sábado, 29 de novembro de 2014

Biografia de Lewis Carroll


Lewis Carroll (1863).
Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll. Nasceu em Daresbury, a 27 de Janeiro de 1832, e, faleceu em Guildford, a 14 de Janeiro de 1898. Lewis Carroll foi um romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo, matemático e reverendo anglicano britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford. É autor do clássico livro “Alice no País das Maravilhas”, além de outros poemas escritos em estilo “nonsense” ao longo de sua carreira literária, que são considerados políticos, em função das fusões e da disposição espacial das palavras, como precursores da poesia de vanguarda.

 

Vida

Desde criança, Lewis Carroll recebeu de seu pai uma educação religiosa, pois tencionava vê-lo seguir essa carreira. Carroll desviou-se de vez da carreira sonhada pelo pai em Janeiro de 1851, quando ingressou na Universidade de Oxford. Durante o tempo em que estudou na Universidade de Oxford, ele sempre se mostrou bastante interessado e esforçado, tanto que chegou a ganhar uma medalha de honra ao mérito. Devido o seu desempenho como matemático, ao acabar o seu curso, foi convidado pela universidade para trabalhar lá como professor de matemática

 

Hobbies

Quando criança, Carroll brincava com marionetes e prestidigitação (também chamado mágica ou ilusionismo), e durante a sua vida gostou de fazer passes de mágica, especialmente para as crianças. Gostava de modelar um camundongo com um lenço e em seguida fazê-lo pular misteriosamente com a mão. Ensinava as crianças a fazer barquinhos e pistolas de papel, que estalavam ao serem vibradas no ar. Interessou-se pela fotografia quando esta arte mal havia surgido, especializando-se em retratos de crianças e pessoas famosas e compondo suas imagens com notável habilidade e bom gosto. Carroll era apaixonado por vários tipos de jogos, tanto que inventou um grande número de enigmas, jogos matemáticos e de lógica; gostava de teatro e era frequentador de ópera, e manteve uma amizade por toda a vida com a atriz Ellen Terry.

 

Alice

Alice Liddell (1860) foi a inspiração
de Carroll para criar Alice no País
das Maravilhas
.
A história de “Alice no País das Maravilhas” originou-se em 1862, quando Carroll fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e as suas duas irmãs, sendo as três filhas do reitor da Christ Church. Ele começou a contar uma história que deu origem à atual, sobre uma menina chamada Alice que ia parar a um mundo fantástico após cair numa toca de um coelho. A Alice da vida real gostou tanto da história que pediu que Carroll a escrevesse. Carroll atendeu ao pedido e em 1864 surpreendeu-a com um manuscrito chamado “Alice's Adventures Underground”, ou “As Aventuras de Alice Embaixo da Terra”, em português. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente acrescentando as cenas do “Gato de Cheshire” e do “Chapeleiro”. A tiragem inicial de dois mil exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a obra se tornou um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas. Em 1998, a primeira impressão do livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.

 

Enigmas

Ambos os livros infantis de Carroll contêm inúmeros problemas de matemática e lógica ocultos no seu texto. Em “Alice no País das Maravilhas”, a personagem Alice entra em uma toca atrás de um coelho falante e cai em um mundo fantástico e fantasioso. Muitos enigmas contidos em suas obras são quase que imperceptíveis para os leitores atuais, principalmente os não-anglófonos, pois continham referências da época, piadas locais e trocadilhos que só fazem sentido na língua inglesa.

 

Polêmica

Uma de suas frases mais marcantes era “Gosto de crianças (exceto meninos)”. Quando tinha oportunidade gostava de desenhar ou fotografar meninas seminuas, com a permissão da mãe. “Se eu tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar e fotografar”, escreveu, “e descobrisse nela um ligeiro acanhamento (por mais ligeiro e facilmente superável que fosse) de ser retratada nua, eu sentia ser um dever solene para com Deus abandonar por completo a solicitação”. Por temor que estas imagens desnudas criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que após a sua morte fossem destruídas ou devolvidas às crianças ou a seus pais. Quatro ou cinco fotos ainda sobrevivem. Uma delas é possível encontrar no livro “Pleasures Taken - Performances of Sexuality and Loss in Victorian Photographs” da autora Carol Mavor. Na página 12 do livro é possível encontrar a foto da menina Evelyn Hatch, 1878 (fotografada totalmente nua) como também referências ao trabalho fotográfico de Lewis Carroll. Em outro livro intitulado “Cartas às suas Amiguinhas” da editora Sette Letras, o conteúdo das cartas de Lewis Carroll às meninas com quem ele se relacionou é analisado de forma fria e racional e revela uma intimidade fora do comum entre Lewis e as meninas que ele fotografou.

