quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Biografia de Antoine de Saint-Exupéry


Saint-Exupéry (1942).
Antoine de Saint-Exupéry. (Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry). Saint-Exupéry nasceu em Lyon, a 29 de Junho de 1900, e, faleceu no Mar Mediterrâneo, a 31 de Julho de 1944. Saint-Exupéry foi um escritor, ilustrador e piloto francês, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.



Biografia

Saint-Exupéry em Toulouse, França, 1933.
Apaixonado desde a infância pela mecânica, começou por estudar no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Croix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em Abril de 1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval. Em 17 de Junho, obtém em Rabat (Marrocos), para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. No ano seguinte, 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação (depois conhecida como Aéropostale), onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipe dos pioneiros Vacher, Jean Mermoz, Henri Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cabo Juby, no sul de Marrocos e então uma colônia espanhola, que os mouros lhe deram o cognome de “senhor das areias”. Permaneceu 18 meses no Cabo Juby, durante os quais escreveu o romance “Courrier Sud” ("Correio do Sul") e negociou com as tribos mouras insubmissas a libertação de pilotos que tinham sido detidos após acidentes ou aterragens forçadas. Após quase 25 meses na América do Norte, Saint-Exupéry retornou à Europa para voar com as Forças Francesas Livres e lutar com os Aliados da Segunda Guerra Mundial num esquadrão do Mediterrâneo. Então com 43 anos, ele era mais velho que a maioria dos homens designados para funções, e sofria de dores, devido às suas muitas fraturas. Ele foi designado com um número de outros pilotos para pilotar aviões P-38 Lightning. A última tarefa de Saint-Exupéry foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França ("Operação Dragão"). Na noite de 31 de Julho de 1944, ele descolou de uma base aérea na Córsega e não retornou. Uma mulher relatou ter visto um acidente de avião em torno de meio-dia de 1 de Agosto perto da Baía de Carqueiranne, Toulon. Um corpo não identificável usando cores francesas foi encontrado vários dias depois a leste do arquipélago Frioul ao sul de Marselha e enterrado em Carqueiranne em Setembro. O alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry. Em 3 de Novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo nunca foi encontrado.

Obra


As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. Destaca-se “Le Petit Prince” (O Pequeno Príncipe, no Brasil ou O Principezinho, em Portugal) de 1943, livro de grande sucesso de Saint-Exupéry. “Le Petit Prince” pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida. O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.

Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”. - Saint-Exupéry.

A perfeição não é alcançada quando não há mais nada a ser incluído, mas sim quando não há mais nada a ser retirado”. - Saint-Exupéry.



O Pequeno Príncipe (obra)

O Pequeno Príncipe (imagem: Nicholas Wang).
Le Petit Prince (no Brasil, O Pequeno Príncipe; em Portugal, O Principezinho) é uma obra do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943 nos Estados Unidos. Numa primeira leitura, aparenta ser um livro para crianças, mas possui um grande teor poético e filosófico. O autor do livro foi também autor das ilustrações originais. É o livro em língua francesa que mais foi vendido no mundo, com cerca de 143 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a “Bíblia” e a segunda o livro “O Peregrino”, de John Bunyan) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 idiomas e dialetos. Em Portugal, “O Principezinho” integra o conjunto de obras sugeridas para leitura integral, na disciplina de Língua Portuguesa, no 2º Ciclo do Ensino Básico. No Japão, há um museu dedicado ao personagem principal do livro.

Adaptações


  • Um filme musical intitulado “The Little Prince” foi feito baseado no livro e lançado em 1974.
  • Na década de 80 foi lançada uma série de desenhos animados chamada “As Aventuras do Pequeno Príncipe”. A série foi feita pelo estúdio de animação "Vóvó Chantre" e foi ao ar pela primeira vez no Japão em 1978 sob o título Hoshi no Ōjisama Puchi Purinsu, (星の王子さま プチ・プリンス, Prince of the Stars: Petit Prince).

Sinopse


Museu  O Pequeno Príncipe em Hakone.
(imagem:
Nicholas Wang).
A história começa quando o personagem principal fala sobre um desenho que ele fez quando tinha 6 anos de idade e que tratava de uma jiboia que engoliu um elefante, mas todos os adultos acharam que o garoto havia desenhado um chapéu. O personagem principal renunciou ao 6 anos de idade a carreira de ser pintor, e se tornou piloto. E voando, teve uma pane no seu avião no "Deserto do Saara". Tentando consertar seu avião, adormece... E é acordado por um menino que o autor define que tem "cabelos de ouro" e que lhe pede para desenhar um carneiro. Conforme a história passa o personagem descobre que o menino vive no asteróide B 612, e que só tem uma rosa que fala com ele, e que tem três vulcões (um deles está extinto), e que o principezinho assiste quarenta e três pôr-do-sol para se divertir ou quando está triste. O autor conta um pouco da história dele, a história de como o principezinho havia chegado ao Deserto do Saara, fala de como são as crianças e de como são as pessoas grandes; e envolve o leitor em mais um mistério no capítulo XXVII: que fala que o carneiro que desenhou para o principezinho poderia comer a sua flor.

