segunda-feira, 21 de abril de 2014

Biografia de Johann Wolfgang von Goethe


Johann Wolfgang von Goethe
Johann Wolfgang von Goethe. Nasceu em Frankfurt am Main, a 28 de Agosto de 1749e, faleceu em Weimar, a 22 de Março de 1832. Goethe foi um escritor alemão e pensador que também fez incursões pelo campo da ciência. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang. De sua vasta produção fazem parte: romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas de arte, literatura e ciências naturais. Além disso, sua correspondência epistolar com pensadores e personalidades da época é grande fonte de pesquisa e análise de seu pensamento. Através do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe tornou-se famoso em toda a Europa no ano de 1774. Mais tarde, com o amadurecimento de sua produção literária, e influenciado pelo também escritor alemão Friedrich Schiller, Goethe se tornou o mais importante autor do Classicismo de Weimar. Goethe é até hoje considerado o mais importante escritor alemão, cuja obra influenciou a literatura de todo o mundo.



Vida


Origem



Berço de Goethe, em Frankfurt, Alemanha.
(Imagem: Dontworry).
Johann Wolfgang von Goethe nasceu em 28 de Agosto de 1749 em Frankfurt am Main, Alemanha. Era o filho mais velho de Johann Caspar Goethe. Homem culto, jurista que não exerceu a profissão, Caspar vivia dos rendimentos de sua fortuna. A mãe de Goethe, Catharina Elisabeth Goethe (1731 –1808), procedia de uma família de poder econômico e posição social. Casou-se aos 17 anos e teve outros filhos, dos quais apenas uma viera a chegar à idade adulta. Educados, inicialmente, pelo próprio pai e, depois, por tutores contratados. Goethe e a irmã receberam uma ampla educação que incluía o estudo de francês, inglês, italiano, latim, grego, ciências, religião e desenho. Goethe teve aulas de violoncelo e piano, além de dança e equitação. O contato com a literatura se deu desde a infância, através das histórias contadas por sua mãe e da leitura da Bíblia. A família tinha uma biblioteca que continha mais de 2000 volumes.



Juventude: Estudos e primeiras produções literárias



Por decisão de seu pai, Goethe iniciou os estudos na Faculdade de Direito de Leipzig em 1765, mostrando-se, porém, pouco interessado. Goethe dedicou-se mais às aulas de desenho, xilogravura e gravura em metal, e aproveitava a vida longe da casa dos pais entre teatros e noites na boêmia. Acometido por uma doença, possivelmente tuberculose, voltou para a casa dos pais. Em 1769 Goethe publicou sua primeira antologia, Neue Lieder. Em 1768, retorna para Frankfurt am Main a fim de recuperar a saúde debilitada. Enquanto se recupera, dedica-se a leituras, experiências com alquimia e astrologia. Nesse mesmo ano, Goethe escreve sua primeira comédia: Die Mitschuldigen. Em Abril de 1770 volta aos estudos de direito, agora em Estrasburgo, Alsácia, dessa vez mostrando-se mais interessado. Durante esse período, conheceu Johann Gottfried Herder. Teólogo e estudioso das artes e da literatura, Herder influenciou Goethe trazendo a ele leituras como Homero, Shakespeare e Ossian assim como o contato com a poesia popular (Volkspoesie). Nesse período, Goethe escrevia poemas a Friederike Brion, com a qual mantinha um romance. Esses, mais tarde, ficaram conhecidos como Sesenheimer Lieder. Nelas já se expressa fortemente o início de uma nova produção literária lírica. No verão de 1771, Goethe licencia-se na faculdade de direito.



Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto)



Goethe, por Louise Seidle, 1811.
De volta a Frankfurt am Main, Goethe trabalha sem muito ânimo em seu escritório de advocacia, dando maior importância à poesia. Ao fim de 1771 escreveu Geschichte Gottfriedens von Berlichingen mit der eisernen Hand, que veio a ser publicado dois anos depois sob o título Götz Von Berlichtungen (O Cavaleiro da Mão de Ferro). A peça veio a valer como a primeira obra do movimento Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto). Em 1772 Goethe mudou-se para Wetzlar, a pedido do pai, para trabalhar na sede da corte da justiça imperial. Lá conheceu Charlotte Buff, noiva de seu colega Johann Christian Kestner, por quem se apaixonou. O escândalo dessa paixão obrigou-o a deixar Wetzlar. Um ano e meio depois, em 1774, Goethe publica Die Leiden des Jungen Werther (Os Sofrimentos do Jovem Werther). Com esse romance Goethe tornou-se rapidamente conhecido em toda a Europa. O período entre seu retorno de Wetzlar e a partida à Weimar foi um dos mais produtivos de sua carreira. Além de Werther, Goethe escreveu, entre outros, poemas que se tornaram exemplares de sua obra como Prometheus, Ganymed e Mahomets Gesang, além de peças como Clavigo (Clavigo), Stella, e outras mais curtas como Götter, Helden und Wieland. Nesse período Goethe inicia o projeto de seu mais conhecido escrito, Faust (Fausto).



