segunda-feira, 14 de abril de 2014

Biografia de Julio Cortázar


Julio Cortázar
Julio Cortázar. (Julio Florencio Cortázar). Nasceu na Embaixada da Argentina em Ixelles, a 26 de Agosto de 1914, e, faleceu em Paris, a 12 de Fevereiro de 1984. Julio Cortázar foi um escritor argentino.


Biografia


Filho de argentinos, nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles, distrito de Bruxelas, na Bélgica, e voltou a sua terra natal aos quatro anos de idade. Seus pais se separaram posteriormente e passou a ser criado pela mãe, uma tia e uma avó. Passou a maior parte de sua infância em Banfield, na Argentina, e não era uma criança totalmente feliz, apresentando uma tristeza frequente. Declararia: "Pasé mi infancia en una bruma de duendes, de elfos, con un sentido del espacio y del tiempo diferente al de los demás". Cortázar era uma criança bastante doente e passava muito tempo na cama, lendo livros que sua mãe selecionava. Muitos de seus contos são autobiográficos, como Bestiario; Final del Juego; Los Venenos e La Señorita Cora, entre outros. Formou-se Professor em Letras em 1935, na "Escuela Normal de Profesores Mariano Acosta", e naquela época começou a frequentar lutas de boxe. Em 1938, com uma tiragem de 250 exemplares, editou Presencia, livro de poemas, sob o pseudônimo "Julio Denis". Lecionou em algumas cidades do interior do país, foi professor de literatura na "Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Nacional de Cuyo", mas renunciou ao cargo quando Juan Domindo Perón assumiu a presidência da Argentina. Empregou-se na Câmara do Livro em Buenos Aires e realizou alguns trabalhos de tradução. Em 1951, aos 37 anos, Cortázar, por não concordar com a ditadura na Argentina, partiu para Paris (França), pois havia recebido uma bolsa do governo francês para ali estudar por dez meses, e acabou se instalando definitivamente. Trabalhou durante muitos anos como tradutor da Unesco e viveria em Paris até a sua morte. Teve uma relação de amizade com os artistas argentinos Julio Silva e Luis Tomasello, com os quais realizaria vários projetos conjuntos. Politicamente, o autor também foi um mistério, devido à fragilidade dos rótulos da época, pois, para a CIA, tratava-se de um perigoso esquerdista a soldo da KGB, enquanto esta considerava-o um notório agente do imperialismo a soldo da CIA e perigoso agitador anti-soviético, já que denunciava as prisões em Moscou dos chamados dissidentes. Cortázar se casou com Aurora Bernárdez em 1953, uma tradutora argentina. Viviam em Paris, sob condições econômicas difíceis e surgiu a oportunidade de traduzir a obra completa, em prosa, de Edgar Allan Poe para a Universidad de Puerto Rico. Esse trabalho foi considerado pelos críticos como a melhor tradução da obra do escritor. Em 1963 visitou Cuba enviado pela Casa de las Américas, para ser jurado em um concurso. Foi a época de intensificação do seu fascínio pela política. No mesmo ano teve um livro traduzido para o inglês. Em 1962, lança Historias de Cronopios y Famas, e o ano de 1963 marcou o lançamento de Rayuela, que foi seu grande sucesso e teve cinco mil cópias vendidas no mesmo ano. Em 1959 saiu o volume Final del Juego. Seu artigo Para Llegar a Lezama Lima foi publicado na revista "Union", em Havana. Depois desses anos, Cortázar se comprometeu politicamente na libertação da América Latina sob regimes ditatoriais. Em Novembro de 1970 viaja ao Chile, onde se solidarizou com o governo de Salvador Allende. Em 1971, foi "excomungado" por Fidel Castro, assim como outros escritores, por pedir informações sobre o desparecimento do poeta Heberto Padilla. Apesar de sua desilusão com a atitude de Castro, continuou acompanhando a situação política da América Latina. Em 1973, recebeu o Prêmio Médicis por seu Libro de Manuel e destinou seus direitos à ajuda dos presos políticos na Argentina. Em 1974, foi membro do Tribunal Bertrand Russell II, reunido em Roma para examinar a situação política na América Latina, em particular as violações dos Direitos Humanos. Em 1976, viajou para Costa Rica, onde se encontrou com Sergio Ramírez e Ernesto Cardenal, e fez uma viagem clandestina até Solentiname, na Nicarágua. Esta viagem o marcaria para sempre e seria o começo de uma série de visitas a este país. Em Agosto de 1981 sofreu uma hemorragia gástrica. Em 1983, volta a democracia na Argentina, e Cortázar fez uma última viagem à sua pátria, onde foi recebido calorosamente por seus admiradores, que o paravam na rua e lhe pediam autógrafos, em contraste com a indiferença das autoridades nacionais. Depois de visitar vários amigos, regressou a Paris. Pouco depois lhe foi outorgada a nacionalidade francesa. Carol Dunlop, sua última esposa, faleceu em 2 de Novembro de 1982, e Cortázar teve uma profunda depressão. Morreu de leucemia em 1984, sendo enterrado no Cemitério do Montparnasse, na mesma tumba de Carol. Em sua tumba se ergue a imagem de um "cronópio", personagem criado pelo escritor. Em Buenos Aires, a praça situada na interseção das ruas Serrano e Honduras leva seu nome. Em 2007 foi dado oficialmente o nome de "Plaza Julio Cortazar" à pequena praça no extremo ocidental da "Île Saint Louis", onde ocorre o conto Las Babas del Diablo.


