segunda-feira, 30 de junho de 2014

Biografia de Félix Lope de Vega


Félix Lope de Vega
Félix Lope de Vega y Carpio. Nasceu em Madrid, a 25 de Novembro de 1562, e faleceu, também em Madrid, a 27 de Agosto de 1635. Félix Lope de Vega foi um dramaturgo, autor de peças teatrais e poeta espanhol.




Biografia



Fundador da comédia espanhola e um dos mais prolíficos autores da literatura universal, Lope de Vega tem origens numa família modesta. Era um menino prodígio: com cinco anos já lia em castelhano e latim, com dez anos já fazia traduções do latim para o espanhol, e com doze anos escreveu sua primeira peça de teatro. Com 14 anos, começou a estudar com os jesuítas e entrou depois para o serviço do bispo D. Jerônimo Manrique, que lhe proporcionou sólida formação e levou-o consigo a Alcalá de Henares, estudou na Universidade de Salamanca (1580-1582), serviu na Invencível Armada (1588), enviada contra a Inglaterra e sobrevivendo à derrota começou a escrever as suas famosas derramas (1588). Foi secretário do Duque de Alba (1590) e mudou-se para Toledo e depois para Alba de Tormes. Após escrever sua primeira obra de sucesso, o romance "La Arcadia” (1598), voltou a Madrid decidido a entregar-se à literatura, e foi ainda secretário do Duque de Sessa (1605). Já autor consagrado, estabeleceu-se definitivamente em Madrid, mas com a morte da então esposa Juana e de um de seus filhos, sofreu uma forte crise espiritual que o levou a se tornar religioso (1610). Ordenou-se (1614) e foi nomeado oficial da Inquisição. Também famoso pelos vários casamentos, inúmeras aventuras amorosas extra-conjugais e escandalosos romances, que pareciam ampliar sua inspiração, entre eles Marta de Navares, a Amarílis de seus versos, que conheceu em 1616 e com quem manteve um amor sacrílego que escandalizou Madrid. A morte dela (1632), seguida de uma série de desgraças pessoais, mergulhou o poeta em profunda depressão, que se prolongou até sua morte. Sua produção literária compõe-se de 426 comédias e 42 autos, além de milhares de poesias líricas, cartas, romances, poemas épicos e burlescos, livros religiosos e históricos, entre eles os extensos poemas como La Dragontea (1598) e La Gatomaquia (1634), os poemas curtos Rimas (1604), Rimas Sacras (1614), Romancero Espiritual (1619) e a célebre écloga Amarilis (1633) - uma homenagem à amada morta. Ainda são destaques por sua originalidade, os épicos Jerusalém Conquistada (1609), o Pastores de Belém (1612) e o romance dramático La Dorotea (1632). Seus contemporâneos o chamaram de "Monstro da Natureza" por ter escrito mais de 1.500 peças de teatro. Entre elas destacam-se as inspiradas em histórias e lendas espanholas: O melhor juiz, o Rei; Peribánez e o Comendador de Ocaña; Fuenteovejuna; O Cavaleiro de Olmedo. As históricas: O Castigo sem Vingança; Contra o Valor não há Infortúnio. As mitológicas: O Pelego de Ouro, Vênus. As comédias de costume: O Aço de Madri; A Dama Boba.


A Batalha dos Gatos


La Gatomaquia (A Gatomaquiam ou A Batalha dos Gatos), é um poema épico burlesco de Lope de Vega publicado no fim de sua vida, em 1634, sob o pseudônimo de Tomé de Burguillos. Divide-se em sete silvas, e consta de aproximadamente 2.500 versos. Lope já havia tratado do tema épico de diversas perspectivas (Dagrontea, Isidro, Jerusalém conquistada) ainda que sempre sob tom solene. Neste caso, a obra é heroico-cômica, e tem muitos antecedentes antigos formais, da Batracomiomaquia a modelos italianos do Renascimento, bem adaptados na Espanha como La Loa de la Pulga de Gutierre de Cetina; La Mosquea de Villaviciosa e outras. O argumento apresenta Zapaquilda, bela felina, amada de Marramaquiz, convertida em paródia de Helena de Tróia e apaixonada pelo belo Micifuf. Depois de peripécias irônicas, serenatas, desafios e tentativas de encantamento, finalmente Marramaquiz rapta Zapaquilda no dia de suas bodas com Micifuf. Declara-se a guerra entre os gatos, e o Olimpo divide suas preferências. Enfim Marramaquiz morre durante uma saída em busca de comida, pelas mãos de um caçador, e o final feliz acontece entre Zapaquilda e Micifuf.


