segunda-feira, 14 de abril de 2014

Biografia de Pablo Neruda


Pablo Neruda em 1966.
Pablo Neruda. (Neftalí Ricardo Reyes Basoalto). Nasceu em Parral, a 12 de Julho de 1904, e, faleceu em Santiago, a 23 de Setembro de 1973. Pablo Neruda foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México.

Biografia

Pablo Neruda nasceu em Parral, em 12 de julho de 1904, como Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Era filho de José del Carmen Reyes Morales, um operário ferroviário, e de Rosa Basoalto Opazo, professora primária, morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), que utilizaria durante toda a vida, tornando-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil. Em 1906 seu pai se transferiu para Temuco, onde se casou com Trinidad Candia Marverde, que o poeta menciona em diversos textos, como "Confesso que vivi" e "Memorial de Ilha Negra", como o nome de Mamadre. Estudou no Liceu de Homens dessa cidade e ali publicou seus primeiros poemas no periódico regional A Manhã. Em 1919 obteve o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o poema Noturno Ideal. Em 1921 radicou-se em Santiago e estudou pedagogia em francês na Universidade do Chile, obtendo o primeiro prêmio da festa da primavera com o poema "A Canção de Festa", publicado posteriormente na revista Juventude. Em 1923 publica Crespusculário, que é reconhecido por escritores como Alone, Raúl Silva Castro e Pedro Prado. No ano seguinte aparece pela Editorial Nascimento seus Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, no que ainda se nota uma influência do modernismo. Posteriormente se manifesta um propósito de renovação formal de intenção vanguardista em três breves livros publicados em 1936: O habitante e sua Esperança; Anéis (em canto nenhuma colaboração com Tomás Lagos) e Tentativa do Homem Infinito. Em 1927 começa sua longa carreira diplomática quando é nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia. Em suas múltiplas viagens conhece em Buenos Aires Federico Garcia Lorca e, em Barcelona, Rafael Alberti. Em 1935, Manuel Altolaguirre entrega a Neruda a direção da revista Cavalo Verde para a Poesia na qual é companheiro dos poetas da geração de 1927. Nesse mesmo ano aparece a edição madrilenha de Residência na Terra. Em 1936, eclode a Guerra Civil espanhola; Neruda é destituído do cargo consular e escreve Espanha no Coração. Em 1945 é eleito senador. No mesmo ano, lê para mais de 100 mil pessoas no Estádio do Pacaembu em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes. Em 1950 publica Canto Geral, em que sua poesia adota intenção social, ética e política. Em 1952 publica Os Versos do Capitão e em 1954 As Uvas e o Vento e Odes Elementares. Em 1953 constrói sua casa em Santiago, apelidada de "La Chascona", para se encontrar clandestinamente com sua amante Matilde, a quem havia dedicado Os Versos do Capitão. A casa foi uma de suas três casas no Chile, as outras estão em Isla Negra e Valparaíso. "La Chascona" é um museu com objetos de Neruda e pode ser visitada, em Santiago. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Lênin da Paz. Em 1958 apareceu Estravagario com uma nova mudança em sua poesia. Em 1965 lhe foi outorgado o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford, Grã-Bretanha. Em Outubro de 1971 recebeu o Nobel de Literatura. Após o prêmio, Neruda é convidado por Salvador Allende para ler para mais de 70 mil pessoas no Estadio Nacional de Chile. Morreu em Santiago em 23 de Setembro de 1973, de câncer na próstata. Encontra-se sepultado em sua propriedade particular em Isla Negra, Santiago no Chile. Postumamente foram publicadas suas memórias em 1974, com o título Confesso que Vivi. Em 1994 um filme chamado Il Postino (também conhecido como O Carteiro e o Poeta ou O Carteiro de Pablo Neruda no Brasil e em Portugal) conta sua história na Isla Negra, no Chile, com sua terceira mulher Matilde. No filme, que é uma obra de ficção, a ação foi transposta para a Itália, onde Neruda teria se exilado. Lá, numa ilha, torna-se amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos (para poder conquistar uma bonita moça do povoado). Durante as eleições presidenciais do Chile nos anos 70, Neruda abriu mão de sua candidatura para que Allende vencesse, pois ambos eram marxistas e acreditavam numa América Latina mais justa o que, a seu ver, poderia ocorrer com o socialismo. De acordo com Isabel Allende, em seu livro Paula, Neruda teria morrido de "tristeza" em Setembro de 1973, ao ver dissolvido o governo de Allende. A versão do regime militar do ditador Augusto Pinochet (1973-1990) é a de que ele teria morrido devido a um câncer de próstata. No entanto, fontes próximas, como o motorista e ajudante do poeta na época, Manuel Araya, afirmam com insistência que o poeta teria sido assassinado, estando a própria justiça do Chile a contestar a versão oficial sobre a sua morte. Em Fevereiro de 2013, um juiz chileno ordenou a exumação do corpo do poeta, no âmbito de uma investigação sobre as circunstâncias da morte. Encontra-se sepultado em, Isla Negra Santiago, no Chile. Os restos mortais do poeta foram exumados a 08 de Abril de 2013 para esclarecer as circunstâncias da sua morte. Segundo a versão oficial, morreu de um agravamento do cancro da próstata a 23 de Setembro de 1973, 12 dias depois do golpe de Estado perpetrado contra o seu amigo e presidente socialista Salvador Allende. Mas testemunhos recentes puseram em causa essa versão e evocaram um assassinato comandado pela ditadura, para evitar que Neruda se tornasse um opositor de prestígio, eventualmente a partir do exílio. Em Novembro do mesmo ano, as conclusões das análises aos restos mortais do poeta chileno foram tornadas públicas: a sua morte, em 1973, terá sido provocada pelo cancro, ficando assim à partida posta de parte a tese de que teria sido assassinado pelo regime de Augusto Pinochet.