Alice no País das Maravilhas

Alice Liddell (1858).
Alice's Adventures in Wonderland, frequentemente abreviado para Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) é a obra mais conhecida de Charles Lutwidge Dodgson, publicada a 4 de Julho de 1865 sob o pseudônimo de Lewis Carroll. É uma das obras mais célebres do gênero literário nonsense. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurda característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos. Este livro possui uma continuação “Alice do Outro Lado do Espelho”, e ambos influenciam ainda diversos autores e filmes como “A Liga Extraordinária”, de Alan Moore e “Sandman”, de Neil Gaiman.

Origem
A 4 de Julho de 1862, durante um passeio de barco pelo rio Tâmisa, Charles Lutwidge Dodson, na companhia do seu amigo Robinson Duckworth, conta uma história de improviso para entreter as três irmãs Liddell (Lorina Charlotte, Edith Mary e Alice Pleasance Liddell). Eram filhas de Henry George Liddell, o vice-chanceler da Universidade de Oxford e decano da Christ Church, bem como diretor da escola de Westminster. A maior parte das aventuras foram baseadas e influenciadas em pessoas, situações e edifícios de Oxford e da Christ Church, por exemplo, o “Buraco do Coelho” (Rabbit Hole) simbolizava as escadas na parte de trás do salão principal na Christ Church. Acredita-se que uma escultura de um grifo e de um coelho presente na Catedral de Ripon, onde o pai de Carroll foi um membro, forneceu também inspiração para o conto. Essa história imprevista deu origem, a 26 de Novembro de 1864, ao manuscrito de “Alice Debaixo da Terra” (título original Alice's Adventures Under Ground) com a finalidade de oferecer a Alice Pleasance Liddell a história transcrita para o papel. Mais tarde, influenciado tanto pelos seus amigos como pelo seu mentor George MacDonald (também escritor de literatura infantil), decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, acrescentando notavelmente as cenas do “Gato de Cheshire” e do “Chapeleiro Louco” (ou Chapeleiro Maluco). Deste modo, a 4 de Julho de 1865 (precisamente três anos após a viagem) a história de Dodgson foi publicada na forma como é conhecida hoje, com ilustrações de John Tenniel. Porém a tiragem inicial de dois mil exemplares foi removida das prateleiras devido a reclamações do ilustrador sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem, ostentando a data de 1866, ainda que tenha sido impressa em Dezembro de 1865, esgotou-se nas vendas rapidamente, tornando-se um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória. Na vida do autor, o livro rendeu cerca de 180 mil cópias. Foi traduzida para mais de 125 línguas e só na língua inglesa teve mais de 100 edições. Em 1998, a primeira impressão do livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos. Algumas impressões desta obra contêm tanto “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas”, como também a sua sequência “Alice no Outro Lado do Espelho”.

 

Calendário

  • 4 de Julho de 1862: Passeio de barco no rio Tâmisa;
  • 4 de Julho de 1865: Primeira edição da obra que foi destruída;
  • 1865: A primeira edição americana de Alice, que foi lançada sem quaisquer direitos de autor, tal como diversos livros contemporâneos;
  • 1866: Data na capa da edição da segunda tiragem (na verdade, produzida em Dezembro de 1865);
  • 1869: Alice's Abenteuer im Wunderland é publicada em tradução alemã por Antonie Zimmermann;
  • 1869: Aventures d'Alice au pays des merveilles é publicado em tradução francesa por Henri Bué;
  • 1870: Alice's Äfventyr i Sagolandet é publicado em tradução sueca por Emily Nonnen;
  • 1871: Dodgson encontra outra Alice durante a sua estadia em Londres, Alice Raikes, com quem fala sobre o reflexo no espelho, originando o livro Alice no Outro Lado do Espelho, que vende ainda mais que a primeira obra;
  • Dezembro de 1886: Carroll publica o Prefácio ao Fac-símile de Alice Debaixo da Terra;
  • 1890: Carroll publica A Creche "Alice"(The Nursery "Alice"), uma edição especial para crianças entre os zero a cinco anos de idade;
  • 1908: Alice é pela primeira vez traduzida para a língua japonesa;
  • 1910: La Aventuroj de Alicio en Mirlando é publicada em tradução Esperanto por Elfric Leofwine Kearney;
  • 1916: Publicação da primeira edição da Série Windermere, Alice's Adventures in Wonderland. Ilustrado por Milo Winter.
  • 1960: O escritor americano Martin Gardner publica uma edição especial sob o nome de Alice - edição comentada (The Annotated Alice), onde combina o texto de Alice no País das Maravilhas e de Alice no Outro Lado do Espelho e acrescenta notas explicativas das alusões escondidas, e fornece conteúdo original da época vitoriana, tal como os poemas infantis que são objetos de paródia na obra;
  • 1964: Alicia na Terra mirabili é publicado em tradução latina por Clive Harcourt Carruthers;
  • 1998: Um dos poucos exemplares sobreviventes da primeira edição foi vendida em leilão por 1,5 milhões de dólares, tornando-se o livro infantil mais caro já alguma vez comprado (O recorde anterior foi eclipsado em 2007, quando uma edição limitada do livro de “Harry Potter” por JK Rowling, foi vendido em leilão por 3,9 milhões de dólares);
  • 2003: Eachtraí Eilíse dTír i na nIontas é publicado em tradução irlandesa por Nicholas Williams.