Em Weimar



Em 1775, Carlos Augusto herda o governo de Saxe-Weimar-Eisenach e convida Goethe a visitar a Weimar, capital do ducado. Disposto a desfrutar os prazeres da corte, Goethe aceita o convite a acaba por mudar-se para Weimar. Em pouco tempo a população o acusa de desencaminhar o príncipe, que por sua vez reage e faz Goethe comprometer-se com setores do governo. Goethe passa então, como ministro, a exercer alguns serviços administrativos, como inspecionar minas e irrigação do solo, entre outros. Goethe viveu até 1786 na cidade, onde veio a exercer diversas funções político-administrativas. Em Weimar, Goethe viveu um afetuoso romance com Charlotte von Stein, do qual restaram documentados mais de 2 mil cartas e bilhetes. Com o trabalho diário na administração da cidade restava-lhe pouco tempo para sua prática poética. Nesse período Goethe trabalha na escrita em prosa de Iphigenie auf Tauris (Ifigênia em Táuride), além de Egmont, Torquarto Tasso e Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, e dos poemas Wandrers Nachtlied, Grenzen der Menschheit e Das Göttliche. Por volta de 1780, Goethe passa a ocupar-se sistematicamente com pesquisas na área das ciências naturais. Seu interesse demonstrou-se principalmente nas áreas de geologia, botânica e osteologia. No mesmo ano, juntamente com Herder, torna-se membro de uma sociedade secreta, os Illuminati (conhecida como Maçonaria Iluminada, extinta pelo governo da Baviera em 1787), que alcança grande prestígio entre as elites europeias.



Viagem à Itália



Goethe estava cada vez mais insatisfeito com trabalho na administração pública e seu relacionamento com Charlotte se desgastou. Goethe entrou em crise com relação ao rumo tomado por sua vida. Por conta disso, em 1786, partiu sem pré-aviso para a Itália usando um pseudônimo, evitando assim ser reconhecido, já que na época já havia se tornado um autor famoso. Goethe passou por Verona, Veneza, Lago di Garda, até chegar a Roma, onde permanece até 1788, tendo também visitado nesse meio tempo Nápoles e Sicília. Em abril daquele ano, Goethe deixou Roma e chegando dois meses depois de volta em Weimar. Na Itália, Goethe conheceu e encantou-se pelas construções e obras de arte da antiguidade clássica e do Renascimento, admirava em especial os trabalhos de Rafael Sanzio e Andrea Palladio. Lá se dedicou ao desenho, decidindo-se porém pela profissão de poeta. Entre outras coisas Goethe versificou nesse período Iphigenie auf Tauris (Ifigênia em Tauride), finalizou Egmont, doze anos após o iniciado da escrita desse, e deu prosseguimento a Tasso. A viagem fora para Goethe uma experiência restabelecedora.



Classicismo de Weimar



De volta a Weimar, trava amizade com Johanna Schopenhauer, mãe do filósofo Arthur Schopenhauer. Poucas semanas após o retorno, Goethe conhece Christiane Vulpius, uma mulher de 23 anos, de origem simples, sem prestígio social. Mesmo com a pouca aceitação da sociedade weimarense, Goethe e Christiane casam-se em 1806, mesmo ano que a cidade foi invadida pelos franceses em ocasião da Revolução Francesa. O casal permaneceu junto até a morte dela em 1816. Goethe assume cargos de influência política nas áreas de cultura e científica. De 1791 a 1817 Goethe dirigiu o teatro de Weimar, antes dirigira a escola de desenho. Ao mesmo tempo Goethe era membro conselheiro na Universidade de Jena, onde conheceu, entre outros, Friedrich Schiller, Georg Hegel e Friedrich Schelling. Em 1794, inicia amizade com Friedrich von Schiller, que passa também a residir em Weimar. Essa amizade entre os dois grandes escritores é celebrada como um dos maiores momentos da literatura alemã.