Confesso que Vivi (livro)

Confieso que he vivido (br / pt: Confesso que vivi) é um livro de cariz autobiográfico, escrito ao longo de vários anos pelo autor chileno Pablo Neruda, e publicado postumamente no ano de 1974. Foi publicado pela primeira vez em Portugal pelas Publicações Europa-América, em Abril de 1975. No Brasil foi publicado como "Confesso que Vivi — Memórias", pela Difel — Difusão Editorial em 1978.

Repercussão

Segundo pesquisa do Instituto do Livro Espanhol, o livro (na versão original em espanhol) figurou em segundo lugar na lista dos dez mais vendidos na Espanha no ano de 1975.

Sinopse

Ao longo de 340 páginas, o laureado com o Prêmio Nobel da Literatura de 1971 descreve o trajeto da sua vida, recorrendo a uma prosa salpicada de imagens poéticas que prende facilmente a atenção do leitor. A obra divide-se em diversos capítulos correspondentes a outras tantas fases da vida do poeta:
  • O Povem Provinciano - sobre a infância e a adolescência passadas na província;
  • Perdido na Cidade - sobre os tempos universitários, já em Santiago;
  • Os Caminhos do Mundo - sobre o início da carreira diplomática e a primeira viagem ao Oriente;
  • A Solidão Luminosa - sobre as suas impressões da Índia, do Ceilão e do Sudeste Asiático;
  • A Espanha no Coração - sobre a estadia em Espanha, como cônsul do Chile em Barcelona, e o seu relacionamento com poetas como Lorca e Alberti;
  • Saí a Procurar Caídos - sobre a Guerra Civil Espanhola e a ajuda de Neruda para que alguns republicanos espanhóis pudessem fugir para o exílio;
  • México Florido e Espinhoso - sobre as suas memórias do México e as suas impressões da Segunda Guerra Mundial;
  • A Pátria em Trevas - sobre o seu regresso ao Chile e à passagem pelo Peru;
  • Princípio e Fim de um Desterro - sobre o seu desterro que o levou à União Soviética e à China;
  • Navegação com Regresso - sobre a sua prisão em Buenos Aires e nova viagem ao Oriente no final da década de 1950;
  • A Poesia é um Ofício - onde reflete sobre a sua obra e algumas das personalidades que o marcaram;
  • Pátria Doce e Pura - sobre o seu regresso à pátria, a subida de Allende ao poder e o Golpe de Estado de 1973.
As derradeiras páginas deste último capítulo foram escritas no curto intervalo de tempo, de apenas doze dias, entre o golpe de Estado de 11 de Setembro e a morte de Neruda em 23 do mesmo mês. Nessas linhas, o poeta fala de forma amargurada das esperanças derrubadas pela violência dos militares e das memórias do seu amigo Salvador Allende.