 

Enredo

John Tenniel (ca. 1889).
As ilustrações originais de John Tenniel, não dão a aparência real de Alice Liddell, que tinha cabelo escuro e uma franja curta. Diz uma lenda que Carroll enviou ao ilustrador uma fotografia de Maria Hilton Tennielowi Babcock, outra amiga do autor, mas não está definido se Tenniel realmente utilizou-a como modelo. O livro começa com um poema, explicando a gênese da sua criação, onde descreve uma viagem no rio Tâmisa.

I. Pela toca do Coelho

Título Original: Down the Rabbit-Hole.
Enquanto passa preguiçosamente o tempo com sua irmã, Alice vê o Coelho Branco de colete, carregando um relógio de bolso. Surpreendida, segue-o até à toca do coelho e cai nela, revelando-lhe a sua longa profundidade como um poço e as suas paredes repletas de prateleiras cheias de objetos estranhos,quadros e de livros. Após uma aterrissagem segura num átrio, Alice vê uma pequena mesa de vidro maciço e em cima dela havia uma pequena chave dourada. À procura de fechaduras correspondentes, descobre, atrás de uma cortina, a pequena porta e através desta Alice vê maravilhada um lindo jardim. No entanto, a porta é muito pequena para ela conseguir entrar. Mas devido a uma pequena garrafa com uma etiqueta BEBA-ME, Alice diminui de tamanho ao bebê-la. Infelizmente, esquece-se da chave que entretanto tinha posto em cima da mesa e agora não consegue alcançá-la. No final, descobre um bolo com as palavras COMA-ME escrito e ao comê-lo o tamanho de Alice aumenta, e ela fica enorme.

II. A Lagoa de Lágrimas

Título Original: The Pool of Tears.
Como resultado de comer o bolo, Alice cresce até atingir 2,5 metros de altura. Triste por não conseguir entrar no jardim, chora tanto que cria um lago de lágrimas. O Coelho Branco atravessa o átrio e ao ver Alice tão grande, deixou cair as luvas brancas e o leque que trazia enquanto fugia rapidamente. Alice apanhou-os do chão, e como estava calor, não parou de refrescar-se com o leque que, sem se aperceber de imediato, reduziu-lhe a altura; mas felizmente ela parou de o abanar antes do seu desaparecimento total. Entretanto escorregou e mergulhou até ao pescoço no lago de lágrimas que ela própria criou. Aí encontra o Rato que acaba por a ajudar a atravessar o lago. Na costa, encontra uma grande quantidade de aves e outros animais; todos molhados tentam assim arranjar uma solução para secarem o pêlo e as penas, preocupados com as doenças que poderiam apanhar se continuassem encharcados.

III. Uma Corrida de comitê e Uma Historia comprida

Título Original: A Caucus-Race and a Long Tale.
Um Dodô decide que os todos devem ser secos através da Corrida Eleitoral, onde não existem regras excepto a que obriga a correr apenas em círculos. Meia hora depois a corrida acaba e todos ganham, concluindo que todos devem receber prêmios. Alice dispõe então, à ordem de Dodô, os seus doces que estavam nos bolsos como recompensa; ela obtém igualmente uma recompensa, mas no seu caso é apenas um dedal. De seguida o Rato conta-lhes a sua história longa e triste acerca da origem do seu ódio por gatos e cães. O capítulo termina quando Alice deixa finalmente os corredores do átrio.

IV. O Coelho da um encargo a Bill

Título Original: The Rabbit Sends in a Little Bill.
O Coelho Branco passa por Alice e, confundindo-a com o seu servo, ordena-lhe apressadamente para trazer umas luvas e um leque. Alice vai imediatamente à sua casa procurar; porém encontra uma garrafa com a inscrição BEBE-ME e bebe-a sem demoras. Consequentemente o seu tamanho aumenta tanto que ocupa totalmente a casa. Impedido de entrar, o Coelho Branco manda o seu servo, um lagarto chamado Bill, entrar pela chaminé da casa, mas Alice dá-lhe um pontapé que o faz voar. O Coelho Branco começa a atirar pedras pela janela que, quando caiam no chão, transformam-se em bolos com uma aparência deliciosa. Alice come alguns e transforma-se novamente em pequena. Sai então de casa e encontra uma multidão de animais à sua espera, que ao vê-la precipitam-se na sua direção. Assustada Alice foge para um denso bosque, onde encontra primeiro um grande cachorro e depois a Lagarta azul sentada num cogumelo a fumar calmamente o seu Narguilé.