Ciências naturais e poesia



Monumento à Goethe no Lincoln Park, Chicago.
(Imagem: Wildcat Dunny / Greg Dunham).
Em 1806, Weimar é invadida pelos franceses e Goethe casa-se com Christiane Vulpius. Nos anos posteriores à sua viagem à Itália, Goethe empenhava-se em pesquisas nas ciências naturais. Em 1790 ele publica obra chamada Versuch die Metamorphose der Pflanzen zu erklären, e inicia sua pesquisa sobre as cores, assunto ao qual se dedicou até o fim de sua vida. As obras da década de 1790 fazem parte Römische Elegien, uma coleção de poemas eróticos à maneira clássica sobre a paixão de Goethe por Christiane. Da viagem à Itália vieram os Venetiatischen Epigrame, poemas satíricos sobre a Europa da época. Goethe escreveu também uma série de comédias satirizando a Revolução Francesa: Der Groβ-Cophta (1791), Der Bürgergeneral (1793), e o fragmento Die Aufgeregten (1793). Em 1794 Schiller convida Goethe para colaborar na revista de arte e cultura: Die Horen. Goethe aceita o convite e a partir daí inicia-se uma aproximação entre os dois intelectuais, que resultou numa íntima amizade. Ambos desaprovavam a Revolução e apoiavam a estética da antiguidade clássica como ideal artístico. Como resultado de suas discussões a respeito dos fundamentos estéticos da arte, Schiller e Goethe desenvolveram ideias artísticas que deram origem ao Classicismo de Weimar. Nesse período, Schiller convence Goethe a retomar a escrita de Faust (Fausto) e acompanha o nascimento de Wilhelm Meister Lehrjahre (Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister). Além dessas obras, Goethe escreve no mesmo período Unterhaltungen deutscher Ausgewanderten e o épico escrito em hexâmetro clássico Hermann und Dorothea. Em 1805, interfere para que Hegel seja nomeado professor na Universidade de Berlim. A morte de Schiller nesse mesmo ano, grande perda para o amigo Goethe. Em 1808, Napoleão condecora Goethe, no Congresso de Erfurt, com a grande cruz da Legião da Honra. De acordo com sua correspondência, sobretudo os registros Eckermann, seu amigo, Goethe ficou bastante aturdido com a Revolução Francesa. Prova disso, é a segunda parte de Fausto, publicada postumamente, conforme carta ao amigo, ao qual dizia para só se abrir o pacote após sua morte, num profundo lamento, prevendo que sua literatura seria deixada no esquecimento. Nesse período Goethe, faz incursões pela ciência e publica algumas obras a esse respeito. A Teoria das Cores é publicada em 1810.



Últimos anos do poeta



Frankfurt am Main, Goethe memorial.
(Imagem: dontworry).
Nos anos que seguiram a morte de Schiller, Goethe adoece diversas vezes. Em 1806, ano em que Goethe se casa com Christiane Vulpius, Weimar é invadida pelas tropas de Napoleão. Atormentado com os acontecimentos, Goethe vive uma fase pessimista. Desta época provém seu último romance, Die Wahlverwandschaften, de 1809. Um ano depois Goethe começa a escrever sua autobiografia e publica Teoria das Cores. Um ano após a morte da esposa (1816), Goethe organiza seus escritos e publica os trabalhos: Geschichte meines botanischen Studiums (1817); Italianischen Reise (1817) (Viagem à Itália), diário e reflexões de sua viagem, em duas partes, respectivamente; Wilhelm Meister Wanderjahre (1821) e Zur Naturwissenschaft überhaupt (1824). Em 1823, Jean-Pierre Eckerman torna-se secretário de Goethe e o ajuda na revisão e publicação de escritos até sua morte. As conversações com Eckerman são fruto dessa relação. Durante esse período Goethe dedicava-se à escrita de Faust, que veio a finalizar, após 16 anos de trabalho, em 1830. Aos 82 anos, em 22 de março de 1832, Goethe morre na cidade de Weimar. Encontra-se sepultado no Cemitério Histórico, Weimar, Turíngia na Alemanha ao lado de Friedrich Schiller.



Recepção da obra



Goethe se torna conhecido em toda a Europa na ocasião da publicação de Os Sofrimentos do Jovem Werther. Já no século XIX, Goethe torna-se parte do cânone literário, sendo parte do currículo escolar desde 1860. Goethe foi aclamado gênio no Segundo Reich e suas ideias foram fundamentais para a instauração da República de Weimar após a Primeira Guerra Mundial. Já no na Alemanha Nazista, sua obra fora deixada de lado, pois suas ideias humanistas não cooptavam com a ideologia nazista.



Goethe no Brasil



Grande interessado em culturas, Goethe não deixou de observar aspectos da cultura brasileira. Em sua biblioteca constavam 17 títulos de obras que tratavam do Brasil, além de estarem registrados empréstimos de livros do tema na biblioteca de Weimar. Goethe conheceu canções tupinambás através da leitura de “Dos Canibais” de Michel Eyquem de Montaigne e mantinha um intercâmbio de informações científico com Carl Friedrich Philipp von Martius, o qual costumava chamar de o "brasileiro" Martius. Esse e Ness Von Esenbeck o homenagearam batizando Goetha uma espécie de malvácea brasileira. Na literatura, Goethe influenciou autores de renome como Machado de Assis e Guimarães Rosa.