Cem Sonetos de Amor

Cem Sonetos de Amor é um livro de Pablo Neruda publicado em 1959 com cem sonetos relacionados ao romantismo, amor etc., divididos em quatro partes: Manhã, Meio-dia, Tarde e Noite, nas quais Neruda expressa todo o conteúdo da palavra amor.

A Dança
Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e
Leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu
Corpo o apertado aroma que ascende da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Senão assim, deste modo, em que não sou nem és.
Tão perto de tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


O soneto "A Dança" foi divulgado no filme Patch Adams, no qual Patch (Robin Williams) o recita para Carin Fisher (Monica Potter). Cinco outros sonetos ("Si no fuera porque tus ojos...", "Amor, amor, las nubes...","No estés lejos de mí...", "Ya eres mía", "Amor mío, si muero y tu no mueres") foram musicados por Peter Lieberson, que orquestrou as canções durante temporada que passou em Abadiânia. Há uma gravação ao vivo com James Levine e a Sinfônica de Boston.

Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada

Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada (Veinte poemas de amor y una canción desesperada) é um livro de poesia do poeta chileno Pablo Neruda, onde se cruza o erotismo da poesia que celebra o corpo da mulher, com o gosto que Neruda tem pela natureza. Nestes poemas, é frequente que os dois planos se cruzem, havendo uma certa identificação entre o corpo feminino e o mundo natural (as paisagens, a terra...). Neruda escreveu estes poemas quando tinha cerca de vinte anos, mas são alguns dos mais celebrados da sua obra. O livro foi publicado em 15 de Junho de 1924.

Residência na Terra (livro)

Residência na terra (título original: Residencia en la tierra) é o título de uma colectânea de poemas de Pablo Neruda. Muitos desses poemas foram escritos na Birmânia, quando o poeta lá esteve destacado como cônsul do seu país. Esta corresponde a uma época da vida do escritor marcada pelo pessimismo. Segundo as suas palavras, tentou mesmo o suicídio ao sentir-se desterrado do seu país. O livro foi publicado de 1933 a 1935 em Madrid. Alguns críticos consideram este livro o mais enigmático e surreal deste autor.

Citações
  • "...e para não tombar, para afirmar-me sobre a terra, continuar lutando, deixa em meu coração o vinho errante e o pão implacável da tua doçura."
- Y para no caer, para afirmarme sobre la tierra, continuar luchando, deja en mi corazón el vino errante y el implacable pan de tu dulzura.
- Canto General: Volume 1 - página 72, Pablo Neruda - Editorial Losada, 1955 - 206 páginas.
  • "Creio ter-me definido como um comunista diante de mim mesmo durante a guerra da Espanha.... Os comunistas eram a única força organizada que criava um exército para enfrentar os italianos, os alemães, os mouros, e os falangistas. E eram, ao mesmo tempo, a força moral que mantinha a resistência e luta antifacista."
- "Confesso que Vivi", 1974, pag.135-136
  • "Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito. O vento da vida pôs-te ali. A princípio não te vi: não soube que ias comigo, até que as tuas raízes atravessaram o meu peito, se uniram aos fios do meu sangue, falaram pela minha boca, floresceram comigo."
  • Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
- no poema "Aqui eu te Amo"
  • "No caminho, um táxi passou a toda velocidade, determinado, numa poça d’água e encharcou seu terno. Nem se abalou. Continuou andando no mesmo ritmo, olhos voltados para a calçada como que procurando uma solução. Sem dinheiro para se manter, teria que voltar em muito breve para o Brasil..."
- no poema "O Dia Certo"
  • "La verdad es que no hay verdad. [A verdade é que não há verdade."
- Obras completas: De "Arte de pájaros" a "El mar y las campanas," 1966-1973, Pablo Neruda, Hernán Loyola, Saúl Yurkiévich - Galaxia Gútenberg, 2000 - 1067 páginas
  • "Se cada dia cai,
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência"
-Pablo Neruda; Últimos Poemas, p.55; (Tradução Luiz de Miranda)
  • Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
- Amor, cuántos caminos hasta llegar a un beso, qué soledad errante hasta tu compañía!
- sonete "Mañana", em "Cien sonetos de amor" - Página 12, de Pablo Neruda - Publicado por Editorial Losada, 1960 - 124 páginas
  • Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.
  • Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Mal atribuídas