V. Conselhos de uma Lagarta

Título Original: Advice from a Caterpillar.
Durante a conversa com a Lagarta azul, Alice admite a sua crise de identidade causada pelas constantes transformações no tamanho e agravada pela perda da habilidade de recitar poemas. Entretanto a Lagarta revela-lhe que um dos lados do cogumelo faz crescer e a outra diminuir. Já sozinha, Alice tenta primeiro o lado direito e diminui tanto de altura que até acerta com a cabeça nos próprios pés. De seguida experimenta o lado esquerdo e cresce de tal forma que atinge a copa de uma árvore onde pousava um pombo que, assustado com o longo pescoço dela, está determinado de que Alice é uma serpente que tem a intenção de comer os seus ovos. Alice tenta convencê-lo que é apenas uma menina e imediatamente come um segundo pedaço do cogumelo, retornando ao seu tamanho normal.

VI. Porco e Pimenta

Título Original: Pig and Pepper.
Um Peixe-Lacaio entrega a um Sapo-Lacaio um convite para a Duquesa da casa. Alice observa esta operação curiosa e, após uma conversa com o sapo que a deixa perplexa, atreve-se a entrar na casa. Depara-se com a cozinheira da Duquesa a atirar pratos e frigideiras contra esta e a fazer uma sopa simultaneamente, mas utiliza tanta pimenta nela que todos na divisão - a Duquesa, o bebé e a própria Alice - espirram violentamente, com a excepção da cozinheira e do Gato de Cheshire. Irritada com o bebé que não parava de berrar e chorar, a Duquesa atira-o para os braços de Alice e parte para ir jogar críquete com a Rainha. Indignada com a violência que acaba de presenciar, Alice leva o bebé consigo para o bosque, mas para a sua surpresa o pequeno transforma-se num porco, abandonando-o nesse mesmo instante. Por fim encontra o Gato de Cheshire e pergunta-lhe o que tem que fazer para entrar naquele lindo jardim que havia por detrás da pequena porta inicial e, não obtendo uma resposta concreta, questiona a existência de criaturas que não sejam loucas no lugar onde se encontra. O Gato de Cheshire responde-lhe que todos são loucos, inclusive o próprio e Alice, acabando por lhe indicar a hipótese de visitar o Chapeleiro Louco ou a Lebre de Março e desaparece lentamente, deixando apenas o seu sorriso. Após ter escolhido a última na esperança de se não tratar de uma criatura louca, apesar de ter ouvido o que o gato disse, parte imediatamente.

VII. Um chá de loucos

Título Original: A Mad Tea Party.
Alice faz-se de convidada duma festa de chá louco, onde estão presentes o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e o Arganaz que permanece adormecido durante uma grande parte da festa. Todos eles desafiam Alice com enigmas lógicos, porém estes revelam uma incoerência nas suas declarações. O Chapeleiro Maluco revela que está perpetuamente destinado a beber chá porque o Tempo puniu-o em vingança, parando o tempo às 6 da tarde, a hora do chá. Alice sente-se insultada e cansada de ser bombardeada com tantos enigmas. Alice sai imediatamente, afirmando que esta era a festa mais estúpida de chá em que já tinha ido. Entretanto encontra uma porta num tronco de uma árvore e entra, voltando novamente para o átrio inicial. Desta vez, abre primeiro a pequena porta, depois come um pedaço do cogumelo que estava guardado no bolso e por fim entra apressadamente no tão desejado jardim...

VIII. O Campo de Croqué da Rainha de Copas

Título Original: The Queen's Croquet Ground.
No jardim vê três cartas de um baralho a discutirem entre si enquanto pintam rosas brancas com tinta vermelha, dado que a Rainha de Copas odeia rosas brancas. Mas são interrompidos por uma procissão de cartões, onde estão presentes os reis, as rainhas e até mesmo o Coelho Branco. Alice conhece então o Rei e a Rainha de Copas, revelando-lhe que a Rainha é uma figura difícil de agradar, ao introduzir sua deixa de marca, Cortem-lhe a cabeça!, que expressa à menor insatisfação. Entretanto é convidada (ou ordenada) para jogar uma partida de críquete com a Rainha e o resto dos seus súbitos. Porém rapidamente instala-se o caos durante o jogo. São utilizados flamingos vivos como marretas, ouriços como bolas e cartas vivas como balizas. Na confusão Alice vê, para seu agrado, o Gato de Cheshire. Em seguida a Rainha de Copas ordena que o gato seja decapitado, mas o capataz recusa-se a cumprir a ordem porque só aparece a cabeça do gato no campo e por ser velho para começar a cortar cabeças sem corpo. Devido ao fato do gato pertencer à Duquesa, a Rainha solicita a liberação Duquesa da prisão para resolver a questão.

