sexta-feira, 11 de abril de 2014

Catabolismo



Diagrama simplificado de catabolismo
de proteínas, carboidratos e gorduras.
Catabolismo. Chama-se catabolismo à parte do metabolismo que se refere à assimilação ou processamento da matéria orgânica adquirida pelos seres vivos para fins de obtenção de energia.

(O catabolismo é a transformação de moléculas complexas em moléculas simples, com a liberação de energia).
- Conjunto dos atos de desassimilação. Considerou-se por muito tempo a decadência como uma necessidade de vida: “O ser vivo, diz Claude Bernard, aparece, cresce, declina e morre”. Isto apenas é verdadeiro para os seres pluricelulares inferiores. Para um ser unicelular no estado de vida elementar manifestada, há sempre crescimento (anabolismo), geralmente seguido de divisão (multiplicação), e, algumas vezes, acompanhado de evolução morfológica. Só há destruição, degeneração fora das condições da vida elementar manifestada, isto é, quando o ser unicelular se comporta à maneira de um corpo bruto ordinário. Os fenômenos catabólicos não são, pois, propriamente falando, fenômenos vitais.
 
Este conjunto de processos diz respeito às vias de degradação, ou seja, de quebra das substâncias. Parte sempre de moléculas que contêm quantidades importantes de energia, como polissacarídeos, lipídios, ácidos nucleicos e proteínas que são degradados em unidades menores e com menor quantidade energética como monossacarídeos, ácidos graxos, nucleotídeos e aminoácidos, respectivamente. Ou seja, moléculas grandes são constituídas por longas cadeias de monômeros (mono = um + mer = parte) e por isso são chamadas de polímeros (poli = muitos). A energia resultande do catabolismo é aproveitada pelo organismo que normalmente a armazena nas células em forma de compostos trifosfatados, como o ATP e o GTP. As células utilizam os monômeros obtidos da quebra de polímeros tanto para construir novos polímeros quanto para degradar os monômeros até simples produtos de excreção, liberando energia. Produtos de excreção incluem dióxido de carbono, amônia e uréia. Esses produtos geralmente são gerados por um processo de oxidação em que há liberação de energia, um pouco dessa energia é perdida por calor e o restante é utilizado para a síntese de ATP. A célula utiliza as moléculas de ATP para transferir a energia liberada pelo catabolismo para as reações que precisam de energia que constituem os processos do anabolismo ou para processos como contração muscular ou transporte ativo. Portanto, o catabolismo é o responsável pelo fornecimento da energia química necessária para a manutenção e o crescimento das células. Exemplos de processos catabólicos incluem a glicólise, a quebra das proteínas musculares para a utilização dos aminoácidos como substrato para a gluconeogênese e a quebra de lipídios do tecido adiposo em ácidos graxos. Existem diversos sinais que controlam o catabolismo. A maior parte da sinalização conhecida é feita por hormônios e pelas moléculas envolvidas no próprio metabolismo. Endocrinologistas tradicionalmente classificam a maioria dos hormônios como catabólicos ou anabólicos, de acordo com a parte do metabolismo que eles atuam. Os chamados hormônios catabólicos clássicos conhecidos desde o início do século 20 são cortisol, glucagon e adrenalina (e outras catecolaminas). Nas últimas décadas, muitos outros hormônios com pelo menos alguns efeitos catabólicos foram descobertos, incluindo citocinas, orexina e melatonina.

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