  • "A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos." [Não é de Pablo Neruda] Fonte: Fundacíon Pablo Neruda.
  • "A poesia não é de quem a escreve, mas sim de quem a usa!", citado por SKÁRMETA, ANTONIO, in: O Carteiro de Pablo Neruda (Ardente Paciência), Editorial Teorema, 1986, p. 87. (OBS: a frase é citada no filme O carteiro e o Poeta pela personagem Mario Ruoppolo a Neruda)
  • "Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir." (Autor Desconhecido)
  • "A vida não começa quando se nasce, começa quando se ama." La vida no empieza cuando nace, comienza cuando se ama. {em busca da autoria)
  • "Algum dia, em algum lugar - em qualquer lugar, infalivelmente, você vai encontrar-se, e aquilo, e só isso, pode ser a hora mais feliz ou mais amargo da sua vida." [carece de fontes]
  • "Deixe a vida fazer com você. O que a primavera faz com as flores." [carece de fontes]
  • "Eres el resultado de ti mismo" - Autor Desconhecido/Anômimo
  • "É urgente o amor./É urgente um barco no mar./É urgente destruir certas palavras,/ ódio, solidão e crueldade,(...):-Eugénio de Andrade
  • "Fica Proibido" é o poema "Queda Prohibido"
-Alfredo Cuervo Barrero, com registro de propriedade/vizcaya: Número de inscripción BI -13- 03, publicado pela primeira vez na internet em 23 de julho 2001
  • "Homenagem as Mulheres/ elas sorriem quando querem gritar./Elas cantam quando querem chorar./Elas choram quando estão felizes./ E riem quando estão nervosas.(...):- Autoria desconhecida. O que foi escrito de fato por Neruda seria "Mujer/Antes del hombre, la mujer, la madre,/durante el hombre, la mujer, la esposa,/después del hombre, la mujer, la sombra.":- Fonte: Homenaje de Pablo Neruda a la Mujer, Fundación Pablo Neruda; citado como declamado pelo próprio no Primer Congreso Latinoamericano de Mujeres, organizado en Santiago do Chile em 1959.
  • Me apaixonei pela vida/ É a única que não me deixará sem que eu o faça antes. [Em busca da autoria]
  • Me encante da maneira que você quiser, como você souber e encante, para que eu possa me dar e encante nos mínimos detalhes”
-Silvana Duboc
  • "Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito; repetindo todos os dias os mesmos trajetos."
- Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito, repitiendo todos los días los mismos trayectos
-texto de Martha Medeiros, com frequência atribuído a Pablo Neruda
-Fonte: O Estado de S. Paulo, Falso poema atribuído a Neruda é da brasileira Martha Medeiros
  • "O pensamento tem poder infinito. Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade. Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória. (...) [autor desconhecido]
  • "Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra." [carece de fontes]
  • "Podran cortar todas las flores pero nunca terminaran con la primavera."
-atribuída sem fontes bibliográficas a Neruda e Lino J. Somavilla
  • "POEMA 20 - Pablo Neruda (...) Amar é breve, esquecer é demorado // Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.
  • "Quero/ Quero apenas cinco coisas.../Primeiro é o amor sem fim.../ A segunda é ver o outono.../A terceira é o grave inverno.../ Em quarto lugar o verão.../A quinta coisa são teus olhos.../ Não quero dormir sem teus olhos./ Não quero ser... sem que me olhes./ Abro mão da primavera para que continues me olhando."
-Apócrifo, pode derivar do original de Neruda "Pido Silencio"
  • "Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida... Saudade é sentir que existe o que não existe mais... Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam. Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou. E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudade, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido. E disso, meus amigos, eu não posso ser acusado: vivi, sofri, me apaixonei por tudo o que a vida me ofereceu!... Confesso que vivi!