Os Sofrimentos do Jovem Werther



Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774) é um romance de Johann Wolfgang von Goethe. Marco inicial do romantismo, considerado por muitos como uma obra-prima da literatura mundial, é uma das primeiras obras do autor, de tom autobiográfico - ainda que Goethe tenha cuidado para que nomes e lugares fossem trocados e, naturalmente, algumas partes fictícias acrescentadas, como o final. Neste livro, o suposto Jovem Werther envia por um longo período cartas ao narrador que, no próprio livro, através de notas de rodapé, afirma que nomes e lugares foram trocados. O romance é escrito em primeira pessoa e com poucas personagens. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras. Num estilo completamente adverso a Fausto, mas não menor que neste.



Enredo



Werther é marcado por uma paixão profunda, tempestuosa e desditosa. Werther é correspondido no amor, porém sofre com a impossibilidade de consumá-lo ao se enamorar com uma jovem já prometida a outro homem. J. W. Goethe põe um pouco de sua vida na obra, pois ele também vivera um amor não correspondido. Para o herói, a vida só tem um sentido: Charlotte. A vida deixaria de ter sentido se ele perdesse sua amada, a cada gesto, dança e até mesmo em meio a bofetadas, Werther se apaixona cada vez mais por Charlotte.



Personagens



Werther - Personagem principal,inspirado em Goethe

Editor - Criado por Goethe, chama-se Wilhelm (Guilherme), e é supostamente o amigo a quem Werther endereçou as cartas e quem as organizou

Charlotte (Carlota) - Amada de Werther, noiva de Albert

Albert (Alberto) - Noivo de Charlotte, foi normalmente contrário aos pensamentos de Werther.



Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister



Edição de 1795 da obra.
Wilhelm Meisters Lehrjahre (Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister) é um romance do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, designada como a obra que originou o Bildungsroman ("romance de aprendizado" ou "de formação"), um tipo de romance em que a personagem principal sofre um processo de desenvolvimento espiritual, psicológico, social e político. O romance é dividido em oito livros, dos quais cinco são uma remessa teatral (Theatralische Sendung). Essa remessa teatral surgiu entre 1777 e 1786, mas apenas vinte anos depois foi publicada como romance.



Enredo



Nesse romance, Goethe narra as aventuras do jovem Wilhelm Meister e consequentemente seu desenvolvimento espiritual, psicológico e social. Filho de um casal de comerciantes da classe média alta, contrariando seus pais se apaixona por uma atriz e pelo teatro. Com um grupo de teatro viaja por toda a Alemanha, conhecendo muitos povoados e cidades daquela época. Em breve começa a descobrir que não tem vocação para a vida de artista, mas que prefere curtir as coisas simples da vida, sonha em ter filhos e um casamento feliz. É nesse meio tempo que Wilhelm é conduzido à uma sociedade secreta, a Sociedade da Torre (Turmgesellschaft). Ele descobre que esse grupo de nobres formou uma sociedade com o fim de ajudar vários jovens a alcançarem o desenvolvimento e a formação que eles desejam. Há muito tempo, essa sociedade secreta acompanhava Wilhelm, enviando pessoas para influenciá-lo em suas decisões e em sua visão de mundo. A sociedade informa Wilhelm que seus anos de aprendizado terminaram e que ele está maduro para seguir em frente. Ele se alegra com essa notícia e decide se dedicar exclusivamente a Féliz, filho da sua primeira paixão. Sua maior preocupação é achar uma mãe para seu filho e é quando ele reencontra uma antiga paixão, Natália, e se casa com ela. Natália é inclusive uma integrante da Sociedade da Torre, fica a dúvida se a decisão de se casar com ela realmente foi de Wilhelm ou se a sociedade continua a influenciar suas decisões através de seus integrantes.



Análise



Ao ser publicado, o romance foi enquadrado como um Bildungsroman, onde o protagonista anseia por um desenvolvimento pessoal e o alcança através da utópica e iluminista Sociedade da Torre e não através da arte, como pensava anteriormente. Mais tarde, o romance também foi reconhecido como um documento histórico, pois retrata com muita exatidão a sociedade da segunda metade do século XVIII, como por exemplo a relação entre a nobreza e a burguesia, a função da arte, a influência da Maçonaria no Iluminismo e o Pietismo.



