terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Biografia de Albert Claude


(imagem indisponível).
Albert Claude. Nasceu em Longlier, Bélgica, a 24 de Agosto de 1899, e, faleceu em Bruxelas, a 22 de Maio de 1983. Albert Claude foi um biólogo belga. Foi agraciado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1974, pela descoberta de estruturas e funções celulares. Na Rockefeller University ele fez suas conquistas mais inovadoras em biologia celular. Em 1930 ele desenvolveu a técnica de "fracionamento celular", pelo qual descobriu o agente do "Sarcoma de Rous", componentes de organelas celulares, tais como mitocôndrias, cloroplastos, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, ribossomo e lisossomo. Ele foi o primeiro a empregar o microscópio eletrônico no  campo da biologia. Em 1945, ele publicou a primeira estrutura detalhada da célula. Seus trabalhos coletivos estabeleceram a complexa propriedade funcional e estrutural das células. Albert Claude também foi agraciado com o Prêmio Louisa Gross Horwitz em 1970, e com o Prêmio Paul Ehrlich e Ludwig Darmstaedter em 1971.



Formação


Filho de Glaudice Watriquant, que faleceu quando o mesmo tinha somente sete anos. Viu na medicina uma forma de entender o significado da vida e da origem das doenças (segundo palavras do próprio Claude, citado na sua autobiografia). Diplomou-se na Universidade de Liège, Bélgica. Em 1928/29 ingressou no laboratório de cultivo de tecidos do professor Albert Fischer. Em 1929 juntou-se a Universidade Rockefeller, e foi aí que tiveram início as suas pesquisas.



Pesquisa


Em 1929 ele utilizou o microscópio eletrônico para entender a estrutura e funções celulares, nestas pesquisa identificou o “retículo endoplasmático” e descobriu a função da mitocôndria (respiração celular). Também desenvolveu métodos para separar diferentes componentes celulares, através de suas densidades, após centrifugação. Foram estas contribuições que o levaram a receber o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1974, dividindo o prêmio com seus estudantes George Emil Palade e Christian de Duve.





Retículo endoplasmático

Imagem de um núcleo, do retículo endoplasmático e do Complexo de Golgi.
(1) Núcleolo (2) Poro nuclear. (3) Retículo endoplasmático rugoso (RER). (4) Retículo endoplasmático liso (REL). (5) Ribossoma no RE rugoso. (6) Proteínas sendo transportadas. (7) Vesícula (transporte). (8) Complexo de Golgi. (9) Lado cis do Complexo de Golgi. (10) Lado trans do Complexo de Golgi. (11) Cisternas do Complexo de Golgi. (Imagem:
Magnus Manske).
O retículo endoplasmático, ou ergastoplasma, é um organelo exclusivo de células eucariontes. Formado a partir da invaginação da membrana plasmática, é constituído por uma rede de túbulos e vesículas achatados e interconectados, que comunicam com o envoltório nuclear (carioteca). Foi descoberto em 1945 pelo citologista belga Albert Claude. A microscopia eletrônica revelou a presença, no interior do citoplasma, de um retículo de membranas lipoproteicas que foi denominado retículo endoplasmático (RE). Conforme a posição das membranas, podemos distinguir a existência de túbulos e sáculos ou vesículas achatadas. O retículo endoplásmatico rugoso apresenta as seguintes funções: aumenta a superfície interna da célula, o que amplia o campo de atividade das enzimas, facilitando a ocorrência de reações químicas necessárias ao metabolismo celular, síntese de proteínas (sua principal função) e armazenamento. O retículo endoplasmático está envolvido na síntese de proteínas e lipídios, na desintoxicação celular e no transporte intracelular. Existem dois tipos de retículos, classificados de acordo com a presença ou ausência de ribossomas na sua superfície: rugoso ou granular e liso, respectivamente.



Retículo endoplasmático rugoso ou granular



O retículo endoplasmático rugoso ou granular (RER ou REG), também designado retículo endoplasmático granuloso ou ergastoplasma (do grego “ergozomai”, que significa "elaborar", "sintetizar"), é formado por sistemas de vesículas achatadas com ribossomos aderidos à membrana, o que lhe confere aspecto granular. Participa da síntese de proteínas, que serão enviadas para o exterior da célula. Esse tipo de retículo é muito desenvolvido em células com funções secretoras. São os casos, por exemplo, das células do pâncreas, que secretam enzimas digestivas, das células caliciformes da parede do intestino, que secretam muco, e das células secretoras tipo II,nos alvéolos pulmonares,que produzem lipoproteína surfactante . Graças aos ribossomos aderidos a suas membranas, o retículo endoplasmático rugoso atua na produção de certas proteínas celulares como o colágeno, que é uma proteína produzida pelo RER do fibroblasto. A ligação de polirribossomas à superfície citosólica do RER é feita através de proteínas integrais:

  • Docking protein (partícula receptora de reconhecimento de sinal)
  • Riboforinas I e II (proteínas receptoras do ribossoma)
  • Proteína do Poro

A presença de polirribossomas no RER possibilita sua função: síntese de proteínas. Por isto ele é tão desenvolvido em células com intensa síntese proteica, destinada à exportação ou a organelas com membrana. Além disso, o RER também participa de modificações pós-traducionais proteicas: sulfatação, pregueamento e glicosilação.




Retículo endoplasmático liso



O retículo endoplasmático liso (REL), também chamado retículo endoplasmático agranular, é formado por sistemas de túbulos cilíndricos e sem ribossomos aderidos à membrana. Participa principalmente da síntese de esteroides, fosfolipídeos e outros lipídeos. O REL tem, como uma de suas principais funções, a desintoxicação do organismo,atuando na degradação do etanol ingerido em bebidas alcoólicas, assim como a degradação de medicamentos ingeridos pelo organismo como antibióticos e barbitúricos(substâncias anestésicas). Esse tipo de retículo é abundante principalmente em células do fígado, das gônadas e pâncreas. O retículo endoplasmático liso é composto por uma rede tridimensional de túbulos e cisternas interconectados, que vai desde a membrana nuclear (a cisterna do RE é contínua com a cisterna perinuclear) até a membrana plasmática.




Retículo endoplasmático e a tolerância ao álcool

 


O álcool, drogas e sedativos, quando consumidos em excesso ou com frequência, induzem a proliferação do retículo não-granuloso e de suas enzimas. Isto aumenta a tolerância do organismo à droga, ou seja, são necessárias doses cada vez mais altas para que esta possa fazer algum efeito. Esta tolerância a uma substância pode tornar o organismo tolerante a outras substâncias úteis ao mesmo, como é o caso dos antibióticos. Por essa razão, é importante que entendamos os problemas decorrentes da excessiva ingestão de bebidas alcoólicas, drogas e do uso de medicamentos sem prescrição e controle médico.




Títulos honorários


  • Diretor emérito do Instituto Jules Bordet para pesquisa e tratamento de câncer;
  • Professor emérito da Faculdade de Medicina na Universidade de Bruxelas;
  • Professor da Universidade Rockefeller e da Universidade Católica da Louvain na Bélgica;
  • Diretor do laboratório de biologia celular e cancerologia da Universidade Católica de Louvain, Bélgica.

 

Referências:




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