Características literárias

É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Foi o criador de novelas que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo os moldes clássicos mediante narrações que escapam da linearidade temporal e onde os personagens adquirem autonomia e profundidade psicológica inéditas. Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha), de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor. Cortázar inspirou um grande número de cineastas, entre eles o italiano Michelangelo Antonioni, cujo longa-metragem Blow-up foi baseado no conto As Babas do Diabo (do livro As Armas Secretas).


Rayuela (Jogo da Amarelinha)

O Jogo da Amarelinha (no original, Rayuela) é um romance escrito por Julio Cortázar em 1963, considerado a obra máxima do autor que, ao lado de Jorge Luis Borges, é um dos principais representantes modernos da literatura argentina. O assunto principal do livro não são os personagens, com capítulos sobre seus cacoetes, suas manias e suas vidas. O assunto principal é o próprio livro. Nas palavras do próprio autor, "esse livro é muitos livros, mas é, sobretudo, dois livros". O leitor pode começar do capítulo 1 e ir até o 56, tendo assim uma bem construída história sobre um triângulo amoroso. Ou pode optar por começar no capítulo 73, e começar a seguir a ordem indicada por Cortázar. Escolhendo a segunda opção, o leitor verá os acontecimentos de Maga, Oliveira, o Clube da Serpente e o narrador, e depois pode ler citações de grandes autores, textos debatendo a literatura atual, artigos sobre os personagens, desvarios, recortes de um texto maior. Tudo misturado, pulando capítulos para depois voltar aos mesmos, como se fosse um jogo da amarelinha. É um romance de fluxo de consciência introspectiva onde os personagens oscilam e brincam com a mente subjetiva do leitor, e tem várias finais.


Personagens
  • Horacio Oliveira é o protagonista da história. É um argentino com cerca de 40 anos de idade. Ele foi para Paris estudar, mas isso não acontece. Este personagem está em uma busca constante, mas, de acordo com a Gregorovius "…a sensação é de que o que você está procurando está em seu bolso".
  • Maga (Lucia) é outra protagonista da história. É uma uruguaia que viajou para Paris com seu filho Rocamadour, porque seus pais queriam que ela abortasse. Se caracteriza por ser distraída e não ter o conhecimento de seus colegas e amigos, o que às vezes faz com que ela se sinta menos que outros. No entanto, sua ingenuidade e ternura mais de uma vez, são invejados pelos membros do Clube da Serpente.
  • Rocamadour. É um bebê, filho de Maga. Seu nome verdadeiro é como o de seu pai, Francisco. É cuidado por uma governanta chamada Madame Irene, mas Maga o leva para viver com ela. No decorrer da história fica doente e morre. A morte da criança é um fato fundamental no romance.
  • Etienne: pintor. Um dos melhores amigos de Oliveira durante a sua estadia em Paris.
  • Ronald: o pianista americano de jazz e bebop vive em Paris, namorado de Babs.
  • Babs: ceramista norte-americano, namorada de Ronald.
  • Guy Monod: Um amigo de Etienne, aparece na apresentação de todos os membros do clube, irrelevante para a trama do romance.
  • Morelli, é um escritor idealizado (identificado por alguns como o alter ego de Julio Cortázar). Ele aparece nos primeiros capítulos como um velho homem que é atropelado e que Oliveira de ajuda.
  • Ossip Gregorovius: por que Maga é apaixonada, por esta razão, este personagem não é apreciado por Oliveira. Intelectual como todos os membros do Clube da Serpente. Não explica bem o seu passado histórico, mas ele atribui a si três mães diferentes. É da Romênia.
  • Perico Romero: Espanhol, amante da literatura.
  • Pola: jovem francês amante de Oliveira.
  • Wong: Chinês, é inicialmente descrito no Capítulo 14, carrega uma mala cheia de livros, fotos em sua carteira relacionada a uma lendária performance em Pequim do início do século XX.
  • Traveler, é um amigo de infância de Horacio Oliveira. Ele vive na Argentina. Marido é Talita. Oliveira se parece muito com ele.
  • Talita: A esposa de Traveler, Oliveira vê nela a Maga.