Curiosidades



  • O "método" goethiano de análise fenomenológica não se restringia à botânica, mas também abrange a teoria do conhecimento e a das cores. No início do século XX, o filósofo austro-húngaro Rudolf Steiner fundou a Ciência Espiritual, ou Antroposofia, inspirado no método de observação dos fenômenos desenvolvido por Goethe (no qual a parte subjetiva do observador é também considerada).
  • Goethe passou anos obcecado pela obra Da Teoria das Cores, em que propunha uma nova teoria das cores, em oposição à teoria de Isaac Newton. Essa obra por muito tempo foi deixada de lado, em boa parte devido à maneira violenta pela qual pretende provar que Newton estava errado. Goethe fez diversas observações corretas sobre a natureza das cores, especialmente sobre o aspecto da percepção emocional e psicológica, que serão retomadas anos mais tarde pela escola da Gestalt e não ferem a teoria de Newton, mas tentou justificá-las com argumentos falaciosos. Esses argumentos fizeram-no cair em descrença na comunidade científica.

     

Obras (seleção)

 


Dramas


  • Die Laune des Verliebten (1768)
  • Die Mitschuldigen (1768-1769)
  • Götz von Berlichingen (primeira versão 1771, versão definitiva 1773)
  • Clavigo (1774)
  • Urfaust (Fausto Zero) (1775)
  • Stella (1775)
  • Egmont (1775-1788)
  • Iphigenie auf Tauris (1779-1786)
  • Torquato Tasso (1780)
  • Der Gross-Cophta (1791)
  • Der Bürgergeneral (1793)
  • Die Aufgeregten (Fragmento, 1793)
  • Das Mädchen von Oberkirch (fragmento, 1795/96)
  • Die natürliche Tochter (1801-1803)
  • Fausto I (1806)
  • Fausto II (1832, publicação póstuma)

 

Romances e novelas




  • Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774)
  • Wilhelm Meisters theatralische Sendung (1777-1785)
  • Reise der Söhne Megaprazons (fragmento, 1792)
  • Unterhaltungen Deutscher Ausgewanderten (1795)
  • Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister (1796-1797)
  • As Afinidades Eletivas (1809)
  • Wilhelm Meisters Wanderjahre (primeira versão 1821, segunda versão 1829)
  • Novela (1826-1827)

 

Épicas




  • Reineke-Fuchs (1793)
  • Hermann e Dorotéia (1796-1797)

 

Poemas


  • Prometheus (1774)
  • O Aprendiz de Feiticeiro (poema) (1797)
  • West-östlicher Divan (primeira versão 1819/ versão ampliada 1827)

 

Escritos científicos




  • Teoria das Cores (1810)

 

Prosa autobiográfica




  • Aus meinem Leben. Dichtung und Wahrheit (1811-1833)
  • Viagem à Itália (1813-1817)
  • Kampagne in Frankreich 1792 (1819-1822)

 

Citações




  • Goethe
    "O vinho alegra o coração do homem; e a alegria é a mãe de todas as virtudes".

- Der Wein erfreut des Menschen Herz und die Freudigkeit ist die Mutter aller Tugenden
- Sämtliche Werke - Volume 2 - Página 104, Johann Wolfgang von Goethe - G. Müller, 1776

  • "Os adversários acreditam que nos refutam quando repetem a própria opinião e não consideram a nossa."

- Gegner glauben uns zu widerlegen, wenn sie ihre Meinung wiederholen und auf die unsrige nicht achten.
- Goethe's Werke. Vollständige Ausg. letzter Hand - Página 136, Johann Wolfgang von Goethe - 1834

  • "A lei é poderosa; mais poderosa, porém, é a necessidade."

- Gesetz ist mächtig, mächtiger ist die Noth.
- Faust‎ - Volume 2, Página 54, Johann Wolfgang von Goethe - Low, 1838

  • "Quando alguém olha para o meu livro, tenho sempre a impressão de que me cortam em dois."

- Os Imortais da Litertura Universal. vol 1. Abril Cultural: São Paulo, 1971. p. 53.

  • "O eterno feminino nos eleva".

- Final da segunda parte de Fausto

  • "Onde eu me sentia liberto e aliviado, porque havia transformado a realidade em poesia, meus amigos se enganaram acreditando que se devia transformar a poesia em realidade."

-Sobre o Caso Werther e a colocação de seus livros no Index Librorum Prohibitorum.
- Os Imortais da Litertura Universal. vol 1. Abril Cultural: São Paulo, 1971. p. 55.

  • "Nunca estive tão perto de minha verdadeira felicidade quanto na época daquele amor por Lili. Os obstáculos que nos separavam não eram no fundo insuperáveis, e, no entanto, eu a perdi. Ela foi a primeira por quem experimentei um amor profundo e verdadeiro. Posso dizer também que foi a última, porque todas as paixões que tive no decorrer de minha vida, comparadas a essa primeira, não passaram de atrações ligeiras e superficiais."