IX. A História da Tartaruga Falsa

Título Original: The Mock Turtle's story.
Quando a Duquesa aparece no campo, vai ao encontro de Alice com uma grande simpatia, e durante uma conversa admite a sua pretensão para encontrar uma moral em tudo ao seu redor, mesmo que não faça relação ou sentido. A Rainha de Copas despede-se dela sobre a ameaça de execução e apresenta Alice ao Grifo, sob o pretexto de a levar apresentar à Tartaruga Fingida. Quando a encontram, ela demonstra-se muito triste, mesmo que não tenha motivos para sentir tristeza. A Tartaruga conta a sua história onde tenta justificar o seu estado depressivo, narrando com nostalgia o tempo em que vivia no mar, em que era uma verdadeira tartaruga, mas o Grifo interrompe-a de modo a poderem começar um jogo.

X.A Quadrilha da lagosta

Título Original: The Lobster dance.
A Falsa Tartaruga e o Grifo dançam a Contradança das Lagostas, e depois Alice recita, embora incorretamente, o poema Disse o preguiçoso. A Falsa Tartaruga canta por fim a Sopa da Tartaruga, durante a qual o Grifo arrasta Alice para longe, de modo a irem assistir a um julgamento que estava prestes a dar início.

XI. Quem Roubou as Tortas?

Título Original: Who Stole the Tarts?.
O Valete de Copas é levado a julgamento, acusado de roubar as tortas da Rainha. No jurado há doze animais, incluindo o lagarto Bill, o juiz é o Rei de Copas, e o cargo de oficial de diligências é desempenhado pelo Coelho Branco. A primeira testemunha é o Chapeleiro Louco, que não ajuda no processo, mas antes torna o Rei impaciente. A segunda testemunha é a cozinheira da Duquesa, e a outra testemunha é a própria Alice, que desde o início do julgamento começou a crescer novamente.

XII. O Depoimento de Alice

Título Original: Alice's Evidence.
Alice derruba acidentalmente os jurados e à ordem do Rei, os animais terão de ser colocados de volta aos seus lugares antes do julgamento continuar. Depois o Rei cita um artigo do seu caderno (Todas as pessoas mais de uma milha de altura devem deixar o órgão), mas Alice contesta a validade da restrição e recusa-se a sair. É provocada assim uma discussão de Alice com o Rei e com a Rainha de Copas, enfatizando as atitudes ridículas cometidas durante todo julgamento. A Rainha ordena tipicamente Cortem-lhe a cabeça!, mas Alice não tem medo, por ser agora muito alta, confrontando-a com o facto de serem apenas um baralho de cartas e de seguida todos revoltam-se e atacam-na. Mas de repente a Irmã de Alice faz-lhe acordar para ir tomar um chá, tirando do seu rosto folhas que caíram e não uma chuva de cartas de jogar. Alice conta tudo o que sonhou e retorna a casa, deixando a irmã, que ficou a sonhar o sonho de infância das Maravilhas de Alice.

 