-personagem Poeta Afonso Henriques, na novela Fera Ferida escrita por Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn.
  • Se não puderes ser um pinheiro/ no topo da colina, sê um Arbusto”
-Douglas Malloch em Be the Best of Whatever You Are
  • "Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida”. = Trecho (...) si nada nos libra de la muerte,/al menos que el amor nos salve de la vida. Javier Velaza, in: Los arrancados
  • "Se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor. Se sou esquecido, devo esquecer também ... Pois amor é feito espelho: - tem que ter reflexo." [nada consta do referido autor]
  • "Te amo - Te amo de una manera inexplicable./De una forma inconfesable./De un modo contradictorio. (...) Gian Franco Pagliaro
  • "Um grande livro, escrito por um grande pensador é um navio de pensamentos com o porão carregado de verdade e beleza." [carece de fontes]
  • "Vive cada día como si fuera el ultimo de tu vida. Algún día acertaras..." [Anônimo] "Vivo cada dia como se fosse cada dia, nem o último, nem o primeiro simplesmente o único."
  • ":Vivo para florescer
Outros jardins e sem
perceber, o meu se abarrota
de rosas e manacás.
Vivo cada dia como
se fosse cada dia.
Nem o último nem
o primeiro - o único"
[carece fontes]
  • "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das conseqüências" (não é de Neruda) Fonte: Fundacíon Pablo Neruda
Obras
  • Crepusculario. Santiago, Ediciones Claridad, 1923.
  • Veinte Poemas de Amor y una Canción Desesperada. Santiago, Nascimento, 1924.
  • Tentativa del Hombre Infinito. Santiago, Nascimento, 1926.
  • El Habitante y su Esperanza. Novela. Santiago, Nascimento, 1926. (prosa)
  • Residencia en la Tierra (1925-1931). Madrid, Ediciones del Arbol, 1935.
  • España en el Corazón. Himno a las glorias del pueblo en la guerra: (1936- 1937). Santiago, Ediciones Ercilla, 1937.
  • Tercera Residencia (1935-1945). Buenos Aires, Losada, 1947.
  • Canto General. México, Talleres Gráficos de la Nación, 1950.
  • Todo el Amor. Santiago, Nascimento, 1953.
  • Odas Elementales. Buenos Aires, Losada, 1954.
  • Nuevas Odas Elementales. Buenos Aires, Losada, 1955.
  • Tercer Libro de las Odas. Buenos Aires, Losada, 1957.
  • Estravagario. Buenos Aires, Losada, 1958.
  • Cien Sonetos de Amor (Cem Sonetos de Amor). Santiago, Ed. Universitaria, 1959.
  • Navegaciones y Regresos. Buenos Aires, Losada, 1959.
  • Poesías: Las Piedras de Chile. Buenos Aires, Losada, 1960.
  • Cantos Ceremoniales. Buenos Aires, Losada, 1961.
  • Memorial de Isla Negra. Buenos Aires, Losada, 1964. 5 vols.
  • Arte de Pájaros. Santiago, Ediciones Sociedad de Amigos del Arte Contemporáneo, 1966.
  • Fulgor y Muerte de Joaquín Murieta. Bandido chileno injusticiado en California el 23 de julio de 1853. Santiago, Zig-Zag, 1967. (obra teatral)
  • La Barcaola. Buenos Aires, Losada, 1967.
  • Las Manos del Día. Buenos Aires, Losada, 1968.
  • Fin del Mundo. Santiago, Edición de la Sociedad de Arte Contemporáneo, 1969.
  • Maremoto. Santiago, Sociedad de Arte Contemporáneo, 1970.
  • La Espada Encendida. Buenos Aires, Losada, 1970.
  • Discurso de Stockholm. Alpigrano, Italia, A. Tallone, 1972.
  • Invitación al Nixonicidio y Alabanza de la Revolución Chilena. Santiago, Empresa Editora Nacional Quimantú, 1973.
  • Libro de las Preguntas. Buenos Aires, Losada, 1974.
  • Jardín de Invierno. Buenos Aires, Losada, 1974.
  • Confieso que he Vivido. Memorias. Barcelona, Seix Barral, 1974. (autobiografia)
  • Para Nacer he Nacido. Barcelona, Seix Barral, 1977.
  • El Río Invisible. Poesía y prosa de juventud. Barcelona, Seix Barral, 1980.
  • Obras Completas. 3a. ed. aum. Buenos Aires, Losada, 1967. 2 vols.

 

Pablo Neruda

 

Referências

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