La Dorotea (em espanhol) (1*)

La Dorotea, publicada en 1632, es una narración en prosa enteramente dialogada de Lope de Vega (1562-1635). El crítico José Manuel Blecua la valoró como “una de las grandes creaciones de la prosa español”. Lope denomina a esta obra "acción en prosa", y su modelo más evidente es el género celestinesco. El estilo es sencillo y natural, pero a veces se hace acopio, como en otras obras de Lope, en particular los prólogos, de una erudición de baratillo tomada de los repertorios enciclopédicos de la época, entre los cuales tenía particular afición al Dictionarium historicum, geographicum, poeticum de Carolus Stephanus (1596) y las inevitables Officina y Cornucopia de Jean Tixier, más conocido como Ravisio Textor. La obra manifiesta la característica simbiosis entre biografía y ficción que caracteriza a casi toda la producción literaria de Lope: en ella se dan cita distintos episodios de la vida del autor, entre los que destacan, por un lado, sus polémicas con el gongorismo (casi todo un acto es una sátira del mismo), y, por otro, las referencias a sus relaciones sentimentales con dos mujeres:


  • Elena Osorio, con la que mantuvo cinco años de relaciones durante su juventud;
  • Marta de Nevares, una mujer casada de la que se enamoró hacia 1617 y con la que convivió tras morir su marido. Hacia 1627, se quedó ciega y, más tarde, perdió la razón. Lope publicaría La Dorotea pocos meses después de su muerte.

Estructura y argumento


La obra se divide en cinco actos, cada uno de ellos divididos a su vez en varias escenas: el primero en ocho, el segundo en seis, el tercero en nueve, el cuarto en ocho y el quinto en doce. La historia se centra en las relaciones de Dorotea con dos hombres: por un lado, Fernando, un poeta, y, por otro, don Bela, un indiano. En principio, Fernando y Dorotea mantienen una relación amorosa, pero el deseo de la madre de esta de un mejor partido para su hija, hace que busque a don Bela y que, con la ayuda de una especie de alcahueta, Gerarda, concierte una cita entre ambos. Fernando, ante esta situación, decide huir a Sevilla con unas joyas que consigue engañando a su antigua amante Marfisa; Dorotea intenta suicidarse ante el alejamiento de su amado, pero finalmente se reúne con don Bela. Fernando, que no puede olvidar a Dorotea, regresa a Madrid y se pelea con don Bela, a quien hiere. Fernando y Dorotea se juntan de nuevo, pero Fernando termina abandonándola por Marfisa. Don Bela muere por culpa de la herida.

Personajes


  • Gerarda: vieja entrometida, chusma.
  • Fernando: el Galan. Joven poeta, pobre y disoluto. Encarna al autor
  • Don Bela: el maduro prometido de Dorotea. Encarna a Perrenot de Granvela, rival de Lope en el amor de Elena Osorio.
  • Dorotea: la prometida de Bela, ama a Fernando, hija de Teodora.
  • Marfisa: hija de Teodora, hermana de Dorotea, ayuda a Dorotea a cumplir el sueño.
  • Teodora: madre de Dorotea y Marfisa que reprende a Dorotea por no querer casarse con Don Bela.
  • Laurencio: criado de Don Bela.
  • Julio: amigo de Fernando.
  • Felipa: hija de Gerarda.

Teatro


Em 1606, Lope de Vega publica sua obra "Arte Nuevo de Hacer Comedias" e aponta alguns princípios básicos da produção teatral de sua época (teatro barroco espanhol):

  • Divisão da obra em três atos: apresentação da trama; desenvolvimento; e desenlace.
  • Ruptura da unidade de ação: varias linhas de enredo correm paralelas.
  • Mistura do trágico com o cômico.
  • Ruptura das unidades clássicas de tempo e lugar.
  • Composição em versos.

Citações



  • "A harmonia é puro amor, pois amor é total concordância".

- Armonia es puro amor, porque el amor es concierto.
- Comedias escogidas de frey Lope Félix de Vega Carpio juntas en ..., Volume 3‎ - Página 635, Lope de Vega, Juan Eugenio Hartzenbusch, Juan Pérez de Montalván, Adolfo de Castro, Antonio Gil y Zárate - 1857

  • "A poesia é a pintura dos ouvidos, assim como a pintura é a poesia dos olhos".

- La poesía es pintura de los oídos, como la pintura poesía de los ojos
- Coleccion de la obras sueltas, assi en prosa, como en verso, Volume 16‎ - Página 428, Lope de Vega - Impr. de A. de Sancha, 1778

  • "A maior vingança de quem é prudente é esquecer a causa da desconsideração".

- la mayor venganza del que es sabio es olvidar la causa del agravio.
- Colección de las obras sueltas assi en prosa, como en verso, Volume 17‎ - Página 79, Lope de Vega - en la imprenta de Don Antonio de Sancha ... donde se hallará, 1777 - 530 páginas

Referências





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