Personagens

Personagens listadas consoante a ordem de aparição nas páginas da obra.
  • Alice: é a protagonista da história; Tem cabelo loiro amarrado por uma faixa preta; É racional e corajosa, e vai fazendo considerações à medida que a aventura prossegue.
  • Coelho Branco (no original em inglês: White Rabbit): é quem inicia a aventura, quando Alice o segue até a toca. Ele carrega um relógio e parece estar muito atrasado para alguma coisa. Em contraste com a Alice, o Coelho Branco tem medo de tudo - da sua rainha, da Alice e das próprias situações onde se encontra. Esta oposição foi pretendida pelo autor para enfatizar os atributos positivos da personalidade principal. E durante o julgamento de um valete de copas (o último capítulo), dá-se uma mudança repentina na covardia, revelando uma vontade de manipular.
  • Rato: Revela um grande pavor de gatos e um carácter muito seco quando cita a História com a intenção de secar os animais molhados, deixando-os antes aborrecidos e molhados (terceiro capítulo). Provavelmente foi baseado numa governanta da casa das irmãs Liddell.
  • Dodô (no original em inglês: Dodo): É uma caricatura do autor, e este terá usado o nome numa paródia ao modo como ele pronunciava o próprio nome, uma vez que era gago (Do... do... Dodgson); Usa palavras excessivamente complicadas.
  • Arara: Personificação da irmã Loriny Liddell.
  • Pato (no original em inglês: Duck): É uma caricatura do reverendo Robinson Duckworth, amigo do autor que esteve presente na viagem pelo rio Tâmisa que deu origem à obra presente.
  • Aguieta (no original em inglês: Eaglet): Reflexão da irmã Edith Liddell e não entende as palavras muito difíceis.
  • Lagarto: É o humilde servo do Coelho Branco que é empurrado por Alice pela chaminé a cima (quarto capítulo) e mais tarde é um dos jurados durante o julgamento de um valete de copas (décimo primeiro capítulo). Esta personagem (Bill), pode ser uma brincadeira com o nome do estadista britânico Benjamin Disraeli, pois uma das ilustrações de Tenniel em Alice no Outro Lado do Espelho retrata a personagem referida como o Man in White Paper (quem Alice conhece como um passageiro com quem partilha um trem no comboio), como uma caricatura de Disraeli, usando um chapéu de papel.
  • Lagarta (no original em inglês: Caterpillar): Está sentada num cogumelo a fumar calmamente um cachimbo de água. Não presta muita atenção a Alice, respondendo às suas perguntas com monossílabos.
  • Duquesa: Muito feia, com um queixo pontiagudo. Concordava com tudo que Alice dizia e procurava incessantemente uma moral para tudo, embora raramente tivesse relação ou sentido (oitavo capítulo).
  • Gato de Cheshire ou Gato Risonho: É extremamente independente e consegue desaparecer e aparecer. Carroll obteve o nome na expressão idiomática da língua inglesa sorrir como um gato de Cheshire. Além disso, o gato representado nas figuras de Tenniel é considerado representativo da raça British Shorthair, devido à forma da boca, considerada como um sorriso.
  • Chapeleiro Maluco e a Lebre de Março (no original em inglês: Mad Hatter and the March Hare): São figuras retiradas de expressões correntes no período vitoriano da língua inglesa louco como uma Lebre de Março ou louco como um Chapeleiro, devido ao vapor de mercúrio usado na fabricação de feltro que causa transtornos psicóticos; O Chapeleiro Louco é provavelmente uma referência a Teófilo Carter, um conhecido comerciante de móveis em Oxford pelas suas invenções pouco ortodoxas e pelo uso de uma cartola na parte de trás da cabeça à porta da sua loja; São ambos totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o Gato Risonho). Estão perpetuamente na hora do chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro discutiu no mês de Março com o Tempo e, em vingança, este não muda a hora para os dois habitantes. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao cantar uma música na sua presença, pelo que esta sentenciou a sua decapitação sob o pretexto de estar a matar o Tempo.
  • Arganaz (no original em inglês: Dormouse): Está constantemente a dormir e ocasionalmente acorda durante alguns segundos. Conta uma história sobre três irmãs, nomeando-as de Elsie, Lacie e Tillie. Estas são as irmãs Liddell: Elsie é LC (Lorina Charlotte), Tillie é Edith (seu apelido de família é Matilda), e LaCie é um anagrama de Alice.
  • Rainha de Copas (no original em inglês: Queen of Hearts): É talvez a caricatura da mãe das irmãs Liddell; É extremamente autoritária e impulsiva, estando constantemente a ordenar aos seus soldados (cartas de baralho) decapitar todos. Porém o Grifo disse que tal é apenas uma fantasia dela, uma vez que depois ninguém morre.
  • Valete de Copas: Inicialmente é o criado que transporta a coroa do Rei, mas mais tarde é acusado de roubo de torta (décimo primeiro capítulo).
  • Rei de Copas: O rei tem menos influência do que ela, pelo que vive na sombra desta; É talvez a caricatura do pai das irmãs Liddell.
  • Grifo: Diz as piores deixas, em contraste à sua antiga linhagem. Provavelmente é uma caricatura dos estudantes do colégio onde leccionava o escritor (é o brasão de armas do Trinity College, em Oxford, e aparece no respectivo portão).
  • Tartaruga Fingida (no original em inglês: Mock-Turtle): É uma triste vítima do destino, pois foi em tempos uma tartaruga de verdade que vivia no mar. O nome tem origem na “Sopa de Tartaruga Fingida” (no original em inglês: Mock-Turtle Soup) vulgar na Inglaterra, sendo um caldo verde feito com cabeça de vitela de modo a imitar sopa de tartaruga. Daí Tenniel ter ilustrado esta figura com uma cabeça de bezerro, cauda e pernas; Esta personagem fala de um professor de Despenho que era um Congro, que costumava ensinar-lhe uma vez por semana Despenho, Destroço e Tintura a Carvão. Esta é uma referência ao crítico de arte John Ruskin, que ia uma vez por semana a casa de Liddell ensinar Desenho e Pintura a óleo às irmãs. A personagem também canta "Sopa de Tartaruga", uma paródia a “Bela Estrela” (Beautiful Star), que foi executada como um trio por Lorina, Alice e Edith Liddell para Carroll em casa de Liddell, durante o mesmo verão em que foi contada a história de As Aventuras de Alice Debaixo da Terra.

Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare”.Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas


 

Equívocos sobre personagens

Embora o Jabberwocky seja muitas vezes confundido como personagem desta obra, na verdade só aparece na sua sequência, “Alice no Outro Lado do Espelho”. É, no entanto, muitas vezes incluído nas versões de cinema, que geralmente são chamados simplesmente de “Alice no País das Maravilhas”, causando a confusão. A Rainha de Copas é igualmente confundida com a Rainha Vermelha, que aparece na sequência da história, Alice no Outro Lado do Espelho, mas não têm nenhuma característica em comum, exceto o caráter de serem ambas rainhas. A Rainha de Copas pertence a um baralho de cartas que está presente no primeiro livro, enquanto a Rainha Vermelha é representada por uma peça de xadrez vermelha, dado que o xadrez é o tema presente do segundo livro.

