quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Biografia de Gustave Moreau


Gustave Moreau (auto-retrato, 1850).
Gustave Moreau. Nasceu em Paris, a 6 de Abril de 1826, e faleceu, também em Paris, a 18 de Abril de 1898. Gustave Moreau foi um pintor francês. Tornou-se célebre por ser um dos principais impulsionadores da arte simbolista do século XIX. Moreau começou como pintor realista. Posteriormente, sob a influência dos impressionistas e pré-rafaelitas, evoluiu para uma pintura mais romântica e espiritual, que lhe permitiu entrar nas fileiras do simbolismo, junto com Edvard Munch, James Ensor, Pierre Puvis de Chavannes e Bertrand-Jean Redon (mais conhecido como Odilon Redon). Alguns historiadores de arte preferem se referir a eles como pós-impressionistas. Nascido em Paris, este pintor teve aulas dadas pelos mestres Théodore Chassériau e François-Édouard Picot em seus respectivos ateliês. Suas obras foram expostas pela primeira vez ao público e à crítica no Salão de 1852. Ele pregava que a inspiração nunca seria encontrada no objeto a ser pintado, pois ela seria única e exclusiva do pintor, ou seja, a obra seria executada a partir do que foi sentido por ele.

Galeria de artes - 1
Apollo and The Nine Muses (1856).

Autumn (Dejanira), Março de 1872.

Cleópatra (1887).

Fairy and Griffon (19th century).

Dalila (cerca de 1896).

Diomède dévoré par ses chevaux (1865).


Os temas favoritos de Moreau eram as cenas bíblicas, principalmente a história de Salomé, muito em moda no final do século XIX, e as obras literárias clássicas. Mestre da cor, soube representar mulheres de uma beleza rara com traços de anjo e pele aveludada, cobertas apenas por ousadas transparências. A luz foi utilizada por Moreau para obter essa atmosfera ao mesmo tempo mística e mágica, que caracterizou a pintura simbolista. No detalhismo caligráfico com que trabalhou os arabescos e demais elementos decorativos, Moreau se aproximou qualitativa e quantitativamente do modernista Gustav Klimt.


Biografia

Hercule et l'Hydre de Lerne (cerca de 1970).
Gustave Moreau nasceu em uma família burguesa que não colocou obstáculos na sua vocação artística. Em 1838, Gustave iniciou sua educação no internato do Collège Rollin, mas por vários motivos teve de abandonar a instituição e prosseguir sua educação privadamente. Em 1841, Moreau viajou com a sua mãe e outros parentes para a Itália, onde visitou várias cidades, realizando vários esboços de paisagens e de monumentos italianos. Em 1844, completados os seus estudos de bacharelato, ingressou como discípulo no atelie de um pintor hoje olvidado, o acadêmico François-Edouard Picot. Em 1847, ele passou no exame de admissão na Real Escola de Belas Artes de Paris. Tentou por duas vezes obter o Prêmio Roma, mas fracassou, motivo pelo qual decidiu abandonar a Academia. Adotou um novo mestre, o pintor Théodore Chassériau, antigo discípulo de Dominique Ingres e de Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix, e conheceu nesta mesma época Pierre Puvis de Chavannes, dois anos mais velho do que ele, com o qual tinha poucas afinidades. Em 1852, Moreau transferiu seu atelie para o terceiro piso de uma casa que seus pais haviam alugado para ele, no número 14 da rua La Rochefoucauld. Começou a se dedicar em copiar obras de mestres no Museu do Louvre, mas nesse mesmo ano foi pela primeira vez admitido no Salão oficial, com uma Pietà, e empreendeu uma destacável carreira como pintor acadêmico.

Galeria de artes - 2
The Dragonfly (1884).

Diomedes Devoured by his Horses (1866).

Le Christ au jardin des Oliviers (cerca de 1880).

The Infant Moses (data:?).

Mort de Sapho (cerca de 1870).

Saint-Georges et le dragon (1889/90).


Hesiod and the Muses (1870).
Em 1855, na Exposição Universal de Paris, exibiu sua obra Os Atenienses no Laberinto do Minotauro, junto a pintores renomados como Ingres, Delacroix, Rousseau e Gustave Courbet. Entre 1857 e 1859, Moreau realizou uma segunda viagem à Itália, visitando várias cidades, e pintando cópias de vários mestres italianos, como Michelangelo, Rafael Sanzio, Paolo Veronese, Correggio (Antônio Allegri) e Vittore Carpaccio. No seu regresso à Paris, iniciou uma relação amorosa com Alexandrine Dureux"minha melhor e única amiga", segundo suas palavras —, que se prolongaria até a morte dela, em 1890. Durante os anos seguintes, prosseguiu com relativo sucesso a sua carreira como pintor, embora seus temas pouco habituais, provocaram por vezes reações mistas. Se alistou voluntário ao eclodir a Guerra Franco-Prussiana, em 1870, mas teve de ser licenciado por causa de suas fortes crises de reumatismo. Viveu com horror a derrota francesa e a época da Comuna de Paris (18 de Março - 20 de Maio de 1871), durante a qual os afrescos do seu amigo Chasseriau na Cour des Comptes foram destruídos pelo fogo. Nos anos seguintes se acentuou a misantropia do artista, golpeado pelas mortes de sua mãe, em 1884, e de sua amante, Alexandrine Dureux, em 1890. Em 1891, sucedeu a seu amigo Elie Delaunay, após seu falecimento, como professor na Escola de Belas Artes de Paris. Desde 1891 até a sua morte, Moreau foi professor de vários futuros artistas, entre os quais se contam pintores tão célebres como Henri Matisse, Albert Marquet e Georges Rouault, entre outros. Faleceu em 18 de Abril de 1898, aos setenta e dois anos de idade. Foi sepultado no cemitério parisiense de Montmartre. Na sua morte, deixou como legado seu atelie, que se tornou no Museu Gustave Moreau, inaugurado em 13 de Janeiro de 1903.

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Referências
 

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