 

O Livro de Manuel

O Livro de Manuel foi o último romance publicado em vida pelo escritor argentino Julio Cortázar em 1973, onde o autor assumiu e evidencia um compromisso com a realidade social e política da América Latina. Neste romance, num contexto de meia culpa e decepção com o processo revolucionário cubano, e, em geral, com as esquerdas, apontada por um grupo de guerrilheiros sediados em Paris tentando construir um mundo mais humano. Cortázar entrelaçou e cristalizou diferentes reflexões e polêmicas que manteve com a intelectualidade latino-americana, na fabricação da "cartilha", para o menino chamado Manuel, denunciando os absurdos da sociedade capitalista e manifestando o apoio à luta pela emancipação dos povos latino-americanos e, ao mesmo tempo, o livro criticou as esquerdas, mostrando, até certo ponto, a incapacidade crônica dos revolucionários em elaborar e materializar uma autêntica e integral mudança social.


Todos os Fogos o Fogo

Todos los fuegos el fuego, traduzido no Brasil e também em Portugal como Todos os Fogos o Fogo é um livro de contos de Julio Cortázar, publicado em 1966. Em Portugal, foi traduzida por Carlos Barata e publicada pela Editorial Estampa em 1974.

Contos

  • A auto-estrada do sul (La autopista del sur)
  • A saúde dos doentes (La salud de los enfermos)
  • Reunião (Reunión)
  • Senhorita Cora (Señorita Cora)
  • A ilha ao meio-dia (La isla a mediodía)
  • Instruções a John Howell (Instrucciones para John Howell)
  • Todos os fogos o fogo (Todos los fuegos el fuego)
  • O outro céu (El otro cielo)


Cronópios, famas e esperanças


O livro Histórias de Cronópios e de Famas foi escrito por Cortázar em Roma e Paris, no período de 1952 a 1959, mas foi publicado em 1962. Ofereceu uma espécie de reinvenção do mundo através de seus personagens, os "cronópios", os "famas" e as "esperanças", que alcançam sensibilidade e fascínio na medida em que traduzem a psicologia humana. Os cronópios, segundo Cortázar, são criaturas verdes e úmidas, distraídas, e sua força é a poesia. Eles cantam como as cigarras, indiferentes ao cotidiano, esquecem tudo, são atropelados, choram, perdem o que trazem nos bolsos e, quando saem em viagem, perdem o trem, chove a cântaros, levam coisas que não lhes servem. Os famas, pelo contrário, são organizados e práticos, prudentes, fazem cálculos e embalsamam sua lembranças; quando fazem uma viagem, mandam alguém na frente para verificar os preços e a cor dos lençóis. As esperanças "são sedentárias e deixam-se viajar pelas coisas e pelos homens, e são como as estátuas, que é preciso ir vê-las, porque elas não vêm até nós".


Citações

  • "Ser valente é muito mais fácil do que ser homem".
"O destino das explicações
Em algum lugar deve haver uma lixeira onde estão amontoadas as explicações. Uma só coisa inquieta neste justo panorama: que possa ocorrer o dia em que alguém consiga explicar também a lixeira."
- Obra "Histórias de Cronópios e de Famas"
  • E chamam a isso uma piscina - queixou-se Pelusa.
- Estique um pouco essa porcaria, parece que é para dar banho em porcos. Que acha o senhor, Dom Persio?
- Detesto banho ao ar livre - disse Persio -, sobretudo quando há possibilidade de apanhar a caspa alheia.
- Obra Os Prêmios
  • - Pingue-pongue – disse Paula.
-Pingue-pongue?
-Sim, eu pergunto como você está, você me responde, e depois me pergunta como estou. Eu respondo: Muito bem, Jamaica John, apesar de tudo. O pingue-pongue social, sempre deliciosamente idiota como os bis dos concertos, os cartões de felicitações e mais três milhões de coisas. A deliciosa vaselina que conserva tão bem lubrificadas as rodas das máquinas do mundo, como dizia Spinoza.”
- Obra Os Prêmios
  • Encontraria a Maga? Tantas vezes bastara-me chegar, vindo pela rue de Seine, ao arco que dá pra o Quai de Conti, e mal a luz cinza esverdeada que flutua sobre o rio deixava-me entrever as formas, já sua delgada silhueta se inscrevia no Pont dês Arts, por vezes andando de um lado para o outro da ponte, outras vezes imóvel, debruçada sobre o parapeito de ferro, olhando a água.”
- Obra O Jogo da Amarelinha
  • Acostumaram-se a comparar as colchas, as portas, os abajures, as cortinas; os quartos dos hotéis.”
- Obra O Jogo da Amarelinha
  • - "No combate entre um texto apaixonante e seu leitor, o romance ganha sempre por pontos, enquanto o conto deve ganhar por nocaute."
- la novela gana siempre por puntos, mientras que el cuento debe ganar por knockout
- "La casilla de los Morelli" - Página 138; de Julio Cortázar, Julio Ortega - Publicado por Tusquets, 1981 ISBN 8472230309, 9788472230309 - 153 páginas