 

Simbolismo

O livro pode ser interpretado de várias maneiras. Uma das interpretações diz que a história representa a adolescência, com uma entrada súbita e inesperada (a queda na toca do coelho, iniciando a aventura), além das diversas mudanças de tamanho e a confusão que isso causa em Alice, ao ponto de ela dizer que não sabe mais quem é após tantas transformações (o que se identifica com a psicologia adolescente).

 

Matemática

Uma vez que Lewis Carroll era professor de matemática na Christ Church, da Universidade de Cambridge é sugerida a existência de muitas referências e de conceitos matemáticos, tanto nesta obra, como na Alice no Outro Lado do Espelho. Alguns exemplos:
  • No capítulo 1, No Buraco do Coelho, durante o processo de encolhimento da altura, Alice faz considerações filosóficas acerca do tamanho final com que ficará, com receio de talvez acabar por desaparecer completamente, como uma vela. Esta observação reflete o conceito do limite de uma função;
  • No capítulo 2, No Lago das Lágrimas, Alice tenta fazer multiplicações, mas acaba por produzir uns resultados estranhos: "Deixa-me cá ver: quatro vezes cinco são doze, e quatro vezes seis são treze, e quatro vezes sete são... Oh, meu Deus!Por este andar nunca mais chego aos vinte!". É assim exposto a representação de números utilizando bases diferentes e sistemas numerais posicionais (4 x 5 = 12 na base 18 notação; 4 x 6 = 13 na base 21 notação; 7 x 4 poderiam ser 14 na base 24 notação, seguindo a sequência).
  • No capítulo 5, Conselhos de Uma Lagarta, o Pombo afirma que as meninas são uma espécie de serpentes, pois ambos seres comem ovos. Esta observação é um conceito geral de abstração que ocorre frequentemente em diversos âmbitos da ciência; um exemplo da utilização deste raciocínio na matemática é a substituição de variáveis.
  • No capítulo 7, O Chá dos Loucos, a Lebre de Março, o Chapeleiro Louco e o Arganaz dão vários exemplos em que o valor semântico de uma frase X não é o mesmo que o valor do inverso de X (por exemplo, Não é nada a mesma coisa!(...)Ora, nesse caso também podias dizer que "Vejo o que como" é a mesma coisa que "Como o que vejo"!); No ramo da lógica e da matemática este conceito é uma relação inversa.
  • Também no capítulo 7, Alice pondera o significado da situação quando o grupo faz a rotação dos lugares ao redor da mesa circular, colocando-os de volta ao início. Esta é uma representação da adição de um anel do módulo inteiro de N.
  • No capítulo 6 e 8, o Gato de Cheshire desvanece , deixando apenas o seu sorriso largo, suspenso no ar, levando a Alice maravilha a notar que já viu um gato sem um sorriso, mas nunca um sorriso sem um gato. É feita aqui uma profunda abstração de vários conceitos matemáticos (geometria não-Euclidiana, álgebra abstrata, o início da lógica matemática, etc), delineando, através da relação entre o gato e o próprio sorriso, o próprio conceito de matemática e o número em si. Por exemplo, no lugar de considerar duas ou três maçãs, considera-se antes os conceito de dois e de três por si só, separados do conceito de maçã, como o sorriso que, aparentemente pertence ao gato original, é separado conceitualmente do resto do corpo físico.

 

Língua francesa

Tem sido sugerido por várias identidades, entre os quais Martin Gardner e Goodacre Selwyn que Dodgson tinha interesse na língua francesa, criando referências e trocadilhos ao longo da obra, provavelmente influenciado pelas aulas de francês, uma característica muito comum na educação feminina vitoriana. Por exemplo:
  • No segundo capítulo, Alice dirige-se ao Rato utilizando a língua francesa, Où est ma chatte? a vez que não lhe respondia.
  • No capítulo 4, o Lagarto diz ao Coelho Branco que estava a desenterrar maçãs, uma provável referência à expressão pomme de terre, que significa "batata" em francês mas a tradução literal dessa expressão é "maçã da terra".

 

Línguas clássicas

No segundo capítulo, Alice chama inicialmente o rato como Oh Rato, baseada na vaga memória de quando leu a Gramática Latina do irmão: Um rato (nominativo) - de um rato (genitivo) - para um rato (dativo) - um rato (acusativo) - O rato! (vocativo).

 

Referências históricas

No capítulo oitavo, três cartas estão a pintar rosas brancas de vermelho, porque acidentalmente plantaram uma roseira de rosas brancas, cor que a Rainha odeia. As rosas vermelhas simbolizam a Casa Inglesa de Lancaster, enquanto as rosas brancas são um símbolo da casa rival York, fazendo deste modo alusão à Guerra das Duas Rosas.

