quinta-feira, 1 de maio de 2014

Vieira (molusco)


Vieiras (imagem: Havang(nl)).
Vieiras (nome científico Pecten maximus) são moluscos bivalves marinhos da família Pectinidae. Encontram-se em vários oceanos e abundantemente na América do Norte, norte da Europa, e Japão, sendo bastante apreciadas como alimento refinado. Nos países de língua inglesa são conhecidas como scallop, em francês são a famosa coquille saint-jacques. As conchas coloridas em forma de leque de algumas vieiras, com seu padrão de pregas radiantes, são apreciadas por colecionadores e *malacologistas e tornaram-se um símbolo de heráldica e de Santiago Maior, ostentado pelos peregrinos a Santiago de Compostela. É também a concha representada em O Nascimento de Vênus de Sandro Botticelli. A sua característica mais interessante na vida selvagem, segundo o National Geographic, é serem nadadores ativos, sendo o único bivalve migratório, movendo-se por propulsão com ajuda do músculo adutor.


*Malacologia é o ramo da biologia que estuda os moluscos. Os estudos malacológicos incluem a taxonomia, a fisiologia e a ecologia destes animais. Função da malacologia: Uma das razões para estes estudos é que algumas espécies de caramujos, como o Achatina fulica, são hospedeiros de parasitas humanos (neste caso, o Angiostrongylus costaricensis, endêmico das Américas e causador da angiostrongilose abdominal). Outras espécies, como muitos cefalópodes (chocos, lulas e polvos), ou o escargot, Helix aspersa, têm importância econômica e nutricional, sendo objetos de pesca ou de cultivo.




Anatomia


Como as ostras verdadeiras (família Ostreidae), as vieiras têm um músculo central adutor, cuja marca de fixação é visível no interior das suas conchas. O músculo adutor das vieiras é maior e mais desenvolvido do que o das ostras, pois elas são nadadoras ativas: as vieiras são, na verdade, os únicos bivalves migratórios. A forma das suas conchas tende a ser altamente regular, o arquétipo da forma de uma concha, e por por causa da sua harmoniosa geometria, a sua concha é frequentemente um motivo decorativo. A Vieiras possuem olhos com lente e retina, mais complexos do que os de outros bivalves. Embora não consigam ver formas, podem detectar a luz e movimento.


Alimentação e hábitos de vida


A maioria das vieiras alimentam-se por filtragem de plâncton. Ocasionalmente, o plâncton pode incluir larvas de vieiras. Sifões trazem água para uma estrutura de filtragem, onde o alimento fica retido no muco. Em seguida, os cílios na estrutura movem o alimento em direção à boca. O alimento é digerido no estômago e glândula digestiva. Os resíduos são passados através do intestino e saem através do ânus. A maioria das vieiras são nômades, mas algumas espécies podem conectar-se a um substrato por uma estrutura chamada *bisso, ou até mesmo cimentar-se em adultos (por exemplo as Hinnites spp.). Outras vieiras podem estender um "pé" de entre as suas válvulas (concha). Então, ao contrair o pé, podem enterrar-se mais na areia. Uma vieira nômade pode nadar, abrindo e fechando rapidamente as conchas. Este método de locomoção é também uma técnica defensiva, protegendo-a de ameaça de predadores. Algumas vieiras podem fazer um som suave mas audível de um estalo ao bater as conchas debaixo de água, levando a que lhes chamem "vieiras cantoras".


Bisso é o nome dado ao feixe de filamentos pelos quais moluscos bivalves, como o mexilhão, fixam-se ao substrato. Apresenta uma textura similar à seda e é secretado por uma glândula situada na base do pé.

Referências

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