- Os Imortais da Litertura Universal. vol 1. Abril Cultural: São Paulo, 1971. pp. 63-64.

  • "Cada dia compreendo mais claramente que verdadeiramente nasci para a poesia, e que deverei cultivar esse talento e fazer ainda alguma coisa de bom"

- Os Imortais da Litertura Universal. vol 1. Abril Cultural: São Paulo, 1971. p. 66.

  • "A alma humana é como a água: ela vem do Céu e volta para o Céu, e depois retorna à Terra, num eterno ir e vir."

- Des Menschen Seele Gleicht dem Wasser: Vom Himmel kommt es, Zum Himmel steigt es, Und wieder nieder Zur Erde muß es, Ewig wechselnd.
- Schriften‎ - Página 390, Johann Wolfgang von Goethe - Göschen, 1791 - 504 páginas

  • "A idade não nos torna adultos. Não! Faz de nós crianças de verdade."

- Das Alter macht nicht kindisch, wie man spricht, // Es findet uns nur noch als wahre Kinder
- Goethes Werke: Vollstandige Ausgabe letzter Hand - Volume 12, Página 15, Johann Wolfgang von Goethe - J.G. Cotta, 1829

  • "Para compreender por que o céu é azul em qualquer parte, não é preciso dar a volta ao mundo."

- Um zu begreifen, dass der Himmel überall blau ist, braucht man nicht um die Welt zu reisen.
- Werke‎ - Página 150, Johann Wolfgang von Goethe - Cotta, 1833 - 253 páginas

  • "É muito mais fácil reconhecer o erro do que encontrar a verdade; aquele está na superfície e por isso é fácil erradicá-lo; esta repousa no fundo,e não é qualquer um que pode investigá-la."

- Der Irrtum ist viel leichter zu erkennen, als die Wahrheit zu finden; jener liegt auf der Oberfläche, damit läßt sich wohl fertig werden; diese ruht in der Tiefe, danach zu forschen ist nicht jedermanns Sache
- Gesamtausgabe der Werke und Schriften, Volume 18‎ - Página 266, Johann Wolfgang von Goethe, Cotta

  • "Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser."

- Niemand ist mehr Sklave als der sich für frei hält ohne es zu seyn.
- Werke: Die Wahlverwandtschaften, Volume 14‎ - Página 259, Johann Wolfgang von Goethe - Cotta, 1817 - 414 páginas

  • "Uma pessoa nobre atrai os nobres e sabe conservá-los."

- Ein edler Mensch zieht edle Menschen an Und weiß sie fest zu halten, wie ihr thut.
- Goethe's Schriften, Volume 6‎ - Página 7, Johann Wolfgang von Goethe, Daniel Chodowiecki, Angelica Kauffmann - G. J. Göschen,1790

  • "Uma pessoa de valor nunca é ingrata."

- Ich habe nie gesehen, dass tüchtige Menschen undankbar gewesen wären.
- Werke: vollständige Ausgabe letzter Hand‎ - [Werke: vollständige Ausgabe letzter Hand‎ - Página 64, Johann Wolfgang Goethe - 1833, Johann Wolfgang Goethe - J. G. Gotta, 1833

  • "A juventude é a embriaguez sem vinho."

- Jugend ist Trunkenheit ohne Wein
- Goethes Werke: Vollstandige Ausgabe letzter Hand, Volume 5‎ - Página 200, Johann Wolfgang von Goethe - J.G. Cotta, 1828

  • "Só é merecedor da liberdade e da vida / Quem tem de conquistá-la de novo todos os dias."

- Nur der verdient sich Freiheit wie das Leben, Der taglich sie erobern muß.
- Werke: Faust. Der Tragödie zweyter Theil in fünf Acten, Volume 41‎ - Página 321, Johann Wolfgang von Goethe - 1832 - 344 páginas

  • "Devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível, dizer algumas palavras sensatas."

- Man soll alle Tage wenigstens ein kleines Lied hören, ein gutes Gedicht lesen, ein treffliches Gemälde sehen und, wenn es möglich zu machen wäre, einige vernünftige Worte sprechen.
- Poetische und prosaische Werke: in zwei Bänden, Volume 2‎ - Página 208, Johann Wolfgang von Goethe - Cotta, 1837 - 663 páginas

  • "Posso prometer ser sincero, mas não imparcial."

- Aufrichtig zu sein kann ich versprechen, unparteiisch zu sein aber nicht.
- Sämtliche Werke, Volume 36‎ - Página 207, Johann Wolfgang von Goethe - G. Müller, 1823

  • "Aquele que não conhece uma língua estrangeira, não conhece a sua própria".

