se hábil arquiteto, escultor, urbanista e pintor, e conduzindo com maestria a fabricação, pelos indígenas reunidos nas reduções, de inúmeros instrumentos musicais, arte muito apreciada pelos guarani. Sepp também foi um geólogo e minerador, extraindo o primeiro ferro das Missões, fundindo com ele instrumentos variados e até os sinos da igreja do seu Povo. Sua obra-prima foi o relógio instalado no campanário da igreja que, ao dar as horas, fazia desfilar pelo mostrador os 12 Apóstolos. Deixou um livro de relatos de suas experiências em terras sul-americanas intitulado “Viagens às Missões Jesuíticas e Trabalhos Apostólicos”, uma fonte preciosa de informações sobre a vida nas reduções. Foi provavelmente o responsável pelo erguimento da grande cruz de madeira em 1698, que deu origem ao nome da cidade de Cruz Alta (Rio Grande do Sul). Athos Damasceno Ferreira dá como local de sua morte a redução de São João Batista, no Rio Grande do Sul.



Referências



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.