Livros


  • L'Aviateur (O aviador) - 1926
  • Courrier Sud (Correio do Sul) - 1929
  • Vol de Nuit (Voo Noturno) - 1931
  • Terre des Hommes (Terra dos Homens) - 1939
  • Pilote de Guerre (Piloto de Guerra) - 1942
  • Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe, no Brasil, ou O Principezinho, em Portugal) - 1943
  • Lettre à un Otage (Carta a um refém) - 1943/1944
  • Citadelle (Cidadela) - 1948


Citações


  • "Sinto falta do verde, o verde é o alimento moral, o verde mantém a suavidade das atitudes e a quietude da alma. Se tirar esta cor da vida, tudo ficará seco e mau. Os animais ferozes devem seu caráter unicamente ao fato de não viverem entre o verde. Eu, quando encontro um arbusto, tiro-lhe algumas folhas e meto-as no bolso. Depois em meu quarto, olho-as com amor e pego-as carinhosamente".

- Antoine de Saint-Exupéry - Cartas do Pequeno Príncipe - Tradução de Magda Soares Guimarães. Belo Horizonte. Editora Itatiaia Ltda. p. 91

  • "Estou bastante orgulhoso com o sucesso de minhas ideias sobre a educação do pensamento. Aceita-se tudo, menos isto. A gente aprende a escrever, a cantar, a falar bem, a emocionar-se, nunca a pensar".

- Antoine de Saint-Exupéry - Cartas do Pequeno Príncipe - Tradução de Magda Soares Guimarães. Belo Horizonte. Editora Itatiaia Ltda. p. 105

  • "O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção".

- Terra dos Homens

  • "Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo".

- citado em "Psicopedagogia - um modelo fenomenologico" - Página 179, Roseli Bacili Laurenti - Vetor Editora, 2004, ISBN 8575850652, 9788575850657 - 202 páginas

  • "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

- O Pequeno Príncipe - página 68-69, de Antoine de Saint-Exupéry, publicado por Editora Agir, 1986

  • "O significado das coisas não está nas coisas em si, mas sim em nossa atitude com relação a elas".

- citado em "Sabedoria da Qualidade, A: os desafios dos fatores humanos" - Página 29, Jose Sergio Schirato - Senac, 2006, ISBN 8573594829, 9788573594829, 256 páginas

  • "O homem é, acima de tudo, aquele que cria".

- citado em "Ideias sobre ideias mais de 500 pensamentos inspiradores sobre criatividade"‎ - Página 18, Roberto Menna Barreto, Summus Editorial, 2002, ISBN 8532307663, 9788532307668- 128 páginas

  • "O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração".

- O Pequeno Príncipe

  • "Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".

- citado em "Frases Geniais"‎ - Página 175, Paulo Bacubaum, Ediouro Publicações, 2004, ISBN 8500015330, 9788500015335, 440 páginas

  • "Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante".

- O Pequeno Príncipe - página 69, de Antoine de Saint-Exupéry, publicado por Editora Agir, 1986

  • "Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca".

-Cidadela

  • "Sua tarefa não é de prever o futuro, mas sim de o permitir".

-Cidadela

  • "Uma vez encontrado o caminho, o importante é segui-lo, e segui-lo até ao fim".

-Voo Nocturno

  • Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"

- O Pequeno Príncipe

  • "Claro que te farei mal. Claro que me farás mal. Claro que podemos, mas essa é a condição da existência. Receber a Primavera significa correr os riscos do Inverno. Se desistir agora será correr o risco do desaparecimento. Amo-te".

- parte de uma carta escrita a Natalie Paley citada no livro "Sept lettres à Natalie Paley (1942 – 1943)"

  • "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas".

- O Pequeno Principe - Página 34, Antoine de Saint-Exupéry - Ediouro Publicações, 1966, ISBN 856170621X, 9788561706210 - 96 páginas

  • "Aqueles que procuram agradar se enganam. Para agradar, tornam-se maleáveis, apressam-se a corresponder a todos os desejos. E acabam por trair-se em todas as coisas, para ser como os desejam. Que fazer com seres que não têm ossos nem forma?"

- Fonte: http://www.caras.uol.com.br - 5 de novembro de 2009 - EDIÇÃO 835 - Citações

Referências




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