quinta-feira, 19 de junho de 2014

Biografia de Giovanni Battista Morgagni


Giovanni Battista Morgagni.
Giovanni Battista Morgagni. Anatomista italiano considerado como o Pai da Anatomia Patológica Moderna. Nascido em Forlì, a 25 de Fevereiro de 1682, e, falecido em Pádua, a 6 de Dezembro 1771 aos 89 anos de idade. Morgagni é considerado como o cientista que deu o primeiro passo para mudar o ponto de vista da anatomia patológica moderna, já que suas idéias adquiriram uma vital importância para o estudo das enfermidades.




Biografia



Com a morte de seu pai quando ele era ainda muito jovem, sua mãe assumiu a responsabilidade de criá-lo, dando-lhe uma educação proveitosa. Entrou na universidade de Bolonha aos dezesseis anos, destacou-se por sua grande atenção, pela qual estiveram interessados alguns professores para que trabalhasse como ajudante na cátedra de anatomia, ao conseguir o doutorado em medicina e filosofia aos vinte e dois anos começou a se reunir esporadicamente nas classes daqueles professores que se interessaram por ele como foram Valsalva ou Albertini. Chegou a criar um grupo de estudo chamado "Academia Inquietorum" cujo nome indica que seus alunos não lhes bastavam com o que sabiam, queriam experimentar e observar de uma forma mais direta para obter evidentes e inovar teorias científicas. Morgagni teve quinze filhos, dos quais oito filhas se tornaram freiras, e um dos filhos que seguiu seus passos faleceu ainda jovem.




Obra



Quando tinha vinte quatro anos de idade (1706), escreveu uma série de notas chamadas "Adversárias anatômicas" que chegaram a serem publicadas logrando o interesse popular, pela reclamou à universidade de Pádua para trabalhar como professor durante mais de 50 anos, fazendo incessantes investigações que lhe afetaram a visão, pelo que teve de retornar à Bolonha para se recuperar e continuar com seu trabalho como professor na Universidade de Bolonha. Publicou vários livros dos quais destacamos "De sedibus et causis morborum per anatomen indagatis" que publicou em 1761 e continha mais de 700 histórias clínicas com seus protocolos de autópsias; esta obra foi traduzida a vários idiomas para servir de base na anatomia patológica que lhe sucedeu. Giovanni Battista Morgagni realizou autópsias usando outra forma de visão e opinião mais racionalista, evitando um diagnóstico primário como principal e indagando mais na patologia de forma mais minuciosa. Morgagni projetou instrumentos adequados para a prática das dissecções médicas, inclusive, nos dias atuais, a mesa em que se realizam as autópsias são conhecidas como "mesa de Morgagni". Alcançou fama e tão respeitado foi que até mesmo os exércitos austríacos que invadiram a Bolonha, receberam ordens estritas de não fazer-lhe mal algum. Determinados estudos tiveram grande importância, como os que realizou sobre aneurismas e enfermidades pulmonares. Para ele a tuberculose era uma enfermidade contagiosa, recusando-se a realizar autópsias nas pessoas que sofriam deste mal. Conseguiu modificar as leis sobre a tuberculose considerando-a desde então como uma enfermidade contagiosa e sobre a qual deve-se tomar medidas de desinfecção e higiene especiais. Não esteve de acordo com as sangrias, que eram comuns naquela época e se pensava que serviam como tratamento. Também se interessou em estudar o pulso e os batimentos do coração em algumas alterações cardíacas, ajudando muito no tratamento destas afecções. Para ele, a única forma de tratar o câncer com êxito, era extirpando a região afetada.



Bibliografia



  • Juan L. Carrillo (1993). La medicina en el siglo XVIII. Ediciones Akal. ISBN 9788476007716.
  • Juan José Puigbó (2002). La fragua de la Medicina Clínica y de la Cardiología. CDCH UCV. ISBN 9789800019641.



Referências


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