- Wer fremde Sprachen nicht kennt, weiß nichts von seiner eigenen.
- Ueber Kunst und Alterthum, Volume 3‎ - Página 30, Johann Wolfgang von Goethe - Cotta, 1821

  • "Qual é o melhor governo? Aquele que nos ensina a governar-nos."

- Welche Regierung die beste sey? Diejenige die unS lehrt uns selbst zu regieren.
- Werke: Einzelheiten, Maximen und Reflexionen, Volume 49‎ - Página 83, Johann Wolfgang von Goethe - Cotta, 1833 - 211 páginas

  • "A conduta é um espelho no qual todos exibem sua imagem."

- Das Betragen ist ein Spiegel, in welchem jeder sein Bild zeigt
- Goethe's Werke: vollständige Ausgabe letzter Hand‎ - Página 261, Johann Wolfgang von Goethe - J.G. Cotta, 1830

  • "A fidelidade é o esforço de uma alma nobre para igualar-se a outra maior que ela."

- Fidelity, in this case, is the effort of a noble soul struggling to become equal with one exalted above it.
- Wilhelm Meister's apprenticeship and travels: From the German. In 3 volumes: Volume 1 - Página 244, Johann Wolfgang von Goethe - Chapman and Hall, 1842

  • "Não há maior consolação para a mediocridade do que o facto de o gênio não ser imortal."

- Mediocrity has no greater consolation than in the thought that genius is not immortal.
- Novels and tales: by Goëthe. Elective affinities; The sorrows of Werther; German emigrants; The good women; and A nouvelette - Volume 4, Página 153, Johann Wolfgang von Goethe - H. G. Bohn, 1854 - 504 páginas

  • "Para mim, a existência eterna de minha alma é demonstrada por minha ideia de atividade. Se eu trabalhar incessantemente até minha morte, a natureza estará fadada a me conceder outra forma de existência, quando a atual não mais puder sustentar o meu espírito."

- Fonte: http://www.caras.uol.com.br - 12 de novembro de 2009 - EDIÇÃO 836 - Citações



  • "Kennst du das Land, wo die Citronen Blühn, Im dukeln Laub die Glod-Orangen Glühn, Kennst du es wohl? - Dahin, Dahin! Möcht ich... ziehn." [Goethe]

- Conheces o país onde florescem as laranjeiras? Arde na escura fronde os frutos de ouro? Conhece-lo? - Para lá quisera eu ir! (Tradução de Manuel Bandeira)

  • "Nesse mundo há muitas palavras e poucos ecos."

- Goethe citado em Pensamentos e orações 1 - Página 58, SCHNEIDER, Roque, Edicoes Loyola, 2003, ISBN 8515019833, 9788515019830

  • "No topo do mundo, ou nas profundezas do desespero".

- citado em "O diário de Anne Frank‎" - Página 163, Anne Frank, Mirjam Pressler, Otto Frank - Editora Record, 2000, ISBN 8501044458, 9788501044457 - 315 páginas

  • "Tudo na vida é suportável, com exceção de muitos dias de felicidade contínua." Alles in der Welt läßt sich ertragen, Nur nicht eine Reihe von schönen Tagen. Johann Wolfgang von Goethe, arte Hamburgo - Edição Vol. 1, poemas épicos e eu ditos

 

Atribuídas




  • "Os preguiçosos estão sempre a falar do que tencionam fazer, do que hão de realizar; aqueles que verdadeiramente fazem alguma coisa não têm tempo de falar sequer do que fazem."

- Série saúde mental e trabalho, Volume 2 - Página 279, de Liliana Andolpho Magalhães Guimarães e Sonia Grubits - Editora Casa do Psicólogo, 2004, ISBN 8573963522, 9788573963526

  • "A alegria e o amor são duas asas para as grandes ações."

  • "A alegria não está nas coisas: está em nós."

  • "A beleza ideal está na simplicidade calma e serena."

  • "A Ciência e a Arte pertencem ao mundo inteiro, e diante delas desaparecem as barreiras da nacionalidade."

  • "A igualdade nos faz repousar. A contradição é que nos torna produtivo."

  • "A natureza do amor tem sempre algo de impertinente."

  • "As coisas que são realmente essenciais nunca devem estar à mercê das coisas que são acessórias"

  • "As pessoas simples não sabem o tempo que leva e quanto custa aprender a ler. Empenhei-me nisso durante oitenta anos, e não posso dizer que o tenha conseguido."

  • "Arquitetura é música petrificada."

  • "Cada um só porque fala, julga também saber falar da linguagem.”

  • "Coloquei a minha casa sobre o nada, por isso todo o mundo é meu."