 

Adaptações

O livro inspirou várias adaptações cinematográficas e televisivas. Porém os filmes originais e mais conhecidos mundialmente são Alice in Wonderland de 1951, feito em animação tradicional, e o de 2010 dirigido por Tim Burton com a participação de Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, ambos da Walt Disney Animation Studios. Esta lista compreende apenas as adaptações diretas e completas do livro original.
  • Alice in Wonderland (1903), filme mudo dirigido por Cecil Hepworth e Percy Stow, que caiu em domínio público e está disponível na íntegra pela internet.
  • Alice's Adventures in Wonderland (filme de 1910), filme mudo dirigido por Edwin Stanton Porter.
  • Alice no País das Maravilhas (filme de 1915), filme mudo dirigido W. W. Young.
  • Alice in Wonderland (filme de 1931), dirigido por Bud Pollard.
  • Alice no País das Maravilhas (filme de 1933) dirigido por Norman Z. McLeod.
  • Alice in Wonderland (filme de 1949), filme stop motion com animação dirigido por Lou Bunin.
  • Alice in Wonderland (1951), filme de animação tradicional da Walt Disney Animation Studios, que na realidade mescla partes da história de "Alice no País das Maravilhas" com a sequência, "Alice através do Espelho".
  • Alice of Wonderland in Paris, filme animado.
  • Alice in Wonderland (or What’s a Nice Kid Like You Doing in a Place Like This?), filme para televisão de 1966 da Hanna-Barbera.
  • Alice in Wonderland (filme de 1966), filme para televisão da BBC dirigido por Jonathan Miller.
  • Alice's Adventures in Wonderland (filme de 1972), musical britânico.
  • Alice in Wonderland (filme de 1976), filme pornográfico.
  • Alice (filme de 1981).
  • Fushigi no Kuni no Alice, anime da Nippon Animation de 1983.
  • Alice in Wonderland (1985), filme para televisão.
  • Alice in Wonderland (1986 TV serial), 4×30 adaptação para TV da BBC TV escrita e dirigida por Barry Letts.
  • Alice in Wonderland (1988).
  • Něco z Alenky (filme de 1988), filme de live-action/stop motion surrealista dirigido por Jan Švankmajer; lançado em inglês como Alice pela First Run Features.
  • Adventures in Wonderland (série de TV 1991-1995 TV Series), série da Disney onde Alice pode viajar para o "País das Maravilhas" através do espelho de seu banheiro.
  • Alice in Wonderland (filme de 1999), filme para televisão.
  • Abby in Wonderland (filme de 2008).
  • Alice (minisserie de 2 episódios de 2009), adaptação para TV feita pela SyFy.
  • Alice in Wonderland (2010), filme dirigido por Tim Burton, estrelado por Johnny Depp, como o Chapeleiro Maluco e Mia Wasikowska como Alice.
  • Once Upon A Time In Wonderland - Série do canal ABC onde Alice cresce e é internada em um hospício por afirmar que foi a um lugar estranho (País das Maravilhas), sendo depois salva pelo Valete de Copas e pelo Coelho Branco, que a ajudam a encontrar seu verdadeiro amor, um gênio da lâmpada chamado Cyrus - dos mesmos criadores de Once Upon A Time.

 

Notas

  1. Sendo apenas conhecidos hoje 23 exemplares sobreviventes, 18 encontram-se na posse de grandes arquivos e reconhecidas bibliotecas, e os cinco restantes estão nas mãos de privados
  2. Prefácio de Robert Stiller na sua tradução da obra.
  3. O título é um trocadilho de palavras, uma vez que é possível interpretar como O Coelho envia uma pequena conta a Biil, porém em corroboração com o conteúdo, é óbvio que é antes uma referência ao pequeno Lagarto, Bill, que é humilhado pelo Coelho Branco ao ordenar-lhe para descer pela chaminé e, em consequência, é atacado pela Alice.
  4. As crianças de fato aprenderam bem, Alice Liddell, por exemplo, produziu uma série de aguarelas qualificadas.
  5. Na tradução francesa de Henri Bué, Alice postula que o rato pode ser italiano e assim fala-lhe em italiano.


Falecimento

Faleceu em Guildford em 14 de Janeiro de 1898. Encontra-se sepultado no Cemitério de Guildford, Surrey na Inglaterra.

 

Edições

Edições brasileiras das obras de Carroll são: Alice no País das Maravilhas (1865) e Alice no País do Espelho (Alice do Outro Lado do Espelho, no título mais conhecido em Portugal) (1872), “Algumas Aventuras de Silvia e Bruno”, “Rimas do País das Maravilhas”, “A Caça ao Turpente” e “Obras Escolhidas”.

 

Em outras obras

  • O poema de Lewis intitulado “A Morsa e o Carpinteiro” aparece no livro 11 da famosa série de livros de Lemony Snicket, “Desventuras em Série”.
  • Suas histórias foram inspiração para a música “I Am the Walrus”, dos Beatles, música que trata de personagens e elementos característicos das obras literárias de Lewis.

 

Referências

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