sábado, 19 de abril de 2014

Biografia de Roger Bacon


Roger Bacon
Roger Bacon. Nasceu em Ilchester, Somerset, em 1214, e, faleceu em Oxford, em 1294. Roger Bacon, também conhecido como Doctor Mirabilis (Doutor Admirável em latim), foi um dos mais famosos frades de seu tempo. Ele foi um filósofo inglês que deu bastante ênfase ao empirismo e ao uso da matemática no estudo da natureza. Estudou nas universidades de Oxford e Paris. Contribuiu em áreas importantes como a Mecânica, a Filosofia, a Geografia e principalmente a Óptica.


Vida e obra

Estudo sobre óptica.
Bacon viveu um período de forte atividade intelectual e proliferação de universidades através da Europa. Por volta de 1240 ingressou para a Ordem dos Franciscanos, onde, fortemente influenciado por Robert Grosseteste, dedicou-se a estudos nos quais introduziu a observação da natureza e a experimentação como fundamentos do conhecimento natural. Roger Bacon vai um passo além de seu tutor e descreve o método científico como um ciclo repetido de observação, hipótese, experimentação e necessidade de verificação independente. Ele registrava a forma em que conduzia seus experimentos em detalhes precisos a fim de que outros pudessem reproduzir seus experimentos e testar os resultados - essa possibilidade de verificação independente é parte fundamental do método científico contemporâneo. Seus avanços nos estudos da Óptica possibilitaram a invenção dos óculos e seriam em breve imprescindíveis para a invenção de instrumentos como o telescópio e o microscópio. Ele propagou o conceito de "leis da natureza", fato importante num período do século XIII em que estavam ocorrendo constantes modificações no pensamento filosófico e na filosofia da natureza. "Seus escritos, na verdade, mostram as virtudes e não os vícios da escolástica - a mistura do dogma religioso com a filosofia, que era a marca registrada do pensamento da intelectualidade ocidental entre os séculos IX e XV." (Ronan, Colin A. História Ilustrada da Ciência, volume 2. Universidade de Cambridge. pp.142 e 143). Em 1277, proposições relacionadas à astrologia de Bacon foram condenadas por Tempier, bispo de Paris. Por sua vez, Bacon promoveu uma defesa de seus pontos de vista publicando a obra Speculum astronomiae.

Trabalho alquímico

Roger Bacon também se destacou pelo seu trabalho de alquimia. Seus experimentos deram origem a lendas sobre suas façanhas, como por exemplo dele ter construído uma cabeça mecânica de bronze que era capaz de prever o futuro. Uma famosa citação dele era a que ele comparava o trabalho alquímico com uma horta: mesmo se colhesse o que não pretendia, ter-se-ia cultivado e melhorado a colheita. Descobrira a pólvora, era capaz de acender uma vela com uma lente e seus estudos contribuíram para o desenvolvimento de um telescópio primitivo, que mais tarde seria criado por Galileu Galilei. Na obra "O Nome da Rosa", do escritor italiano Umberto Eco, é feita menção a Roger Bacon. Segundo o autor, ele seria fonte de inspiração para o franciscano Guilherme de Baskerville, personagem central daquela obra. Assim como Bacon, frei Guilherme é um monge excêntrico e com conhecimento avançado para a época.

Citações
  • Se em outras ciências nós chegarmos na certeza sem dúvida e na verdade sem erro, basta-nos colocar as fundações do conhecimento na matemática.
- Opus Majus, bk. 1, ch. 4
  • A Matemática é a chave do portão e as ciências. A falta de atenção às obras matemáticas prejudica todos os conhecimentos, uma vez que ele é ignorante de não poder conhecer as outras ciências ou as coisas deste mundo.
- Opus Majus
  • "Os argumentos mais fortes não provam nada, desde que as conclusões não são verificadas pela experiência. Ciência experimental é a rainha das ciências e da meta de todas as especulações."
- Opus Tertium
  • "O argumento é conclusivo mas ... ele não elimina dúvidas, a fim de que a mente nunca pode descansar na certeza do conhecimento da verdade, a menos que considere através do método de ensaio. Para que qualquer homem que nunca viu fogo revele satisfatório pelos argumentos que o fogo arde, sua mente de ouvinte jamais seria satisfeita, nem ele deveria evitar o fogo até que ele colocasse a mão em que ele possa aprender com o argumento que a experiência ensinou."

Sobre

  • "Seus escritos, na verdade, mostram as virtudes e não os vícios da escolástica - a mistura do dogma religioso com a filosofia, que era a marca registrada do pensamento da intelectualidade ocidental entre os séculos IX e XV."
- Ronan, Colin A. História Ilustrada da Ciência, volume 2. Universidade de Cambridge. pp. 142 e 143

Referências

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