Obras principais

  • Presencia, 1938 (sonetos) (Sob o pseudônimo Julio Denis)
  • La Otra Orilla, 1945.
  • Los Reyes, 1949 (teatro) (Os Reis)
  • Bestiario, 1951 (cuentos) (Bestiário, 1986, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Final del Juego, 1956 (cuentos) (Final de Jogo)
  • Las Armas Secretas, 1959 (cuentos) (As Armas Secretas, 1994, Rio de Janeiro: José Olympio). Faz parte desse livro o conto Las babas del diablo (As Babas do Diabo), que inspirou Antonioni para o filme "Blow-up".
  • Los Premios, 1960 (novela) (Os Prêmios, 1983, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
  • Historias de Cronopios y de Famas, 1962 (misceláneas) (Histórias de Cronópios e de Famas, 1964, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Valise de Cronópio, 1974, São Paulo: Perspectiva)
  • Carta a una Señorita en París, 1963
  • Rayuela, 1963 (novela) (O Jogo da Amarelinha, 1994, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
  • La Autopista del Sur, 1964
  • Todos los Fuegos el Fuego, 1966 (cuentos) (Todos os Fogos o Fogo, 1994, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
  • La Vuelta al Día en Ochenta Mundos, 1967 (cuentos).
  • El Perseguidor y Otros Cuentos, 1967 (cuentos).
  • Buenos Aires, Buenos Aires, 1967
  • 62/ Modelo para Armar, 1968 (novela) (62/ Modelo para Armar)
  • Casa Tomada, 1969.
  • Último Round, 1969.
  • Relatos, 1970.
  • Viaje Alrededor de una Mesa, 1970.
  • La Isla a Mediodía y Otros Relatos, 1971.
  • Pameos y Meopas, 1971 (poemas).
  • Prosa del Observatorio, 1972 (Prosa do Observatório, 1974, São Paulo: Perspectiva)
  • Libro de Manuel, 1973 (novela) (O livro de Manuel, 1984, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • La Casilla de los Morelli, 1973.
  • Octaedro, 1974 (cuentos) (Octaedro, 1986, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
  • Fantomas Contra los Vampiros Multinacionales, cómic, 1975.
  • Estrictamente no Profesional, 1976.
  • Alguien que Anda por Ahí, 1977 (cuentos) (Alguém que anda por aí, 1981, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Territorios, 1979 (cuentos).
  • Un tal Lucas, 1979 (cuentos) (Um tal Lucas, 1982, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Queremos Tanto a Glenda, 1980 (cuentos) (Um dos contos foi publicado no Brasil, sob o título Orientação dos Gatos, 1981, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Deshoras, 1982 (cuentos) (Fora de Hora, 1984, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
  • Los Autonautas de la Cosmopista, 1982 (Os Autonautas da Cosmopista) – Em colaboração com Carol Dunlop, sua companheira.
  • Nicaragua tan Violentamente Dulce, 1983 (Nicarágua tão Violentamente Doce, 1987, São Paulo: Brasiliense)
  • Silvalandia (baseado em ilustrações de Julio Silva), 1984.
  • Salvo el Crepúsculo, 1984 (poesía).
  • Divertimento, 1986 (obra póstuma) (Divertimento)
  • El Examen, 1986 (novela, obra póstuma) (O Exame Final, s.d., Rio de Janeiro: José Olympio)
  • Diário de Andrés Fava, 1995 (Diário de Andres Fava, s.d., Rio de Janeiro: José Olympio)
  • Adiós Robinson y Otras Piezas Breves (teatro), 1995 (Adeus, Robinson e Outras Peças Curtas, 1997, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
  • Obra Crítica, editada em 1998, no Rio de Janeiro: Civilização Brasileira
  • Cartas a los Jonquieres 2010

 

Referências


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