  • "Do que adianta você ter essa alma colada aos ossos dessa carne errada? Sem o risco a vida não vale a pena."

  • "Em relação a todos os atos de iniciativa e de criação, existe uma verdade fundamental cujo desconhecimento mata inúmeras ideias e planos esplêndidos: é que no momento em que nos comprometemos definitivamente a Providência move-se também."

  • "Juro a você que por mais de uma vez desejei ser um simples trabalhador do campo; assim, ao despertar, teria uma perspectiva para a jornada que começa, uma necessidade que me impelisse e uma esperança."

  • "O talento educa-se na calma, o caráter no tumulto da vida."

- Goethe citado em "Otimismo em gôtas" - página 88, R. O. Dantas - Editora Sabedoria, 1967 - 191 páginas

  • "Luz, mais luz."

- última frase do poeta.

  • "Matem aquele cão. É um crítico!"

  • "Não basta saber, é preferível saber aplicar. Não é o bastante querer, é preciso saber querer."

- Goethe in: "Os anos de aprendizagem de Wilhelm Meister". São Paulo: Editora 34, 2006.

  • "Não há coisa mais espantosa que a ignorância em ação."

  • "Não nos tornamos livres por nos negarmos a aceitar algo superior a nós, mas por aceitarmos aquilo que está realmente por cima de nós."

  • "Não se possui o que não se compreende."

  • "Nada supera o valor de um dia."

  • "Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes."

  • "Nenhuma alegria é comparável à de ver uma grande alma abrir-se para conosco."

  • "Ninguém consegue enganar-nos melhor que nós mesmos."

  • "O direito de expressão é o princípio e o fim de toda a arte."

  • "O homem deseja tantas coisas, e no entanto precisa de tão pouco."

  • "O homem mais feliz, seja ele um rei ou um camponês, é o que encontrou a paz em seu lar."

  • "O que cantamos em companhia vai de cada coração aos demais corações."

  • "Para mim, o maior dos suplícios seria estar sozinho no Paraíso."

  • "Para ser um viajante neste mundo, necessita saber como morrer e retornar à vida."

  • "Penso, logo não tenho medo de mudar."

  • "Pena que a natureza fez ti um só homem, pois havia matéria para um homem digno e um patife."

  • "Precisamos sempre mudar, renovarmo-nos, rejuvenescer; caso contrário, endurecemos."

  • "Quem deseja ter razão, de certo a terá, com o mero facto de possuir língua".

  • "Quem é firme em seus propósitos molda o mundo a seu gosto."

  • "O que é universal? O caso singular. O que é particular? Milhões de casos."

  • "Quando o interesse diminui, com a memória ocorre o mesmo.”

  • "Que o homem seja nobre, prestativo e bom, pois só isso o distingue de todos os outros seres."

  • "Quem, de três milénios,não é capaz de se dar conta,vive na escuridão, na sombra,à mercê dos dias, do tempo"

  • "Se os macacos soubessem aborrecer-se, poderiam tornar-se homens.”

  • Sobre todos os cumes

É ó silêncio
Na copa de todas as árvores
Você sente
Apenas um suspiro
Os passarinhos se calam na floresta.
Tenha paciência, logo
Você descansará também.
- citado em "A Imortalidade" (Milan Kundera)

  • "Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda a sorte de incidentes, encontros e assistência material que nenhum homem sonharia que viesse em sua direção. Qualquer coisa que possa fazer, ou sonhe que possa fazer, comece a fazê-la agora. A ousadia tem em si genialidade, força e magia."

  • "Todas as coisas são metáforas."

  • "Todas as ideias inteligentes já foram pensadas; é preciso apenas tentar repensá-las."

  • "Todas as idéias são cinzentas. Verde e frondosa é a árvore da vida."

  • "Trata um homem como ele é e ele remanescerá como é. Trata um homem como ele pode e deve ser e ele tornar-se-á como pode e deve ser."

  • "Tudo que existe merece desaparecer."

  • "Tudo nos falta quando faltamos a nós mesmos!"

  • "Um grande sacrifício é fácil, os pequenos sacrifícios contínuos é que custam."

  • "Uma vida ociosa é uma morte antecipada."



Fausto



  • "Se eu me acosto jamais em fofa cama,
    contente e em paz, que nesse instante eu morra!
    Se uma só vez com falsas louvaminhas
    chegares por tal arte a alucinar-me
    que eu me agrade a mim próprio; se valeres
    a cativar-me com deleites frívolos,
    súbito a luz da vida se me apague.
    Vá! queres apostar?"

Quadro V, Cena I - Tradução António Feliciano de Castilho


Johann Wolfgang von Goethe

 

Referências








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